147 - Empregada de mesa
- Alexandre, eu posso te pedir um favor?
Foi aquela pergunta que fez com que tudo começasse.
Há alguns meses que eu trabalhava como empregado de mesas num restaurante. Servia refeições, bebidas, ajudava na copa e um monte de outras coisas.
Mas quando a D. Ana, a proprietária, me perguntou se eu lhe podia lhe fazer um favor, jamais podia imaginar que tipo de favor seria aquela.
A D. Ana pagava bem, aproximadamente 5 € à hora, mais as gorjetas, o que não era um salário mau, antes pelo contrário, era muito mais do que os meus amigos ganhavam.
Eu tinha apenas quinze anos nesta época, e não havia muitas oportunidades de trabalho na região em que eu morava.
Eu era magro e um pouco franzino, tinha cabelos castanhos compridos que tinha de usar amarrados em rabo de cavalo para poder trabalhar.
No restaurante, o esquema de funcionamento era uma escala de rotação.
Geralmente havia um rapaz e uma rapariga a servir, fosse dia ou noite. Trabalhávamos dois rapazes, eu e o Jorge, e duas raparigas, a Júlia e a Raquel. E foi por esse motivo que a D. Ana me fez aquela pergunta.
Normalmente, eu trabalhava ao sábado durante o dia com uma das raparigas, e depois o Jorge trabalhava com a outra durante a noite.
O que estava a acontecer é que naquele fim de semana a Júlia ia viajar só podia trabalhar de dia comigo e á noite seria a vez do Jorge trabalhar com a Raquel.
Mas a Raquel estava doente, de modo que a D. Ana estava a pedir para que eu vir trabalhar no período da noite, e assim não desfalcar o serviço.
Eu pensei naturalmente que eu e o Jorge teríamos que assumir o serviço de garçom.
Porém a D. Ana tinha uma surpresa para mim.
- Bem Alexandre, tu sabes que eu sempre tive um garçom e uma garçonete a trabalhar no turno da noite!
- Sim, eu sei e a D. Ana já me disse que a Raquel está doente e que a Júlia vai viajar ao fim da tarde, e não pode vir trabalhar.
- Por isto é que eu te estou a perguntar se podes fazer o favor, de vires trabalhar à noite, no sábado, no lugar de uma delas.
- Sem problemas, posso vir trabalhar sim. Foi minha resposta.
- Mas eu gostaria que tu viesses trabalhar como garçonete, pode ser?
- Será que ouvi direito D. Ana? A senhora está a pedir-me para trabalhar como garçonete? Mas por que não podemos ser dois garçons nessa noite? E porquê eu?
- Eu sei que é um favor estranho, mas eu já tentei por todos os meios resolver isto, e foi a única solução que encontrei. Claro que é sempre por ter em conta os interesses dos clientes. Tu conheces o Jorge, ele é alto, e meio desengonçado, não é exatamente a pessoa certa para este papel, pois não?
Ela tinha razão quanto a isso. O Jorge era bem alto e eu era mais baixo.
Engraçado, eu não sabia explicar bem, mas sentia que alguma coisa mexia dentro de mim quando via o Jorge.
Nunca senti atração sexual por rapazes, mas com o Jorge era diferente.
Uma vez a D. Ana tinha me surpreendido enquanto eu olhava para o corpo do Jorge quando ele se estava a vestir para ir trabalhar.
Ela era uma mulher experiente e devia ter notado algo diferente em mim, por isso esta proposta dela.
- Tu tens um cabelo longo e agradável, tens a estatura da Raquel e tem uns traços mais delicados e acredito que és a pessoa certa para isto. Eu vou ser generosa, e pago-te o triplo, ou seja, 15 € à hora.
Ela sorria enquanto aguardava uma resposta minha.
Isto não é o tipo de favores que me pedem para fazer todos os dias. A ideia de ganhar cerca de uma centena de euros numa noite de trabalho era tentadora. Mas quanto à ideia de trabalhar vestido de garçonete a servir fregueses aí eu não estava muito seguro.
Eu estava receoso quanto ao tipo de coisas que podiam acontecer a uma garçonete que usava uma saia bem curta, uma pequena blusa branca, um mini avental e um gorro no cabelo.
- E então? Aceitas? Perguntou ela. Eu ajudo-te a preparares-te amanhã! Eu faço de ti uma bela garçonete, asseguro-te!
A D. Ana tentava encorajar-me.
Na minha cabeça havia um dilema, havia uma curiosidade e um desejo, o de viver um papel de rapariga, mas havia também o medo de ser reconhecido, de ter de enfrentar a escola, a vida social, caso algo não corresse bem.
Depois de muito pensar decidi:
- Ok eu faço esse favor à D. Ana! Mas tem que me ajudar.
- Seguramente, eu vou fazer tudo o que for preciso.
- Poderão me chamar Elisa?
Era um nome que eu sempre tinha gostado, e a D. Ana também parecia gostar.
Foi assim que a Elisa, a garçonete, nasceu!
Eu combinei com a D. Ana ir ter a casa dela algumas horas antes do trabalho para ela me preparar.
Nesse dia no caminho de volta a casa, comecei a matutar nas implicações da minha decisão, o que poderiam dizer as pessoas? Era complicado, mas já não ia recuar na minha decisão.
Ao chegar a casa contei à minha mãe que tinha de ir trabalhar no dia seguinte á noite. Mas omiti que ia ser como garçonete! Com o pensamento cheio de ideias contraditórias na minha cabeça, fui para cama. O dia seguinte seria marcante!
Depois da minha manhã de sábado habitual, estudar, ajudar em casa, etc. chegou a hora de ir para a casa da D. Ana.
A minha mãe ficou um pouco curiosa. Queria saber porque é que eu ia trabalhar tão cedo. Eu disse-lhe que tinha muitas coisas para preparar no restaurante, o que era quase verdade!
No caminha para casa da D. Ana, os pensamentos contraditórios voltaram a martelar na minha cabeça:
- O que é que eu estava a fazer? Eu era um rapaz e os rapazes não se vestem como as garçonetes.
Mas novamente a curiosidade e o desejo do desconhecido sobrepuseram-se e eu continuei a andar.
Ia ser a Elisa, uma garçonete durante aquela noite. Tinha também a expectativa de ir trabalhar com o Jorge.
- Que bom que vieste. Já estava a pensar que tinhas desistido. A D. Ana sorria para mim.
- Comprei alguns acessórios para que tudo fique perfeito, Elisa.
Ela até tinha comprado próteses de silicone para encher os meus peitos.
Ela parecia estar a apostar muito naquela noite de trabalho no restaurante.
Eu fui atrás dela para o seu quarto onde ela tinha guardado tudo o que uma garçonete de classe usa: saia curta preta, blusa branca de seda, meias pretas e sapatos.
Mas o que mais me prendeu a atenção foram as lingeries, eram muito sensuais. Ela tinha pensado em tudo.
- Eu tenho visto muitas coisas sobre os modos crossdressers e vou tentar colocar em prática alguns truques.
Vamos começar a tentar fazer tudo certo. Ficas melhor se tirares as tuas roupas de rapaz, Elisa.
Eu nunca ficado ficado nu frente a uma mulher, sem ser a minha mãe quando era pequeno.
E não sabia se o devia fazer, especialmente na frente de uma mulher com as “qualidades” da D. Ana.
Comecei a despir as calças de ganga e a t-shirt que eu levava.
- Ok para uma rapariga adolescente, parece que tens um cabelo um pouco masculino. Vamos tentar melhirar isso. Anda para o chuveiro.
E com isso eu segui a D. Ana para a casa de banho.
O desejo de me transformar em Elisa estava firme no pensamento da D. Ana.
Ela rapou os meus pelos das pernas e peito e lavou muito bem o meu cabelo longo.
Uma sessão de escova e secador de cabelo, fez com que ele ficasse mais suave e com um aspecto mais feminino.
Borrifou-me co um perfume agradável, fresco e feminino.
Depois de tantos mimos na casa de banho sai de lá a sentir-me um pouco como uma mulher de verdade!
A D. Ana olhou para o meu sexo e constatou que realmente ele não era muito grande, mas que podia comprometer a imagem da Elisa. Ela pegou nele com as mãos e com um pouco de esforço atou-o com uma fita, que permitia ele ser puxado para trás e ficar escondido no meio das minhas pernas. Não era exatamente uma posição confortável mas deixava a minha frente plana como a de uma adolescente.
- Resolvida a parte de baixo, agora vamos para cima.
Ela sorriu e pegou nas próteses de silicone. Eram do tamanho apropriado a uma rapariga de 15 anos!
- Eu penei que pudéssemos usar um adesivo para fixar isto a ti, mas não é aconselhável porque fica colado muito forte e ao fim da noite tens de ir para casa.
Eu comecei a perceber a realidade com que teria de viver nessa noite. Era realmente a primeira vez que uma sensação de realidade entrava na minha mente. E teria que conviver com estas mudanças que ela estava a fazer em mim.
Assim nós decidimos simplesmente segurar os peitos novos no lugar com um sutiã. O próprio sutiã era bastante rendado, muito lindo, com padrões sensuais. Enquanto a D. Ana fixava o sutiã em mim, ela admirava meu tórax novo:
- Bem Elisa, eu penso que tu vais ter alguns olhares masculinos hoje à noite com este sutiã por baixo da blusa transparente!
Era o tipo de coisa que me preocupava, como eu ia aguentar os olhos das pessoas. Mas também me excitava muito a ideia de que eu podia chamar a atenção das pessoas com o meu aparecimento.
Ela deu-me umas calcinhas que eram parte do conjunto de lingerie. Também eram rendadas e de um branco perfeito, dando uma impressão de inocência ao meu corpo.
Ela começou a maquiar-me e não me deixou olhar para o espelho, enquanto me pintava.
Assim que ela terminou, fiquei pasmado com a transformação. Se havia um rapaz antes, ele já não estava por ali. A mudança era incrível!
Finalmente vieram as roupas de garçonete.
As meias pretas davam a impressão das minhas pernas serem mais longas e mais bem formadas. A saia preta curta, mal cobria as minhas nádegas. Vesti a blusa branca de seda e os sapatos apropriados e a garçonete ficou pronta.
- O que é que achas Elisa?
- Bem eu não acreditava se os meus olhos não estivessem a ver! Respondi.
- Mas a tua voz ainda é muito pouco feminina. Um pouco de treino e eu vou fazer com que a Elisa fique pronta para o serviço!
No resto da tarde a D. Ana ensinou-me como trabalhar como uma garçonete e comportar-me como uma rapariga.
Finalmente chegou a hora de irmos para o restaurante.
- Estás pronta Elisa? Perguntou-me ela antes de me levar para o seu carro.
- Eu penso que sim.
Com os nervos a darem-me voltas ao estômago, caminhamos para a porta do restaurante.
Será que eles se iam rir desta tentativa de um menino pobre ser uma rapariga, será que eles iam ver a minha verdadeira identidade?
A D. Ana já tinha avisado todos de que havia uma garçonete nova hoje, e todos me receberam calorosamente.
Informaram-me do serviço que eu tinha pra fazer, era o serviço que eu já fazia como Alexandre.
Quando o Jorge chegou, que e ele éramos as únicas pessoas com menos de vinte anos. Embora o Jorge não fosse um modelo, não era exatamente um rapaz feio.
Por alguma razão, eu sendo Elisa, parecia ter aumentado a minha atração por ele. E notei algumas características de homem bem atraentes nele, o queixo quadrado dele.
Estava claro por que a D. Ana me tinha escolhido em vez dele para trabalhar como garçonete naquela noite.
- Então você é a Elisa? Prazer chamo-me Jorge.
Fiquei surpreso, por o Jorge não me reconhecer.
- Olha Jorge, tu sabes bem quem eu sou!
- Ora Alexandre, não te tinha reconhecido! Mas tu estás muito atraente vestido de Elisa. Disse ele dando umas risadas.
- Isto é que é um bom disfarce. Acho que eu podia muito bem ficar confuso e ia agarrar-te aqui mesmo!
Lisonjeado pelos seus elogios, fiquei mais confiante. Passeia a achar que ia conseguir muito bem fazer-me passar por Elisa. E assim iniciamos o nosso trabalho habitual.
Quando os clientes do restaurante começaram a chegar ainda tive algum receio de que aparecesse algum que me reconhecesse como o Alexandre que o tinha servido antes. Afinal eu ia servi-los como Elisa agora. Quando comecei a servir o jantar não houve nenhum comentário. Eu estava cada vez mais confiante como Elisa. E aos poucos fui-me apercebendo de que ninguém iria dar conta de nada.
A Elisa estava a ganhar as atenções, as pessoas agradeciam o serviço e a atenção que ele lhes dava.
Como seriam os pensamentos íntimos de cada um em relação a mim?
Eu estava consciente das roupas que estava a usar, e ficou claro o interesse demonstrado por alguns homens, pelo meu sutiã que era facilmente visível e pela minha mini blusa de seda que escondia muito do redor da minha cintura.
A certo momento eu tive de me abaixar para apanhar um garfo que um cliente deixou cair ao chão, acho que de propósito, e com uma pose completamente feminina mostrei para o meu público o que eles queriam ver, deixei a minha saia subir e mostrei as calcinhas brancas de renda e permiti que a blusa de seda ficasse meio aberta.
Esta pequena apresentação só durou um instante, mas foi o bastante para que os olhos dos homens que estavam no restaurante se voltassem quase todos para as minhas nádegas, mesmo daqueles que estavam acompanhados das suas mulheres!
Eu comecei a perceber o poder que uma mulher tinha sobre os homens, principalmente quando mostrava as suas qualidades. No final da noite já estava a receber convites para terminar o dia num motel, o que de certa forma mexia com a minha recém adquirida vaidade feminina.
Mas além do interesse dos clientes pela Elisa eu também notei a atenção de outra pessoa, do Jorge. Em todos os momentos que ele podia ele não tirava os olhos de cima de mim. E isso agradava-me!
Eu queria saber se era simples curiosidade pelo fato de eu me ter transformado ou se ele estava a olhar para a Elisa, uma fêmea atraente.
Quando o movimento do restaurante começou a diminuir, ele veio falar comigo:
- Elisa, depois do restaurante fechar eu vou embora para casa, mas estava a pensar que nós os dois podíamos ir dar um passeio ou algo do género.
Estavam claras as suas intenções! O seu interesse era pela fêmea que a Elisa encarnava. Novamente lá estava eu com um conflito na minha cabeça. Um lado estava a dizer que eu era um menino e que esta noite tinha sido muito diferente, mas estava por terminar, mas do outro lado havia uma real sensação de excitação, de desejo, de ver até onde a Elisa tinha entrado na minha maneira de ser. Naturalmente o lado feminino ganhou e eu decidi deixar o Jorge andar atrás de mim. Gostei quando ele começou a apertar e acariciar as minhas nádegas. Ele sorria e eu sorri para ele também.
Eu quase que desejava que o final da noite chegasse rápido. Tinha o desejo e curiosidade pelo que podia acontecer na volta para casa.
A D. Ana apercebeu-se da nossa troca de olhares, e deu-me as chaves da casa dela e sussurrou-me ao ouvido:
- Elisa, eu vou sair com o João quando o restaurante fechar. Há bebidas no frigorifico do meu quarto, ao lado da cama e se quiseres, na primeira gaveta da cómoda tens um lindo e provocante baby-doll cor de rosa, faz bom uso dele.
Ficou claro para mim o que a D. Ana tinha em mente. E era justamente o que eu também queria naquele momento e foi o melhor presente que ela me deu. Eu fui atrás do Jorge que estava a vestir o casaco dele.
- Tu já estás pronta Elisa?
- Sim, Jorge.
Ao abrir a porta para mim perguntou-me:
- Onde é que tu moras?
Senti que a Elisa assumia de vez o controle sobre mim e disse que vivia com a D. Ana e que ela ia passar a noite fora.
O Jorge parecia um pouco embaraçado pelo modo que eu o tentava seduzir, mas em vez de reagir mal, ele sorriu e pôs a mão no meu ombro e deixou-me sentir o seu corpo morno.
Nós fomos conversando os dois pelo caminho para a minha casa nova. Ele não tirava a mão das minhas nádegas e eu de vez em quando conseguia sentir o seu pau roçando em mim, e por sinal estava quase a estourar as calças dele de tão duro.
Nós estávamos ansiosos para chegar rápido.
- Chegamos! Disse eu.
Eu sorria enquanto destrancava a porta e deixava o Jorge entrar na casa vazia. Peguei na sua mão levemente hesitante e conduzi-o para o quarto da D. Ana.
Arrumei as roupas velhas de minha vida como Alexandre para o lado, e coloquei os meus braços ao redor do pescoço do Jorge para o beijar apaixonadamente nos lábios.
Com um desesperado movimento as mãos dele correram as minhas pernas por baixo da saia preta curta que apenas cobria parte das minhas nádegas e acariciava-me freneticamente.
Ao mesmo tempo eu desfiz o nó do laço dele e tirei a camisa daquele grande corpo.
Com beijos e carícias nós nos fitamos nos olhos.
Ele ergueu-me e carregou-me para a cama da D. Ana.
Desabotoei a minha blusa, enquanto ele tirava as suas calças.
O tato da roupa acetinada da cama no meu corpo provocava-me arrepios.
Fiquei só de calcinhas e sutiã na sua frente.
Ele também estava nu, e eu fiquei admirado com o tamanho do seu pau, que latejava de tão duro!
Eu deitei-me e mostrei-lhe o meu buraco virgem.
- Aqui vamos nós Elisa!
Depois de ele me lubrificar, ele dirigiu aquele pau enorme e começou a penetrar-me. Com espasmos de dor e prazer eu pedia para o Jorge empurrar mais e mais duro. A fita que prendia meu sexo já se tinha soltado , e eu sem aguentar mais tive um orgasmo, tamanha era a minha excitação, sentindo aquele enorme pau entrando dentro de mim.
- Oh meu Deus! Como é bom ... enfia tudo amor! Exclamava eu.
Eu gritava de dor e de prazer quando finalmente o Jorge enfiou tudo.
- ... Elisa como tu és mesmo quente!
Mudamos de posição e ele veio para cima de mim como um louco, eu fechei os meus olhos e sentia o Jorge a possuir-me. De repente começou a beijar-me e aumentar o ritmo, parecia que o tempo não passava... eu não queria que passasse. Finalmente ele explodiu dentro de mim, lançando jatos quentes de esperma. Que momento glorioso! Deixou cair o seu corpo sobre o meu e ficamos assim por instantes. Deu-me outro beijo e disse que precisava de se ir embora, eu segurava nele ... não o queria deixar ir …
- Eu tenho que ir para casa. Mas eu quero te ver novamente Elisa!
- Eu espero por ti meu amor!
O Jorge tomou um banho, vestiu-se, e foi embora.
Eu também me fui lavar, lembrei-me da oferta da D. Ana e vesti o baby-doll cor de rosa e fui dormir, pensando a todo momento no Jorge. Só acordei no dia seguinte já com o sol bem alto, quando a D. Ana já tinha chegado, feito café e foi me acordar à cama.
- Uau!, a noitada foi boa não é Elisa?
Ainda meio zonzo com tudo o que tinha acontecido e não conseguindo tirar o Jorge do pensamento respondi:
- Sim, foi... foi muito boa... Dona Ana!
Depois do café, ela abriu o seu armário e disse para eu escolher outra roupa.
Eu peguei num vestido de cetim branco. Já não me importava com mais nada, a minha vontade era sair a correr, perseguindo o Jorge.
- Elisa, que tal darmos umas férias para a Raquel e Júlia e apagarmos o Alexandre da lista do restaurante?
Perguntou maliciosamente a D. Ana.
Respondi apenas com um sorriso.