63 - Um dia de Verão
Era um dia de Verão e estava livre para tudo. Tinha tido umas semanas seguidas completas de trabalho sem nenhum descanso, desde que tinha vindo para esta cidade. Mas agora estava de folga, por hoje e mais dois dias. Três dias inteiros sem nada de especial para fazer a não ser descansar.
Tinha sido uma correria a montar os escritórios da nova dependência da firma, os patrões tinham decidido que eu era um dos imprescindíveis nesta nova secção e à pressa tinha sido recambiado para aqui.
Já faziam quase três semanas que eu estava quase que fechado de manhã á noite num edifício de escritórios a trabalhar e nada conhecia desta cidade, tinha combinado comigo mesmo não me meter no computador e ir fazer um pouco de desporto até à beira mar, talvez depois aventurar-me a conhecer um pouco das ruelas e meandros das redondezas do hotel onde estava a dormir.
De manha quando acordei estava sol forte e calor, o dia prometia, ainda era cedo para ir até à praia e resolvi ir comprar umas roupas de banho, para poder ir à praia.
Perguntei ao porteiro onde podia encontrar algumas lojas e ele indicou-me a direção do centro comercial dizendo-me que era perto e para ir a pé.
Do pouco que tinha contactado com as pessoas da terra tinha sido sempre para assuntos do escritório e pouco mais, as refeições tinham sido quase sempre no hotel ou no edifício do escritório e nada me tinha apercebido de como eram as pessoas da terra.
Quando cheguei ao shopping ainda estavam fechadas a maioria das lojas e resolvi ir tomar qualquer coisa ao lado dos restaurantes.
Sentei-me e fiquei a apreciar as pessoas que passavam apressadas na sua maior parte na correria para os empregos ou para as compras.
Reparei em algumas pessoas que como eu também pareciam fazer um tempo de espera para irem às compras ou que estavam apenas a apreciar o dia livre.
Levantei-me e fui para o lado das lojas de roupa, não pude deixar de reparar numa rapariga que se levantou logo a seguir a mim e também seguiu na mesma direcção.
Parei junto a uma montra e quase sem me aperceber de que era a loja fiquei a olhar pelo canto do olho para a rapariga que vinha atras de mim, quando ela passou por mim vi que se sorria enigmaticamente, talvez mesmo um pouco trocista.
Que se passava teria o fecho aberto? Não me tinha penteado? Olhei em roda a procurar um espelho para ver se havia alguma coisa de especial em mim e reparei que a montra á minha frente tinha um espelho, olhei e estava tudo em ordem como eu pensava. Então que seria pensava eu enquanto reparava que a rapariga parara na montra seguinte da mesma loja. Olhei com mais atenção e percebi que era uma loja de roupa feminina, montra da lingerie!
Como quem não tinha reparado em nada, decidi entrar e fazer de conta que queria comprar algo, entrei e fui olhando em volta a ver se ninguém da loja me vinha atender, pelo canto do olho fui espreitando a montra a ver se a rapariga já se tinha ido embora. Lá estava ela a olhar ainda na minha direcção. Disfarcei e olhei na direcção do mostruário das camisolas, comecei a olhar as peças de roupa uma a uma e deixei-me estar um pouco mais do que seria aconselhável.
De repente, tinha eu na mão uma camisola rosa forte, ouvi a voz dela a falar comigo:
- Ajuda-me?, era uma voz funda, grave, quase de homem.
- Sim , diga que posso fazer por si? Apressei-me eu a responder um pouco embaraçado quando vi que era a mesma rapariga de há pouco.
- Acha que este tamanho me fica bem? Disse ela pondo uma camisola à frente e moldando-a ao corpo com a mão.
- Creio que sim, mas a cor que lhe ficava melhor creio eu era esta. Respondi eu estendendo-lhe a que tinha na mão.
- Não nem parece, de cores percebo eu, e olhe que a si a cor que lhe ficava bem era um pérola e nunca esse rosa que dá muito nas vistas. Afirmou ela deixando-me sem resposta.
- Pois! Balbuciei eu. Mas eu não queria comprar isto estava só a ver.
- Não queria comprar mas estava a ver se lhe ficava bem, gosto dessa desculpa, mas pega, já ouvi outras melhores.
Fiquei calado sem saber que dizer ela sorriu-se para mim e ficou como que à espera de uma resposta, enquanto ela vasculhava mais umas roupas fiquei a olhar para ela e apercebi-me que era uma bela rapariga, 27 ou 28 anos, cabelos lisos e compridos, claros, pouco queimada do sol, mais ou menos da minha altura, forte e com aspeto de quem não parava nunca quieto
- Já que não se aventura a comprar nada para si então ajude-me! Segure aqui nestas camisolas enquanto eu procuro mais qualquer coisa para mim. Estendeu-me umas camisolas e riu-se com uma gargalhada num tom baixo mas limpo a que eu não pude resistir, fiquei especado a segurar as roupas e mais uma vez sem resposta.
- Mas olhe confie em mim este modelo a si ficava-lhe bem mas tem que ser assim neste tom de pérola forte, se tem vergonha de aqui comprar eu compro como se fosse para si e depois dou-lhe a camisola. Insistiu ela mais uma vez e eu feito parvo sem perceber bem respondi-lhe.
- Agradecia imenso. Sem me aperceber bem do que estava a dizer
- Ótimo, então confia no meu gosto, olhe que faz bem, aproveita-mos e compramos mais qualquer coisa que lhe fique bem e melhore o seu guarda fatos, que tal uns Jeans destes que são discretos e parece que lhe assentam bem? Não responda nada deixe que eu vou fazer as compras por si! E eu calei-me mais uma vez sem saber o que dizer.
Impotente perante a energia da sua fala e dos seus gestos fui vendo ela procurar roupa e aconselhando-me várias peças, cada uma delas mais feminina que a seguinte, até passarmos à secção dos sapatos onde ela me perguntou o número que eu calçava e vendo que era o mesmo que ela disse achar melhor não comprar, depois levou-me para a parte da roupa interior e aí já comigo bem corado e disposto a fugir foi recomendando algumas peças bem provocantes desde uns slips de fio dental até uma body transparente e foi pondo para o monte.
- Faz mesmo tenção de comprar tudo isto? Perguntei-lhe eu
- Claro respondeu ela se não lhe ficarem bem a si, todas estas peças servem-me na perfeição, temos as mesmas medidas, esteja descansado que eu não sou louca nas compras. Olhe acho que já temos tudo vou pagar e você ajuda-me a levar as coisas, combinado?
- Sim, claro! Eu ajudo-a, esteja à vontade.
Ela dirigiu-se à caixa que estava vazia e sem fazer perguntas tirou o dinheiro da conta da carteira e pagou pedindo que lhe pusessem tudo em sacos para levar. Virando-se para mim perguntou:
- Certamente que me ajuda a levar tudo agora, não é?
Eu voltei a responder positivamente, sem saber muito bem o que fazer e fui pegando nos sacos, depois dirigi-me atrás dela para o corredor e vi que ela me levava na direção das garagens.
- Que mal educada que tenho sido este tempo toda, meti-me consigo e nem sequer me apresentei sou a Elia. Disse ela estendendo-me a mão, eu mais uma vez encabulado apertei-lhe a mão e respondi:
- Eu sou o Cláudio, sabe eu é que tenho que pedir desculpa de não me ter apresentado, mas fiquei um pouco atrapalhado à pouco quando a lia se meteu comigo e ainda estou um pouco sem resposta para si, nem sei que lhe dizer.
- Não diga nada, nem tem de pedir desculpas, eu é que fui um pouco malandreca em meter conversa consigo, mas sabe que o vi a tomar o pequeno almoço e apercebi-me que você estava um pouco perdido, de certeza que você não é de cá, não é?
- Tem razão, estou cá apenas temporariamente e tenho uns dias de folga, resolvi ir passear um pouco e fazer umas compras, mas a Elia fez o favor de me trocar as voltas, espero que agora seja simpática e me leva a ver a cidade toda.
- Esteja descansado eu levo-o onde quiser, por agora ajude-me só a por estas coisas aqui no carro e já combinamos uma volta. Disse ela parando em frente dum belo Mercedes conversível e abrindo a bagageira fez um gesto indicando-me onde eu devia pousar os sacos, depois de fechar a bagageira, indicou-me a porta para eu entrar e dirigiu-se para o lado do volante por onde entrou, eu aproveitei e entrei de imediato.
- Olhe para já vou por estas coisas em casa e depois logo vemos se quer então que eu lhe mostre a cidade. Disse ela enquanto punha o carro a trabalhar e começava a manobra para sair do estacionamento.
Vi que ela conduzia bem, de forma um pouco nervosa e rápida, mas com o perfeito domínio do carro. Levou-me pela cidade for a e foi enumerando o nome de alguns locais agradáveis por onde íamos passando, dirigiu-se ao que eu me apercebi ser a parte litoral da cidade onde praticamente só havia moradias e levou o carro diretamente para o interior da sua garagem por baixo de uma moradia simples e com bom aspeto.
Quando parou o carro mandou-me sair e abrindo novamente a bagageira pediu que lhe carrega-se os sacos para cima, foi à minha frente abrindo as portas para o andar superior onde fomos dar a uma sala toda envidraçada virada ao mar. Fiquei especado a olhar para a beleza da praia deserta que vinha mesmo até à frente da casa onde estavam algumas cadeiras de praia à sombra de uns pitorescos chapéus em colmo. Ao fundo do outro lado da baia só se via alguma vegetação e alguns barcos de recreio que passavam lentamente.
- Gosta? Perguntou-me ela
- Claro é uma maravilha acho que lhe vou cravar um fato de banho e vou aproveitar, estava no centro comercial com a intenção de comprar roupa para vir para a praia e depois de a ver esqueci-me agora não sei que faça!
- Esteja descansado tenho alguma roupa que lhe posso emprestar, abra a janela e vá até lá for a respirar um pouco deste ar que fica mais descontraído, e mais à vontade.
Saí para a praia e ela tinha razão, era tal a calma que se sentia na atmosfera que eu imediatamente fiquei como que relaxado e descansado, sentei-me numa das camas de praia e estendendo-me ao comprido respirei o ar deixando-me ficar o mais calmo possível.
Passados não mais que 5 minutos senti que ela saia da casa e virei-me na sua direção, ela vinha dentro de um roupão de praia com um grande chapéu de palha na cabeça e dirigiu-se a mim estendendo-me uns calções curtos.
- São meus mas de certeza que lhe servem, não tenho é nenhuma camisola para o proteger do sol, se quiser experimente as que eu comprei agora, ficaram nos sacos que trouxe para cima, vá lá dentro e troque de roupa no quarto, esteja à vontade.
Fui para dentro sem saber bem em que pensar, sem esforço nenhum tinha arranjado uma mulher maravilhosa, com casa, tempo para me atender, aparentemente sem problemas financeiros, que mais podia querer? Era tudo e ainda mais do que qualquer homem podia sonhar. Fui para o quarto e quase inconscientemente peguei nos sacos das roupas e levei-os comigo, entrei no quarto, arrumado, feminino mas com bom gosto, era um autêntico paraíso, despi-me e vi que o meu sexo estava em ordem e pronto, Pousei as roupas num cadeirão e vesti os calções que ela me tinha dado, justos, femininos, quase sem espaço para o meu sexo ereto. Agora tinha que vestir uma camisola e não sabia que fazer vestia uma das novas que ela tinha comprado, que eram compridas e disfarçavam os calções ou ia em tronco nu para a praia? Achei que era melhor vestir a camisola que ela me tinha aconselhado em tom de pérola, enquanto me vestia fui-me mirando ao espelho e de facto ficava-me bem mas com um aspeto incrivelmente feminino, enfim sempre tapava os calções com o sexo ereto quase de for a. Não pude deixar de pensar na minha faceta homossexual e nas vezes que já tinha vestido algumas roupas de mulher, e olhando-me ao espelho gostei do resultado, vi um dos chapéus de palha dela pendurados e resolvi por também um, o resultado era ainda mais espantoso, quase que ficava uma menina, só faltava rapar os pelos das pernas, olhei em volta e quase que de propósito lá estavam uns chinelos dela encostados à cama, nada tinha a perder e calcei-os. Estava pronto! Ou seria pronta? Não sei, nem na altura sabia o que pensar. Fui para a rua e lá estava ela sentada à minha espera a rir-se para mim.
- Bem lhe disse que essa cor lhe ficava bem, mas com esse chapéu então estou espantada é uma maravilha.
Eu aproveitei e desfilei bamboleando-me todo para ela e numa voz o mais afeminada possível respondi: - Claro querida a mim todo o trapinho me cai bem.
Ela desatou a rir e chegando-se para o lado convidou-me para me sentar na sua cadeira. Eu sentei-me e quando me cheguei a ela senti o seu odor fresco e calor que saia do seu corpo. Fiquei ainda mais excitado e quase de imediato peguei-lhe no braço para sentir que ela estava mesmo diante de mim.
- Pareces mesmo uma menina bonita, se tivesses com cabelo o mais comprido e essas pernas bem tratadas não havia homem que não enganasses, acho que fiz bem em me meter contigo e em te ter comprado as roupas, Vais experimentar as roupas todas e vais ver que te ficam a matar, tens um corpo que é de tão feminino como qualquer outra mulher e tens que aproveitar esse dom Cláudio,
Eu fiquei a olhar para ela sem resposta mais uma vez a pensar se seria possível ela ter-se apercebido que eu era CD, e resolvi abrir o jogo todo, nada tinha a perder.
- Sabes Elia não é a primeira vez que me visto de mulher! Na verdade até é um hábito meu fazer-me passar por mulher por vezes, nunca me viste todo pintado e com peruca, aí sim podias ajuizar se eu sou ou não feminino, até mais que muitas meninas,
- Tu és CD não és Cláudio? Bem me pareceu pela forma como olhavas e cobiçavas as roupas da loja, ainda bem que me meti contigo, sabes que na realidade eu também sou um transexual e desejava ardentemente um homem como tu, espero que não estejas zangado comigo.
Não disse mais nada e limitei-me a aproximar-me mais dela e a beijá-la no rosto, ela também me beijou e ficamo-nos a olhar mutuamente e a apreciar os nossos próprios olhos. Senti que a mão dela se pousava lentamente sobre a minha perna e eu também não pude deixar de procurar o contacto com o corpo dela, e resolvi avançar sem receio.
Passei um braço pelas suas costas e puxei-a para mim sentindo cada vez mais o seu calor, apertei-a e senti os seus seios junto a mim, procurei os seus lábios e envolvia num beijo profundo, forte e sem fim.
Deixámo-nos ficar largos minutos envolvidos num abraço forte e comecei a sentir que ela estava realmente tão excitada quanto eu, a minha mão procurou as suas coxas e senti que ela estava tão dura quanto eu. Perguntei-lhe se ela queria ir para dentro e ela levantou-se, pegou-me na mão e conduziu-me para o interior da sua casa.
Quando entra-mos no quarto dela virou-se para mim e abraçou-se a mim de novo, deixando que eu a beija-se e a começa-se a despir lentamente.
Poucas vezes tinha visto um corpo tão perfeito e feminino como o dela, fui tirando o seu roupão a apreciando os seus seios bem formados, enquanto que os beijava e acariciava, depois tirei o resto do seu roupão deixando-a apenas com umas cuecas que deixavam ver o seu pénis ereto, tomei-o na minha mão e acariciei-o sentindo que ela estava louca por mim.
Empurrei-a para a cama e deitei-me por cima dela sem tirar a minha roupa nova, continuei a beijá-la e senti que ela me retribuí-a os beijos de uma forma mais excitada e profunda, as pernas dela entrelaçaram-se em mim e senti-me puxado com força para o seu abraço firme, senti que a sua mão conduzia o meu pénis fremente em direção à sua gruta e deixei-a conduzir sentindo o seu ânus a dilatar-se lentamente enquanto eu ia forçando aos poucos e sem esforço consegui enfiar todo o meu membro no seu delicioso buraquinho.
Comecei a bombear e lentamente enquanto as nossas línguas continuavam a cruzar-se sem destino, senti que o seu pénis duro encostado ao meu ventre também necessitava de algum incentivo e tomei-o na mão apertando-o, senti que ela apertava o seu buraquinho e o meu sexo dentro dela e em poucos momentos atingimos as duas o clímax, eu despejei-me toda dentro dela e ela veio-se na minha mão sujando os meus trapinhos novos.