Gênero: Ricinus

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Nomes popularesMamona, carrapateiro, carrapato, castor, palma-de-cristo, rícino, mamoneira, tortagoNome científicoRicinus communis L.BasionônioSinônimosRicinus digitatus NoronhaRicinus hybridus BesserRicinus leucocarpus Bertol.FamíliaEuphorbiaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoPlanta perene, ereta, arbustiva, muito ramificada, de caules glabros e fistulosos, com até 7 m de altura. Folhas alternas, longo-pecioladas, peltadas. Lâmina com 10-60 cm de diâmetro, palmado-dividida, com 7 ou mais lobos serrilhados; estípulas grandes, soldadas e cobrindo o botão. Inflorescência racemo-paniculada com as flores masculinas na base dos ramos e as femininas no ápice. Floresce quase o ano todo. Fruto tipo cápsula elipsóide.CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHábitatAmazônia e Mata AtlânticaDistribuição geográficaNorte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás) (CORDEIRO, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaAs sementes possuem um princípio ativo tóxico chamado toxialbumina (ricina) e alcalóides.FitoterapiaNa medicina popular é utilizada como medicinal anti-histérica, analgésica e anticefálica. Também se usava o cozimento das folhas em banhos contra hemorróidas, o óleo também era indicado contra as queimaduras, pois mitigava as dores e acelerava a cicatrização.FitoeconomiaPlanta normalmente cultivada para extração de óleo contido em suas sementes, que fugiu do cultivo e hoje encontra-se espalhada por todas as regiões do Brasil. Antigamente o óleo não secativo extraído das sementes era utilizado como lubrificante, condimento, na iluminação e como combustível. Serve também para matéria prima do sabão. Os resíduos das sementes, após extraído o óleo, serve como forragem e adubo. A planta produz também fibras de boa qualidade. No cultivo desta planta, o ideal é realizar podas verdes e/ou rebaixamento feito no final do primeiro ano, praticado entre 30 e 50 cm de altura.InjúriaÉ planta daninha em culturas agrícolas, pois seu porte elevado e robustez produz muito sombreamento nas plantas e dificulta a colheita. Suas sementes são tóxicas ao homem e ao gado, devido aos compostos ricina e ricinina. As sementes possuem um princípio ativo tóxico chamado toxialbumina (ricina) e alcalóides, os sintomas de intoxicação com este óleo são: náuseas, vômitos, cólicas abdominais, secura das mucosas, hipotermia, taquicardia, sonolência e em casos mais graves coma e óbito.Na língua Guarani é chamada de ambay e também mbay syvo.ComentáriosBibliografiaBARG, D. G. Plantas Tóxicas. Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos. São Paulo. 2004. 24p. il. Disponível em: <http://www.esalq.usp.br/siesalq/pm/plantas_toxicas.pdf>.BERG, E. V. Botânica Econômica. UFLA – Universidade Federal de Lavras. Lavras, MG. 2005. 59p. Disponível em: <http://biologybrasil.blogspot.com/2009/08/botanica-economica.html>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CORDEIRO, I., Secco, R., Cardiel, J.M., Steinmann, V., Caruzo, M.B.R., Riina, R.G., Lima, L.R. de, Maya-L., C.A., Berry, P., Carneiro-Torres, D.S., Pscheidt, A.C. 2010. Euphorbiaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB017659).COUTO, M. E. O. Coleção de Plantas Medicinais Aromáticas e Condimentares; Embrapa Clima Temperado; Pelotas, 2006. 91p. Disponível em: <http://www.cpact.embrapa.br/publicacoes/download/folder/plantas_medicinais.pdf>.FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MAY, P. H. et al. (org.). Manual Agroflorestal Para a Mata Atlântica. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Brasília, 2008. 196 p. il. Disponível em: <http://permacoletivo.files.wordpress.com/2008/05/apostila-1_manual-agroflorestal-junho-2007.doc>.MORAES, M. Phytographia ou Botânica Brasileira. Livraria de B. L. Garnier. Rio de Janeiro, 1881. 564 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/phytographiaoubo00mell/phytographiaoubo00mell.pdf>.NOELLI, F. S. Múltiplos Usos de Espécies Vegetais Pela Farmacologia Guarani Através de Informações Históricas; Universidade Estadual de Feira de Santana; Diálogos, DHI/UEM, 02: 177-199, Bahia, 1998. Disponível em: <http://www.dhi.uem.br/publicacoesdhi/dialogos/volume01/Revista%20Dialogos/DI%C1LOGOS10.doc>.OLIVEIRA, D. Nhanderukueri Ka’aguy Rupa – As Florestas que Pertencem aos Deuses. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2009. 182p. il. Disponível em: <http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=4402&lang=>.