70 - Carlos é Carol
Por que será que é tão difícil de conseguir um adolescente para fazer as entregas de correspondência pensava Rafael, dono de uma loja do correio numa pequena vila do interior beirão. Será que eles estão a receber uma mesada dos seus pais e não precisam de trocos?
Quando eu era criança eu vivia a procurar todos os tipos de biscates e fazer entregas era um tipo de serviço muito disputado porque o pessoal ganhava bom dinheiro.
Quando montei a loja, tive que tentar contratar alguns adolescentes mas depois duas ou três semanas de intensa procura eu já estava desanimando e cansado por ter de fazer pessoalmente a totalidade das entregas, porque não aparecia nenhum candidato ao posto.
Então uma manhã assim que abri a loja, pouco depois das oito horas da manhã, eu preparava o mapa das entregas e apareceu um rapaz na porta da loja.
- Olá! Disse ele. O meu nome é Carlos e eu queria de saber se a vaga para entregador ainda está disponível. Disse ele.
- Sim Carlos. Respondi. Por favor entra!
Carlos seguiu-me até à secretária e eu lhe expliquei os detalhes do trabalho, horários, salários, etc.
Eu precisava de alguém de confiança e disse que necessitava de referências pessoais e perguntei onde ele morava com os seus familiares na vila e quais os tipos de trabalhos anteriores que ele tinha feito, idade, etc.
- Eu tenho quatorze anos. Disse. E meus pais estão mortos. Vivo com uma tia que realmente não se preocupa em nada com que eu faço, desde que eu faça bem e não apareçam pessoas a reclamar lá em casa.
- OK. Respondi. Lamento profundamente a perda dos teus pais, mas és bem vindo e gostaria de te ter a trabalhar aqui comigo Carlos.
- Amanhã de manhã está bem? Perguntou.
- Isso mesmo, eu te espero aqui logo cedo às sete da manhã.
E assim ele foi e eu abri a loja pronto para os clientes do dia.
Durante o dia enquanto andava pela vila na distribuição aproveitei para fazer perguntas a respeito do Carlos e percebi que ele era conhecido na cidade. As pessoas gostavam dele por ser um bom rapaz. O oposto da tia dele que era muito exigente e de quem ninguém gostava, por ser muito rude e refilona.
Fiquei a saber que os pais do Carlos tinham morrido quando ele era ainda jovem numa viagem ao Ultramar. Ele também tinha uma irmã chamada Eugénia, e tinham vindo morar para a vila, quando ficaram órfãos, para viver com a sua tia que era a única parente. Fiquei a saber que a sua irmã Eugénia com dezessete anos, estudava e trabalhava num escritório perto do meu. Tinha Estudado até ao nono ano e começara a trabalhar como auxiliar de escritório.
No dia seguinte, um pouco antes das sete da manhã, ao chegar à porta da loja deparei com o Carlos, que já me esperava, talvez na ansia do seu primeiro dia de trabalho. No dia anterior com a conversa para o contratar como auxiliar eu não tinha reparado bem na aparência do Carlos. Mas agora eu estava a notar. Ele tinha aproximadamente um metro e setenta de altura, elegante, cabelos compridos, loiros com um ondulado natural. Os dedos eram longos em mãos finas e as unhas dele não se parecia de maneira nenhuma com as unhas de rapazes da idade dele, estavam muito bem cuidadas. Mas o que eu mais notei era que ele poderia facilmente ser confundido com uma menina. Ele estava a usar um casaco colorido por cimas de uma camisa branca num tecido fino, bem passada a ferro. A calça de fazenda, era pregueada e estava também muito bem passada e os sapatos muito bem engraxados.
- A tua tia pode não se preocupar muito por onde tu andas e o que tu fazes. Disse eu. Mas ela cuida muito bem da tua aparência pelo que estou a reparar.
- Oh, refere-se ao vinco das minhas calças? Perguntou ele. Sou eu mesmo que cuido da minha roupa.
- Não são só as tuas calças que estão bem cuidadas. Disse eu. Mas também a camisa é bem bonita e fica-te bem e as tuas unhas são muito bonitas, bem cuidadas.
- A minha irmã ajuda-me a tratar das minhas unhas, e ensina-me. Disse. E várias outras coisas é ela que me ensina. Mas sou eu que lavo e passo as minhas roupas desde a morte da minha mãe. A minha tia realmente não se preocupa muito em saber se eu fui estudar imundo ou se eu fui nu.
Eu me sentia arrependido dos comentário feitos, pois com catorze anos ele devia estar a desfrutar mais da vida e não a fazer todas aquelas tarefas, mais adequadas a quem devia cuidar dele, à sua tia ou a outra mulher.
Mas havia correspondência para ser entregue. Eu mostrei ao Carlos os livros em que estão registados os documentos e expliquei qual a rotina e passos necessários ao seu trabalho. Para em seguida ver quais os trajetos que ele tinha de fazer na parte externa das entregas. O Carlos pegou nos envelopes e numa bolsa. Eu ia para sair com ele mas ele insistiu para que eu não fosse com ele, pois conhecia todas as pessoas a quem deveria entregar a correspondência.
Ele regressou pouco depois das oito horas.
- Os documentos foram todos entregues. Disse.
- Estou pronto para fazer qualquer outro serviço se for necessário.
- Por hoje não há mais nenhuma entrega Carlos. Respondi. Já fizeste a tua parte. És bem rápido.
- Foi fácil esta primeira tarefa. Disse. Bem eu agora tenho que ir para a escola, mas o senhor tem a certeza que não há mais nada a ser feito.”
- Por agora não Carlos, mas preciso de ti aqui para me ajudar na organização do escritório. Depois das aulas podes voltar e continuamos o trabalho, ok? Perguntei.
- Ok! Respondeu. Estarei aqui à tarde.
E foi assim que eu o contratei para trabalhar no escritório para fazer todas aquelas pequenas tarefas rotineiras e assim por diante. Ao longo das semanas o Carlos transformou-se num auxiliar correto e esforçado e eu só recebia elogios das pessoas pelo seu desempenho e não tinha nenhuma reclamação de erros.
As férias escolares vieram e Carlos completou 15 anos e Carlos continuava a entregar os documentos. Estudava de manhã e ficava o resto da tarde até ao anoitecer trabalhando no escritório.
Numa quarta-feira, que é o único dia eu não abro o escritório ao público, o Carlos voltou das entregas completamente ensopado com uma pesada chuva que apanhou na entrega da manhã.
- É melhor subires até ao meu apartamento. Disse referindo-me ao pequeno apartamento que ocupava por cima da loja.
- E vai secar toda essa água que te encharcou.
- Você não se importa? Perguntou ele.
- De maneira nenhuma. Respondi. Toma um duche quente se quiseres, tens uma toalha limpa no armário do quarto.
Carlos passou pela porta que dá acesso às escadas do apartamento e eu continuei o meu trabalho.
Depois de aproximadamente dez minutos terminei meus afazeres e fui para o apartamento a pensar em fazer um café e um mini lanche. Estava a moer o café quando o Carlos apareceu enrolado numa toalha com as roupas na mão.
- As minhas roupas estão muito molhadas para as usar, posso usar o seu secador de roupas para secá-las um pouco?
- Ok dá cá as roupas que eu as ponho dentro do secador.
Ele passou-me as calças compridas e a camisa mas parecia relutante em me dar a sua roupa íntima. Eu pus a calças dele e camisa dentro do secador e estendi a minha mão para pegar no resto das coisas dele. Ele ainda parecia relutante mas de repente, com um olhar muito envergonhado, deu-me as suas roupas íntimas. Fiquei tipo a apanhar um choque quando senti aquela peça na mão! Era umas bonitas calcinhas rosadas, de licra rendada, uma peça delicada e muito bonita. Eu o olhei espantado e perguntei,
- Mas o que é isto Carlos, alguma brincadeira?
- Oh não Senhor Rafael, é o que eu gosto de usar. A minha irmã é quem me empresta estas peças e deixa que eu as use.
- Preferes usar roupas da tua irmã em vez das tuas? Perguntei.
- Sim! A resposta foi rápida e sem hesitação.
- E que outras roupas dela tu usas?
- Eu uso todas as roupas da minha irmã. A Eugénia gosta de me vestir com as roupas dela quando a tia Clara sai à noite…. E também me pinta.
- Tu também usas todas as suas roupas de interiores? Eu já estava a sentir-me bastante excitado.
- Sim, e roupas de cima. A última noite que a tia Clara saiu, a Eugénia resolveu cuidar do meu rosto com base, pó de arroz, rímel, sobrancelhas, sombras, batom e blush. Ela cuidou do meu cabelo deixando-me com um visual mais feminino e vestiu-me com a sua lingerie mais bonita. Um sutiã preto adorável com os bojos rendados, um cinto de ligas de renda francesa preta, umas calcinhas iguais a completar o conjunto, umas meias altas pretas, um corpete rendado, uma saia preta cintilante e um par de sapatos de salto alto pretos.
- E para dormir eu uso suas camisolas, baby-dolls e seus pijamas de seda. Completou ele.
Eu estava adquirindo uma erecção imaginando Carlos vestido assim e perguntei,
- E como é que tu ficas? Ficas bonito quando estás vestido como uma menina?
- A Eugénia diz que sim. Respondeu. Ela trata-me por Carol e refere-se a mim como a irmã mais nova dela. Ela diz que é uma pena que eu não possa ser assim o tempo todo. Seria mais divertido e interessante.
- E tu preferes mais ser Carol ou Carlos? Perguntei.
Ele sorriu enquanto me respondia.
- Sem dúvida nenhuma eu prefiro ser Carol!
A firmeza da sua resposta não me deixava nenhuma dúvida de que ele estava a ser sincero.
- Bem Senhor Rafael, agora que sabe a verdade sobre mim, o que vai fazer? Vou ser despedido?
- Não Carlos, em nenhum instante isto me passou pela cabeça. Respondi tentando conter minha excitação. Eu fiquei fascinado pela tua história, e adoraria que me desses o prazer de um dia, a qualquer hora, ver o Carlos se transformar em Carol. E gostaria que te sentisses à vontade para usar tudo o que quiseres aqui neste apartamento.
Ele deu um suspiro de alívio.
- Vou falar com Eugénia, por mim tudo bem. Adoraria fazer isso aqui num dia à minha escolha em vez de ter que esperar que a minha tia saía de novo.
E assim o Carlos ficou de combinar os detalhes com a irmã dele. Eles viriam ao meu apartamento uma noite e Carlos iria se transformar em Carol para que eu pudesse dar a minha opinião sobre s sua faceta feminina.
E aconteceu na quinta feira da semana seguinte. Carlos voltou dos serviços externos e me disse:
- Está tudo combinado para hoje à noite Senhor Rafael, a Eugénia vai trazer todos os acessórios até ao seu apartamento. Nós combinamos para as sete da noite, OK?
- Sim. Respondi. Vais trazer todas as tuas coisas?
- Sim. Disse ele. A Eugénia está um pouco preocupada com as suas reações. Provavelmente é porque não o conhece como eu. Quero que me prometa que não se vai rir de mim, você promete?
- Sim, calor que prometo. Respondi. E diz à Eugénia para não se preocupar. Eu terei o maior respeito, pode ficar despreocupado Carlos, a única coisa que quero é conhecer a pequena Carol!
Carlos olhou-me aliviado e não disse nada mais, ele levantou-se e terminou de organizar as tarefas do dia seguinte. Ele mostrava sempre estar contente com o trabalho que fazia para mim.
Às seis e trinta daquela noite a campainha tocou e abri a porta. Era Carlos que chegava de mochila às costas juntamente com uma jovem magnífica.
- Olá Senhor Rafael. Esta é Eugénia a minha irmã, Eugénia este é Rafael o meu chefe.
A Eugénia era linda, ela estava a usar uma saia cheia de brilhos, e uma blusa de malha colada ao corpo como uma segunda pele. Era esbelta bem magra e os peitos dela eram médios, firmes e bem delineados. Eu diria que os peitos dela eram firmes mesmos pois não estava usando sutiã, mostrando sob a blusa mamilos grandes e duros. Uma visão celestial!. Ela usava meias castanhas claras, e eu logo desconfiei que deviam ser meias altas, pois não havia marcas aparentes de estar a usar um cinto de ligas quando soprou uma leve brisa, erguendo um pouco a saia e mostrando suas lindas coxas. Sapatos de salto cinzentos que combinavam com as roupas e sobre o ombro trazia uma bolsa grande que parecia estar cheia de tralhas.
- Entrem crianças. Eu os conduzi para o interior da loja.
- Leva a Eugénia para o andar superior, Carlos, tu já sabes os cantos da casa.
E assim num instante estávamos todos na minha sala de estar.
- Quem quer uma bebida? Perguntei.
- Chá, café, cerveja, qualquer coisa que vocês quiserem.
- Não, não quero nada mesmo, obrigada. Disse ela.
O Carlos murmurou algo.
- O que foi Carlos? Perguntei.
- Eu estou pronto para ser mudado. Respondeu ele.
- Tudo bem. Respondi imediatamente para acalmar a impaciência de Carlos.
Ele queria logo ser transformado em Carol e era isto que provavelmente o que ele mais queria naquele momento.
- Eu imagino que você já esteja pronta para mudar o Carlos. E somei. Se quiserem usar o meu quarto, tem um espelho grande e bastante luz lá.
- Ok. Respondeu a Eugénia.
- É por aqui. indiquei apontando para a entrada do corredor.
Eugénia e Carlos desapareceram pela porta e com Eugénia levando a bolsa de ombro volumosa. Era impossível, acreditar no que estava acontecendo, não conseguia imaginar Carlos se transformando em Carol no meu quarto, eu realmente não conseguia me concentrar, tamanha era minha expectativa.
Depois de algum tempo que me pareceu uma eternidade, mas de fato só devia ser pouco mais de meia hora a Eugénia saiu do quarto e perguntou.
- Você gostaria de ver a minha irmã Carol? Disse olhando-me diretamente nos meus olhos.
Eu quis gritar "Sim, sim eu quero!” mas contive-me e abanei a cabeça afirmativamente com um sorriso e perguntei.
- Será que ela está tão bonita como você Eugénia?
- Veja com seus próprios olhos Rafael. Disse a Eugénia virando-se para o corredor e gritou:
- Carol, o Rafael já está pronto para te ver!
Eu ouvi uma voz do corredor. Não era a voz de Carlos, pois esta eu já conhecia, mas era a voz dele completamente transformada num doce sussurro feminino.
- O Rafael, não vai ficar desapontado quando me vir? A sua voz roçava nos meus ouvidos.
- Venha Carol. Disse. Estou morrendo de vontade de a conhecer.
Alguns segundos passaram e então a porta abriu-se muito lentamente. Um rosto apareceu na ombreira da porta. Era a Carol! Meu Deus que coisa linda! Nunca tinha visto nada igual antes. O rosto dela era arredondado, não muito grande nem muito pequeno. A maquiagem tinha feito as características dela assumirem um olhar extremamente feminino. O cabelo tinha sido penteado de uma maneira bem feminina, ao invés daquele penteado que usava no escritório, repartido de lado, estava muito bem repartido ao meio, combinando os dois lados do rosto e caindo sobre os ombros em forma de cascata, muito bem escovado.
Eu olhei para aquele rosto varias vezes e realmente era uma beleza mesmo. Eu não tinha nenhuma dúvida que ela passava a ser Carol facilmente, pois o que eu estava vendo ali na minha frente era realmente uma menina de quinze anos, muito, mas muito linda mesmo!.
- Venha Carol. Disse. Se o resto de si está magnífico como seu rosto, eu mal posso esperar para ver.
E ela veio. Ela era mesmo mais bonita que a sua irmã Eugénia. Ela estava usando uma blusa branca de seda, ligeiramente transparente com um casaquinho de malha, pela blusa eu pude perceber que o sutiã era lindo e de material rendado. A saia dela era justa, do mesmo material da camiseta que a Eugénia usava, mas era preta, parecia um sino, e ia até um pouco acima de seus joelhos. A saia se separava da blusa por uma cinta elástica larga, preta, com uma fivela grande o que ornamentava ainda mais sua aparência feminina. Ela estava usando meias altas pretas e sapatos de salto alto também pretos.
Eu estava pasmado com a transformação do Carlos na Carol. E tive que me sentar numa poltrona enquanto a Carol desfilava garbosamente como convém a uma senhora ao redor da sala. Ela sabia perfeitamente se comportar como uma mulher enquanto caminhava, rebolando os quadris e exalando um perfume delicioso pelo ambiente.
- Gostou? Carol me perguntou enquanto desfilava passando ao lado da poltrona.
Eu não podia responder, eu estava surpreso demais com a visão celestial daquela formosa criatura. Eu tentava responder mas tudo que eu consegui era balbuciar alguma coisa ininteligível. Eu babei-me quando a Carol deu um giro ao redor de si mesma e a saia rodou junto, mostrando uma sensual calcinha de renda preta perfeitamente encaixada entre suas coxas.
- Eu acho que ele gostou de ti assim. Eugénia interveio. Ele está a dar todos o sinais de interesse masculino quando apreciam uma fêmea. Ele morde os lábios e acredito que as suas calças estão a ficar muito apertadas para ele neste momento. E enquanto dizia isto, Eugénia fez um rodopio e a sua saia dela também voou dando um espetáculo igual ao de Carol, mostrando também uma linda calcinha vermelha de seda.
Eu devo ter ficado corado com a observação feita pela Eugénia, de fato eu estava muito excitado, eu estava a ter uma erecção que nunca tinha tido antes, mas não havia nada, absolutamente nada eu pudesse fazer para evitar a minha erecção.
De seguida a Carol aproximou-se de mim e sentou-se ao meu colo, passando o braço pelo meu pescoço e disse:
- Rafael eu estou tão feliz por tu permitires eu realizar o meu sonho! Eu queria que tu gostasses de mim como Carol.
E antes que eu pudesse responder qualquer coisa, ela quase fez o meu pénis explodir quando plantou um grande beijo nos meus lábios. Por um instante, eu não sabia se devia ficar contente porque era a Carol que estava a beijar-me ou se devia sentir repulsa por ser Carlos, senti um tremor e meus instintos cederam. Aceitei que era a Carol e não o Carlos que tinha me beijado. Passei os braços pela cintura dela e retribui devolvendo aquela beijo.
O beijo terminou e quando a Carol se levantou do meu colo pude notar que ela estava a chorar, mas as lágrimas eram de alegria e não de tristeza.
Eugénia notou a felicidade de Carol, se aproximou de mim e me deu bem um beijo de agradecimento.
- Fico-lhe muito grata a si Rafael? Disse ela.
- Por quê? Perguntei.
- Bem, porque você realizou o sonho mais bonito da Carol, e era disto o que ela mais precisava. Respondeu a Eugénia. E acrescentou:
- Preciso ir embora, pois a nossa tia está para chegar. Você vem Carol?
- Sim. Respondeu a Carol com uma voz suave. Ajuda-me a trocar de roupa.
- Mas ainda é muito cedo meninas, podemos conversar mais um pouco. Respondi eu meio desapontado.
- Não Rafael. Quem sabe numa outra oportunidade a gente pode ficar mais tempo juntos. Disse a Carol. Mas agora é preciso ir. E dando-me um leve beijo foi para o quarto para se trocar.
Minutos depois Eugénia e Carlos apareceram na porta e Carol já tinha desapareido.
No dia seguinte o Carlos agia como se nada tivesse acontecido no dia anterior.
Parecia mais alegre, jovial, mas tinha um comportamento normal de um rapaz, em nada lembrava a Carol da noite anterior, com excessão aos seu longos cabelos loiros e mãos e pele bem cuidadas. Mas eu não conseguia mais distinguir as duas pessoas, na minha mente eu via ali na minha presença não o Carlos, mas Carol travestida de rapaz. Só de a imaginar naquelas roupas sensuais a excitação tomava conta do meu corpo, provocando uma onda de arrepios.
Eu estava perturbado, não conseguia tirar a Carol do pensamento. Era preciso eu fazer alguma coisa, mas o quê? Eu estava confuso, muito confuso.
Alguns dias depois, conversei com o Carlos e disse que gostaria de ver a Carol novamente. Carlos mostrou algum espanto mas deixou que eu visse um brilho nos seus olhos. Ele concordou e combinamos para sábado à noite.
E no sábado pontualmente ele e sua irmã apareceram no meu apartamento. Eu mal podia esperar pelo aparecimento da Carol. Longos minutos decorreram até que finalmente ela apareceu em minha frente usando um vestido preto justo destacando as suas curvas femininas que normalmente as suas roupas de rapaz escondiam. Que gata! Ela vestiu meias altas e sapatos pretos, unhas com esmalte vermelho claro, um batom da mesma cor que lhe dava um ar sensual, no conjunto ainda se destacavam as sobrancelhas e pestanas bem cuidados.
- Boa, desta vez tu te esforçaste a sério Eugénia! A Carol está mais linda do que antes. Disse sem esconder que estava hipnotizado pela beleza dela.
- No outro dia em que estiveram aqui eu não tinha reparado que a Carol tem umas curvas bem feitas e um par de pernas bem torneados. Os pequenos peitos dela eu suponho que sejam enchimentos, mas mesmo assim está perfeito! Uma mulher muito linda mesmo. Disse com uma dificuldade enorme para disfarçar uma erecção que tomava conta de mim. Parecia que as minhas calças iam estourar.
- Engano teu meu querido. Respondeu a Carol num tom de voz que maravilhava os meus ouvidos.
- Tudo aqui é de verdade, graças às hormonas femininas que a minha irmã me consegue arranjar. Respondeu enquanto vinha na minha direção. Ao aproximar-se deu-me um beijo que aumentou ainda mais o meu desejo por ela.
- Mas tu tens tomado hormonas? Perguntei.
- Sim, e a cada dia que passa eu me sinto mais feminina e sonho que muito em breve eu poderei sair à ruas sendo a Carol. É o que mais gostaria neste mundo. Completou.
A Eugénia disse que precisava ir embora, pois tinha compromissos com o seu namorado e disse para nós não nos preocuparmos pois ela iria dar um jeito de conversar com a tia delas.
Convidei a Carol para sair e ela disse que podia ser reconhecida na vila e que tinha medo pois nunca fizera isso antes. Lembrei-me de um local muito agradável numa vila próxima e acabamos por decidir ir até lá.
Fomos para um barzinho beber alguma coisa, Carol por ser menor bebeu apenas um sumo e eu algumas cervejas. Dançamos um pouco. Eu não me cansava de admirar a Carol, que se comportava com uma desenvoltura bem feminina, como se fosse menina a vida inteira.
Depois de sairmos daquele local fomos para um pequeno bosque nos arredores da vila no alto de um monte, local onde os casais iam para ficar a sós.
Parei o carro e ficamos conversando, eu não aguentava mais o tesão, o meu pénis parecia que ia estourar as calças.
Nos beijamos novamente e eu já tinha aceitado Carol em definitivo, de modos que retribuía da mesma forma os seus beijos, numa das vezes Carol passou sua mão por cima da calça, acariciando levemente o meu pénis, dando-me uma indicação que queria ir mais longe. Eu acariciava o seu corpo, apertando os seus peitinhos, fazendo-a soltar alguns suspiros e gemidos.
Voltamos para o meu apartamento já de madrugada.
Mal entramos no meu apartamento começamos a nos despir e nos acariciar. Carol comportava-se como uma mulher excitada e devorava-me com os seus beijos.
Foi um final de noite ótima em que Carol não se cansou de agradecer por eu tê-la feito mulher de verdade, disse que desde a primeira vez que me tinha visto no escritório, se tinha apaixonado por mim, e acreditem, eu já dormi e fiz amor com muitas mulheres e nada se comparou com minha primeira noite com Carol.
A partir de então, aos poucos a minha vida foi mudando. Carlos passou a morar lá no meu apartamento e com excessão do horário das aulas na escola o resto do tempo ela é Carol.
Depois de um ano naquela pequena vila resolvi voltar para o local de onde vim. Um centro maior onde eu a Carol poderemos dar vazão às nossas fantasias e a Carol pode andar livremente nas ruas.