79 - O MEU PRIMEIRO ORGASMO
Esta é a segunda parte da história que vos apresentei como A Chantagem
De fim de férias e de volta a casa em Lisboa tive que retomar a minha vida e rotina normal.
Na minha memória permaneciam frescas e vivas as lembranças das aventuras vividas na quinta do meu avô. Cada vez que me lembrava, sentia uma sensação de bem estar tão grande que a minha vontade era largar tudo e voltar para lá.
A minha tia e a minha prima tinham lido os meus pensamentos e tinham colocado à minha disposição, todo o seu guarda roupa e trataram-me como outra menina como elas. Lógico que tudo tinha o seu preço, para compensar, eu ficava a vigiar os arredores para que elas pudessem namorar em paz. Mas para mim eu tinha sentido que podia ser aceite pelas outra meninas como uma delas.
O tempo foi passando, chegou o outono, as aulas voltaram, mas a vontade de me produzir ainda era muito forte, não estava a conseguir dominar a vontade dentro de mim. Em casa durante o tempo de aulas, as roupas escasseavam, a minha irmã era dois anos mais nova que eu e as suas roupas não me serviam, e por um motivo que não consigo explicar, nunca consegui usar as roupas da minha mãe.
Uma dia, só em casa, entrei no quarto dos meus pais, tentei usar as roupas da minha mãe mas não me senti bem e tive que as tirar de imediato, quando a vontade apertava, o jeito era visitar as casas dos amigos que tinham irmãs, ou de algumas amigas da minha irmã. Mas o risco era sempre demasiado e eu não estava disposto a ser apanhado de novo.
Passou-se mais um tempo. Eu sonhava muito com as aventuras ocorridas na quinta. Frequentemente eu sentia uma sensação muito agradável e acordava com o pénis duro, não entendia aquilo, acho que era minha sexualidade despertando. Acredito hoje que se a minha educação sexual tivesse sido mais explorada eu talvez não tivesse ganho tanto gosto por roupas femininas.
Os meus sonhos eróticos geralmente tinha cenas da quinta em África ou de um campo muito florido e de quedas d'água. Na maioria das vezes eu via-me nos sonhos usando um vestido branco parecido com um vestido de baile para debutantes que eu vira numa revista de modas e tinha gostado muito, e vestida assim passava o sonho brincando com a minha tia e a minha prima.
No ano seguinte, agora já com 14 anos, a minha esperança era que os meus pais me mandassem de novo para a quinta dos meus avôs, mas para minha desilusão eles me disseram que eu ia trabalhar com um casal, amigos da minha mãe e que eram donos de um bar. Eles eram o Daniel e a Francisca.
O programa era eu passar a parte da manhã numa escola particular e depois das aulas eu almoçar em casa deles e ir para o bar onde devia trabalhar até à noitinha, sobrando tempo para voltar a casa e fazer os meus deveres escolares.
Os primeiros dias destas novas atividades fizeram com que eu me esquecesse um pouco do meu lado feminino.
Um dia voltando da escola, ao chegar a casa deles notei que alguma coisa de diferente estava a acontecer, pois Daniel estava em casa. Era a sua esposa Francisca que estava a passar mal, já estava assim há alguns dias e nesse dia tinha piorado.
Perguntei se havia alguém no bar e ele disse que não, que estava fechado. Pediu-me para eu cuidar do bebé deles, uma menina com dois meses de idade, para que ele a pudesse levar ao médico. Concordei, já tinha prática, cuidado do meu irmão mais novo quando ele tinha nascido, e nos últimos dias também tinha ajudado a cuidar desta menina que já me reconhecia quando eu chegava a casa para almoçar ou quando ia ao bar com a sua mãe.
Assim que eles saíram notei que a casa estava numa desordem, penso que há vários dias que não via uma vassoura.
Logo que a bebé adormeceu comecei a limpar a casa e rapidamente consegui pôr tudo em ordem, lavei a louça acumulada, a casa de banho e coloquei as roupas deles e da bebé de molho no tanque das traseiras e depois esfreguei-as com o sabão que lá estava.
Quando eles chegaram do médico, estava a terminar de colocar a roupa no varal, e tinha a bebé segura ao meu colo. Já era noitinha, e ela foi repousar. Tive eu de cuidar do jantar enquanto o marido dela cuidava da menina.
Terminado o jantar tratei de deixar a louça limpa dei banho e biberão à menina e fui para casa.
No dia seguinte ao chegar da escola para almoçar, vieram os agradecimentos. A Francisca já estava um pouco melhor e disse-me que tinha ficado muito contente com a ajuda que eu lhe dera. Perguntou se eu podia continuar a ajudar até ela se sentir melhor. Eu disse que sim, que gostava de todos os afazeres domésticos.
Nos dias seguintes passei a ficar em casa deles a ajudar nas lides de casa antes de ir completar o dia de trabalho no bar, de onde só saia ao fim da noite, depois do jantar.
Mas faltava algo, faltavam as roupas. A Francisca era uma mulher bonita e tinha também muita roupa bonita. Uma das coisas de que eu sempre gostara em casa dela era de ver o varal repleto de roupas femininas pois proporcionava-me as mais incríveis fantasias e eu imaginava-me a lavar e passar a ferro todas aquelas roupas dela, mas como sendo minhas.
Com a idade que eu já tinha, 14 anos, eu já sentia uma excitação diferente, bastava me imaginar vestido com alguma roupa feminina, e logo o meu pénis começava a ficar duro e eu gostava de sentir isso.
Ela ensinou-me a guardar as suas roupas nos lugares certos e muitas vezes eu colocava os seus vestidos na minha frente e olhava-me no espelho para imaginar como me ficavam, mas a vontade era mesmo de os vestir e usar de verdade. Precisava de arranjar coragem e de criar uma oportunidade, não queria perder o meu emprego nem cair no ridículo.
Restabelecida a saúde da Francisca, voltei a trabalhar no bar mais tempo e deixei de a ajudar em casa.
A Francisca era era filha de um comerciante que morava nos arredores da cidade, tinha perdido a mãe muito nova e não tinha aceitado o segundo casamento do seu pai e por causa disto, tinha sérias divergências com a sua madrasta, razão pela qual eles se viam muito pouco, nunca apareceram nem mesmo durante a sua convalescença.
O Daniel tinha sido viajante de uma firma de produtos alimentos enquanto solteiro, não era da nossa cidade. Assim que se casara com a Francisca ele saiu da firma onde trabalhava, tinha se estabelecido na nossa cidade e com algumas economias montara aquele bar, mas estava sempre a reclamar muito, não estava acostumado a ficar parado e queria voltar ao seu antigo emprego.
Dizia que ganhava mais viajando a vender para a firma do que no bar e depois de algum tempo, a meio das minhas férias, conseguiu o seu antigo emprego de volta, colocou o bar à venda e voltou para a vida de viajante.
Saia segunda-feira pela manhã e geralmente voltava na quinta ou sexta-feira à tarde, dependendo das regiões para onde ele ia vender. Decidiu que até que vendesse o bar eu podia ficar a trabalhar com eles, ajustando um pouco a minha rotina.
Assim que eu chegava da escola, à hora de almoço, a Francisca ia para o bar e eu ficava em casa cuidando da menina e da casa, e quando tinha tempo ainda ajudava no balcão do bar.
De vez em quando ficava até horas tardias à noite e quando isto acontecia ela me convidava para passar a noite e fazer-lhe um pouco de companhia. Ela gostava muito do meu trabalho e elogiava-me muito. Dizia que ficava encantada por ver como um garoto de 14 anos cuidava tão bem de uma casa.
Eu dizia que eram as circunstancias, tinha aprendido meio obrigado devido à deficiência física da minha mãe e sempre tinha tomado gosto pelo trabalho de casa. Ela concordou comigo pois sabia de quase tudo sobre a minha família.
Um dia me disse que se eu fosse uma menina, ela nunca mais me deixava ir embora, ia querer que eu morasse com eles. Isto envaidecia-me muito, o meu trabalho estava a ser reconhecido, mas eu sabia que este meu primeiro emprego ia durar muito pouco.
Impulsionado por estes estímulos, aos poucos fui recuperando a coragem e sempre que via alguma roupa sua na casa de banho trancava-me lá dentro e recomeçava novamente a deliciosa fantasia de me travestir. Só que agora a sensação era diferente, tão logo me vestia, o meu pénis ficava tão duro que incomodava, não sabia o que fazer, parece que queria furar as calcinhas que eu colocava e não ajudava no visual feminino completo que eu queria. Ficava assim vestido por alguns minutos e depois voltava para as minhas roupas normais. Os vestidos dela eram um pouco largos, devido a ela ser um pouco mais forte que eu, mas não me importava nem um pouco com isto, o importante para mim era sentir aquela sensação deliciosa de me parecer com uma mulher.
Um dia aconteceu um fato interessante. Quando estava de saída para casa, ela pediu-me para eu preparar o biberão da bebé e que desse o leite à bebé. Parecia que ela estava a arranjar uma desculpa para que eu ficasse mais um pouco, acho que ela gostava da minha companhia. Terminado de alimentar a menina não sei o que houve mas ela vomitou quase todo o leite para cima de mim, sujando-me a mim e toda a minha roupa. Foi um corre corre. Ela disse para eu me ir lavar enquanto ela cuidava da menina.
Assim que terminei de me lavar, lembrei-me de que não tinha outra roupa para vestir. Me enrolei na toalha e pedi-lhe algumas roupas do seu marido para eu vestir, mas as que ela me deu não me serviam, ele era bem mais alto que eu e um pouco mais gordo que eu. E agora? Voltei à casa de banho e peguei num vestido dela que estava lá pendurado e vesti-o até que se resolvesse a situação e estivesse tudo limpo.
Quando a situação se normalizou, já com a menina dormindo, ela disse que não dava para me eu ir embora daquele jeito e começou a olhar para mim de cima a baixo e comentou:
- Até que esse vestido não fica mal em ti. Fiquei meio desconcertado e sem saber reagir sai a correr para o tanque para lavar as minhas roupas.
Fui obrigado a passar lá a noite e a dormir com a roupa dela. Nunca tinha dormido com roupas femininas, mas devido ao acontecido não dei grande importância ao facto. No dia seguinte, as roupas ainda estavam bastante húmidas e como eu morava um pouco longe tive que faltar às aulas.
Eu estava a adorar aquela roupa e parece que ela também estava a gostar de me ver daquele jeito. A determinado momento ela disse:
- E se a tua mãe te visse assim? Uma vez ela disse que gostaria que tu tivesses nascido mulher não é?.
Estremeci. Ainda não me tinha esquecido das palmadas que tinha levado por causa disto. Pedi-lhe que não comentasse com a minha família, nem com ninguém, pois eu só estava vestido daquele modo devido ao ocorrido na noite anterior. Voltei a insistir:
- Será que a Senhora não tem mesmo outra roupa do seu marido que me sirva?. Ela respondeu negativamente dizendo que por ela eu poderia ficar assim vestido até as minhas roupas secarem pois ela não ia contar a ninguém. Mais aliviado fui continuar com os afazeres da casa e assim que ela saiu para ir abrir o bar eu tirei as cuecas que estava a usar e coloquei umas calcinhas dela, fiquei praticamente o dia inteiro com aquela roupa.
A tardinha depois do banho vesti minhas roupas normais com bastante tristeza. Durante o jantar ela comentou:
- Pensei que não fosses tirar aquele vestido hoje.
Eu disse que não podia ficar assim vestido daquele jeito, porque podia chegar alguém, ou o seu marido, já que era uma quinta-feira. Mas no meu íntimo a vontade era continuar com aquela roupa. Sabia das limitações, era mais seguro continuar a usá-las apenas às escondidas na casa de banho. Antes de sair ela ainda me disse que tinham aparecido compradores para o bar e recebi essa notícia com bastante tristeza.
Naquele fim de semana o seu marido chegou da viagem, realizou a venda do bar e eu já sabia que na segunda feira ia receber a notícia de que não tinha ais trabalho. Quando cheguei da escola ela veio conversar comigo vendo que eu estava bastante triste, a minha vontade era de chorar, pois me apegado tanto a ela que não queria me separar. Ela disse que eles iriam mudar para a região onde estava a firma que o seu marido trabalhava para facilitar as suas vidas, mas que até que isto acontecesse, eu poderia continuar a trabalhar para ela. Fiquei muito contente com a noticia e podia manter o meu emprego por mais quase dois meses.
A partir desse dia fiquei mais tempo na sua casa com elas do que em minha casa, levei algumas roupas minhas para lá.
A Francisca gostava de costurar, era ela quem fazia as suas roupas, e numa das noites em que eu fiquei lá, ela me perguntou se eu podia provar um vestido que ela estava a costurar, para puder marcar a bainha da saia. Acho que foi uma desculpa para ela me ver a usar um vestido novamente, porque o vestido era um pouco largo para mim. Comecei a gaguejar, mas ela sem esperar pelas minha desculpas, deu-me o vestido e mandou-me para o quarto para o vestir.
O meu coração disparou, fiquei a tremer, não conseguia acreditar no que me estava a acontecer, peguei no vestido, coloquei-o e voltei para a sala. Estava meio envergonhado na sua presença, ela pegou em alguns alfinetes, fez a marcação, e começou a olhar verificando se havia alguma possível falha para corrigir. Fiquei estático, sem me conseguir mexer, achava que estava a sonhar e que acordaria a qualquer momento, quando ela me trouxe à realidade dizendo:
- Ficas muito bem de vestido, acho que era a única coisa que faltava para tu ficares uma menina, já que de resto tu já és. Cuidas bem da minha uma casa, cuidas optimamente da minha filha, enfim, só faltava isto mesmo!
Agradeci os elogios mas estava assustado e perguntei-lhe se podia trocar de roupa. Ela disse:
- Para quê tanta pressa? Ainda não terminei.
Eu de repente comecei a soluçar, num misto de alegria e apreensão, ela percebeu e perguntou:
- Porquê essa tristeza?.
Com a voz um pouco trémula comecei a abrir-me com ela, contei toda a minha vida sem omitir um detalhe, inclusive que já tinha usando as suas roupas as escondida na casa de banho. Ela já conhecia alguns detalhes, como as palmadas que eu tinha levado da minha mãe por causa disto. Ela abraçou-me longamente e disse:
- Sua bobinha, comigo não precisas de te esconder, podes usar a roupa que quiseres, sempre que quiseres, acho que é uma forma de te agradecer tudo o que fizeste por mim. Eu te prefiro assim, sentiria-me mais à vontade contigo assim quando o meu marido não está em casa! E completou:
- Eu tenho muitas roupas guardadas desde o meu tempo de menina e certamente tenho algumas coisas que te servem.
Foi a um armário e pouco depois voltou com um vestido de uma tonalidade rosa, de festa, com uma saia levemente em sino, sustentado por um par de alças de cada lado com um decote princesa, com um fecho atrás. Ela disse-me que o tinha usado quando fizera quinze anos. Ela me estendeu o vestido, me ajudou a tirar o outro e colocar este. Que sensação maravilhosa! Ela ainda perguntou se eu queria usar só o vestido ou se queria também calcinhas e eu respondi:
- Tudo o que a Senhora me quiser dar eu uso.
Ela então foi buscar uma pequena maleta dentro do guarda roupa de onde tirou umas calcinhas cor de rosa de seda, bordadas, que faziam conjunto com um top da mesma cor e disse:
- Estas peças usei eu na minha lua de mel, eu guardo-as todas para ocasiões muito especiais, e acho que esta é uma ocasião especial.
Antes de me vestir, senti uma sensação maravilhosa tocando aquelas peças, senti o cheiro, misto de fêmea com um perfume muito agradável de sentir, uma das coisas que eu mais gosto, é sentir o cheiro de fêmea nas roupas que eu uso, isto me enlouquece.
Ela foi ainda buscar um par de sapatos de salto, um colar, algumas pulseiras, um par de brincos de pressão e pegou no seu estojo de maquilhagem e disse:
- Vamos fazer o serviço completo, vais ficar a menina mais bonita da cidade!.
Retocou as minhas sobrancelhas com uma pinça, umas bases no meu rosto, aplicou um pouco de rímel, pó de arroz, e, um batom rosa claro, dizendo que meninas da minha idade não podiam usar batons de tonalidades fortes, levou-me ao espelho e confesso, que se não fosse pelo cabelo, seria uma mulher perfeita, só faltavam as unhas pintadas e o peito que eu nunca tive. Quanto ao cabelo, colocou-me um lenço que disfarçava um pouco o meu corte de rapaz, e perguntou:
- Que tal?
Eu não conseguia responder, tamanha era a minha alegria, balbuciei alguma coisa e de seguida ela disse:
- Só falta arranjares um namorado!
Esta frase me trouxe para uma realidade que eu até aquele momento não tinha pensado, porque apesar de eu adorar me vestir de mulher, nunca tinha fantasiado qualquer envolvimento com homens. Achei melhor não fazer nenhum comentário sobre o assunto e fiquei a admirar o meu visual. De repente comecei a chorar tamanha era a alegria que eu estava a sentir. Para contornar a situação, ela disse:
- Cuidado! Não estragues a maquilhagem!
Começamos a dar risadas e abraçadas fomos para a sala. Fizemos a menina dormir e ficamos até tarde conversando como duas irmãs. Ela me confidenciou a sua vida de casada, e eu falei da minha vida. Ela disse que eu estava a transformar-me na irmã que ela nunca tivera e que adorava isto. Na hora de dormir, ela disse:
- Tira esse vestido que eu vou te dar uma camisola que usei na minha noite de núpcias, já estas a usar as calcinhas do conjunto e acho que vai ficar muito bem em ti, amanhã cedo tomas o café assim comigo, e depois arranjas-te para ires para a escola, está bem?
Concordei, tirei o vestido, o colar, os brincos e a pulseira e vesti aquela linda camisa de dormir. Nisto tudo a única coisa que me incomodava era o meu pénis, não amolecia e eu não sabia como disfarçar. Ela deve ter percebido mas não comentou nada.
Fui dormir sentindo-me a mulher mais feliz do mundo, com medo que aquilo acabasse, mas confesso que estava a ter um dos melhores momentos da minha vida. Estava sentindo uma sensação maravilhosa com aquela peça de seda a roçar as minhas coxas, os meus testículos já estavam a doer tamanha era a minha excitação. Durante a noite, estava muito agitada, rolava na cama, sentia uma sensação tão boa na região do pénis, comecei a acariciar o pénis e de repente parecia que tudo ia explodir, senti jorrar um líquido quente e pegajoso do pénis com tanta força que além de lambuzar as calcinhas, sujou parte da camisa que eu estava a usar.
Não consigo descrever tamanha energia, este fato se repetiu muito poucas vezes na minha vida com tanta intensidade. Fiquei apavorada! Não sabia que estava a ter um orgasmo! O primeiro da minha vida! Levantei-me, fui à casa de banho ver o que estava a acontecer, senti o meu pénis amolecer e com medo da Francisca descobrir lavei rapidamente a camisola e as calcinhas, vesti-as ainda meio molhadas e voltei para a cama. Acabei por adormecer e ter o sono dos anjos, tamanha era a minha paz de espírito!
No dia seguinte, conforme combinado, fui tomar café vestida daquele modo. Ela não se cansava de me elogiar e depois do café removeu a minha maquilhagem, deu-me umas calcinhas brancas de algodão, explicando-me que no dia a dia as mulheres usavam roupas mais confortáveis. Eu disse-lhe que estava a ir para escola e que as usaria depois. Ela respondeu:
- Pensei que tu gostasses de ir a escola a usar pelo menos umas calcinhas, acho que não há problema nenhum nisso, ninguém vai perceber.
Meio desconfiada troquei de roupa vestindo as calcinhas por baixo das roupas normais e fui para a escola sentindo-me como a mais feliz das meninas. Durante o recreio, orgulhosa das calcinhas que eu estava a usar, já não sentia tanta inveja das meninas, a sensação era como se eu fosse uma delas, mas nem pensar em me aproximar das brincadeiras dos meninos, tinha medo de ser descoberta.
A partir deste dia e por mais de um mês, a minha vida foi um mar de rosas. Mas tudo o que é bom dura pouco, chegou a hora da nossa separação. Eles mudaram-se para a outra cidade conforme tinham decidido e eu sofri muito com a falta da minha amiga e da sua filha. Antes de nos despedirmos, ela deu-me algumas das roupas que eu tinha usado na sua casa dizendo que era para eu dar à minha irmã.
Voltei à minha rotina mas sempre que tinha oportunidade, trancava-me no quarto e deliciava-me com as roupas dela, que agora eram minhas. Fiquei mais de cinco anos sem os ver, por carta ela me contou que tivera mais três filhos, dois meninos e mais uma menina. Quando nos reencontramos na casa dela eu estava acompanhada de minha mãe, que fazia tratamento ortopédico com um médico da sua cidade. Conversamos bastante, ela perguntou-me como estava passando e eu disse que estava sofrendo muito, já tinha 17 anos nessa altura. Contei-lhe das humilhações que passei logo que eles se tinham mudado.
Mas isso é assunto para outro próximo relato.
Ela começou a querer chorar e disse emocionada:
- Se eu pudesse trazia-te para morares aqui e sei que não sofrerias mais! Mas infelizmente não tenho como te ajudar! Concordei com ela e ela completou:
- Porque não te assumes de vez? Talvez fosse melhor". Eu disse:
- Não posso, apesar de tudo isto, estou apaixonado por uma menina e este meu comportamento é uma barreira intransponível. Ela disse que eu devia voltar mais vezes a casa dela para trocarmos ideias e quem sabe encontrar alguma solução! Era uma saída, mas era difícil eu me deslocar para tão longe.
Eu já estava a começar a saber lidar com as minhas duas personalidades.
Foi esta a forma como aconteceu o meu primeiro orgasmo.
Foi um momento maravilhoso que permanece vivo na minha lembrança.