97 - Arrependimento
Eu conheci-o no bar da nossa localidade. Ele disse que se chamava Alex. Ele parecia bastante inocente. O tipo típico de homem casado. Quarenta e poucos. Cabelo curto e escuro, com os mesmos pelos crespos nos antebraços. Ele tinha um daqueles peitos largos e bigodes como o de Tom Selleck. E grande. Alto. O problema é que eu adoro homens altos e mais velhos, e o Alex Santos tinha 1,90 m e uns bons 100 quilos. Ele disse que costumava jogar futebol. O rapaz até podia parecer um tolinho, desde que fosse acima do 1,85 m, que os meus joelhos ficam fracos eeu estou disposta a segui-lo na volta ao mundo.
The Pit, onde conheci o Alex, é um bar gay. Três balcões. Pista de dança. Mesa de bilhar. E homossexuais mais coloridos e gritando do que periquitos numa loja de animais. Mesmo que eu seja um dos poucos transgéneros que se aventuram no Pit, porque ocasionalmente eu atuo no palco, os rapazes gay adoram-me. Metade das vezes eles tratam-me como uma irmã. A outra metade como um manequim. Eles estão sempre a tentar me vestir, quando eu procuro alguém que queira me despir.
Na maior parte das noites de sábado, eu entro, sento-me no bar, converso com os meus amigos e depois vou para casa. Se tocarem Madonna, vou dançar, mas só isso. Eu não bebo (muito) e nenhuma droga além de erva e premarin, estrogénio. Eu sento-me converso com os outros pássaros. Se um homem heterossexual entrar, deviam nos ver. Todos nós transformamo-nos em abutres.
Então lá estou eu sentado no Pit, conversando com uma rainha chamada Charity Bizarre, quando o Alex entra. Nós os dois o vimos, muito antes de ele nos ver. Ele era um bom pedaço mais alto do que todos os outros e, do outro lado do bar, certamente que parecia atraente.
- Gosto do bigode! Sussurrei. Como se ele pudesse nos ouvir acima da música ambiente.
- Uma barbinha de bode era melhor! Disse a Charity com o canto da boca.
Tudo bem, ele tinha quarenta e poucos anos e não estava vestido de forma elegante. Ele estava com uma camisa branca e calça simples, como se tivesse acabado de chegar do escritório onde trabalhava. Mas estava tudo bem. Quando os homens ficam muito na moda, eles transformam-se em bichas.
Eventualmente, Alex viu-me e teve aquele olhar ansioso.
- Parece que ele está aqui para cobrar a renda. Ronronou a Charity.
Ao fazer os meus espectáculos tenho aprendido muito sobre maquiagem, estilo e atitude. Do outro lado do bar, depois de alguns drinques, o Alex disse-me que eu era parecida com a Shania Twain. E isso foi música para os meus ouvidos. Eu faço dois números da Shania, Feels Like a Woman e Honey I'm Home. Sou alto e esguio e comecei a fazer imitações da Cher. Vocês pode voltar no tempo. Vocês se lembram do retorno da Cher Do You Believe, estou a pensar em fazê-la novamente. De qualquer forma, sou um íman de homens heterossexuais. É o que os meus amigos me dizem.
O Alex sentou-se num lugar de onde me podia ver e observar. Ele ficou lá a beber a sua cerveja da garrafa, e olhando para mim.
Eu estiquei um dedo para ele e acenei com uma unha comprida. Ele se dirigiu a mim e inclinou-se na minha direção.
- Está perdido? Perguntei.
- Por que pergunta?
- Porque não parece pertencer a um bar gay.
- Está certo, eu não sou gay! Disse ele, olhando em volta nervosamente. Eu gosto de raparigas ... como tu.
- Oh, meu Deus, e que tipo de rapariga sou eu? Estrela de cinema? Sereia da escola? Vagabunda?
Alex sentou-se ao meu lado. Pela expressão em seus olhos, eu podia dizer que ele gostava do que via. Eu estava a usar um dos meus vários vestidos de festa pretos, simples mas elegante, de veludo preto, com uma gargantilha de pérolas e brincos de pérola.
- Não quero ser indelicado, disse ele, mas tu és um rapaz, certo?
- Por que não, querida? Interrompeu a Charity. Ela é lésbica.
- E ela é minha grande e velha sapatona! Disse eu amargamente. A Charity não gostou do tom disso, entendeu o recado e afastou-se.
Alex olhou para mim e forçou uma risada.
- Pareces ser uma mulher, mas meio que pareces um homem. Um homem gay.
Nada como um elogio de chapada na cara.
- Isso é um problema? Disse eu bruscamente.
- Não! Respondeu ansiosamente. Eu adoro e admiro raparigas como vocês!
Tomamos um copo juntos e depois outro. Depois disso, Alex tentou me levar para o carro dele. Eu sabia o que ele queria e estava preparado para lhe dar, mas não num carro. Posso chupar um rapaz em quase qualquer lugar, mas não num carro. É tão colegial.
Eventualmente, ele seguiu o seu caminho, e eu praticamente percebi que nunca o veria novamente, nem fiquei muito preocupado com a ideia.
Mas, no sábado seguinte, lá estava eu no Pit, noutro vestido de cocktail preto, desta vez com brincos de cristal, colar e pulseiras, com meu cabelo preso num carrapito. O Alex veio até mim como se estivéssemos numa reunião de família. Desta vez, a conversa levou a algo um pouco mais específico.
- Vamos arranjar um quarto.
- Estou chocado! Disse eu. Realmente eu pareço ser esse tipo de rapariga? Na verdade, incomoda-me muito que nós, meninas trannyes, tenha-mos o hábito de aparecer pintadas como putas. Nós até somos, mas não todo o tempo.
- Vai ser um bom quarto de motel.
- De jeito nenhum, eu não sou esse tipo de rapariga. Mas traduzindo: sou esse tipo de rapariga, depois de te conhecer.
Eu disse ao Alex que se ele realmente queria que eu fosse a algum lugar com ele, deveria ser para jantar.
Alex não pareceu ficar feliz. É assim com os homens heterossexuais. Eles estão dispostos a pular sobre os nossos ossos, mas não nos querem levar para casa e apresentar à mãe. Em alguns aspectos, é realmente uma bênção. Quem quer sogras, afinal?
Olhei para Alex por cima do copo e disse:
- Os homens são como as mulheres em alguns aspectos. Dás-lhes o que eles querem e, no dia seguinte, eles não te querem mais.
- Isso não é verdade! Disse ele o mais sinceramente que pôde, mas os seus olhos estavam redondos. Essa deveria ter sido a minha primeira pista.
No sábado seguinte, ele voltou à minha procura.
Desta vez, ele disse-me que era casado.
- Há vinte anos. Disse ele. Não temos vida sexual. Nunca tivemos. Parou quando nasceu a nossa segunda filha, há dezoito anos.
Ele a amava, mas era a mesma velha história com esses rapazes. Cada vez que a velha ameixa não estava olhando, o Alex estava a masturbar-se na sua camisola. Acho que devia sentir pena dele.
- Ela é tão chata! Disse ele. As raparigas como tu me excitam-me ... em grande estilo.
- Quão grande?
Ele corou de alegria.
- Maior o tempo todo. Vamos para outro lugar.
- Um lugar como, onde?
- Que tal o hotel Radison?
Eu nunca tinha estado no Radison. A maioria dos homens era muito forreta. Eu aprendi sexo nas pensões e motéis proibidos 25€ por noite.
Alex apoiou o cotovelo no balcão.
- Tenho um bom emprego ... e muito dinheiro. Tenho minha própria empresa.
O meu lado de oportunista arrepiou os meus pelos.
- Ooh! Que tipo de empresa? Microsoft? General Motors?
- Tenho uma frota de camiões de lixo. Disse ele com orgulho. Na verdade, nós nos livramos de resíduos tóxicos, principalmente produtos químicos. É muito lucrativo. Ninguém sabe como se livrar dessas coisas. Portanto, muitas empresas ricas estão dispostas a pagar muito dinheiro para fazer o seu pequeno problema desaparecer.
- Então o que fazes com as coisas? Vendes para a Jack Daniels?
Ele riu.
- Óptima ideia. Mas não, realmente, nós apenas jogamos no mar.
- Isso é terrível!
- Sim, bem, mas pensa nisso. Os oceanos são um lugar grande. Estamos apenas a mijar neles. Pelo menos, é o que dizem os nossos pesquisadores.
Franzindo a testa, deslizei minha bolsa para longe dele no bar, como se ele pudesse ser radioativo.
- Se alguém te pagasse um milhão de dólares por mês, podias te sentir diferente.
- Um milhão por mês? Eu podia imaginar-me a fazer muito com esse peso.
- Não é bem quanto eu ganho, pelo menos ainda não, mas acho que estabelecemos que os teus valores têm um preço. Cada corpo tem um preço. Certo?
- Tu és um belo idiota."
- Oh, não mandes essa moral para cima de mim. Quando nós dois estivermos mortos, quem realmente se vai importar com a forma do planeta? Riu ele.
O homem deixou-me tão bravo que eu desinteressei-me e fui embora. Isso foi tudo naquela noite. Embora eu estivesse intrigado com o seu corpo, especialmente o seu tamanho, e agora com o seu dinheiro, se um homem não tem alguma bondade na sua alma, ele não é o tipo de pessoa que se leve a sério. Não sou um anjo, mas pelo menos tenho respeito pela verdade. Como pode um homem rico ser honesto? É um problema espinhoso.
Na sexta-feira seguinte, ao ver o Alex esperando por mim no bar, e conversando com a Charity, irritou-me. E eu ignorei-o. Passei direto por ele e fui a outro balcão. Mesmo evitando o contacto visual, a partir de uma ondulação na fumaça, pude sentir a sua decepção. Ele saltou do seu banquinho e veio atrás de mim. Ele seguiu-me até o meu assento e ficou parado pacientemente, enquanto eu conversava com minha amiga Mona. Mona Lot. Mona é espanhola e começou a dizer algumas merdas sobre o Alex em cubano.
Não estava pronto para as merdas da Mona, e virei-me para encarar o Alex, apenas para ficar longe dela.
- Queres uma bebida? Perguntou.
- Claro.
- Southern Comfort e Coca?
- Sabes do que eu gosto.
- Então, para onde ias a correr? Geralmente não se senta no outro balcão? Disse ele. Não podias nem parar para dizer olá?
- Estou com raiva de ti, e do que dizes, por estragares o meio ambiente.
- Então, como te posso compensar? Vamos comer um peixe ao jantar.
Comer com Alex? Ele provavelmente comia arsénio.
- Eu realmente prefiro ir ao shopping. Eu disse aquilo? Às vezes não acredito no que sai da minha boca.
- O shopping? Para quê?
- Tu simplesmente não gostas de comprar coisas sexy?
Ele me olhou engraçado e sorriu.
- Sim, suponho que sim, mas não creio que já tenha feito algo assim antes.
- Talvez devesses. Talvez se comprasses para a tua esposa um bom sutiã sexy e transparente, ela ficasse toda animada e caísse em ti como cubos de açúcar na boca.
O Alex engasgou-se com a sua bebida.
- Uau! Isso parece uma boa ideia. Por que eu não te levo ao Victoria's Secrets? Podes escolher algo para vestir.
- Para a tua esposa?
- Não para ti. Ele baixou a voz. Eu gostaria de te comprar algo sexy para usares. E depois podes fazer uma passagem de modelos para mim. Gostarias disso?
As roupas são o meu calcanhar de Aquiles. Concordei em me encontrar com o Alex na sexta-feira seguinte à noite, depois do trabalho.
Ele me pegou na saída do emprego, e fomos para o shopping juntos. Ao princípio, ele pareceu um pouco chocado com a minha aparência. Era a primeira vez que ele me via sem maquilhagem. Sem batom. Sem sombras. Com o meu cabelo preso num rabo de cavalo. De jeans, camisa e chinelos.
No começo foi como se ele não me reconhecesse. Ao lado dele, ele era tão alto com o seu par de botas de cowboy que me senti positivamente pequena, ainda bastante feminina. Pela maneira como Alex olhou por cima do ombro e manteve distância, eu poderia dizer que ele não se sentia atraído por mim dessa forma. Isso feriu os meus sentimentos, mas, novamente, é esse tratamento que eu espero por parte dos homens heterossexuais.
Mas no shopping, o Alex marcou alguns pontos. Os cartões de crédito funcionavam e as prateleiras estavam recheadas com lingerie.
Sexta-feira depois do trabalho, a loja estava cheia. Deve ter sido uma agonia para ele enquanto eu abria caminho e via todas as prateleiras da loja.
Bem ali, no corredor das mulheres, segurei um conjunto de corpete de renda vermelha com um cinto de ligas calcinhas rendadas a combinar, e o coloquei na minha frente vendo se tinha a minha forma.
- O que achas?
O Alex encolheu os ombros. Eu pude ver que ele estava lutando para não corar. Ele parecia pronto para se esconder atrás de uma prateleira de descontos.
Eu ri-me dele e continuei examinando cabides e cabides de roupas, blusas e vestidos bonitos. Foi ótimo. Alex estava com tanto medo de abrir a boca que tudo que eu tive que fazer foi segurar a roupa, olhar para ele, e se ele acenava com a cabeça, eu ficava com ela. Suponho que o podia ter ordenhado por mais, mas venho de uma linhagem económica e camponesa, e parei depois de encontrar dois conjuntos de lingerie que adorei em absoluto.
Ok, eu abusei um pouco, quando a vendedora perguntou se eu queria meias iguais, nem olhei para o Alex, e apenas disse:
- Claro!
Talvez eu tenha ido um pouco longe demais. Não pude deixar de parar na mesa “Cinco pares de calcinhas por 5€”. O Alex apenas encolheu os ombros, então comecei a escolher calcinhas de cores diferentes, rosa, malha preta, cetin creme . . .
Tudo que eu tive que fazer foi cheirar o ar perto do balcão dos perfume, e o Alex insistiu para que eu experimentasse as amostras até encontrar uma fragrância de que gostasse. Apanhada por Yves St. Laurent … divino.
Eu estava a divertir-me muito, gastando o seu dinheiro. Fiquei surpreso ao ver um homem tão rico e poderoso importar-se tanto com o que os estranhos pensavam. Se pudesse-mos espiar as suas mentes, certamente verificávamos que eles nadas se importavam com o que dois homens estar a fazer ao comprar lingerie.
A vendedora atrás da caixa registradora, Maria, era jovem e bonita, e arrulhou quando viu o robe de chiffon branco curto e transparente que eu tinha escolhi. Eu coloquei-o no balcão com um ursinho de pelúcia de branco combinando.
- Esta roupa é tão fofa. Disse a Maria.
- Lembra o tipo de roupas que uma rapariga gostaria de usar na noite de núpcias. Disse eu.
A rapariga acenou com a mão para mim:
- Dá vontade de fugir e se casar, não é? Rimos juntos e o Alex deu-me um cartão e afastou-se, escondendo-se atrás de uma fileira de sutiãs compridos.
Assim que saímos da loja e no estacionamento, Alex balançou a cabeça para mim.
- Tu és demais, demais, top.
- Gostaste do que eu comprei?
- Claro! Mal posso esperar para te ver neles. Eu simplesmente não consigo superar o quão confortável você estás com a tua sexualidade. É notável. Admirável realmente.
O Alex levou-nos até ao Radison. Tinha liguei para lá na quarta-feira, só por curiosidade para saber o preço do quarto. 150€. O Alex fez-me esperar no carro enquanto ele pegava o quarto. Sentado na sua nova Mercedes, olhando para as luzes, senti-me muito orgulhoso de mim mesmo. Alex era uma ameaça, mas admito que me senti atraída por ele. Sem dúvida.
Também não havia dúvida de que ele não queria que nos vissem juntos. Ele fez-me entrar por uma porta lateral, apenas para evitar qualquer contato rapaz a rapaz com o porteiro e o recepcionista. O menino-menina, coisa gay, realmente o tinha assustado.
Assim que chegamos ao quarto, eu estava tão ansioso para tirar minhas roupas, que disse apenas um "ooh" e um "aah" passageiros ao ver o quarto.
Eu mal podia esperar para colocar de maquilhagem.
Enquanto o Alex inspecionava sem rumo as gavetas vazias do quarto, eu desapareci no banheiro, com as roupas novas e a minha mala, para me trocar.
E eu quero dizer mesmo trocar, mudar!
Tirei os sapatos e tirei as minhas coisas de menino, dobrando tudo ordenadamente no armário. Para um hotel de rede, o Radison tem instalações agradáveis, grandes e limpas. Tirando a roupa fiquei com umas calcinhas brancas, cantarolando para mim mesma, calcei um par de saltos altos de 10 cm, coloquei a minha nova túnica branca e abri o meu kit de maquiagem. Em seguida, comecei a trabalhar.
A cor dá vida a um rosto. Adoro pintar-me. Experimentar. É uma chance para soltar o artista da minha alma. Tenho vivido como mulher metade da minha vida e não tenho certeza se já fiz os meus olhos exatamente da mesma forma duas vezes. Eu adoro brincar com sombras diferentes. Combinações diferentes. Malva, pêssego, lilás, etc
Existem certas regras. Podemos sempre colocar algo brilhante em torno das sobrancelhas para chamar a atenção para os olhos. Rímel e sombra adicionam contraste e intensidade. Um grande par de olhos pode chamar tanta atenção quanto um par de mamilos carnudos. Brinquei com os meus pincéis. Destaquei as minhas maçãs do rosto. A cada golpe das minhas pestanas, eu sentia-me mais e mais. . . gosto de cantar.
O Alex bateu de leve à porta.
- Posso assistir?
- Eu não sei, se podes? Parecias terrivelmente nervoso no shopping. Eu pensei que te fosse embora a correr e deixavas o teu cartão de crédito.
- Eu estava nervoso. Quem sabe, tudo o que podia correr mal se encontrasse alguém da igreja ou do trabalho. Não seria mau?
- Querido, se algum dos teus lixeiros fizer compras no shopping, é pouco provável que eles andem da mesa de calcinhas de 5€, não tens nada com que te preocupar.
- Eu não sei, eu acho que é parvo ficar tão fora de forma e desconfiado.
Eu enruguei e continuei a pintar os meus lábios.
- A única razão, com a qual eu ficaria nervosa, era a sua esposa.
- Oh, não te preocupes com ela. Ela está fora da cidade. Acredita em mim, eu planeei isto direito.
- Bem, nada aconteceu, então relaxa.
- Sim, eu vou tentar.
- Por que não vais ver o que está naquela geladeira para bebês? Talve possas preparar um coquetel para nós os dois.
- Boa ideia.
Isso deu-me a chance de soltar o meu cabelo. Alex voltou com duas bebidas claras e geladas. Ele ficou na porta observando-me a cobrir os meus lábios. Eu olhei para ele no espelho. Os seus olhos pareciam maiores, como se ele tivesse acabado de acordar.
- Melhor? Perguntei.
- Sim. Disse ele.
- Bom. Tudo o que eu tenho de fazer é vestir a minha roupa e jóias, e termino. O que queres que eu experimente primeiro? Espero que sirvam. Devias ter me deixado experimentar no vestiário da loja. Teria sido divertido. Onde está o seu senso de aventura? "
- Oh, eu não sei...
- Liga um pouco de música e relaxa. Vou te surpreender.
- Óptimo. Parece óptimo. Ele saiu para mexer no rádio. Uma estação de jazz tocou Coltraine.
Com o Alex fora do caminho, consegui terminar de me arrumar em paz. Decidi-me primeiro pelo ursinho branco. Com ele, veio um par de luvas brancas de renda sem dedos. Eu coloquei-as, assim como um par de meias brancas até à coxa, e fui para o quarto nos meus saltos de 10 cm.
O Alex estava estendido na cama com a camisa desabotoada, um copo de Absolut descansando na sua barriga. Eu deixei o roupão de chiffon branco girar em volta dos meus ombros enquanto eu passava.
- Olá!
Ele engoliu em seco, sentou-se e engasgou:
- Uau! Você está delicioso!
Fiz um movimento giratório no centro do tapete em frente à TV. Ele estava certo! Eu senti-me totalmente comestível. Nos meus ouvidos eu podia ouvir a Charity, “Work it mommy!”.
- O que há com essa música!? Parece um engarrafamento. E inclinei-me, propositadamente dando a Alex uma bela visão do fio dental branco saindo da fenda do meu traseiro.
Eu brinquei com o sintonizado da rádio e Steven Tyler e Aerosmith flutuaram pelos alto-falantes cantando "Angel". Não era "Dude Looks Like A Lady", mas era a segunda melhor coisa, o que ainda é muito bom. Dancei pela sala, glorificando-me na minha capacidade de ser graciosa com saltos de 10 cm. Anos de aulas de dança compensam num momento como aquele. Por um minuto, eu estava tão apaixonada por mim mesma que esqueci que o Alex estava na sala .
Quando abri os meus olhos e olhei em volta, lá estava o Alex com as calças abertas e com o seu pau na mão.
Gosto de pensar que sou muito sábia, mas, na verdade, posso ser uma vadia estúpida.
Homens como Alex ainda me apanham de surpresa. Claro, eu esperava alguma intimidade, mas nunca sabe do que um homem gosta. . . Eu realmente não esperava que ele ficasse sexual tão rápido. Onde estava o romance?
- Venha aqui, baby! Sussurrou ele.
Aumentei o volume da música e dancei para longe, para o outro lado da cama de casal.
- O que é que tens em mente, garotão?
Na verdade, o seu pénis era decepcionante. Completamente mole. Fui eu? Eu olhei-me no espelho. Podia ser eu? Ele achou-me pouco atraente? A imagem que olhou para mim parecia jovem e fresca. Como ele pode? Ele foi estúpido? Com o meu ursinho de pelúcia e os saltos altos, senti-me como a Marilyn Monroe posando no seu vestido branco sobre uma grelha ao ar livre.
No espelho atrás de mim, pude ver Alex, tentando puxar o seu pénis, alongando-o.
Isso me fez desabar para mim: aqui estou eu, num estranho quarto de hotel, com um homem que eu só conheço pelo primeiro nome, vendo-o a masturbar-se. Bolas, isto é um novo máximo ou um novo mínimo? É horrível quando não se tem a certeza!
- Quantos anos disseste que tinhas? Perguntou a Alex murmurando.
Eu nunca lhe disse a idade. Ele nunca perguntou.
- Não te lembras? Vinte e seis.
- Muito jovem para dizer sim e muito velho para dizer não. Disse ele.
- Queres dizer, muito jovem para dizer não e muito velho para dizer sim.
- O que é que isso quer dizer?
- Eu não sei! Tu é que disseste. Estava a ficar tudo muito estranho.
Enquanto eu tentava voltar para a casa de banho para me trocar, ele agarrou o meu pulso.
- Para onde estás a fugir!? Estás sempre a fugir. Vem aqui. Sente-te comigo. O seu aperto aumentou.
- Tudo bem, não precisas de ser tão forte. Tentando me divertir, sorri e sentei-me ao lado dele. Eu encarei o seu pénis.
- Oh, está realmente começando a ficar duro.
- O que queres dizer, na verdade? Ele olhou para mim preocupado.
- Achas que eu não me ia excitar? Não percebes como és atraente?
Ele passou o braço pela minha cintura, puxando-me para mais perto da cama. A sua mão livre percorreu as minhas pernas para cima e para baixo, dedilhando os meus nylons como se eu fosse o piano de Liberace. Ele estava totalmente duro agora, ereto em seu punho. Para um homem grande, 1,85m, a sua erecção tinha talvez 10 cm de comprimento.
Média.
Olhando para ele, senti-me enganada. Mal humorada. Odeio quando sou mais bem dotado do que o meu parceiro. Apenas faz a minha noite toda mergulhar na merda. Não que eu seja uma rainha do tamanho ou algo assim (bem, talvez um pouco), mas os homens heterossexuais ficam todos paranóicos quando são confrontados com algo maior do que seu boneco.
O Alex passou a mão entre as minhas coxas até à virilha das minhas calcinhas.
- Onde pensas que estás a ir? Perguntei.
A sua mão recuou imediatamente, com um puxão, como se eu o tivesse esbofeteado.
- Isto incomoda-te?
- Não seja tão sensível. Respondi, pegando na sua mão e puxando-a mais para cima até à parte interna da minha coxa. É claro que gosto. Eu parei-o logo abaixo da minha virilha. Mas tens a certeza que queres mesmo ir para lá? O que eu tenho pode te assustar.
Os seus olhos queimaram como se eu tivesse alimentado o seu fogo.
- Por quê? Tu ainda não foste operada, pois não? Ele não conseguia esconder a sua decepção.
Adoro quando os homens pensam que sou um peixe de verdade.
Então eu o deixei tocar-me. Peguei na grande mão do Alex, abri os seus dedos carnudos e pedi a ele que esfregasse a palma da mão calejada para a frente e para trás no meu lugar especial.
Ele engoliu em seco enquanto me esfregava.
- Puxa, nem estás duro, e és ... grande!
- Isso mesmo, querido. Disse eu afastando-o e levantando-me, Nem queiras que eu comece. Até podes fugir.
Rindo, corri para o banheiro para fazer xixi.
Alex ficou sentado ali, atordoado, com a sua pilinha na palma da mão, ouvindo-me, a três metros de distância, fora da sua vista, eu sentei-me e mijei tanto e tão forte quanto Austin Powers saindo do seu congelamento profundo de 25 anos.
No espelho, eu o vi, parado ali, tentando olhar por entre as minhas pernas.
- Não te importas se eu ... assistir, pois não?
- Este não é exatamente um daqueles momentos particulares e especiais que eu realmente gosto de compartilhar, Disse eu, tentando esconder as minhas partes íntimas e o meu constrangimento. Sentado, senti-me em desvantagem, e então fiz o impensável. Parei o que estava a fazer, tirei a Sra. Suzie, levantei-me, levantei o assento da sanita e continuei!
Alex apoiou-se ao meu lado, apontou o seu pau para baixo na sanita e tentou juntar-se a mim. Houve um momento estranho abafado pelo som do meu riacho.
Ele ficou lá, olhando para frente e para trás para os nossos paus, medindo, comparando. . . julgando, pesando. . . e começou a ficar estranho, porque eu podia sentir a sua frustração. Mesmo em saltos de 10 cm, Alex ainda era uns 5 cm mais alto que eu. Ele era mais velho, o que o fazia parecer mais fraco aos meus olhos, mas também era 28 quilos mais pesado. Para os não matemáticos, isso significa que, nu, tenho 1,70 m, quase 63 quilos. Mesmo que eu me sinta grande perto da maioria das mulheres, ao lado de Alex eu sentia que podia me esconder na sua sombra. No entanto, por algum motivo. Eu senti-me mais forte (...) em espírito.
- Meio que te deixa com ciúmes, não é? Disse, acariciando-me. Apenas para manter a estima do Alex para baixo, apenas para o “derrotar", eu acariciei-me até que comecei a ficar duro. Bem ali, sobre a sanita.
- Porreiro, não é? Ronronei eu.
Por causa das hormonas, a Sra. Suzie, nunca fica dura o suficiente para fazer algo muito extenuante, mas ainda era um truque fazer xixi com um inchado de 17 cm , e o Alex sabia disso e ficou maravilhado.
- Podes ver por que eu nunca me quero se livrar da Sra. Suzie.
O Alex parecia precisar de uma massagem cardíaca. O seu pénis caiu como um saco de brócolos com queijo fervido. Eu tinha-o empurrado para a fronteira da sua masculinidade.
- Tu chamas a ela de ... Srta. Suzie?
- Sim! Sussurrei. Por dentro, eu ria! Eu admito, eu nunca tinha provocado um homem de forma tão obscena, mas, novamente, o Alex me assustava um pouco, e parecia sábio mostrar a ele quem mandava. Sim, posso gostar de usar saias, mas nunca vou negar que ainda sou um homem e que o meu lado masculino gosta de algum senso de igualdade com quem estou. E se as pessoas não me respeitam, pelo menos quero que elas não me tratem como um tapete de porta.
- Sim ... a Sra. Suzie gosta de festas. Mas ela gosta de jogar pelo seguro. Podemos jogar, mas eu não brinco.
Alex olhou para mim como se estivesse hipnotizado por uma varinha mágica.
- C-claro ... claro, baby, é o que quiseres.
Sorrindo para mim mesma, pensando, isso é muito fácil, comecei a tirar o meu manto branco. Enfiei o robe na minha bolsa de noite e deslizei pelas alças do meu ursinho, tirando-o, mostrando os meus peitinhos hormonais. Eu realmente poderia usar um pouco de silicone na região côncava dos quadris, mas, no geral, tenho uma bunda bonita para menino, ou pelo menos é o que me dizem. Tenho sorte de ser uma criança magrinha, porque sempre fui alta e esguia. Os homens veem a minha barriga e seus olhos ficam com inveja.
Alex continuava ali, com os brócolos na mão, parecendo meio tolo. Na frente dele, no grande espelho do banheiro, eu posei com o meu traseiro levantado. As minhas pernas pareciam tão lindas enfiadas nas meias brancas, eu não queria tirá-las.
- Por que não fazes isto por mim? Disse eu.
- O quê? Perguntou o Alex estupidamente.
- Deslizas as minhas meias para baixo para mim, vens ... papai?
O Alex fechou a tampa da sanita e sentou-se, cambaleando, antes de cair.
Eu desci dos meus saltos e apontei o dedo do pé delicadamente para ele.
- Tira para mim, ok.., De novo, eu o chamei de - Papai.
Como se tentasse acordar de um torpor, o Alex puxou pelo meu traseiro como se estivesse tentando rebentar um balão.
- Começas de cima! Apetecia-me tratá-lo por idiota desajeitado.
- Aqui em cima. Peguei na sua mão e coloquei na minha coxa.
- É isso aí! Idiota desajeitado
- Basta puxar para baixo com cuidado! idiota desajeitado.
- Não me faças nenhum buraco com as tuas unhas dentadas ou eu te mato.
Completamente sob o meu feitiço, o Alex ajudou-me a despir e a vestir.
Ser jovem e bonita tem suas vantagens, pensei. É certo que naquela época eu era quente, mas muito vaidosa.
Coloquei o corpete vermelho, com as calcinhas vermelhas e um par de meias de rede pretas de cano alto.
- Prende as presilhas das ligas nas meias, sim ... papai?
Eu queria rir de cada vez que o chamava assim. Atrapalhando-se desamparadamente com a novidade o Alex parecia tão inofensivo. Como um gigante verde de rosto vermelho.
Quando eu estava vestida, de novo calcei os meus saltos e pronto, eu sentia-me tão poderosa, tão cheia de mim, tão ousada que agarrei o pau do Alex e o incentivei a levantar-se, puxando o seu escroto. Ele olhou para mim, a testa molhada de suor. Puxando-o pelo pénis, eu o levei-o de volta ao quarto.
- Agora é a tua vez de fazer um pequeno strip-tease para mim! Disse eu. Os Rolling Stones tocavam no rádio.
- Tira esses sapatos e calças.
Alex tropeçou atrás de mim, totalmente impotente.
- O que você está fazendo comigo !? O que é que você quer?
Essa foi uma boa pergunta. Depois de pensar um pouco, enquanto eu lhe dava tempo para tirar as calças e a cuecas, percebi que tudo o que eu queria fazer era dar-lhe uma chupada e ir para casa. Isso teria me agradado, muito bem. E eu esperava que funcionasse para o Alex também. Eu sabia pouco. . .
Eu sentei-me na cama e segurei nos seus quadris.
- Não vais tirar as meias? Perguntei.
- Não. Disse ele. Que desconforto.
- Vem aqui! Disse olhando para ele, batendo as minhas pestanas
- Deixa-me chupar o teu pau.
Um sorriso apareceu no rosto de Alex enquanto eu lambia os seus brócolos fumegantes. Em poucos momentos, com um pouco de estimulação oral, o seu pénis ganhou algum entusiasmo e ele começou a empurrar os seus quadris para frente e para trás com vigor, dirigindo o seu pau duro por entre os meus lábios. Isso foi muito bom, e bom, mas acontece que eu também fiquei animado, e a visão da Sra. Suzie levantando-se prejudicou definitivamente a diversão do Alex. E literalmente ele começou a derreter na minha boca.
- Deixa-me fazer a ti. Sussurrou ele.
Tentei torcer a sua carne, massajando-a como se estivesse a tentar reanimar um paciente cardíaco.
- Essa não é minha ideia de como se divertir! Disse eu. Ainda não entendeste? Perguntei, cruzando as minhas pernas. Eu sou a rapariga. Tu és o garoto, ok?
Bem acima de mim, os olhos de Alex brilharam com um súbito raio de luz.
- Sua vadia! Ele empurrou-me de volta na cama e jogou-se em cima de mim. Tentei rolar para longe dele, mas ele estava perto demais. Uma mão segurou o meu ombro prendendo-o, enquanto a outra sua mão livre bateu nos meus flancos nus, espancando-me!
- Eu acho que sei o que tu queres. Ele subiu em cima de mim, esfregando a sua virilha contra as minhas pernas, tentando ficar duro novamente.
- Assim não! Disse eu com firmeza, tentando recuperar o controle.
Alex parou de me bater e, em vez disso, rodeou a minha garganta com o seu antebraço. Pressionando os seus 105 quilos em cima do meu corpo esguio, ele me prendeu na cama como um lutador.
- Para com isso! Estás a sufocar-me!
Alex não pareceu ouvir. O seu pau, de novo, estava duro como a pistola de um policia, e apunhalava-me nas laterais como se quisesse perfurar um novo umbigo.
- Para! Disse eu com mais insistência. Tentei me esquivar, mas ele me segurou com força em volta do pescoço. A maneira como ele estava ofegante ao lado da minha orelha, era como se ele estivesse tendo um ataque epiléptico.
A sua mão livre separou as minhas nádegas. Um dedo atarracado encontrou minha minúscula abertura e forçou o caminho para dentro, como um lavrador enfia o dedo dentro de uma tangerina para ver se está fresca.
- Por favor! Implorei eu. Assim não! Não era apenas violentar, parecia assassinato.
- Acalma-te, recompõe-te! Pelo amor de Deus, pelo menos usa um pouco de lubrificante! Misericórdia!!
O seu pau encontrou a minha entrada e, grunhindo, ofegando como um homem moribundo ansioso para fazer sua última refeição, Alex enfiou o pau na minha bunda. 10 cm é suficiente sem lubrificação. Bastante suficiente. Principalmente quando o homem não é gentil. Mordi os lençóis, enquanto Alex me sacudia como uma hiena selvagem.
Quanto mais animado ele ficava, mais frenético. Em sua fúria e desejo, ele não tinha ideia de como estava me segurando, como seu antebraço estava apertando minha traqueia, como eu estava desesperadamente lutando para respirar. Em sua fúria de embriaguez, Alex não percebeu o quão perto eu me sentia da morte, como eu via minha vida, minha família, meus pais, minhas irmãs, passando diante dos meus olhos, e então a manchete do jornal, a impressão na página do obituário:
"Transexual encontrado morto no hotel Radison."
Imitador da Sra. Elizabeth "Liz". Com apenas vinte e seis anos, no auge de seu corpo jovem e cheio, seu último suspiro foi extinto por um atacante desconhecido e gordo com um pequeno pau. A única artista e estrela, "Liz" Trailer, foi violada, asfixiada e depois atacada por um grupo de porteiros de hotel enlouquecidos.
Por fim percebi que o desgraçado devia ter gozado, porque começou a ofegar e a abrandar como se tivesse passado a linha da meta. Eu mexi meus quadris e o seu pau escapou do meu pobre buraco dorido.
- Papai! Implorei eu, ofegando por ar. Dá-me um tempo!
Alex pareceu recuperar sua sanidade por um minuto. Ele soltou seu aperto. Não inteiramente. Ele ainda me segurou contra seu corpo peludo e manchado de suor. Seus quadris continuaram a girar, empurrando seu membro contra meu traseiro rapado.
- Por que tu, simplesmente, não me deixas chupar-te?
Alex rosnou. Um olhar de assassino em série cruzou os seus olhos. Ele se atrapalhou com o meu tornozelo e virou-me de costas. Eu gritei, enquanto ele separava minhas pernas. Ele se ajoelhou ao pé da cama entre as minhas coxas, empurrando-me bem alto. Em seu próprio mundo, gemendo incontrolavelmente, ele esmagou o seu pau endurecido sobre uma Sra. Suzie muito assustada. O fato de estar duro, e agora maior, devolveu-lhe a masculinidade. Embora eu não estivesse feliz com seu estilo de romance, no fundo, sim, admito, acho que queria ser tratada dessa forma. Por mais difícil que seja admitir, uma parte de mim adorou!
Alex empurrou o seu pau latejante de volta para dentro de mim como um homem furioso dando socos. Rosnando e grunhindo com cada impulso, ele jogou meus tornozelos sobre seus ombros e inclinou-se para mim. Quanto mais ele se inclinava para frente, mais alto a minha traseira se levantava da cama para encontrar a sua batida e engolir a sua virilidade.
Ele nunca olhou para o meu rosto. Em vez disso, ele olhou para onde a sua carne se juntou à minha carne. Quanto mais forte ele batia, a Sra. Suzie pulava para cima e para baixo como um saco de feijão num trampolim. Alex estava tão animado que seu pau agora parecia uma broca giratória, folheada a diamante, mordendo o meu doce traseiro.
O suor escorria da sua testa para os meus olhos, fazendo-me temer que o meu rímel manchasse. Ele nem percebeu que seu corpo inteiro estava pingando. Ele se moveu como se estivesse fazendo Lambada e, por um minuto, fiquei feliz por sua masculinidade não ser igual a nenhum "Golias” como meu antigo namorado Teodoro. Caso contrário, ele me teria matado, esfaqueado até a morte. Tentei enterrar o meu rosto nas almofadas frescas, não querendo que o Alex pensasse que os meus gritos eram de deleite.
- Você gosta assim, não é? Não é?
Alex pegou na Sra. Suzie com a sua mão e começou a brincar comigo.
- Agora é a tua vez. Disse ele presunçosamente. Pressionando os meus pés sobre a minha cabeça, até os meus joelhos tocarem nas minhas orelhas, ele me fodia ainda mais forte. Nesse ângulo, da maneira como ele tocou na minha próstata, tive vontade de cantar uma opereta!
Nessas horas, fico tão animada por dentro que a Sra. Suzie não se envolve em nada. Isso parecia ser adequado para o Alex. A maneira como ele batia para frente e para trás, a confiança que agora exibia, eu poderia dizer, ele precisava disso, e que isso era muito, muito bom para ele, não apenas fisicamente, mas emocionalmente e mentalmente. É o que tornava num homem.
E o que me tornava numa mulher, suponho. Sem nunca ficar duro, meu corpo estremeceu, e a Sra. Suzie pingou criando uma poça a todo o redor.
A visão do meu orgasmo foi demais para o Alex. Ele entrou num frenesi, os seus gemidos aumentando em intensidade até que, finalmente, como se estivesse fazendo um teste para um filme pornográfico, ele retirou o seu pénis e esguichou os seus sumos por toda a parte. O sémen tamborilou como chuva sobre os lençóis, minha barriga, Sra. Suzie, todo o caminho até o meu queixo. Depois, ele deslizou seu pau de volta para dentro de mim.
- Uau, grande Papai. Eu engasguei. Realmente vieste-te!
Quando ele terminou seus ruídos de bebé, suspirando de contentamento, caiu em cima de mim. Dolorosamente, deslizei os meus tornozelos dos seus ombros e, gemendo em agonia falsa, baixei as minhas pernas. Não querendo que o seu pau me deixasse ainda, envolvi as minhas coxas nas suas costas, segurando-o perto por apenas mais um minuto.
Finalmente ele deslizou, o rosto num travesseiro. Eu poderia mover meus quadris se quisesse. Do jeito que ele estava deitado, eu poderia me libertar de suas garras assassinas. Escapar das suas garras.
Mas não.
Fiquei ali deitada em silêncio, aproveitando o momento, ouvindo sua respiração lenta. Mais uma vez ele parecia normal. Seu pequeno pénis escorregou e eu suspirei em paz e decepção.
Após cerca de cinco minutos, sem me tocar, sem dizer uma palavra, ele se levantou da cama e começou a se vestir. Eu fiquei lá olhando para ele. Não havia como confundir a mortificação em sua expressão. Ele era mais uma vez um lixo culpado, casado e milionário.
Assim que se vestiu, a caminho da porta, quase como uma reflexão tardia, ele parou ao lado da cama e olhou para mim.
- Precisa de dinheiro para um táxi, ou algo assim?
Recusei-me a dizer uma palavra. Com um encolher de ombros, Alex estava fora da porta.
Por cerca de uma hora mais eu fiquei ali quieta, olhando para o teto, imaginando o que diabos eu ia vestir no Pit no sábado à noite.