71 - O(a) Hélio(a)
Esta história é bem estranha e sem igual, mas também maravilhosa.
Eu era o quinto e último filho de um total de cinco irmãos. Eu tenho quatro irmãs mais velhas, Joana, Carla, Beatriz e Júlia. Os meus pais sempre quiseram um filho homem e foram tentando até que eu apareci.
Eles levaram muito a sério as tentativas de ter um filho, o meu pai queria herdeiro primogénito a toda a força.
Quando eu nasci a minha irmã mais velha tinha dez anos e a mais nova dois anos de idade.
Nós morávamos numa pequena quinta, herança da família no interior, num lugar bem afastado e isolado, longe de quase tudo, a vila mais próxima estava a mais de 10 km da quinta.
Levando em consideração que eu era o único menino e provavelmente o último bebé da família, as minhas irmãs fizeram uma enorme festa com a minha chegada.
A minha mãe e o meu pai trabalhavam duro na quinta, desde muito cedo até quase ao escurecer todos os dias, e deixavam a responsabilidade dos meus cuidados às minhas irmãs. Elas me alimentaram, sempre me deram banho, vestiram-me e também me ensinavam quase tudo durante a minha fase de crescimento.
Este cuidado constante delas para comigo, trouxeram muitas alegrias para nós todos, mas ao mesmo tempo desenvolveu em mim um problema de identidade. Nós passamos muito tempo em que fizemos todos os tipos de brincadeiras juntos, jogos de cordas, amarelinhas, bonecas, enfim participava com elas de todas as brincadeiras próprias da idade delas.
Ao longo da minha fase de crescimento, as minhas irmãs mais velhas, Joana e Carla, gostavam de me tratar como tratavam as minhas irmãs menores ou seja; como menina também.
Considerando que a nossa quinta não era muito próspera e moderna, não havia muito dinheiro e o que aparecia era gasto em artigos essenciais, roupas novas, objetos de uso pessoal e consumismo eram considerados artigos dispensáveis. Isso não era problema para as meninas pois as roupas das minhas irmãs mais velhas eram passadas para as mais novas, porém eu era o único menino da família e acho que meus pais nem sequer pensaram nisso.
Desde pequeno eu fui crescendo sempre usando as roupas que sobravam das minhas irmãs menores.
Só quando atingi a idade de ir à escola, é que tive as minha primeiras calças de ganga masculinas.
Mas eu usava sempre as roupas íntimas já usadas por elas e outras peças como blusas e t-shirts femininas para ir à escola, eu não tinha outras, pensando bem, nas condições em que vivíamos, não poderia ser diferente.
De vez em quando, quando minhas irmãs iam para a beira do riacho para lavar roupa e eu usava os vestidos delas até que as minhas roupas secassem.
Estes eram momentos muitos especiais, muito íntimos, nestes momentos eu me sentia como mais uma de minhas irmãs. Eu adorava o modo especial que as bainhas dos vestidos tinham de esvoaçar e de acariciar as minhas pernas com a brisa fresca da tarde!
O meu pai, entretanto, não estava muito satisfeito com este estado da situação, mas dadas as dificuldades financeiras, tinha que aceitar. Ia sempre dizendo que não seria por muito tempo.
Ao mesmo tempo que eu comecei a ir para a escola primária, surgiu outro problema. Eu dormia numa pequena cama velha no quarto dos meus pais. Ele achavam que eu já estava grande para dormir no quarto deles. A primeira solução, foi eu ir para o quarto das minhas irmãs mais jovens, Beatriz e Júlia. Elas tinham oito e nove anos, e acharam que não seria um problema, pois eu tinha só sete anos. Esta solução também não deu certo pois não cabia uma terceira cama no quarto delas. Joana, a minha irmã mais velha sugeriu que eu passasse para o quarto dela e da Carla que era o maior da casa. Elas só tinham uma cama de casal onde dormiam e a minha cama caberia sem problemas. Os meus pais discutiram com elas porque eu ia causar problemas para elas já que elas tinham 15 e 14 anos. Foi a única solução encontrada até que se conseguisse dinheiro para construir um quarto só para mim.
Eu estava contente com esta mudança porque eu sentia-me mais íntimo com as minhas irmãs mais velhas, afinal de contas foram elas que me criaram. Inicialmente, ambas as meninas tiveram muito cuidado para aparecerem vestidas na minha presença, mas nós só tínhamos um banheiro em casa e isso era um problema, porque elas começaram a ficar acostumadas com a minha presença e começaram a relaxar, não se importavam por eu estar com elas no quarto. Eu podias observar os seus corpos e ver algumas diferenças entre nós, e como a minha irmã mais velha se desenvolvia rapidamente. Os meus pais nunca ficaram a saber que as meninas se vestiam e andavam de roupas íntimas na minha presença.
Esta situação durou muitos anos. Durante esse tempo, as minhas irmãs cresceram e tornaram-se mulheres jovens e bonitas uma com dezessete e outra com dezoito anos. Porém, durante esse tempo, elas ainda me tratavam como a irmã de mais nova delas. Eu continuei a usar roupas das minhas irmãs mais novas, que minha irmã Joana reciclava e transformava.
As calcinhas hoje em dia são feitas de materiais mais bonitos, diferentes, mais coloridas. Mas nessa época, eu tinha que fazer um esforço para usar as calcinhas de nylon da minha irmã mais nova, mas apesar disto, eu me sentia agradável com elas.
As calças jeans delas ajustavam-se de um modo diferente ao meu corpo, eram mais folgadas no rabo e nos quadris e forçavam-me a esconder a minha pilinha, entre as minhas coxas com as minhas bolinhas debaixo dela.
Um dia, quando a Joana, a Carla e eu estávamos sozinhos em casa, eu lhes perguntei por que a blusa que eu estava usando, não se ajustava nos peitos. Perguntei também porque elas, inclusive minhas irmãs mais novas estavam tendo aqueles inchaços nos peitos. Eu tinha quase dez anos nessa época e queria saber quando é que eu ia ter aqueles inchaços nos peitos.
As minhas irmãs entreolharam-se e a Carla começou a rir. A Joana, sempre a mais sensível, deu um grito para ela se calar. Elas nunca tinham respondido a qualquer pergunta que eu tinha feito desta maneira. Assustado dei um soluço, não entendia porque a Carla se ria da minha pergunta. Abraçando-me, a Joana disse:
- Querido, nós estamos arrependidas, nós não devíamos ter rido de ti, obviamente ainda não entendes algumas coisas sobre meninos e meninas. Vem aqui, dá-me um beijo e eu vou te explicar algumas coisas que te vão tirar as tuas dúvidas.
Mais calmo, eu abracei-me a ela, ela deu-me uns beijos e enxugou as minhas lágrimas. Em seguida, a Joana começou a falar.
- Hélio, você está certo, a razão da blusa que você está usando não se ajustar ao seu corpo é porque não tens seios por seres um menino, na verdade, nunca os vais ter.
As mulheres e meninas são as únicas que têm seios. Quando crescemos e nos tornamos mais velhas eles crescem e desenvolvem-se por uma razão muito especial. Quando nós temos os bebés, é neles que produzimos leite e é com ele que alimentamos os nossos bebés. Os homens não alimentam os bebés, e por isso eles não precisam de seios. Lembras-te da nossa vaca quando teve o bezerro, ela alimentava ele com o leite que ela tinha nos peitos, percebeste?
Eu fiquei atordoado, eu nunca tinha percebido que eu ia crescer e não ia ficaria bonito como as minhas irmãs. Eu sabia que outros meninos cresciam como o meu pai, mas pensava que eu era diferente. Se eu não era diferente, então por que gostava de sentir as roupas delas contra a minha pele e porque ficava bonito quando elas me transformavam na irmã mais nova delas?
Eu já as tinha visto quase nuas, mas acho que elas foram cuidadosas em não expor de modo claro certos detalhes, de modo que eu nunca tinha percebido como as meninas e meninos eram diferentes. Eu sabia que era diferente dos meninos da escola. Senão porque é que eu tinha usado durante todos estes anos roupas de menina, brincado como menina e dormido no quarto com as minhas irmãs? Claro que eu tinha de ser diferente, eu estava mais com as minhas irmãs de que muitas meninas que tive conhecia.
Agora eu estava ainda mais confuso. Eu sabia que os meninos da escola gostavam de brincadeiras muito diferentes das que eu tinha. Eles gozavam com as roupas de menina que eu usava quando ia para a escola, e não gostavam de mim porque eu nunca participava nas brincadeiras próprias dos meninos da nossa idade. Isso sempre tinha me feito pensar que eu ia crescer diferente deles todos. Em meus devaneios, eu acreditava que estava próximo o dia em que eu mudaria e eu poderia me tornar numa menina e me apresentar assim em público.
Eu gostava de vestir as roupas delas, faziam-me sentir bonito. Quando nós brincávamos em casa, eu nunca era menino, sempre era menina! Sempre, que as minhas irmãs me colocavam saias, blusas, vestidos, meias compridas, sandálias e amarravam fitas ao meu cabelo, eu contemplava-me ao espelho, e via-me bonito e ficava muito feliz! Elas mudavam o meu nome para Júlia quando me produziam e elogiavam a bonita menina em que eu me tornava! Eu era sempre a irmã mais nova delas... nunca o irmão mais novo delas!
Quando nós brincávamos, eu sempre tive as minhas bonecas! Eu alimentava-as, vestia-as, dormia abraçado a elas, da mesma maneira que eu via as minhas irmãs fazerem com as bonecas delas. E agora elas dizem-me que eu não vou ser igual a elas? Eu não quero ser um menino!
Não é divertido ser um menino. As meninas eram graciosas, mais suaves, com a pele mais lisa e sedosa que os meninos feios da escola e isso é o que eu quero ser... uma menina!
Naquele momento, vi os meus sonhos mais íntimos desmoronarem-se e ir por água a baixo e comecei a chorar novamente.
A Joana e a Carla conseguiram que eu parasse de chorar, A Joana pegou-me ao colo colou o seu rosto no meu, secou as minhas lágrimas novamente e perguntou:
- Querido, o que está errado? O que fizemos para que chores tanto? Por favor diz, tudo que eu posso fazer para tu nunca mais chorares, eu juro que faço!
Observando os olhos amorosos dela e vendo a sinceridade das suas palavras, deitei para fora tudo o que estava a sentir. Eu não queria ser um menino, eu cresci como minhas irmãs, eu gosto de usar vestidos e estou muito confuso agora porque não posso ser como vocês... uma menina.
- Hélio, tu não tens o corpo de uma menina, não percebes que ser menina é muito mais do que ter seios e usar vestidos? Há muitas outras coisas! Olha, eu e a Carla podemos mostrar-te como somos diferentes. E olhou para a irmã dela pedindo que ela concordasse. Carla vacilou mas como era muito importante para mim ela concordou balançando a cabeça.
- Tira todas as tuas roupas, inclusive as tuas calcinhas e nós vamos fazer o mesmo, deste modo nós podemos te mostrar por que não podes ser uma menina. Mas promete que nunca vais contar a ninguém, especialmente ao pai e à mãe. Eles nos castigam a sério se ficarem a saber. Queremos que mantenhas segredo para sempre, tá bom?
Eu estava muito contente por ver as minhas irmãs nuas, eu realmente nunca as tinha visto nuas. Dei a minha palavra de que nunca contaria a ninguém o que ia ver. Despi-me rapidamente e num instante estava completamente nu. As minhas irmãs tiravam uma peça de cada vez e quando estavam só de calcinhas e sutiã, pediram-me novamente para eu guardar segredo. Concordei de novo e elas despiram os sutiãs delas.
- Que coisa linda! Disse eu. Eles são tão bonitos! Eu gostaria de ser um bebé, assim me alimentaria com o vosso leite, como me disseram, e cresceria mais rápido que todos os outros bebés!
Isto agradou a ambas as meninas, elas olharam-se e sorriram para mim. De repente silenciaram, logo de seguida a Joana perguntou se eu gostaria de tocar neles. Nada no mundo teria me feito mais feliz, e eu lhes disse… que queria sim!
Joana, apanhou-me novamente e colocou-me no colo dela. Ela levou a minha mão direita para o seio dela e posicionou os meus dedos neles. Eu estava em êxtase, o seio dela estava tão quente e suave, mas firme e movimentava-se conforme eu mexia com a mão. A Joana circulou o mamilo com a ponta do meu dedo e eu fiquei assombrado com o líquido que escorreu. As minhas carícias excitaram-na porque ela suspirou, agarrou as minhas mãos e os apertou.
- Viste como o meu seio adquiriu maior volume e meu mamilo ficou mais sensível ao ser tocado. Agora nós vamos brincaremos com os seus mamilos e mostramos a diferença entre os peitos de um menino e os seios de uma menina.
A Carla e a Joana pegaram nos meus pequenos mamilos agora. Para minha surpresa... os meus também cresceram e ficaram maiores e sensíveis ao toque delas. Na minha mente, isto era a prova de que eu há pouco estava com a razão, eu era diferente! Agora não estava mais confuso! Elas continuaram a brincar com os meus mamilos até que Carla disse que a minha pilinha tinha crescido e estava meio dura. Elas soltaram uma risadinha e disseram que aí estava a diferença. Esta foi minha primeira erecção!
- Está explicado agora porque tu não podes ser menina? perguntou a Joana. Tudo isso fez com que eu ficasse mais confuso ainda e eu perguntei:
- Eu entendo que fiquei excitado quando vocês brincaram com os meus mamilos, a minha pilinha ficou maior e mais dura, mas o que tem isso a ver com o fato de eu querer ser menina? A vossa pilinha também não fica dura quando vocês querem fazer xixi?
- Eu acho que vamos ter de te mostrar tudo! A Carla deu outra risada. É a única maneira de entenderes tudo definitivamente.
Então as minhas irmãs tiraram as calcinhas delas. Eu não podia acreditar no que os meus olhos viam, onde estava a pilinha e as bolas delas? Ao invés deles elas tinham uma montanha de cabelos encaracolados meio castanhos que cobriam o que parecia um corte entre as suas pernas! A primeira coisa que eu pensei era... como fazem elas um xixi? Vendo as interrogações nos meus olhos, a Joana começou a explicar-me.
- Hélio, agora sabes por que você não podes ser uma menina. As meninas não têm pilinha. As meninas têm um pipi que se chama vagina. Quando nós temos bebés, é por onde eles saem. Eu penso que já é tempo de nós explicarmos por que é que tens um pénis e nós temos vaginas. Acho que erramos na tua educação, e temos de te explicar tudo. Mas antes de nós entrarmos no assunto de sexo, podes fazer perguntas, de acordo?.
A minha mente estava às voltas! Claro que eu tinha muitas perguntas, mas eu não queria ser estúpido. Agora eu começava a perceber por que as minhas irmãs tinham dado risadas das minhas perguntas. Resolvi fazer só uma, que achei que elas não dariam risada.