Gênero: Neoblechnum

Carousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel image
Nomes popularesXaximNome científicoNeobechnum brasiliense (Desv.) Gasper & V.A.O. DittrichVoucher453 Schwirkowski (MBM)SinônimosBlechnopsis brasiliensis (Desv.) C. Presl.Blechnum brasiliense Desv. var. angustifolium SehnemBlechnum corcovadense RaddiBlechnum nitidum C. Presl.Blechnum fluminense Vell.Blechnum nigrosquamatum Gilbert.FamíliaBlechnaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoPlantas terrícolas; caule ereto, robusto, formando cáudice de até 30(50)cm de altura, sem estolhos, no ápice com escamas lineares, castanhas a mais comumente nigrescentes, brilhantes, 2,5-3,1cm compr., 1,0-1,4mm larg. na base, 0,2-0,3mm no centro; folhas monomorfas, 36,3-177,0cm compr.; pecíolo 0,5-18,5cm compr., 5,5-9,2mm diâm., com escamas na base semelhantes às do caule, nigrescentes, menores que aquelas; lâmina 87,8-136,2 x 9,7-32,2cm, cartácea, pinada na base, pinatissecta na maior parte, oblanceolada, gradualmente reduzida na base e no ápice; raque escamosa na porção basal da face abaxial, as escamas tipicamente menores que as do caule (<1cm), de forma semelhante, alvacentas ou castanhas, atrocostadas ou não; bulbilhos ausentes; aeróforos ausentes; pinas 31-56 pares, 5,7-23,9 x 0,7-1,6cm, ascendentes, totalmente adnatas à raque, decorrentes e surcurrentes, lineares (as maiores) a triangulares ou ovadas (as basais), de margem serreada, plana ou revoluta, de ápice acuminado (as maiores) a obtuso (as basais); nervuras livres, indivisas ou 1(2)x furcadas, espessadas no ápice, terminando na margem (DITTRICH, 2005, p. 158).CaracterísticaPode ser distinguida de outras espécies pelo hábito cespitoso e arborescente, frondes monomorfas, base dos pecíolos providas de escamas longo-lanceoladas, castanho-escuras a pretas e folhas de margem serreada.Floração / frutificaçãoDispersãoAnemocóricaHabitatÉ comumente encontrada em solos encharcados de áreas degradadas, borda de floresta, clareiras, matas ciliares e ao longo de trilhas e estradas na Floresta Ombrófila Densa e Mista, Floresta Estacional Semidecidual e Decidual e Restinga do Cerrado e da Mata Atlântica.Distribuição geográficaOcorre na Guatemala, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. No Brasil, ocorre no Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (DITTRICH, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaEspécie que não consta nas listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção, portanto, possui grande potencial ornamental para substituição do Xaxim (Dicksonia sellowiana Hook.), que encontra-se em sério risco de extinção.InjúriaComentáriosMeus sinceros agradecimentos ao Professor Doutor Vinícius Antonio de Oliveira Dittrich, Curador do Herbário CESJInstituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora, pela correta identificação desta espécie.BibliografiaARANTES, A. A.; PRADO, J.; RANAL, M. A. Blechnaceae da Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Hoehnea 35(3): 351-357. 1 fig., 2008. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/Hoehnea35(3)artigo02.pdf >.Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.CERVI, A. C et al. Contribuição ao Conhecimento das Pteridófitas de Uma Mata de Araucária, Curitiba, Paraná, Brasil. Acta Biol. Par., Curitiba, 16(1, 2, 3, 4): 77-85. 1987. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/view/810/651>.DITTRICH, V. A. O. Estudos Taxonômicos no Gênero Blechnum L. (Pterophyta: Blechnaceae) Para as Regiões Sudeste e Sul do Brasil. Tese de Doutorado. Instituto de Biociências. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro, SP, 2005. 223P. il. Disponível em: < http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137005P6/2005/dittrich_vao_dr_rcla.pdf >.DITTRICH, V.A.O., Salino, A. 2010. Blechnaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB090794).FRANZ, I.; SCHMITT, J. L. Blechnum brasiliense Desv. (Pteridophyta, Blechnaceae): Estrutura Populacional e Desenvolvimento da Fase Esporofítica. Pesquisas, Botânica, número 56, ano 2005. Disponível em: < http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica56/a08.pdf >.MATOS, F. B. Samambaias e Licófitas da RPPN Serra Bonita, Município de Camacan, Sul da Bahia, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, Paraná. 2009. 255p. il. Disponível em: < http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/19094/1/FERNANDO%20BITTENCOURT%20DE%20MATOS%20-%20DISSERTACAO_2009.pdf >.MYNSSEN, C. M.; WINDISCH, P. G. Pteridófitas da Reserva Rio das Pedras, Mangaratiba, RJ, Brasil. Rodriguésia 55 (85): 125-156. 2004. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/Rodrig55_85/MYNSSEN.PDF >.NÓBREGA, G. A.; PRADO, J. Pteridófitas da Vegetação Nativa do Jardim Botânico Municipal de Bauru, Estado de São Paulo, Brasil. Instituto de Botânica. Hoehnea 35(1): 7-55, 1 tab., 7 fig., 2008. Disponível em: < http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/Hoehnea35(1)artigo01.pdf >.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.ROCHA, M. A. de L. Inventário de Espécies de Pteridófitas de Uma Mata de Galeria em Alto Paraíso, Goiás, Brasil e Morfogênese dos Gametófitos de Pecluma ptilodon (Kumze) Price e Campyloneurum phyllitidis (L.) C. Presl. (Polypodiaceae). UNB – Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas. Brasília, 2008. 127p. il. Disponível em: <http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_arquivos/35/TDE-2008-06-04T151346Z-2649/Publico/2008_MariaAucileneLimaRocha.pdf >.SAKAGAMI, C. R. Pteridófitas do Parque Ecológico da Klabin, Telêmaco Borba, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 212p. il. Disponível em: <http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/15461/1/Dissertacao_Cinthia.pdf>.SCHWARTSBURD, P. B. Pteridófitas do Parque Estadual de Vila Velha, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 170p. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/hoehnea/volume34/Hoehnea34(2)artigo05.pdf>.