77 - Um passeio em Nova Iorque
O meu nome é Bruno, agora tenho 32 anos, estou divorciado, e tenho uma história para vos contar.
Eu sempre tive uma estranha atração por roupas femininas, e também sempre tive atração sexual por mulheres.
Desde muito pequeno usei as roupas da minha irmã mais velha e até roupas da minha mãe. Fui desenvolvendo essa estranha mania e com o tempo comecei a ficar com um complexo de culpa, sempre que usava roupas femininas e ficava excitado sexualmente acabava por me masturbar. Mas depois ficava com uma estranha sensação de culpa que contrariava tudo de bom que tinha acontecido antes. Eu tentava lutar contra isso, eu sempre me vi como um homem normal, tive várias namoradas, mas não resistia quando encontrava alguma roupa feminina no meu caminho.
Casei aos 26 anos de idade com uma mulher adorável e bonita, ela se chamava Shanna e era uma mulher linda. Nós formávamos um casal quase perfeito e vivíamos muito bem, até que um dia... aconteceu, eu estava sozinho em casa, como me acontecia por vezes. A Shanna trabalhava um pouco mais longe do que eu e geralmente era eu que chegava primeiro a casa.
Quando eu estava a terminar a minha transformação em Bruna, eis que a Shanna chega a casa, mais cedo, devido a um mal estar e... apanhou-me em flagrante.
Não havia forma de disfarçar e de dizer que aquilo não era o que parecia. A solução era enfrentar a situação e assumir, explicar que eu era assim.
Pela sua reação, pelo seu olhar de espanto, percebi que ela estava horrorizada. Tirei rapidamente as roupas, que eram dela, e tentei explicar o que se passava. Ela nem me quis ouvir, entrou para o quarto e começou a chorar.
Eu sem saber o que fazer resolvi esperar para ver o que ia acontecer. À noite quando nos deitámos ela mantinha-se em silêncio. Tentei conversar mas a única coisa que ela pediu foi para que eu saísse da sua cama, porque ela queria ficar sozinha. Obedeci e fui dormir, naquela noite, para o sofá. Não havia filhos, tudo foi muito pacífico. No dia seguinte com a moral bem lá em baixo esperei por ela para poder lhe falar. Já estava mais calma mas não me encarava de frente e eu achei que tinha de me explicar.
Contei-lhe toda a minha vida, tudo o que lhe tinha escondido, o meu lado crossdresser, que eu ocultava porque tinha vergonha, explicando que era uma força tão forte que eu não conseguia dominar, mas que isso não me diminuía como homem, pelo contrário, até melhorava o meu desempenho sexual.
Ela era uma mulher educada numa família super conservadora e tinha sempre sido tratada com uma disciplina muito dura, e a Shanna não sabia como aceitar esta minha novidade, disse que eu a tinha traído e isso fez com que o meu complexo de culpa ficasse bem pior.
A partir daquele dia a nossa vida conjugal tornou-se um inferno, eu fazia de tudo para lhe agradar, mas fracassava em todas as tentativas.
Os dois anos seguintes foram se arrastando num verdadeiro inferno das nossas vidas.
Perdi por completo a vontade de me travestir mas a Shanna continuava a não querer aceitar. Ela encarava isso como uma traição, e eu não sabia o que fazer para colocar um fim a toda aquela situação. Nos poucos contactos sexuais que tivemos depois disto, eu me comportei normalmente mas a Shanna ficou uma mulher fria e fazia sexo simplesmente para cumprir o seu dever de esposa, não mostrava mais aquele calor e paixão do início da nossa relação.
As coisas deterioraram-se de tal forma que a única solução foi mesmo o divórcio.
Fizemos tudo amigavelmente e a única coisa que eu lhe pedi foi para ela manter o meu segredo. Ninguém da minha família sabia, nem mesmo os meus amigos mais íntimos. Ela concordou e ainda me lembro perfeitamente do dia em que saí de casa, saí a chorar, eu e ela choramos muito porque sabíamos que nos amávamos, mas foi melhor assim.
Fiquei a morar ainda alguns meses naquela pequena cidade onde nasci e me tinha casado, até conseguir uma transferência para outra filial da firma em que eu trabalhava. Nesses meses ainda tentei uma reconciliação, mas a Shanna já tinha decidido que não me queria mais. Sofri e sabia por intermédio de amigos que ela também sofria. Algumas amigas dela tentaram a nossa reconciliação. Depois de umas quantas bebidas num barzinho num fim de semana, fomos para até à nossa antiga casa, onde ela ainda morava, e tivemos um boa noite de amor. Ela pediu um tempo para refletir naquela situação. Eu disse que lhe dava todo o tempo que ela precisasse para pensar melhor.
Ainda nos encontramos outras vezes e muita coisa boa aconteceu entre nós, muita paixão, muito sexo, recomecei a ficar com esperanças de poder reatar a relação, mas um belo dia, depois de um noite na casa dela, no mesmo quarto em que ela me tinha visto vestido de Bruna, ela disse que era a última vez. Não me queria voltar a ver mais!
E foi o fim! Pensei até em me suicidar, não queria mais viver sem ela, maldizia a minha sorte, porque é que a natureza me fazia ser daquele jeito? Porque é que eu tinha esta estranha mania de vestir roupas de mulher? Porque é que quanto mais eu queria evitar me travestir, mais essa incontrolável força me dominava? Perguntas, muitas perguntas, mas sem nenhuma resposta!
Entrei em crise! Comecei a beber a não me importar mais com a vida, até que um dia o gerente da firma em que eu trabalhava me chamou até ao seu escritório e me deu um ultimato, ou eu mudava o meu comportamento ou rua!
Eu tinha sido admitido na firma por meio de um concurso e tinha uma certa estabilidade, portanto entendi que era preciso mesmo eu melhorar a minha conduta, e aproveitei para lhe pedir a transferência para outra cidade, estava a tentar mudar a minha vida e a esquecer a Shanna.
Dias depois da nossa conversa ele chamou-me novamente ao seu escritório e disse que eu tinha uma vaga à minha espera em Lisboa, ou seja, a mais de duzentos quilómetros de onde eu vivia.
Agarrei a oportunidade e um mês depois, já estava instalado num pequeno apartamento nesta maravilhosa cidade, reiniciei o meu trabalho na firma novamente, tentando concentrar-me na gestão da firma sem olhar para nada mais.
Era difícil eu esquecer a Shanna, mas eu estava a fazer um esforço, vivia muito só e fechado, não estava a querer fazer amizades, o contato com os novos colegas restringia-se apenas a questões de serviço. Nem mesmo um convite para uma cerveja no final do dia de trabalho eu aceitava, ia para casa e trancava-me, sentado a ver a TV.
Já fazia um quase um ano que estava em Lisboa. Não voltei mais à mina terra, nem voltei a ter mais notícias da Shanna. Aos poucos eu ia tentando esquecer o meu passado. Já estava mais descontraído, já tinha aceite alguns convites para beber com os colegas e tinha feito umas amizades interessantes.
Entre as novas amizades conseguidas, fiquei a conhecer uma mulher quase da minha idade, ela era a Rosa, morena e dona de um bonito corpo. Era sócia de uma agência de turismo em conjunto com uma outra amiga dela, a Soraia, africana, alta, muito bonita, que se sabia cuidar muito bem.
De início apenas nos cumprimentávamos no elevador, de vez em quando víamo-nos num supermercado ou nas lojas do centro comercial do bairro.
Aos poucos a intimidade aumentou e por vezes, quando nos cruzávamos, ela parava para conversar, convidei-a para conhecer o meu apartamento e fui conhecer o dela.
Rosa e Soraia eram muito unidas, Soraia vinha com muita frequência ao apartamento da Rosa e na maioria das vezes ficava e passava as noites lá. Corria até o boato que as duas eram amantes, porém eram muito discretas.
A nossa amizade evoluiu tanto, que já nos sentíamos íntimos, a ponto de eu contar à Rosa as minhas desventuras e o meu fracasso conjugal, ocultando porém o meu lado crossdresser.
Rosa também me contou muito da sua vida, mas nunca me disse nada do seu comportamento sexual. Só percebi, quase por acaso, quando um dia vi as duas a beijarem-se no corredor. Elas só me viram quando já tinha acontecido tudo e tentaram disfarçar, mas eu disse que não tinha visto nada.
Senti que a Rosa se afastou um pouco, ela e a Soraia passaram a me evitar, talvez com vergonha do que acontecera entre elas, mas eu disse que não se preocupassem pois aquilo era um assunto apenas delas e que eu não tinha nada com isso, queria apenas a amizade delas.
Graças à minha persistência aos poucos o nosso relacionamento foi voltando ao normal.
Rosa contou-me que tinha sido abusada por um homem quando tinha doze anos e que tinha sofrido muito com o trauma, a ponto de evitar contactos com outros homens. Tinha medo de passar novamente pelos momentos de terror que vivera e achava o contato com as mulheres mais agradável. Via em Soraia uma amiga leal e sincera e não via motivos para desfazer aquela amizade ou aquele algo mais entre elas.
Soraia não quis se abrir, disse apenas que Rosa era a vida dela, já que era órfã e sofrera muito, humilhada quando vivia com uma tia.
Eu prometi guardar segredo e quase sem querer comecei a falar do motivo do fim do meu casamento. Eu precisava falar! Mesmo sem saber se devia ou se podia, resolvi confiar nelas e contei que eu também tinha um segredinho, que era o motivo da minha separação.
Elas ouviram em silêncio o meu relato e no final apenas frisei que ninguém, somente a minha ex-esposa sabia da história. Fizemos um pacto, eu guardava o segredo delas e elas guardavam o meu.
A Rosa contou que tinha um amigo que gostava de se travestir, mas que também gostava de homens, o que não era o meu caso.
Eu expliquei que desde o dia em que a Shanna tinha descoberto, eu nunca mais me tinha travestido, mas que já não estava mais a aguentar, eu lutava muito, mas não adiantava, a vontade era muito mais forte e eu não sabia se ia conseguir por muito mais tempo.
A Rosa e a Soraia foram unânimes em afirmar que eu devia me soltar, agora que estava livre podia fazer o que bem entendesse. Dei razão a elas e realmente não havia mais sentido em ficar trancado no armário. Eu disse que um dia podia até voltar a me produzir novamente, mas que não tinha nada para vestir e que precisava de comprar tudo. A Rosa disse que tinha que ir até ao seu apartamento e eu fiquei a conversar com a Soraia.
Minutos depois ela voltou com uma bolsa cheia de roupas: calcinhas, sutiãs, camisolas, saias, blusas, meias, uns vestidos e um par de sapatos pretos.
Ela disse que ia deixar a bolsa em minha casa e que, se me desse vontade, eu podia usar, eu era magro e a maioria das roupas ia me servir.
Depois que elas saíram eu resolvi experimentar as roupas. Ainda tinha aquele sentimento de culpa, que desapareceu devido à minha excitação, afinal já faziam quase três anos desde a última vez em que tinha colocado um vestido e umas calcinhas.
Naquela noite dormi feliz e realizado! Usei uma das camisolas da Rosa e fiquei a pensar no tempo que tinha perdido.
No dia seguinte ela, quando se cruzou comigo, perguntou-me se a roupa me tinha servido e se eu tinha usado alguma, ela parecia curiosa, e eu expliquei que tinha experimentado todas e que apenas uma das saias não me servia. Disse que as ia devolver, logo mais à noite, mas ela disse que tinha ficado contente mas que eram presentes para mim e que eu devia ficar com elas.
Não sabia o que dizer, agradeci e volteia a agradecer muito e ela ainda me disse que , caso eu quisesse, saia comigo para comprar outras roupas que eu precisasse.
Eu disse que por enquanto estava contente com o que ela me tinha dado, mas que um dia gostaria de ter um guarda roupas só meu. Ela respondeu que teria muito prazer em me ajudar a completar a minha colecção.
E assim os dias foram se passando, eu voltei a ganhar o hábito de chegar a casa e trocar de roupas e de passar a noite com uma camisola de dormir. A Rosa quando me voltou a encontrar disse que gostaria de me ver produzido, mas eu respondi que ainda não estava em condições de me apresentar travestido para outras pessoas, mas que um dia isso iria ser possível.
Talvez um mês depois elas convidaram-me para jantar no apartamento da Rosa. Depois do jantar ficamos a conversar e ver a TV. Quase na hora de eu me ir embora a Rosa voltou ao assunto do meu crossdressing e novamente, ela e Soraia, disseram que queriam ver como era eu travestido. A insistência foi grande e eu acabei por ceder, elas disseram que cuidavam de tudo.
A Rosa foi até ao seu quarto e voltou com um monte de roupas bonitas. Entregou-me e apontando para o seu quarto disse para eu me ir trocar. Tirei a minha roupa e comecei a vestir as suas roupas.
Primeiro vesti umas calcinhas pretas cavadas que ao se ajustarem ao meu corpo, fizeram com que o meu pénis ficasse duro e difícil de esconder dentro daquela deliciosa e minúscula peça. De seguida coloquei um sutiã também preto, ela pensou em tudo e tinha uns enchimentos de meias para que meus peitos ficassem convincentes. Vesti um cinto de ligas e meias altas pretas. Em seguida coloquei um vestido, era de malha, também preto, que se ajustou muito bem ao meu corpo. Um par de sapato de salto pretos completaram o meu visual feminino.
Era muito bom sentir aquelas roupas em contato com o meu corpo, parecia que eram as roupas que eu sempre devia usar.
Fui até um espelho para verificar que realmente ficavam muito bem em mim, mas eu não estava com o aspecto de uma mulher, faltava o cabelo e um pouco de maquiagem.
Vestido desse modo, saí do quarto meio encabulado, pois apenas a Shanna me tinha apanhado, nunca mais ninguém me tinha visto assim nem antes disso e nem depois.
Fui até à sala e elas assobiaram, dizendo que eu estava ótima, mas eu argumentei que faltava ainda uma peruca e maquiagem. A Rosa disse logo que ia dar um jeito.
Entrou de novo no seu quarto, abriu e fechou armários, e voltou com um estojo e uma pequena maleta. Abriu a maleta e mostrou-me duas perucas, uma loira e outra morena de cabelos naturais, comprimento médio, muito bonitas. Ajustou a loira à minha cabeça e ambas começaram a me maquilhar. Fizeram pequenas correções nas sobrancelhas, colocaram sombras e rímel nos olhos, um pouco de pó de arroz no rosto e finalmente batom rosa claro nos lábios. Voltei novamente a ver-me no espelho e agora sim, estava convincente como mulher, a única coisa que não encaixava naquilo tudo era o meu pénis que insistia em ficar duro, a minha excitação era muito grande, à muito tempo que não estava com uma mulher e aquelas roupas estavam a fazer a minha libido ficar sem controle.
Diante daquela visão feminina que eu representava naquele momento, elas começaram a ficar muito excitadas e eu sem refletir disse que devia ser muito bonito ver duas mulheres a fazer amor.
Imediatamente elas começaram a despir-se enquanto se acariciavam, a Soraia parecia ser a mais ativa e iniciou as carícias. Rapidamente elas começaram a agarrar-se e acariciar-se. Seios, bocas, coxas, tudo era tocado com as respectivas línguas, pareciam duas serpentes enroladas, gemendo, ofegando e amando.
Começaram um 69 cheio de luxúria, como se aquilo fosse um banquete dos deuses. Em seguida a Soraia deitou-se de costas e a Rosa colocou a sua racha na boca dela e Soraia chupou-a com maestria, fazendo a Rosa contorcer-se, loucamente, até que num forte espasmo, ela atingiu um orgasmo longo e aparentemente muito saboroso.
Depois inverteram as posições e a Rosa fez o mesmo com a Soraia, que parecia uma pantera negra com cio.
Eu já não aguentava mais ver aquelas cenas, tirei o meu pénis para fora das calcinhas e comecei a masturbar-me, a Soraia viu meu pénis enfeitado pelas rendas das calcinhas e fez sinal para eu entrar na festa delas.
Aproximei-me e a Soraia deitou-me de costas e começou a chupar o meu pau. A Rosa colocou a racha dela na minha boca e eu comecei a lamber aquela coisa deliciosa, em seguida a Soraia colocou a racha dela no meu pénis e foi escorregando nele até entrar todo e ela começou a cavalgar. Ficaram uma de frente para outra, a Rosa esfregava a sua racha com violência na minha boca, enquanto a Soraia, aquele vulcão de ébano se contorcia em cima do meu pénis. De repente começaram a beijar-se, minha língua já estava com cãibras, sentindo aquele delicioso sabor de fêmea que saia de dentro da Rosa, até que eu não aguentei mais e avisei que ia explodir e... gozei!, gozei como nunca tinha gozado antes. Elas gozaram quase juntas e pareciam insaciáveis, gemiam, fungavam e contorciam-se sobre o meu corpo, até que caíram juntas em cima de mim!
Nunca tinha vivido uma experiência como esta em toda minha vida! Elas revelaram que apesar de amantes eram duas fêmeas fantásticas. Mas eu queria mais, em poucos minutos excitei-me daquela atmosfera quente de sexo e queria penetrar a Rosa, que não aceitou de jeito nenhum. Pediu-me desculpas e eu não quis insistir, pois sabia do drama que ela tinha vivido. Era uma fera que tinha de ser domada e creio que numa outra oportunidade ela iria conseguir, quem terminou a festa foi Soraia que chupou com volúpia o meu pénis e acabei gozando na sua boca.
Exaustos, enquanto elas foram abraçadas para o chuveiro eu me preparei para trocar de roupa e ir embora. Já passava da uma hora da manhã.
Depois disto, nos tornamos muito íntimos, eu sempre que podia e elas quando estavam juntas, nos reuníamos em algum apartamento e eu produzia-me e transformava-me em Bruna, que foi como elas passaram a me chamar, mesmo quando estava com minhas roupas normais.
Rosa disse que devíamos sair juntos e eu iria como Bruna, mas eu tinha medo, não queria me expor. Disse que talvez numa das viagens delas e num lugar bem longe dali, isso seria possível.
O nosso relacionamento depois desse dia aprofundou-se muito e num belo dia a Rosa convidou-me para uma viagem aos EUA.
Ela disse que no final de outubro daquele ano ela e Soraia teriam que ir até Nova Iorque para as compras de fim de ano e para rever alguns contratos hoteleiros.
Elas fizeram-me um convite para ir com elas, ainda tinha tempo para tratar de toda a documentação, já que estávamos ainda no mês de junho.
Consegui dez dias de férias na empresa onde trabalhava e depois de tratar das papeladas, no dia marcado embarcamos rumo a Nova Iorque.
Desembarcamos e depois de nos livrarmos da alfândega, rumamos a um hotel para descansar.
Estava encantado com a cidade. Fomos às compras, elas resolveram todos os problemas pendentes da agência e ainda sobraram quatro dias inteiros antes de retornar.
A Rosa disse que se eu quisesse, ela me ajudava a comprar roupas. Claro que queria e fomos a muitas lojas de centros comerciais, fiquei encantado com o que vi, queria comprar tudo o que via mas me contentei com o que a Rosa escolhia para mim, desde calcinhas, sutiãs, camisolas, vestidos, saias, blusas, um casaco. Depois foram as maquilhagens, bases, rímel, batom, pós e muitos acessórios, eu realmente estava montando um belo guarda roupa.
A Rosa disse que se eu quisesse sair e passear como Bruna, aquele momento era o melhor, poderíamos rodar a cidade como três mulheres que ninguém ia reparar.
Eu pensei que o único inconveniente era sair do hotel como Bruna, os funcionários iam desconfiar. Mas ela disse que tinha pensado nisso também, dizendo que tinha um amigo na cidade, num bairro perto dali e que poderíamos sair de lá.
Pegou no telefone e contactou o seu amigo. Depois de tudo combinado, resolvemos sair naquela noite mesmo. Eu estava ansioso, aquilo que sempre sonhei estava prestes a ser realidade! Mas estava com medo, e se algo desse errado? Tentei desistir, mas já era tarde, elas já tinham cuidado de tudo e não podia recuar, e a vontade de enfrentar o desconhecido foi mais forte.
Depois de encher uma bolsa com roupas, a Rosa chamou um táxi e fomos até ao apartamento do seu amigo.
Era um bairro elegante, não sei dizer o nome, mas o prédio em que o seu amigo morava era muito bonito. Chegamos, ele nos recebeu na porta, nos convidou para entrar e depois de abraçar a Rosa nos cumprimentou e se apresentou como Fernando.
Depois das apresentações sentamo-nos num sofá. Fernando era um homem de bom gosto e o seu apartamento era muito bem decorado. Enquanto Fernando preparava as bebidas, a Rosa me explicou que ele era seu conterrâneo, ambos vinham da mesma vila do interior da Beira Alta, e quando a Rosa fora morar e estudar em Lisboa, Fernando reunira um dinheiro e tinha vindo tentar a sorte em Nova Iorque, e pelo jeito tinha se dado bem.
Ele era um rapaz simpático, cordial, devia ter uns 34 anos, vendedor de carros para uma concessionária e também uma agência de aluguel de carros. De estatura alta, moreno e magro.
Ele disse que tinha feito reservas num clube noturno e que nos acompanharia naquela noite.
Eu estava meio sem jeito, parecia que tinha me metido numa encruzilhada, como ia me transformar em Bruna na presença daquele homem?
Comentei isto com Rosa e ela disse para não me preocupar, pois já tinha falado com ele a meu respeito e ele estava disposto a ajudar no que fosse preciso.
Já era mais ou menos cinco horas da tarde, Fernando disse que precisava voltar para a loja onde trabalhava e que por volta de 8 horas ele estaria de volta.
Depois que ele saiu, elas começaram minha transformação.
Soraia começou a depilar-me, protestei, mas elas disseram que eu tinha que parecer autêntica e que os pelos cresciam de novo. Depois de um bom banho e completamente depilada, vesti uma das calcinhas que tinha comprado numa das lojas, eram brancas rendadas de lycra e vesti um robe de seda rosa que a Rosa comprou e me deu de presente.
Coloquei um sutiã que completava o conjunto com a calcinha e uns postiços de silicone que comprei. Coloquei um cinto de ligas e meias brancas, Rosa escolheu um vestido de noite branco em tecido de crepe que se ajustava na parte de cima e tinha a saia ligeiramente rodada, uma graça, colocou-me a peruca loira, unhas postiças nos dedos das mãos enquanto a Soraia pintava as unhas dos pés, com um verniz rosa claro. Usei uma maquilhagem que se encarregou de esconder todo o meu rosto masculino. Um colar de pérolas e brincos combinando, luvas, casaquinho branco, sapatos altos e uma bolsa completavam o meu visual.
Em frente ao espelho percebi que podia passar perfeitamente por mulher em qualquer lugar que fosse. As meninas tinham feito um excelente trabalho de maquilhagem e ali na minha frente não existia nem sombra daquele Bruno de horas atrás mas sim uma mulher bonita e convincente. Escolheram um perfume bem feminino e pronto!... Estava pronta pra conquistar Nova Iorque.
Depois foi a vez de eu ter de as ajudar a vestirem-se e prepararem-se para sairmos.
Por volta das oito e meia, o Fernando apareceu e já estávamos as três prontas. Quando me viu, Fernando levou um susto, não acreditando no que via. Senti uma luxúria nos seus olhos que me examinavam de cima a baixo. Eu estava um pouco assustada, pois era a primeira vez que um homem me via como Bruna, mas depois de uns bebidas tudo voltou ao normal.
Enquanto o Fernando se arranjou, elas tentaram me ensinar alguns modos femininos como me sentar, gesticular, caminhar. Fui aprendendo rapidamente mas não conseguia disfarçar a voz e nem dava neste curto espaço de tempo, mas tentava fazer as coisas da melhor maneira possível, afinal era a minha noite de debutante e eu queria brilhar.
Depois de tudo pronto, Fernando convidou-nos para sair, ele estava muito elegante e me olhava muito. Entramos no carro dele e fomos para o clube.
O local era um grande espaço misto, muito chique, frequentada por pessoas de diferentes formas de comportamento sexual. Casais hetero, homos, casais só de mulheres e ninguém olhava ou mostrava curiosidade.
Já devidamente instalados na mesa reservada, eu fiquei incomodado com os olhares do Fernando. As meninas foram se divertir, a música começou e elas foram dançar, eu e o Fernando ficamos na mesa bebendo.
Além do Fernando, outros homens me olhavam, como que querendo me devorar, nunca tinha passado por uma situação igual, no começo fiquei meio sem jeito, mas depois do terceiro ou quarto copo, já não ligava, creio que passei até a gostar de ser olhada com interesse por todos aqueles homens.
O Fernando convidou-me para dançar, ele não estava a pensar em mim como Bruno mas sim como Bruna, uma mulher bonita na sua frente. E agora? O que faço? Recusar era indelicadeza para alguém tão atencioso, aceitar significava a minha aceitação de mulher a ser desejada por um homem bonito e eu nunca pensara em chegar a tanto.
Resolvi deixar a coisa desenrolar. Se passasse dos limites poderia me impor, acho que dançar uma música com um homem não ia mudar a minha personalidade, afinal naquele momento eu era uma mulher e deveria agir como tal.
Deixei ele levar-me pelo salão. Fernando pegou na minha mão e puxou-me para junto de si e começamos a dançar aquela música lenta, bem ao estilo de Glenn Miller.
Horas depois ao fim da noite Fernando como bom anfitrião não deixou que dividíssemos a conta.
Chegamos ao seu apartamento e tomamos outra bebida e já íamos nos retirar quando ele nos convidou para passarmos a noite ali. As meninas aceitaram de imediato eu fiquei meio em dúvida mas acabei por concordar. Já era quase três horas da manhã.
A Rosa e a Soraia sentaram-se juntas num sofá e o Fernando sentou-se ao meu lado. Eu já estava a gostar da sua companhia. Elas de repente começaram a acariciar-se e nós ficamos a observar. Ele confidenciou-me que já sabia do comportamento delas, pois não era a primeira vez que elas estavam em sua casa.
Vendo as duas começarem a acariciar-se, o meu pénis foi ficando duro dentro das calcinhas, e notei que o Fernando também estava meio inquieto.
De repente ele perguntou-me se eu já tinha feito amor com homens e eu respondi que não, somente com mulheres, que já tinha sido casado, etc.
Pegou na minha mão e eu tentei recuar, mas ele disse que eu não precisava de ter medo dele. Passou a sua mão nas minhas pernas por cima do vestido e depois por baixo, eu fui ficando meio sem graça, tanto eu como ele estávamos muito excitados por ver as duas meninas em ação. Perguntou-me se eu não tinha vontade de experimentar pelo menos uma vez com um homem, pois vestida da forma como eu estava, fazia a cabeça de qualquer homem.
Entretanto as meninas aperceberam-se que o Fernando me estava a assediar e começaram a encorajar-me.
A Rosa disse que tinha muita vontade de ver dois homens a fazer amor, mas que nunca tivera a oportunidade que estava a acontecer agora. Fiquei meio sem saber o que fazer. Elas tinham sido fantásticas comigo, me tinham tirado da fossa e me ajudavam nos momento mais difíceis que eu passara, como negar isto a elas, de mais a mais, eu não estava em Lisboa e se gostasse ou não, jurei para mim mesmo que seria a única vez.
Tentei relaxar e deixei o Fernando avança. Ele tirou o meu vestido e também se despiu.
Notei que ele tinha um pénis enorme e bem duro. Elas sentaram-se no sofá e ficaram a assistindo a um espetáculo que eu juro, nunca mais se repetirá. Fernando levou a minha mão ao seu pénis e me fez tirar aquela coisa para fora das cuecas. Peguei naquela coisa quente e dura e comecei a acariciar. Ele aproximou-se mais ajoelhou-me na frente dele e colocou o seu pénis na minha boca.
Resolvi que ia dar um espetáculo para elas. Não era isto o que queriam? Tudo bem, nunca tinha chupado um pénis antes, mas já tinha visto muitos filmes pornográficos e tentei fazer a mesma coisa. Quando Fernando sentiu que ia gozar em minha boca pediu que eu parar. Queria colocar aquela coisa no meu traseiro. Protestei, dizendo que era virgem, mas a Rosa e a Soraia pediam e sem saída, posicionei-me para receber aquilo. A Rosa levantou-se e aproximou-se para ajudar. Pegou no pénis do Fernando e levou-o ele até o meu traseiro. Ela fez umas massagens no meu ânus para ajudar e depois de muito lubrificante, o Fernando colocou a cabeça na entrada do meu buraquinho, que piscava de medo. Deu a primeira forçada, senti muita dor e pedi para parar.
A Rosa começou a acariciar-me e dizer palavras encorajantes. As massagens que ela foi fazendo ao meu ânus ajudaram a descontrair e relaxar e quando Fernando sentiu que era hora, forçou de vez e foi enfiando aquela coisa enorme dentro de mim, eu gritei e ela tapou a minha boca com um beijo. Já dentro de mim Fernando começou a fazer movimentos de vai e vem. A dor logo foi substituída por movimentos de prazer. Soraia veio ao meu encontro e se ajeitou como pode e começou a chupar o meu pénis. Excitado ao sentir aquilo dentro de mim, meu pénis começou a ficar duro e a chupada proporcionada pela Soraia fez-me explodir quase que de forma prematura, provocando contrações no meu ânus e senti o Fernando aumentar o ritmo gritar, gemer e a ter uns espasmos, o seu pénis foi dilatando dentro de mim e de repente senti uns jatos quentes de esperma serem despejados com força dentro de mim.
Descansamos um pouco e elas começaram a elogiar-me, dizendo que eu me tinha comportado como uma mulher valente e Fernando disse que eu fui magnífica, tinha sido muito bom ele.
Enquanto me limpava, fiquei pensando, eu sempre quis me vestir de mulher e Fernando se encarregou de me fazer mulher. Estava com um pouco de dor ainda, quando elas me perguntaram se eu tinha gostado. Não sabia responder, disse que ainda estava um pouco confusa. A minha cabeça estava a mil. Será que eu era bissexual? E agora, como vai ser?
Mas ainda faltava alguma coisa e quando me sentei, o Fernando sentou-se ao meu lado me dando um copo com bebida, puxou-me para junto de si e deu-me um beijo na boca. Tentei recuar, mas acabei deixando que ele terminasse. Foi um beijo longo, apaixonado, ele realmente gostou de mim, estava me tratando como mulher, sua língua procurava ansiosa algo lá dentro e confesso, gostei do seu beijo. Senti uma sensação tão boa que resolvi retribuir e o beijei novamente. As meninas aplaudiram e parece que estavam a gostar da minha transformação.
No dia seguinte de volta ao hotel, saímos para as compras novamente. Elas estavam radiantes, sabiam agora que tinham uma nova amiga e eu estava a sentir-me melhor. Não conseguia avaliar a noite de amor com o Fernando, não sei se tinha vontade de repetir, mas mordia os lábios quando me lembrava do seu beijo, parecia que ele tinha plantado algo dentro de mim com esse gesto e eu realmente queria aquele beijo dele novamente. Foi muito bom ser tratada e respeitada como Bruna, da forma que Fernando fizera.
Não o vimos mais, nem no dia do embarque de volta para Lisboa.
Já de novo em casa, sei que as coisas não seriam iguais. Não sei se teria coragem de fazer novamente o que fiz com o Fernando em Nova Iorque, mas uma coisa é certa, a partir de agora vou sair do armário e deixar a Bruna ser livre. Pois é assim que tem que ser.