240 - A Noite de Bingo
Sempre gostei das noites de sexta-feira. Ansiava pela chegada da noite, porque sabia que era hora de sair com as minhas amigas e depois havia sempre uma conversa, em volta da mesa. Tudo isto quase sempre numa casa de jogos ou num casino. Era costume eu sair com as minha três melhores amigas, a Catarina, a Adelaide e a Alice. O costume era irmos todos e sentados na mesma mesas jogarmos um pouco. Nunca dividíamos os nossos ganhos, caso algum de nós ganhasse.
Mas uma das noites eu ganhei, no bingo, um bom prémio de 200 €. Depois de ter recebido as fichas olhei para elas as três, minhas namoradas platónicas, pensei nelas. Elas ficaram a olhar para mim, enquanto eu contava as fichas e fazia quatro pilhas iguais e no final dei uma pilha a cada uma e guardei outra para mim. Cada pilha devia ter um pouco mais do que 50 €.
- Para que é isto? Disseram duas delas em simultâneo.
- Para vocês estourarem no que quiserem.
- Alexandre, o que tinha sido combinado era que os ganhos não eram para dividir, cada um fica com o que ganhou. Disse a Adelaide e as outras duas também concordaram.
- Sim, eu sei isso! Mas estou a dividir entre nós os quatro. Vocês têm que aceitar e apenas divertirem-se. Comprem alguma coisa divertida e depois aproveitem e comprem também umas calcinhas sexys.
Elas as três riram e cada uma pegou no seu monte de fichas para trocar à saída.
- Obrigada, Alexandre, tu consegues ser muito simpático. Disse a Adelaide. E as outras duas acenaram concordando.
- Vou dar uma mija, quem quer vir? Disse a Catarina.
- Que vergonha, dizes isso aqui à frente do Alexandre? Criticou a Adelaide.
- Ah, não sejas tonta, Adelaide, nós consideramos o Alexandre como uma de nós. Comentou a Catarina.
A Adelaide levantou-se da cadeira e disse:
- Eu vou contigo, que também preciso de ir ao WC feminino.
Depois delas terem saído da mesa a Alice voltou a agradecer-me pela minha beneficência e perguntou por que é que a Catarina tinha dito que considerava o Alexandre como uma de nós.
- Oh, Catarina, significa que os nós quatro estamos sempre juntos.
- Não será que ela quer dizer que tu és uma rapariga, como nós? E por que é que disseste para comprarmos umas calcinhas sexys? Posso te perguntar uma coisa, Alexandre, antes de elas voltarem?
- Claro, Alice, pergunta.
- Vai haver um casamento na igreja amanhã de manhã, na igreja do nosso bairro. Queres ir comigo ver todos a saírem no fim, a tirar fotos para vermos o que as senhoras levam vestido? Gostava que me acompanhasses. É às onze e meia, e eu gostava muito se tu fosse lá comigo.
- Sim, Alice, eu quero ir. Vou te buscar e vamos juntos.
- Obrigada, Alexandre.
A Catarina e a Adelaide voltaram, deixamos a nossa conversa e saímos do clube depois de termos ido trocar as fichas.
Deixei a Adelaide primeiro, depois a Catarina e no fim levei a Alice para casa dela.
A Alice, virou-se para mim, beijou-me na bochecha, agradeceu-me e disse até amanhã.
A manhã de sábado anunciava um dia quente e ensolarado, quando estacionei para esperar pela Alice. Pouco depois ela apareceu com um vestido de verão vermelho.
- Meu Deus, tu estás maravilhosa Alice, com esse vestido! Mas, para hoje, eu não escolhia um vestido vermelho, mas sim azul ou branco. No entanto o vermelho combina perfeitamente contigo.
A viagem não era longa e demoramos menos de dez minutos. Estacionamos e fomos para as imediações da igreja. Ficamos parados no jardim perto dos teixos, de onde podíamos observar todas as fotos que fossem tiradas. A Alice começou a comentar alguns aspetos do vestido de noiva, das madrinhas e dos trajes dos convidados e do noivo.
- Que cor de vestido para as madrinhas tu escolherias? Tenho certeza de que este não é o primeiro casamento que tu vens observar, Alexandre.
- Gosto dos vestidos cor de cereja, mas no último casamento, as damas de honor, estava de lilás. Gosto do lilás como dos tons de pastel. E depois continuei a descrever alguns dos vestidos que tinha visto nas madrinhas, em casamentos.
- Tu gostas daquele Alexandre? Estou tão feliz por te ter pedido para me acompanhares.
- Obrigado, Alice.
- Ouve Alexandre, tu vais ser honesto comigo, se eu te fizer algumas perguntas?
- Claro, Alice, eu nunca minto a uma mulher, isso pode ser letal. Olha, vamos tomar um copo e tu podes perguntar-me o que quiseres. Acho que vou beber uma água com gás, enquanto conduzo, e se tu quiseres podemos almoçar em qualquer lado. Já sei conheço um sítio bem campestre.
Lá fomos nós e escolhemos uma mesa do lado de fora perto de uma fonte com sombra. Comemos uma refeição caseira farta e, no final, perguntei à Alice que perguntas ela queria me fazer.
- Bom, Alexandre, obrigada por tudo hoje. Gostei do passeio, da comida e também da tua companhia. Tu realmente és bom para as mulheres.
- Bem, Alice, vai em frente pergunta. E obrigado.
- Hum, como é que te devo perguntar …..
- Alice, por favor, sem vergonhas.
- Bem. Tu costumas vestir-te? Foi a primeira pergunta dela.
- Vestir-me?
- Sim, vestes roupas femininas?
- Por que perguntas isso, Alice?
- Bem, querido, tu és muito interessado em roupas femininas. O que quer que tu digas, Alexandre, está em segredo comigo.
- Sim, Alice, eu visto-me e uso em minha casa.
- Quer dizer, quando tu estás sozinho! Tu moras com tua mãe e as tuas duas irmãs?
- Alice, eu já me visto assim, desde os meus tempos criança, durante a minha adolescência e até hoje. Usei as roupas velhas das minhas irmãs, para poupar as minhas roupas de menino. Porque a minha mãe não tinha dinheiro para comprar muita coisa para nós. Mas sempre tive um teto sobre a cabeça e comida na barriga. Éramos e ainda somos felizes.
- Tu estás a usar calcinhas agora? Perguntou ela intrigada.
- Sim! Disse eu com um aceno de cabeça.
- Posso perguntar, de que cor são?
- De um rosa forte. São calcinhas grandes, não são tipo tanguinha.
- Posso ver?
- Aqui não, mas podemos ir a um lugar isolado e eu mostro-te.
Pagámos a conta e fomos de carro até uma zona de floresta.
- Não, não no carro, vamos sair. Disse a Alice.
Caminhamos um pouco até um local escondido onde deixei cair as minha calça em tecido bege.
A Alice olhou e depois disse-me para eu tirar a roupa toda e tirar as calcinhas. Eu parecia estar sob o seu feitiço ou sob um comando dominador.
A Alice mandou-me virar para depois voltar a dizer para a encarar.
Quando eu olhei para ela vi que estava apenas com as calcinhas e sapatilhas brancas.
- Parece que usamos o mesmo tamanho de vestido. Eu gostava que tu vestisses o meu vestido, para ver se o vermelho combina contigo.
Fiz o que ela pedia e dei uma volta, o que a excitou.
Ela vestiu a minha camisa e calças e caminhamos um pouco mais pela floresta.
- Como é que tu te sentes, Alexandre?
- Oh meu Deus, Alice, é maravilhoso.
Agradeci e acrescentei que precisava fazer xixi.
- Bem, Xana, não sejas tímida, nós duas somos meninas, agache-te aqui, levante o vestido, baixas as calcinhas e fazes o teu xixi, querida.
E eu fiz o que qualquer rapariga faria, obedecendo-lhe.
- Estás a sentir-te melhor agora, querida? Perguntou ela.
- Ah, sim! Tu também precisas fazer um xixi Alice?
- Agora não, querida, mas tu vais me ver a fazer um xixi, quando vieres a minha casa, para almoçar amanhã. Os meus pais foram para o litoral, na caravana deles, e nós podemos passar o dia juntas como duas meninas amigas.
- Queres dizer, que me vais fazer vestir as tuas roupas de menina?
- Sim, minha amiga solteira. Vais experimentar muitos dos meus vestidos e outras peças do meu guarda-roupa e gavetas. Mas agora vamos voltar para o carro. Mandou ela.
- Vamos trocar de roupas agora, aqui? Perguntei eu.
- Ah, não, querida, no carro.
Mal eu sabia que nos tornaríamos mais que boas amigas das noites de jogo e do Bingo.
ATENÇÃO: ESTA CASA MUDOU PARA OUTRO LOCAL
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