154 - O Fetiche
Tudo começou naquela tarde fria de final de outubro.
Tinha decidido tomar uma decisão sobre a minha vida sexual que estava num impasse.
Namoro há alguns anos, o amor não acabou, mas a atração começou a ser pouca.
Estava a precisar de uma aventura para me sentir vivo e optei por algo que me pareceu ser o mais lógico: vou a uma casa de massagens comer uma gaja!
Nada como dar umas voltas na rua para voltar a casa com um novo espírito e conseguir resistir à monotonia.
Marquei com uma senhora que me tinham dado o contacto dizendo que ela atendia em casa e que tinha direito a um final feliz.
Era apenas a segunda vez, na minha vida, que eu ia pagar por uma acompanhante, a primeira tinha sido à mais de 10 anos, antes de iniciar o meu namoro.
Telefonei à senhora Susana, e ela depois de perceber que eu era uma pessoa séria e que não lhe ia arranjar complicações deu-me todas as indicações.
Entrei no apartamento dela, simples, limpo, organizado e sem traços pessoais que pudessem indicar o tipo de trabalho que lá se fazia.
Conversamos e partimos para a ação, ela mandou-me despir e deitar numa marquise.
Untou-me com óleo quente, massajou todo o meu corpo, começou pelos ombros, foi descendo até às minhas nádegas, pernas e finalmente pés.
Depois mandou-me virar e ficar de barriga para cima, recomeçou pelos pés e lentamente foi aproximando os seus gestos do meu pénis até que, quando ela viu que eu estava erecto tomou o meu pénis na suas boca e começou a fazer-me sexo oral.
Eu de olhos fechados apreciei o toque dos seus lábios macios e os movimentos da sua língua.
Ela finalmente começou a chupar e eu não consegui aguentar mais e senti o meu orgasmo percorrendo todo o meu corpo acabando por explodir na sua boca que sorveu e engolir tudo o que eu libertava.
Depois de mais alguns minutos eu esperava ficar duro de novo, mas aquilo não cresceu logo e eu tinha pago uma hora e ainda me restavam mais de 30 minutos.
Comecei a conversar com ela e perguntei:
- Diga aí, Susana, o que costuma fazer de diferente com os seus clientes? Ou é sempre assim?
- Olha quem me dera que todos os homens que cá aparecem fossem assim limpos e normais como você é. Hahaha, eu já fiz coisas que nem sabia que eram possíveis.
- Agora a minha curiosidade ficou atiçada, conte-me uma dessas histórias.
- Não posso dizer nomes, nem grandes pormenores, mas posso lhe contar algumas coisas a si …. Ainda ontem para falar a verdade, veio um homem de meia idade, bonito, bem vestido, lavado e cheiroso. Achei que ia ser um sexo bom, mas ele perguntou-me se eu realizava fetiches, sempre que alguém me pergunta isso sei que vem lá novidade.
Ela riu olhando para mim, continuava a massajar o meu pénis com óleo quente numa tentativa de o reacender, e continuou com a sua história:
- Respondi ao cliente que dependia do que ele iria querer, e que quando ele explica-se eu pensaria ser era possível. Ele tirou da sacola uma cinta de correias com um pénis de borracha. Pensei que ele ia querer enfiar tudo em mim, mas para minha surpresa ele perguntou-me se eu não podia usar nele. Bom para encurtar a história eu concordei e usei o strap-On nele. Foi um dos poucos atendimentos em que não fui penetrada e fiz o cliente ter um grande orgasmo.
- Olha que bem, essa história para mim é nova e apanhou-me desprevenido. Mas é boa porque de súbito o meu coisinho ficou de novo duro e pronto para a nossa segunda parte.
Depois daquela conversa apenas me preocupei em voltar a ter prazer e em voltar a gozar no tempo que me restava, fizemos mais um pouco de sexo com penetração até eu me vir novamente, conversei um pouco mais com ela e depois fui embora.
Esqueci um pouco toda aquela conversa, tinha sido apenas uma aventura, foi interessante, mas algo para esquecer.
Mas a minha vida ainda não estava definida e estabilizada, eu sabia que queria algo mais, só não sabia ainda o que era.
Nunca tinha tido nenhuma experiência bissexual ou homossexual, já tive interesse em algumas coisas, mas nada que passasse de uma pequena curiosidade sem continuidade.
Por outro lado eu não me conseguia interessar por nada tradicional, lia histórias de homens heterosexuais que saiam com outros homens para se envolverem em segredo, mas não me via a fazer nada desse tipo.
O meu primeiro pensamento mais for da caixa foi tentar encontrar uma pessoas transexual, mas percebi que sexo pago tendo algum interesse não tem aquela adrenalina da conquista e do estar com alguém que realmente também quer estar ali.
Passado alguns tempos instalei uma app de encontros casuais, tinha tudo, mulheres da vida, mulheres solteiras, curiosos e homossexuais.
Ao fazer o meu perfil não coloquei a minha foto mas na descrição coloquei “Aberto a fetiches”.
Apareceram 2, 3, 4 …. estrelas e conversei com as pessoas.
Os primeiros 2 eram apenas rapazes procurando sexo com ativos puros e que diziam que todos os homens com que falavam diziam que era ativos, mas quando chegava a hora pediam para alternar. Não era desses rapazes que eu queria.
Um dia apareceu um homem de 35 anos, disse que era casado e que exigia sigilo.
Eu também precisava e estava de acordo com isso, ele disse que nunca tinha experimentado nada, mas que estava afim de algo novo, e que tinha alguns fetiches para realizar.
No momento, eu não tinha bem a noção do que queria, o meu objetivo era apenas ver uma lista de fetiches e escolher a que mais podia agradar aos dois.
Lembrei-me da minha conversa com a senhora das massagens e da sua história, pensei com calma na situação e sugeri ao casado:
- Amigo, posso te fazer gozar de um jeito diferente ...
- Vi no teu perfil que és ativo, mas não sei se estou pronto para um homem! Respondeu ele.
Deixei passar uns dias, pesquisei melhor todo aquele assunto e percebi que havia um nome para aquilo: estimulação da prostata.
Voltei a conversar com ele e explicar como poderia ser e ele disse que não sabia se daria certo. A conversa voltou a morrer. Mas um dia, ele mandou uma mensagem:
- Eu topo, desde que eu possa escolher o strap-On …
Marcamos num centro comercial, perto de um motel à entrada de Sintra.
Cheguei primeiro e fiquei numa zona de restauração à espera dele, sentado. Mudei de ideia, e levantei para me ir embora, e quando me dirigia para o carro cruzei-me com ele e reconheci-o de imediato pelas fotos que tinha trocado com ele.
- O que diabos estamos a fazer aqui, que loucura é esta?
Ele respondeu
- Não sei se estou pronto ou se é uma boa ideia ... tu já fizeste algo assim antes? Perguntou-me ele.
- Para te ser honesto, não! E também estou com receios, mas já nos encontramos aqui e temos uma oportunidade única de conversar e fazer algo novo, ou de irmos embora, sem ninguém ficar sabendo ...
Ele acedeu e fomos nos sentar e conversar, era apenas um homem super normal que queria algo que eu podia dar.
Ele também deve ter pensado o mesmo de mim e finalmente tomado coragem percebeu que estava diante do que queria.
O meu coração batia forte e agitado, aquilo sim era uma adrenalina sexual. Tentei tranquilizei-me a mim e também a ele e disse que era melhor irmos para um pequeno Motel ali perto.
Fomos no carro dele e rápido ele fez a admissão na cabine da entrada, sem sair do carro e dirigiu até à garagem do quarto que alugou para o resto da tarde.
Subimos e eu depois de ir ao WC despi-me e fiquei sentado num sofá.
Ele estava hesitante em tirar a roupa, e ficou a olhar para mim nu sentado no meio do quarto.
Eu fui acariciando o meu pénis até ele ficar duro.
Quando ele começou a despir-se, entendi o motivo da timidez, ele tinha vestido umas calcinhas. Ele disse:
- Sempre achei bonita a lingerie das mulheres, e ficava obcecado por calcinhas e sutiãs ao ponto de ficar muito excitado quando os via. Um dia quando a minha mulher estava em casa e fui tomar banho vi umas calcinhas no chuveiro que ela tinha deixado, não resisti e coloquei-as, senti o meu pau a ficar duro, saindo para fora das calcinhas, fui acariciando as calcinhas e rápido gozei tudo e ensopei as calcinhas. Desde esse dia, que fiquei com essa fantasia, roubava algumas calcinhas e usava, fui ganhando coragem e comecei a sair, ir trabalhar, sempre com cuidado para não ser apanhado e a minha mulher não notar. Mas a fantasia não parou, queria passar para outro nível, queria ser visto. Um dia sai com umas calcinhas vermelha e numa loja de roupa quando fui experimentar umas calças, deixei o rapaz da loja de ver, eu fugi que tinha sido sem qerer. Ele não fez nada, mas eu sabia que ele tinha visto, e quando fui ao W.C. vi que com a excitação da situação eu já tinha gozado.
- Caramba que história linda … nunca imaginei e depois?
- Olha a partir de aí descarreguei a App em que te conheci porque estou disposto a explorar mais a fundo esta fantasia, mas tenho muito medo de ser descoberto, não quero a fama.
- Entendi. Olha aproveita agora, deixa eu te olhar bem para te poder apreciar.
Ele tirou o restante da roupa de homem e ficou apenas com as calcinhas pretas, eu continuei sentado na poltrona a acariciar o meu pénis e a olhar para toda a cena que se desenrolava.
Ele subiu para a cama e fez várias posições, colocou-se de quatro e arrebitou as nádegas.
Aproximei-me e acariciei as bochechas do rabo, senti as calcinhas e dei uma pequena palmada carinhosa.
Na parte da frente, o seu pénis estava bem duro e não cabia na peça íntima delicada.
Ele continuava de quatro tentando fazer várias poses provocantes.
Olhei para o saco dele ao lado da cama e lá estava uma cinta com um strap-On de tamanho média, uns 15 cm, e um tubo de lubrificante,.
Ao ver o conteúdo do saco recordei-me do que tínhamos combinado.
Peguei e abri o saco, preparando o instrumento.
Ele olhava com atenção e chegou próximo do meu pénis, passou os lábios ao de leve e tomou o meu pau na sua boca.
Ele continuou na cama, e eu em pé ao lado, ele chupava o meu pau com as nádegas arrebitadas.
Pensei que estava a sair mel do meu pénis, pois ele não queria largar e chupava com muita vontade, fazia esforço para enfiar quase tudo na boca.
Enquanto isso eu continuava a acariciar o seu rabo, com os meus dedos cobertos de lubrificante tentei encontrar a suas fenda.
Precisei repassar o lubrificante três vezes para penetrar o meu primeiro dedo sem dificuldade.
Ele continuava a chupar e eu gemendo disse:
- Empina bem esse rabinho, vai …
Ele parou de me chupar e ficou bem empinado na cama.
Vesti a cinta com o dildo com bastante lubrificante e afastei as suas calcinhas para o lado, ainda pensei em tirar, mas afastar para o lado era mais excitante.
Nesse momento o seu pau estava todo fora das calcinhas e escorria mel de excitação.
Eu comecei a penetração bem devagar, ele gemia de dor e travava a penetração apertando o rabinho.
Comecei a acariciar o seu pau duro, tentava-o masturbar naquela posição, ele foi relaxando, mas não era o bastante.
Ajoelhei-me na beira da cama e comecei a chupar o seu pénis, estava muito duro, e eu não estava preparado para aquilo, mas tentei o meu melhor.
Chupei as suas bolas e mantive o dildo na portinha, sem forçar a entrada.
Ele enfim relaxou os músculos do anus e comecei a conseguir enfiar o dildo nele, depois que entrou tudo, fui fazendo movimentos enquanto o continuava a chupar.
Ele gemia de prazer e dor e breve não resistiu e gozou, gemendo feito um touro.
Lambuzou a minha cara, as sua calcinha e a cama.
Eu não me aguentava de excitação, levantei-me e coloquei o meu pau na sua boca, poucas investidas depois gozei forte também, ele engoliu tudo com prazer.
Deitamos na cama e respiramos, que gozada incrível.
No final de escrever aqui o que se passou fico a pensar que eu devia o ter penetrado naquele dia.
Mas não teria sido a mesma coisa, foi bom daquela maneira e combinamos repetir a dose um dia.