Gênero: Cordyline

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Nomes populares: Uvarana, capim-de-anta, guaraíva, palma-de-são-joão, tuvarana, varana, varaneiraNome científico: Cordyline spectabilis Kunth & BouchéSinônimos:Cordyline dracaenoides KunthCordyline sellowiana KunthFamília: AsparagaceaeTipo: Nativa, não endêmica do Brasil.Descrição: Altura de 3-7 m, dotada de copa dracenoide, pouco ramificada, glabra, de tronco fusiforme, com DAP de 15-25 cm de diâmetro, revestido por casca rugosa e irregularmente partida, de cor pardo-acinzentada. Folhas concentradas no ápice dos ramos, simples, sésseis, recurvadas, lineares a estreito-lanceoladas, de ápice agudo a curto-acuminado e base estreitada semiamplexicaule, com margem levemente ondulada, de 50-64 cm de comprimento por 1,5-5,0 cm de largura. Inflorescência em panícula terminal solitária, ereta, de 0,7-1,0 m de comprimento, de brácteas lanceoladas de 1,0-2,5 cm, com flores andróginas arroxeadas. Frutos baga subglobosa, de polpa suculenta.CaracterísticaFloração / frutificação: Floresce de outubro a dezembro, com frutificação de fevereiro a abril.Dispersão: ZoocóricaHabitat: Espécie pioneira, heliófita e seletiva higrófita, sendo característica das matas de altitude da Mata Atlântica, sendo encontrada na Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual, ocorrendo também no Cerrado.Distribuição geográfica: Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (PIRANI, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomia: É utilizada como planta ornamental para uso paisagístico, sendo que os frutos também servem de alimento para a avifauna, o que a torna indicada para cultivo em reflorestamentos mistos destinados á preservação. As folhas podem ser fonte de fibras altamente resistentes, que são utilizadas pelos índios Guarani para amarrações ou fabricação de cordas, em muitos usos as folhas devem ser passadas ao calor do fogo para que suas fibras tornem-se mais resistentes.InjúriaComentários: Um kg de sementes contém aprox. 77.000 unidades. Após o plantio a emergência das plântulas ocorre em até 60 dias, porém a taxa de germinação é baixa. O crescimento da planta do campo é rápido. Na língua Guarani é chamada de yvara.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.KELLER, H. A. Plantas Textiles de los Guanaríes de Misiones, Argentina. Bonplandia 18(1): 29-37. 2009. Disponível em: <http://ibone.unne.edu.ar/bonplandia/public/18_1/29_37.pdf>.LOPES, S. B.; GONÇALVES, L. Elementos Para Aplicação Prática das Árvores Nativas do Sul do Brasil na Conservação da Biodiversidade. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, 2006. 18p. Disponível em: <http://www.fzb.rs.gov.br/jardimbotanico/downloads/paper_tabela_aplicacao_arvores_rs.pdf>.LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 2009. 384p. il. v. 3.PIRANI, J.R. 2010. Laxmanniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB008539).PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.