238 - A transformação da Andreia
O meu nome é Andreia e esta é a história do meu primeiro encontro como mulher.
Eu sempre fui crossdresser secretamente desde muito jovem.
Não sei dizer bem a partir de que idade tomei consciência de que gostava de assumir o meu lado feminino e de me arranjar como qualquer outra mulher tentando ser o mais feminina possível.
Depois de uma vez ter experimentado algumas roupas da minha irmã quando ainda era criança, apaixonei-me pela roupa feminina e esta minha viagem pelo mundo feminino começou.
Eu entrava sorrateiramente no quarto da minha irmã e experimentava algumas das suas lindas roupas quando sabia que estava mais ninguém em casa.
Quando conseguia estar vestido como uma rapariga, sentia-me maravilhosa.
Depois de acabar a minha faculdade e de ter começado a trabalhar consegui sair de casa e arranjei o meu próprio apartamento.
A princípio sentia-me super feliz por me poder vestir sempre que queria.
Comecei a comprar muitos vestidos, perucas, lingerie, sapatos e muita maquilhagem também.
Sempre que estava em casa passava a maior parte do meu tempo a tentar ser uma jovem mulher, dentro do seu apartamento.
Mantinha o meu gosto pelo crossdressing em segredo porque tinha medo que a minha família e amigos não me aceitassem ou me julgassem de forma errada por eu ser uma crossdresser.
Sempre que acabava o meu trabalho apressava-me a ir para casa, onde passava a maior parte do meu tempo a vestir-me e a ter momentos de menina comigo mesma. Tornei-me muito boa a maquilhar-me, a andar de saltos altos e outras coisas de mulher.
A única coisa que me faltava fazer era ter coragem para sair em público.
Era demasiado assustador para mim e também porque o meu apartamento ficava num prédio grande, onde também viviam muitas outras famílias. Seria certamente vista por alguém se eu tentasse sair vestida de casa. Por isso não tentava sair à rua, mas continuava a fantasiar em poder passear e mostrar-me a outras pessoas que me iriam ver como mulher.
A minha rotina diária, depois de voltar do trabalho, consistia quase sempre em trocar a minha roupa de homem da rua, pela roupa de mulher de casa. Colocava uma peruca e uma maquilhagem leve e passava o meu tempo vestida como mulher. Na maior parte das vezes, ia para a cama com lingerie ou pijamas sedosos.
Com o passar dos meses decidi deixar crescer os meus cabelos e deixei aos poucos de usar as perucas. Ao chegar a casa soltava o cabelo e penteava-me tentando imitar os penteados femininos que eu mais gostava.
Uma noite, os vestidos que encomendei chegaram e eu estava super entusiasmada para os experimentar.
Decidi fazer uns vídeos a usar os meus vestidos novos. Por isso, preparei-me e fiz uma maquilhagem cheia de glamour. Depois vesti o meu conjunto favorito de sutiã e calcinhas, soltei os meu cabelos e penteei-me, e desempacotei os vestidos.
Tinha encomendado três vestidos que eu tinha visto num site e eram todos muito bonitos. Experimentei-os um a um e fiz muitos vídeos com eles. O meu favorito era um vestido vermelho bem justo com um belo corte num dos lados.
Estive acordada toda a noite a fazer os vídeos e quando olhei para as horas, reparei que já eram quase 3 da manhã. Não conseguia acreditar como o tempo tinha passado tão depressa.
Comecei a sentir-me sonolenta e decidi ir dormir um pouco. Estava demasiado cansada para tirar a maquilhagem e tudo o resto, por isso decidi tirá-la na manhã seguinte.
Quando acordei com o som da campainha da minha porta, olhei para o relógio e vi que eram quase nove horas da manhã.
Ainda estava com muito sono, e tentei ignorar a campainha, mas ela não parava de tocar.
Levantei-me, fui até à porta e abri, verificando que era o homem que me tinha entregue a encomenda no dia anterior, que me cumprimentou com um sorriso e disse:
- Bom dia minha senhora, esquecemo-nos de incluir o seu recibo na entrega de ontem. Por isso, vim aqui para lho dar. Entregou-me o recibo.
Quando o ouvi chamar-me de minha senhora, recuperei finalmente os sentidos e lembrei-me que ainda estava vestida. Quase saltei de horror. Como é que me podia ter esquecido que ainda estava vestida. A porta estava aberta, por isso, se as pessoas passassem, também me podiam ver vestida de mulher. Felizmente, era apenas o estafeta que estava no corredor e mais ninguém. Eu sabia que tinha de me despachar antes que mais alguém me visse assim. Por isso, peguei no recibo, sorri para o estafeta, balbuciei um agradecimento e fechei a porta.
O meu coração batia como louco mesmo depois de fechar a porta. Apressei-me a olhar-me ao espelho e, felizmente, a maquilhagem e o cabelo estavam bem.
Não podia acreditar que aquilo tinha mesmo acontecido comigo e fiquei bastante abalada durante algum tempo. Tinha tantos pensamentos na minha cabeça:
Será que o estafeta pensou mesmo que eu sou uma mulher? Ou será que reparou que eu sou mesmo um homem vestido de mulher? Será que eu posso mesmo passar por mulher? Será que o estafeta ia falar de mim a outras pessoas?
Demorei algum tempo a acalmar-me e a aceitar o que me tinha acontecido.
Tinha sido o meu primeiro encontro como mulher.
Agora, quando penso nisso, fico feliz por ter acontecido comigo e é algo que nunca vou esquecer.
Passados alguns dias decidi que ia colocar alguns dos meus vídeos, que tinha feito nessa noite, online. Criei uma conta no face e coloquei algumas informações que permitiam perceber que eu era uma pessoa crossdresser.
Mal publiquei algumas fotos e os vídeos no meu perfil comecei a ter imensos pedidos de amizade e, a partir dos comentários que os meus vídeos começaram a ter selecionei alguns que me pareceram pertinentes e fiz alguns amigos com que comecei a conversar.
A Mia foi uma dessas pessoas que eu conheci online e que depois conheci pessoalmente.
Verifiquei que nós as duas compartilhava-mos muitos interesses e não demorou muito para nos tornarmos amigas íntimas.
A Mia é inteligente, linda e muito confiante. Quando lhe contei do meu desejo de sair em público, ela soube me motivar. Ela tinha alguma experiência e soube me dar muitas dicas.
Então, um dia, ela veio até à minha casa, ao fim da tarde, depois de sairmos do emprego e nós as duas vestimo-nos.
A Mia recomendou que fôssemos passear a um centro comercial próximo. Parecia uma boa ideia, mas quando chegou a hora de finalmente sair, fiquei bastante nervosa para poder ir com ela.
Ela finalmente convenceu-me de que tudo ficaria bem e que nos íamos divertir muito.
O centro comercial ficava a apenas cinco minutos a pé da minha casa. Não era um centro muito grande e a Mia disse que só ficava cheio nos fins de semana.
Saímos, eu estava muito nervosa, mas ela segurou nas minhas mãos e descemos a rua lentamente.
Quando começamos a caminhar, senti-me exposta, mas ao mesmo tempo animada.
Eu sentia o meu coração a bater forte a cada passo que dava. Eu estava muito consciente de tudo, principalmente da minha aparência. Sempre que via carros ou pessoas vindo em nossa direção, ficava bastante abalada e a Mia tentava me distrair conversando comigo sobre algo aleatório. Ela realmente ajudou-me a ficar calma.
Ainda pensei algumas vezes em voltar para casa e perguntei à Mia se podia-mos voltar para casa. Mas ela disse que ia melhorar e ela estava certa. Comecei a sentir-me mais confortável quando entrei para o centro comercial. Comecei a perceber que a maioria das pessoas estavam apenas interessadas nas suas próprias coisas e poucas olhavam para nós as dias, e logo voltavam para o que quer que estivessem a fazer. Breve comecei a sentir-me um pouco confiante. Felizmente não havia muitas pessoas e isso fez eu sentir-me bastante aliviada.
Ter a Mia por perto de mim foi incrível porque ela era muito experiente e sabia lidar com tudo, interagia com as pessoas, conversava com os vendedores, pediu os jantares, etc.
Vimos muitas vitrines, compramos comida na praça de alimentação e fomos experimentar alguns produtos de maquilhagem também.
Diverti-me muito com a Mia e foi muito melhor do que aquilo que eu esperava.
Quando voltamos para casa, não conseguia parar de pensar em sair novamente.
Passei a conseguir sair em público várias vezes. Muitas das vezes com outras amigas crossdressers. Eu vivia principalmente como mulher, exceto no trabalho.
Apesar de tudo isto eu ainda não me tinha assumido para a minha família e para as minhas amizades anteriores como sendo uma pessoa diferente, e quando um antigo colega e amigo meu que tinha acabado de sair de uma relação me disse que precisava de um lugar para ficar e me pediu para eu o receber temporariamente em minha casa, fiquei sem saber o que devia fazer.
Ele explicou-me que estava a lutar para refazer a sua vida e que precisava de ajuda. E perguntou se podia ficar em minha casa por algumas semanas até conseguir pagar o aluguer. Ele já me tinha ajudado no passado, na faculdade, e eu queria que ele conseguisse resolver a sua vida, então disse-lhe que sim.
Mas disse-lhe também que eu tinha uma vida dupla de crossdresser e que me vestia sempre que estava em casa só. Ele disse que estava tudo bem e alguns dias depois apareceu em minha casa e ficou no meu quarto vazio.
No começo foi um pouco estranho ter que dividir a casa com ele, pois eu estava um pouco nervosa para aparecer vestida na frente dele. Mas uma noite, depois do trabalho, arranjei-me e mostrei a ele como eu vivia.
Ele pareceu surpreso, embora já tivesse visto algumas minhas fotos como mulher.
Ele elogiou o quão linda eu estava e lentamente comecei a sentir-me confortável assim vestida perto dele. Passei a vestir-me com mais frequência na presença dele e ele também se habituou a ver-me como mulher.
Ele foi correcto e simpático, e na maior parte das vezes elogiou-me dizendo que eu estava mais bonita do que a maioria das mulheres que ele conhecia.
Aparentemente estava tudo a correr bem e ele arranjou um emprego numa empresa de distribuição de encomendas.
Na maioria das noites, eu cozinhava e jantávamos juntos. Uma noite, ele disse, um pouco a brincar que às vezes sentia que tinha uma esposa, porque que eu cozinhava para ele a maior parte das vezes.
Tomei aquilo como um elogio e também eu estava a começar a gostar da companhia dele. Já fazia algum tempo que eu morava sozinha e ter uma companhia em casa era bom.
Uma noite, quando fomos jantar o meu amigo ofereceu-me um bom vinho para me agradecer por eu o ajudar. Abrimos a garrafa, começamos a beber e tivemos uma conversa divertida. Nós os dois estávamos a ficar um pouco tontos e depois do jantar eu fui lavar a louça.
De repente, o meu amigo veio por trás de mim e colocando as mãos na minha cintura, abraçou-me e beijou o meu rosto.
Fiquei realmente surpresa e perguntei-lhe o que ele estava a fazer.
Ele desculpou-se e disse que não sabia, apenas tinha sentido uma vontade repentina de estar perto de mim.
Eu disse-lhe que ele tinha bebido vinho a mais e mandei-o ver um pouco de TV. Ele concordou e foi para a sala.
Quando acabei de lavar a louça, fui até à sala e sentei-me no sofá ao lado dele. Estávamos a assistir a um talk show na TV quando ele se virou para mim e disse que eu estava muito linda naquela noite.
Corei um pouco e de repente senti ele a inclinar-se para mim e beijar-me nos lábios.
Eu empurrei-o para trás e perguntei-lhe o que estava a acontecer porque sabia que ele era heterossexual. Ele explicou-me que quando eu estou de vestido e maquiagem ele me olha e vê como uma mulher e esquece que eu sou homem.
Depois confessou que já estava a sentir-se atraído por mim há algum tempo e que não sabia como me contar. Disse que às vezes sentia falta da sua companheira anterior quando me via no meu modo feminino, e que realmente me via como uma mulher muito bonita.
Eu disse que não sabia que ele se sentia assim. Honestamente eu estava lisonjeada.
Ficamos em silêncio por alguns momentos, até que ele me perguntou se eu me sentia atraída por rapazes ou se já tinha estado com algum homem antes.
Respondi que ainda não, mas que às vezes me sentia com vontade de estar com um homem e fazer amor.
Eu sentia que ele estava a tentar aproximar-se de mim e eu não sabia como devia reagir.
Afinal, ele era meu amigo e era um pouco estranho.
Finalmente, levantei-me e disse-lhe que me ia deitar.
Ele olhou um pouco para baixo e pediu-me para ficar um pouco mais com ele.
Eu disse que estava cansada e comecei a afastar-me.
Ele então pegou na minha mão e puxou-me de volta para si, sentando-me ao seu colo.
Fiquei cara a cara com ele e ele beijou-me.
Fiquei um pouco chocada, mas não resisti de nenhuma forma.
Então ele começou a passar as mãos pelo meu corpo e acariciou as minhas nádegas enquanto nos beijávamos.
Eu podia sentir o seu pénis a ficar bem duro por baixo de mim.
Sentia-me satisfeita por ver que eu o estava a deixar excitado.
Eu estava nervosa, mas a sensação era muito intensa e não pude resistir.
Eu também estava a ficar excitada.
Continuamos a beijar-nos intensamente e ele começou a beijar o meu pescoço.
Deslizei as minhas mãos e comecei a acariciar o seu pénis.
Fiquei surpresa com o tamanho dele, era bem grande.
Senti que não podia esperar mais, levantei-me, e virou-me para ele abrir o fecho do meu vestido.
O vestido caiu a meus pés e ele começou a tentar tirar o meu sutiã, mas eu disse-lhe para ele o deixar.
Ele levantou-se, tirou todas as suas roupas e empurrou-me de novo para o sofá.
Ele segurou-me de costas, tirou as minhas calcinhas e quase de repente já estava dentro de mim.
Eu não esperava que fosse tão rápido, mas foi.
Confesso que já tinha tido alguma experiência com brinquedos antes, mas isto era bastante intenso.
Tenho que admitir que foi doloroso, e tive que lhe dizer para ele parar.
Levantei-me e levei-o para o meu quarto.
Procurei um lubrificante e vi que ele estava muito ansioso para o aplicar e voltar ao trabalho.
Tivemos um momento muito intenso juntos e finalmente ele gozou dentro de mim.
Gostei daquela sensação de calor que o seu esperma abundante deixou dentro de mim.
Foi algo que eu nunca tinha experimentado antes e fiquei bastante exausta depois de ter sido mulher dele.
Depois, vesti uma camisola e ficamos os dois abraçados enquanto trocava-mos beijos e carícias.
Ele foi suficientemente atencioso para perceber que eu também tinha que ter o meu orgasmo e soube me acariciar até eu explodir.
Não me lembro quando adormeci.
Na manhã seguinte, acordei e ainda estava com a camisola vestida, maquiagem e despenteada.
Sentia-me um pouco suja e também sentia alguma dor no anus, mas sabia que tinha sido uma experiência linda.
Fiquei algum tempo a pensar no que realmente me acontecera na noite anterior.
Sabia que tinha gostado de ser a mulher do meu amigo, que tinha me sentido bem feminina e que tinha sido uma mulher bem passiva.
O meu amigo, agora amante, já estava acordado e eu fui ter com ele à cozinha onde ele estava a preparar o café.
Ele sorriu quando eu entrei e disse que eu tinha sido ótima na cama na noite anterior.
Eu respondi que também ele tinha sido era ótimo.
Fui até perto dele e ele beijou-me de novo.
Perguntou-me se as coisas iam ficar estranhas entre nós e eu disse que não.
Ele sorriu e disse que se sentia muito bem depois da noite anterior.
Conversamos durante o café da manhã e ele saiu para ir trabalhar porque o seu turno começava cedo.
Eu senti-me como se fosse a sua esposa e foi uma sensação linda.
Depois daquela noite voltamos a compartilhar alguns momentos semelhantes, mas ambos concordamos que não era correcto termos um relacionamento.
Depois de um mês, ele mudou-se e o que compartilhamos passou a ser um segredo só nosso.
ATENÇÃO: ESTA CASA MUDOU PARA OUTRO LOCAL
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