198 - Convertida na Convenção
Parte III
Quando Catarina acordou, pensou que ainda estava a ter um orgasmo. Mas percebeu que o prazer que ela estava a sentir era apenas a Tânia a acariciar o seu pénis, que se tinha erguido enquanto ela dormia. Ela abriu os olhos para ver a Tânia de joelhos perto dos seus quadris, sorrindo docemente.
Tânia tinha uma mão no pénis de Catarina e outro entre as pernas, que agora estavam sem calcinhas. Ela fixou o olhar na Catarina e disse:
- Nós demos prazer uma à outra. Mas agora, vamos ter esse prazer ao mesmo tempo. Tens alguma posição favorita, amor?
Carlos não tinha tido a experiência, nem a oportunidade para ter “posição favorita”. Como Catarina ainda estava um pouco cansada do seu orgasmo anterior, e disse:
- Bem, não exatamente ... mas agora estou muito confortável ...
Com um sorriso perverso, Tânia disse:
- Falando sobre coincidências, eu simplesmente adoro ficar na posição superior.
E com isso ela passou uma perna por cima de Catarina, montando a sua amiga que ficou reclinada. Ela estendeu a mão para trás, levantando-se de joelhos e movendo-se ligeiramente para trás. Catarina sentiu Tânia tomar conta do seu pénis e Então ela sentiu a sua cabeça entrar em contacto com uma fornalha quente e húmida.
Tânia começou a esfregar-se no pénis erecto e duro de Catarina, segurou nele e roçou com ele para cima e para baixo na sua fenda. Depois de o esfregar algumas vezes sobre o seu clitóris, fazendo as duas gemer, e sentindo-o latejar na sua mão, ela deslizou para trás e empurrou para trás com os quadris. Catarina sentiu a cabeça do seu pénis a abrir as dobras dos lábios internos e começar a entrar.
Tânia suspirou e recostou-se um pouco mais. Catarina estremeceu enquanto o seu pénis era engolfado pela pressão e húmidade, sentindo-o a mergulhar mais fundo e profundamente dentro do seu amor.
Logo Tânia estava a descansar as sua nádegas delicadamente pousadas nas coxas da Catarina, sentada no pénis de Catarina que desaparecera dentro dela até o fim.
Depois de descansar assim por um momento, saboreando a sensação do pénis dentro de si, Tânia começou a balançar os quadris para frente e para trás. Imediatamente, Catarina começou a gemer quando a fricção começou a disparar prazer no seu cérebro.
Catarina apenas tentou ficar deitada, agarrando-se aos lençóis enquanto o seu pénis era prazer. Estendeu a mão e segurou os seios da Tânia e começando a acariciá-los, sacudindo os mamilos e acariciando a sua carne macia e cremosa.
Tânia gemeu em retorno, dando um pequeno suspiro de cada vez que Catarina tocava nos seus mamilos. Ela queria concentrar-se no seu movimento de quadris, movendo-se apenas o suficiente para obter o benefício da totalidade do comprimento do pénis da Catarina, sem desperdiçar nada.
Catarina também começou a balançar os seus próprios quadris um tanto involuntariamente e Tânia adaptou-se instantaneamente mantendo o ritmo.
Catarina sentiu o seu orgasmo a chegar, muito cedo para seu próprio gosto. Ela fez o que podia para o evitar, mas não tinha muita fé nela mesma, ela esperava que, com a prática, ficasse melhor no seu controle.
Catarina sabia que a Tânia ainda não tinha gozado, e sabia que uma vez que ela chegasse ao topo teria problemas em fazer o mesmo pela sua amante. Ela sabia que tinha de aumentar os seus esforços para levar Tânia ao orgasmo, e rapidamente.
Ela baixou a mão de um dos seios da Tânia para a junção dos seus corpos. Ela deslizou ao longo da barriga da Tânia, e depois na virilha, até sentir os pêlos púbicos. Torceu a mão e procurou o clitóris de Tânia. Quando ela o encontrou, começou a esfregá-lo, pressionando-o contra seu pénis empurrando-o, passando o polegar sobre ele, estimulando-o de todas as maneiras que podia.
Catarina sentia a sua mão com cãibras resultado da posição difícil em que ela colocava a mão torcida para dentro. Ela moveu os seus quadris mais rápido, tentando empurrar o seu amor para o êxtase.
Catarina sentia que estava a conseguir, tanto pelo aperto da vagina da Tânia em torno do seu pénis, como pelo grito de prazer que o seu amor soltou. Surpreendentemente, no entanto, os seus quadris não pararam o balanço.
Catarina trocou as mãos, descobrindo que a sua mão esquerda funcionava melhor na posição incómoda necessária para estimular o clitóris da Tânia, e Tânia começou seu segundo orgasmo antes que ela estivesse completamente ciente do seu primeiro.
Os quadris destravados mas em sincronia, as duas amantes foderam mais rápido e mais rápido, Tânia por cima gemendo, ora mais alto ora mais suave enquanto o orgasmo atingia o pico dentro dela, e Catarina ofegando sentia que o seu orgasmo se aproximava cada vez mais.
Catarina durou mais tempo do que pensara que duraria, no momento em que explodiu, ela conseguiu deixar Tânia quase louca de prazer.
O orgasmo de Catarina foi o melhor que ela já experimentara em qualquer uma das suas encarnações, flashes de luz, estrelas, foguetes explodindo, a sua mente saindo de seu corpo através do seu pénis e para o céu ...
O seu gemido de prazer veio da sua alma e sacudiu as janelas, provocando uma erupção final também na Tânia.
Ela puxou a sua amante para cima dela, segurando Tânia perto enquanto os dois perdiam consciência com a sobrecarga de prazer.
Catarina acordou algum tempo depois, por breves momentos. Ela descobriu que, de alguma forma, no seu sono, as duas tinham ficado num emaranhado de membros que era tão confortável que ela nem tinha percebido. Ela sorriu para o seu amor à luz do relógio digital, e inclinou-se para beijar o seu amor. Então, sorrindo, ela voltou a adormecer.
A luz do sol bateu nos seus olhos acordando-a quase ao mesmo tempo que a Tânia acordou.
Elas ainda estavam na mesma posição em que a Catarina se recordava de ter adormecido, e ela pensou que aquela era uma maneira maravilhosa de acordar. Quase ronronou enquanto beijava a Tânia novamente, desta vez fez questão de usar a língua para beijar a sua nova amiga.
As mãos começaram a vaguear, e ela começou a sentir o seu pénis a começar a ficar erecto contra a coxa da Tânia.
Uma risada brilhante da Tânia quebrou o beijo, e ela disse:
- Eu consigo ver, ou sentir, que tu não estás completamente esgotada depois das nossas diversões a noite passada. Por que não tomamos banho juntos e pensamos no tipo de diversão que podemos ter esta manhã?
Tomar banho com a Tânia foi um processo longo e demorado que envolveu cada uma a ser ensaboada e enxaguada uma meia dúzia de vezes, bem como várias outras atividades normalmente não associadas a uma banheira.
Completamente acordada, completamente limpa e bastante saciada, Catarina saiu da banheira com a Tânia, ambas com as cabeças enroladas em toalhas, para verificar que não queria vestir as roupas que usara na noite anterior.
Ela não tinha trazido mais nada, e decidiu aceitar o empréstimo de um dos vestidos da Tânia, não era exatamente decente, considerando a disparidade entre tamanhos que elas vestiam, mas cobria quase tudo.
Fora as duas ao seu quarto para ela se vestir, com as suas roupas “normais”, uns jeans e uma t shirt, e resistiram ao pensamento fugaz de experimentar a cama para darem continuação ao seu afecto.
Finalmente ela e a Tânia saíram do quarto para irem comer algo.
Catarina ficou surpresa com a quantidade de pessoas que acenaram, abraçaram ou cumprimentaram a Tânia enquanto caminhavam pelos corredores do hotel pensando a que restaurante poderiam ir. Sempre que aparecia alguém a Tânia apresentava-a aos seus amigos, e ela foi recebida com tanto entusiasmo como a Tânia.
Numa das salas, elas encontraram um grupo de amigos dela que se estavam a preparar para irem comer sozinhos, e Catarina viu-se arrastada pelo grupo enquanto eles atravessavam a rua e desciam dois quarteirões até um snack com alguma comida económica.
Mesmo conhecendo apenas a Tânia, naquele grupo de oito pessoas, ela não se sentiu abandonada. Falou com mais autoconfiança do que nunca, na verdade, quando ela pensou em como o Carlos teria reagido naquela situação, pensou que ele teria comido em silêncio e ouvido com atenção, fazendo apenas algumas perguntas, e ela sentiu-se ainda mais feliz com as alterações que o brinco de esmeralda tinham provocado.
No final do almoço, ela tinha encontrado novos amigos, a maioria dos quais eram da sua própria cidade natal, ou muito próximos, e que compartilhavam muitos de seus interesses mesmo além da Ficção Científica.
Ainda era pouco antes do meio dia quando voltaram para o hotel, de modo que o grupo separou-se, seguindo vários caminhos, uns para a sala de jogos, outros para os balcões dos expositores, para os quartos, para a piscina, etc.
Catarina e Tânia acomodaram-se num sofá numa das salas e estudou o programa dos eventos do dia. Elas escolheram várias coisas para fazer durante a tarde, três painéis de oradores, um filme e a mostra de arte pouco antes do jantar.
Foi surpreendentemente fácil escolher os painéis porque os interesses da Tânia eram suficientemente semelhantes aos da Catarina e elas só limitaram-se a escolher de entre as várias apresentações dos diferentes painéis dessa tarde.
Embora elas pudessem ter se separado para isso, por uma hora ou mais, a Catarina decidiu tentar algo novo e cedeu às preferências da Tânia.
Ela verificou que não tinha escolhido mal, porque as apresentações eram muito interessantes.
Catarina descobriu que o seu prazer na Convenção aumentara pelo menos cem vezes com a companhia da Tânia. Ela podia finalmente dizer a alguém o que ela pensava sobre um fato de fantasia que passou por elas no salão principal, ou sobre a atraente pessoa que ia dentro da fantasia, ou de como ela tinha gostado de um dos painéis de discussão.
Quando eles passaram para a mostra de arte, ela descobriu que gostava de ir acompanhada por alguém com quem discutir as pinturas, alguém com quem avaliar os seus gostos e desgostos, alguém para ouvir, e para ser ouvida, alguém com quem compartilhar.
Elas finalmente chegaram à pintura que Carlos tinha licitado, a versão da mulher gato da Tânia, por um artista de banda desenhada famoso.
Ela como Carlos tinha acabado de usar a sua primeira inicial na folha de proposta, ela pretendia contar a Tânia tudo sobre quem ela era e como ela ficou assim, mas o meio da exposição não era o lugar. A sua oferta não tinha sido superada, mas ainda tinha que esperar mais um dia até final do leilão. Ainda não era dela.
- Então, tu gostas da “Tigresa” o suficiente para fazeres uma licitação? Disse a Tânia, de pé diante do quadro, com o braço em volta da cintura da Catarina.
- O André faz um bom trabalho.
A Catarina disse:
- Bem, foi mais a escolha do modelo, embora eu goste do estilo de pintura muito. Hum, quem é esse André?
- João André Ricardo, o pintor, ele nunca assina seu primeiro nome, ele gosta mais de ser conhecido por André. Ele é um grande amigo meu, e ele também mora na nossa cidade. Gostavas de o conhecer? Ele deve estar aqui na Convenção, ele não gosta de vender os trabalhos dele sem estar presente. Eu prometi jantar com ele uma destas noites, podemos tratar disso hoje à noite. Ele e eu somos bons amigos, amantes casuais, na verdade. E eu tenho a impressão de que tu deves gostar dele. E sei que ele de certeza que vai gostar de ti ...
Catarina corou, imaginando que tipo de “gostar” a Tânia queria dizer. Ela disse:
- Bem, hum, claro, isso parece uma boa ideia. Ele fez outras pinturas tuas?
Eles começaram a circular novamente, para verem o resto da mostra de arte.
- Ele fez exatamente três quadros de mim. Um antes de nos tornarmos amantes, era um nu normal, embora o que ele usou para o fundo tornasse o quadro adequado para uma mostra de arte como esta. Alguém o comprou numa exposição local há dois anos. Ele pintou um depois da nossa primeira vez, aquele que tenho no meu quarto. E o terceiro, quando o nosso “romance” esfriou e nos tornamos apenas amantes e não “apaixonados”, ele fez esta “Tigresa”. Espero que tu o consigas licitar amor. Mas se não conseguires comprar tenho a certeza que posso convencer o André a fazer outro ... e eu também tenho posses para isso ...
O seu sorriso perverso fez Catarina sorrir de volta, e ela beijou o seu amor ali mesmo em frente de uma pintura de uma nave espacial.
Tânia telefonou ao André, ela sabia que ele devia estar no seu quarto, ele devia estar a dar os retoques finais noutra pintura, e descobriu que ele ainda não tinha feito planos para o jantar, na verdade, tinha-se esquecido de comer.
Catarina ouviu com a bochecha pressionada contra a de Tânia, ouviu-os a discutir os planos da noite com um outro homem que parecia ser um modelo, e ela interrogou-se, com um pouco de emoção se o homem tinha estado a posar nu.
Aparentemente, o modelo tinha planos com alguns amigos para o jantar, por isso André pediu à Tânia para subir de aí a cerca de meia hora para lhe dar tempo para se limpar e tomar um duche, e depois poderem ir tratar da comida.
Foi fácil matar a meia hora seguinte, Catarina e Tânia vaguearam pelos corredores até a Tânia encontrou um grupo de amigos num salão, a quem se juntaram. Tânia apresentou a Catarina, e começou a falar. Mais uma vez, Catarina achou muito fácil falar com estes estranhos e mesmo que este grupo em particular não fosse da sua cidade, ela sentia que tinha feito um grupo de amigos para procurar da próxima vez que estivesse na Convenção.
Elas foram bater à porta do quarto do André exatamente meia hora depois da Tânia ter desligado o telefone, tinha sido difícil sair da conversa, mas a Tânia dissera que queria sempre ser o mais pontual possível, mesmo que a maioria dos seus amigos não fosse tão cumpridora dos horário.
Enquanto subíamos no elevador ela disse que isso às vezes incomodava-a, mas pelo menos podia dizer que ela nunca atrasara ninguém.
A porta foi aberta por um jovem de feições ligeiramente orientais e muito cabelo preto que estava muito molhado. O seu torso estava deliciosamente nu e sem pêlos e brilhava com todas aquelas gotas de água. A toalha que ele tinha enrolada em torno da sua cintura estava encharcada pelo menos nas costas, moldando-se às suas nádegas bem moldadas.
Catarina ficou sem fôlego ao olhar para os seus olhos castanhos e sorriso amigável, ele era absolutamente lindo!
Tânia riu-se e empurrou-o de volta para dentro, dizendo:
- Atrasado como sempre, hein, André? Volta para o banheiro agora e acaba de te vestir, se eu te apresentar à minha nova amiga contigo nesse estado, nunca mais vamos jantar.
O corar e sorrir de André era quase tão devastador quanto o da Tânia, e Catarina sentiu que tinha que se agarrar à cadeira onde se sentou enquanto olhava para a porta fechada do banheiro como se tivesse uns óculos de raio-x e estivesse a observar o que estava a acontecer atrás dela.
Finalmente André, mais seco, e vestindo um polo e jeans pretos, com o cabelo penteado para trás, saiu do banheiro e remexeu em várias gavetas, até encontrar um par de meias. Ele sentou-se numa das cadeiras e vestiu as meias e sapatos, por fim levantou-se e disse:
- Ok, estou apresentável para a tua nova amiga agora?
Tânia levantou-se e abraçou o André, depois virou-se e apresentou a Catarina.
- Catarina, este é o André, artista extraordinário e sempre atrasado. André, esta é a Catarina, a minha mais nova amante, por quem estou definitivamente apaixonada.
Corando com o elogio, Catarina estendeu a mão para André, que a pegou e levou-o aos lábios como um cortesão medieval.
- É um prazer para mim, tenho a certeza! Disse ele, olhando para ela intensamente e sorrindo amplamente. Ela podia sentir o calor dos lábios dele nas costas da mão dela, e esse calor parecia viajar pelo seu corpo, fazendo os seus mamilos tremer e seu pénis começar a se excitar novamente. O momento estendeu-se, e Catarina estava prestes a jogar-se nos braços de André quando Tânia:
- Ok, vocês os dois, vamos guardar isso para mais tarde.
Rindo nervosamente, Catarina soltou a mão do aperto afrouxado de André e virou-se. Ela notou o cavalete no canto, coberto por um pano, e estava prestes a perguntar se o podia ver quando Tânia disse:
- Temos de ir, pessoal, se chegarmos cedo o suficiente, não teremos que lutar contra uma multidão a querer jantar, eu odeio esperar numa bicha.
Eles saíram os três do quarto com a Tânia no meio da Catarina e André com os braços em volta da cintura da Tânia.
Claro, que isso fez seus braços se tocarem, e Catarina quase pôde sentir a eletricidade vindo dele, onde aquele antebraço tocou o seu. Ela nunca sentira aquele tipo de luxúria com a Tânia, com quem havia mais do que só luxúria.
Aquilo a fez ficar tonta e nervosa, e não era porque André era bastante masculino. Apesar da sua reação ao Falcão na noite anterior, André deixava-a nervosa mas também a fazia ficar sexualmente excitada.
Provavelmente porque o Falcão não era acessível, enquanto que André parecia tão interessado nela como ela estava nele. Ela pensou no que poderia acontecer depois do jantar.
Eles saíram do hotel pela porta secundária e caminharam dois ou três quarteirões até uma churrascaria mas não muito chique, onde podiam entrar pessoas com as suas roupas casuais. A refeição foi maravilhosa, e a conversa também. Os três conversaram como se conhecessem uns aos outros há muito tempo, e sendo isso verdade para a André e a Tânia, Catarina descobriu que ela não tinha nenhum problema em participar, nem se sentia como se estivesse a intrometer, ambos ouviram-na atentamente, responderam aos seus comentários, tentando levar a conversa para os pontos que cada um achava serem interessantes. E ela viu-se a fazer o mesmo com eles. Ela aprendeu muito sobre os dois, e sentiu-se aproximar ainda mais da Tânia, mesmo quando ela começou a mostrar sentimentos mais profundos do que desejo pelo belo artista.
Eles demoraram-se na sobremesa, a torta de framboesa estava divina! Conversaram, riram e criaram elos de aproximação. Finalmente decidiram desocupar a mesa quando perceberam que o restaurante estava a ficar cheio demais. Deixaram uma boa gorjeta para o empregado que não os apressou, embora fosse óbvio que a mesa deles era necessária, o facto de ele ser simpático não prejudicou ninguém.
Voltaram para o hotel, ainda a conversar, e foram de novo para o quarto de André, sentaram-se nas camas e continuaram a a conversa. Catarina e Tânia sentaram-se numa cama, os braços em volta da cintura uma da outra, enquanto André ficava meio reclinado na outra.
Numa breve pausa, Catarina perguntou:
- Então, qual é o tema da tua pintura, escondida ali?
André rolou para fora da cama e parou ao lado do cavalete.
- Bem, não está, exatamente, terminada, mas está quase, o suficiente para vos mostrar. Eu conheci o João na primeira noite da convenção, na piscina do hotel, e não demorou muito para que ele posasse nu para mim.
- O fato de banho que ele tinha era tão pequeno e transparente que quase não precisei dele! De qualquer forma, aqui está a pintura, já podia estar pronta, mas a nossa segunda sessão foi interrompida por uma ereção dele, e na tentativa de o fazer voltar para baixo, creio que perdemos a noção do tempo, e quando ele estava pronto para voltar a posar novamente, ele tinha que estar noutro lugar.
Ele sorriu enquanto contava a sua pequena história, e Catarina ficou animada, ela pensou no espectáculo que seria ver o André e o João fazendo algo juntos naquele mesmo quarto ...
André removeu o pano que cobria a pintura, revelando uma imagem de uma beleza impressionante, um jovem numa paisagem aquática, com guelras e barbatanas nos pulsos e tornozelos, mas fora isso era muito humano. Alguns dos detalhes do fundo ainda estavam por completar, mas havia o suficiente para ver que o jovem tritão estava a nadar no meio de um oceano. A sua nudez era natural, não grosseira, o retrato estava muito bem feito, e Catarina desejou conhecer o modelo, só apenas para ver o quão bem André o tinha representado. A julgar pelo retrato da Tânia, ele tinha habilidades nesse departamento.
André voltou para a cama, desta vez de bruços. E perguntou:
- Então, têm alguns planos para a noite? Vai haver um baile no salão principal, e é claro que há festas nos quartos como de costume ...
Tânia disse:
- Bem, eu gosto de dançar, mas posso dançar a qualquer hora. A sala das festas costuma estar sempre com muito fumo e é demasiado barulhenta para ser divertida, e neste hotel os quartos não são muito bons para festas grandes. No entanto, posso pensar numa festa menor, digamos a três? Que estes quartos são do tamanho certo para ...
Não percas a quarta parte deste conto >>>>