Gênero: Hypochaeris

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Nomes popularesAlmeirão-do-campo, Almeirão-de-roseta, orelha-de-gatoNome científicoHypochaeris radicata L.Voucher535 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaAsteraceaeTipoSubespontânea, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva perene, 22,0-90,0 cm alt. Raiz pivotante, profunda. Haste floral fistulosa, crassa, quebradiça, ereta, glabra, ramificada ou não. Ramificações podendo ser desde a base ou no ápice, com 1-19 ramos na base e de 1-20 ramos no ápice, de 11,0-42,0 cm compr. cada ramo. Pedúnculos com ramos de primeira ordem com 5,0-13,0 cm compr. e de segunda ordem variando de 15,0-29,0 cm compr., normalmente hirtos. Folhas caulinares situadas nas bifurcações da haste floral, alternas, sésseis, lineares, agudas no ápice e atenuadas na base, glabras, membranáceas, com 11,0 cm compr. por 1,5 cm larg. ou ausentes. Folhas basais alternas, rosuladas, membranáceas, pecioladas ou sésseis, oblanceoladas ou oblongas ou profundamente partidas, com ápice agudo ou obtuso, de base atenuada e de margens sinuado-denteadas ou lobadas ou profundamente pinatissectas, de 2,0-16,0 cm comprimento por 0,5-2,0 cm larg. no ápice, 0,5-1,5 cm na parte mediana e 0,2-0,5 cm na base. Presença de tricomas do tipo hirtos em ambas as faces das folhas basais. Capítulos em corimbos laxos. Invólucro campanulado, com 11,0-18,4 mm compr. por 7,4-27,3 mm diam. no ápice e 5,0-8,0 mm na base, durante a floração; e com 10,4-24,6 mm compr. por 17,0-33,0 mm diâm. no ápice e 9,0-12,0 mm na base, durante a frutificação. Brácteas involucrais imbricadas em 4-5 séries desiguais, verdes ou verde-enegrecidas no centro, agudas ou semi-agudas no ápice, atenuadas na base e com tricomas estrigosos, principalmente nas brácteas involucrais externas e em algumas intermediárias. Brácteas involucrais externas com 2,0-5,0 mm compr. na floração e 2,1-6,6 mm compr. na frutificação; as intermediárias com 4,0-9,3 mm compr. na floração e 4,4-15,0 mm compr. na frutificação; e as internas com 6,0-12,3 mm compr. Na floração e 12,1-20,2 mm compr. na frutificação. Flores liguladas que ultrapassam as brácteas involucrais, com 8,0-15,0 mm compr.; lígulas amarelas de 4,0-9,5 mm compr. Presença de tricomas simples entre a base da lígula e o ápice do tubo da corola. Páleas do receptáculo hialinas com 12,0-20,0 mm compr., longamente cirrosas e bidenteadas, com cirros de 3,0-6,0 mm compr. Cipselas fusiformes, denticuladas, enrugadas transversalmente; glabras, quando maduras e de coloração castanho-escura a preta, com 6,7-12,0 mm compr. Rostro filiforme, presente nas flores do disco e do raio, com 3,0-8,0 mm compr. Pápus bisseriado, de coloração castanha a branca, 6,0-10,0 mm compr., formado por uma série exterior de tricomas curtos simples e uma série interna de tricomas longos e plumosos. (AZEVÊDO-GONÇALVES, 2007).CaracterísticaDiferencia-se das demais espécies de Hypochaeris de flores amarelas por possuir flores maiores que o invólucro (H. megapotamica) e brácteas involucrais com tricomas adpressos rígidos (H. chillensis).Floração / frutificaçãoDe agosto a abril.DispersãoAnemocóricaHabitatÉ muito rústica, tolerando geadas e solos ácidos, estando presente na Mata Atlântica e no Pampa.Distribuição geográficaÉ originária da Europa e do norte da África, sendo adventícia na América do Sul, ocorre no Chile, Uruguai, Argentina e Brasil.Ocorre no Sudeste (São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SCHNEIDER, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaPlanta daninha freqüente nas regiões de altitude do Sul do Brasil, onde infesta pastagens, pomares, gramados, lavouras e terrenos baldios. Desenvolve-se durante o inverno, florescendo na primavera.ComentáriosBibliografiaAZEVÊDO-GONÇALVES, C. F.; MATZENBACHER, N. I. O Gênero Hypochaeris L. (Asteraceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. IHERINGIA, Sér. Bot., Porto Alegre, v. 62, n. 1-2, p. 55-87, jan./dez. 2007.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.FERNANDES, A. C.; RITTER, M. J. A Família Asteraceae no Morro Santana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. R. Bras. Bioci., Porto Alegre, v. 7, n. 4, p. 395-439, out./dez. 2009. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1220/897>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.SCHNEIDER, A. 2010. Hypochaeris in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB112212).