241 - Uma aventura de fantasia com os primos
Quando eu tinha treze anos, fui passar uns dias em casa dos meus primos.
Tanto a minha mãe como a minha tia eram mães solteiras e tinham combinado umas mini-férias só para elas as duas, pelo que decidiram passar uns dias fora durante um fim de semana prolongado.
Era o fim de semana do dez de junho e eu ia passar alguns dias com os dois primos que eu não via há quase um ano desde que eles tinham ido morar para longe da nossa casa.
O Tiago tinha a minha idade e a Joana, a irmã dele, já tinha mais de dezoito anos.
Enquanto as nossas mães estivessem fora, a Joana ia ser a responsável por nós.
Eu e a minha mãe chegamos a casa deles numa quinta-feira à tarde e pouco depois ela e minha tia saíram para as férias delas.
A Joana disse que nós podíamos brincar dentro de casa até à hora de jantar, e fomos para o quarto do Tiago, onde ficamos a brincar com alguns dos seus brinquedos por pouco tempo mas ficamos entediados e resolvemos ir para os corredores para brincar.
Não demorou muito para que nas nossas correrias pela casa fora ele e eu fomos contra um móvel e caiu um prato que se estilhaçou.
A Joana ficou furiosa e disse que nós éramos muito selvagens e precisávamos de ser ensinados a ter um comportamento adequado.
Ela disse que sabia de uma maneira para fazer nós os dois ficarmos calmos e mandou-nos de volta para o quarto do Tiago, dizendo que queria que tomássemos banho antes do jantar e que devíamos tirar a roupa e entrar na banheira de imediato.
Enquanto nos despia-mos, ela preparou um banho de espuma perfumada para nós os dois, mas quando eu vi aquilo disse:
- De jeito nenhum, eu não gosto desses banhos.
Mas ela categoricamente apenas voltou a dizer que se não entrássemos imediatamente, ela nos dava uma boa sova.
Nós os dois percebemos que tomar o banho era a melhor opção e a Joana ficou de braços cruzados até estarmos dentro de água e só depois saiu da casa de banho dizendo que queria que nós nos lavássemos sozinhos.
Quando ela voltou verificou se tínhamos feito um bom trabalho e depois mandou-nos enxugar e voltarmos para o quarto do Tiago para nos vestirmos.
Em cima da cama estavam dois vestidos e uns conjuntos de roupas íntimas femininas.
Ela disse que enquanto o Tiago e eu estávamos na banheira, tinha e colocado todas as nossas roupas no seu armário e tinha trancado porta, e acrescentou:
- Escondi a chave onde vocês não a podem encontrar!”
Depois, disse ela disse que nós não nos podíamos comportar da forma tão pouco adequada como tinha acontecido nesse dia à tarde e que no resto do fim de semana íamos aprender a comportar-nos como “meninas de verdade" e para tal era necessário usar vestidos e saias em vez de calças.
Eu e o Tiago protestamos vigorosamente, mas sem sucesso. A Joana obrigou-nos a vestir as calcinhas, collants, saiote, combinação e vestido e ajudou-nos com o fecho que estava na parte de trás do vestido.
Assim que nos vestimos, a Joana levou-nos para o seu quarto. E mandou o Tiago sentar-se na sua mesa penteadeira, ela primeiro enrolou os seus longos cabelos em rolos e depois pintou-lhe as unhas com uma cor rosa brilhante. Depois ela começou a pintar o seu o rosto com sombra, delineador, rímel, blush, e um batom rosa brilhante para combinar com as unhas. Entretanto ela mandou-o sentar-se no secador de cabelo, e a mim no penteador e também eu recebi o mesmo tratamento.
Nós os dois tinha-mos o cabelo quase pelos ombros e a Joana conseguiu um penteado feminino muito bonito. Quando a Joana terminou o meu rosto, o cabelo do Tiago já estava pronto e ela penteou-o mandando-me colocar por baixo do secador.
Enquanto estava com o meu cabelo a secar, ela foi procurar uns sapatos com saltos de cinco centímetros. Ela disse que os sapatos nos iam ensinar a ser mais cuidadosos enquanto caminhávamos para não esbarrarmos nas coisas.
Quando o meu cabelo ficou pronto, ela colocou-nos em frente do seu espelho para vermos o nosso novo aspecto.
Depois ela disse que durante o resto do fim de semana íamos ter que ficar assim, e que era melhor nos acostumarmos.
Ela durante o resto da tarde ensinou-nos a andar como uma menina e como sentar com uma saia. Também nos ensinou como nos movermos como meninas, e não como meninos desajeitados.
A certa altura, estávamos todos com fome e a Joana disse que já que tinha perdido tanto tempo para nos deixar "apresentáveis", ela não tinha tido tempo para cozinhar qualquer coisa para o jantar, e decidiu que íamos sair para comer.
Nós imploramos-lhe para não nos fazer sair vestidos daquela forma, mas ela disse que estava com fome e que íamos sair para comer e pronto.
Fomos no carro dela a um restaurante e quando, depois de sentados, a empregada veio nos atender à mesa, elogiou a Joana pelas suas duas filhas muito bonitas. Felizmente, a Joana não revelou o nosso segredo. Durante toda a refeição, a Joana foi dando algumas instruções e orientou-nos sobre as boas maneiras à mesa, lembrando-nos que devíamos agir como meninas a todos os momentos, caso contrário ela contaria a todos o que nós realmente éramos.
Depois de voltarmos para casa a Joana disse que podíamos assistir a um pouco de TV, para depois de nos vestirmos para dormir.
Ela ajudou-nos a tirar as roupas e maquiagem, a prender os cabelos em rolos novamente e deu-nos umas camisas de dormir, roupões e chinelos para usarmos.
Quando fomos para a cama, ela desejou-nos uma boa noite de sono, já que tinha sido um dia agitado, e que nos esperava outro também exigente.
Na manhã seguinte, mal nos levantamos, a Joana preparou uns leggings justos, meias e umas camisolas para usarmos. Ela explicou que era a roupa que íamos usar na aula de dança em que ela nos tinha inscrito.
Ela também nos deu saias e blusas para usar durante a viagem até lá e de regresso. Disse para usarmos de novo os mesmos sapatos de salto alto e depois de um pequeno almoço leve, a Joana levou-nos até ao estúdio de dança que ela frequentava. Apresentou-nos à instrutora e às outras meninas como a Iara e a Zézinha. O meu nome verdadeiro era José, mas todos me chamavam Zé. Ela disse que éramos sobrinhas dela e estávamos tínhamos vindo passar o fim de semana.
O Tiago e eu não tínhamos nem a experiência nem a habilidade das outras garotas, mas nós demos tudo para não ficar mal, uma vez que a Joana repetiu a ameaça de contar a todas a nossa verdadeira história.
Fomos aceites como meninas por todas as outras raparigas que estavam no estúdio de dança e a Joana ficou satisfeita.
Depois da aula, voltamos para casa e a Joana disse que tinha planeado passar a tarde na praia. Ela arranjou-nos fatos de banho femininos e uns vestidos de praia leves e coloridos para nós usarmos e mandou-nos para o quarto para nos vestirmos.
Enquanto isso ela foi arranjar o nosso almoço.
Nós os dois estávamos com medo de que nosso disfarce e postura feminina não aguentassem com aquelas roupas, mas a Joana disse que tinha escolhido uma praia bastante privada e não deviam estar muitas pessoas por lá.
De facto foi uma tarde maravilhosa na praia, nadamos e brincamos na praia enquanto a Joana se bronzeava.
Depois fomos para casa e tomamos banho e tivemos que nos vestir novamente com os nossos lindos vestidos para a hora do jantar.
Sexta-feira à noite ficamos em casa e tivemos que nos sentar na sala para ver um pouco de TV enquanto a Joana nos dava mais instruções sobre como nos devíamos comportar adequadamente para ser meninas.
Nem o Tiago nem eu estávamos a gostar da ideia, de continuar a ser meninas, mas a ameaça da Joana de ir revelar às nossas mães o que se tinha passado com as nossas correrias e prato partido mais a revelação do castigo, actuou sobre as nossas como travão para sermos de novo meninos.
A Joana disse também que nos ajudaria a disfarçar o prato partido se durante os dois dias de fim de semana que faltavam nos comportássemos decentemente.
Chegou o dia de sábado e choveu o dia todo!
Ir como prometido pela Joana à praia estava fora de questão e ela disse que era melhor ficar por casa.
A meio da manhã ela disse-nos para brincarmos com bonecas dela. Bonecas!
Estávamos a ficar um pouco fartos de tudo aquilo e a revelar alguma irrequieto, quando a Joana disse que poderíamos ir a uma sessão de cinema naquela tarde.
Como as nossas mães não eram esperadas de regresso senão no dia seguinte , fomos para o cinema com os nossos vestidos de meninas.
Porém, quando voltamos a casa, lá estavam eles, à nossa espera.
Ainda antes de eu e do meu primo sairmos do carro ela vieram até ao relvado e disseram que como estava um dia de chuvoso e que não tinham muita coisa para fazer, e por isso tinham decidido regressar a casa mais cedo para nos levarem a jantar fora.
Quando eu e o Tiago saímos do carro envergonhados é que elas perceberam como nós os dois estávamos vestidos, e a Joana tive que explicar o que tinha acontecido e porque estávamos ali parados vestidos de meninas.
Depois de Joana contar a história, ela e as nossas mães fecharam-se na sala por alguns instantes para conversar.
Quando elas voltaram em vez de dizerem à Joana para nos devolver as nossas roupas, eles disseram que depois de pensar um pouco sobre tudo aquilo nós os dois estávamos muito fofas vestidos de meninas e que provavelmente a Joana tinha tido a ideia certa para nos educar e corrigir o nosso comportamento de meninos traquinas.
Depois a minha mãe disse que elas tinham decido que devíamos passar o dos dias de férias a aprender a ser meninas para que pudéssemos aprender boas maneiras e um comportamento mais gentil.
A Joana estava em êxtase, mas o Tiago e eu começamos a gritar:
- Não pode ser!
- De jeito nenhum!
E pedimos as nossas roupas de volta. Foi em vão, pois as nossas mães voltaram a dizer que íamos aprender a ser mais bem comportadas, acrescentaram ainda que na manhã de seguinte íamos comprar mais roupas novas de menina para usar no resto do verão.
Entretanto já era de noite, e estávamos com fome, pelo que elas disseram para nós nos irmos arranjar para sair.
A Joana levou-nos para o seu quarto e ajudou-nos a refrescar a maquiagem.
Fomos ao restaurante onde tivemos que passar a noite a ouvir mil e um conselhos sobre como melhorar os nossos modo e forma de comer.
Na manhã seguinte, quando nos levantamos, as nossas mães foram verificar se estávamos devidamente lavados e vestidos.
Tivemos que vestir uns sutiãs com enchimento, calcinhas, vestidos e novamente sapatos com saltos de cinco centímetros.
Fomos a um centro comercial shopping e a primeira paragem que fizemos foi num salão de beleza. Cortaram-nos o cabelo e fizeram uma permanente num estilo bem de menina.
Também nos fizeram um tratamento facial e as nossas sobrancelhas foram depiladas até ficarem num formato muito feminino.
Depois passamos o resto do dia a experimentar vestidos, saias, blusas, sapatos e lingerie.
As nossas mães disseram que durante o resto do verão não iríamos usar calças
Mas ainda assim compraram-nos uns calções saia para jogar ténis, foi o mais próximo que conseguimos de calções.
A Joana também contou à mãe dela sobre a nossa aula de dança, e elas escolheram uns fatos para nós usarmos nas aulas de dança da semana seguinte.
Antes de sairmos do shopping, fomos a um joalheiro porque a minha tia disse que queria dar uma olhada a alguns brincos. Quando chegamos lá, as nossas mães começaram a ver alguns brincos furados e minha mãe segurou um par nas minhas orelhas e disse:
- Isto deve ficar muito bonito em ti!
De imediato decidiram que deveríamos ter as nossas orelhas furadas.
O Tiago e eu tentamos protestar, mas novamente fomos ameaçados de ter nosso verdadeiro género revelado e tivemos que as deixar decidir aquilo.
A Joana disse que íamos adorar usar brincos depois que nos acostumamos.
Quando a vendedora veio até nós fez primeiro os meus e depois os ouvidos do Tiago.
Cada um de nós teve direito a um lindo par de brincos iniciais e também um par de brincos normais para quando as agulhas perfurantes saíssem.
Enquanto estávamos a furar as orelhas as nossas mães pediram colares com nomes para nós, “Iara” para o Tiago e “Zezé” para mim.
Isto, disseram eles, era para que nos pudéssemos lembrar de quem éramos e do que deveriamos ser!
ATENÇÃO: ESTA CASA MUDOU PARA OUTRO LOCAL
https://casadoscontosdaelia.wordpress.com/