221 - A Primeira Vez
A minha primeira vez com um homem, estando eu travestida, foi incrível e um pouco inesperada.
Eu não fazia planos de que tal coisa acontecesse, mas quando aconteceu, fiquei surpreendida.
A minha ex-esposa teve que sair para fora numa viagem de negócios de duas semanas e eu resolvi que me podia vestir, mas apenas dentro de casa, em particular.
Uma noite bebi um pouco mais do que devia e decidi abrir o link para aceder a uma sala de chat crossdresser para me divertir com alguém por lá.
A sala de conversação não estava muito animada, e procurando por outras opções resolvi entrar numa sala “Trans para homem” e vi quando entrei que era bem melhor.
Eu sabia que iria encontrar e conversar com homens, mas como tudo aquilo era fantasia, imaginei que nada daquilo me iria influenciar.
Tive algumas conversas, mas recordo-me de um homem que foi muito direto comigo e disse-me que eu ia adorar chupar o seu pénis e tê-lo dentro de mim.
Para ser sincero, nunca quis que uma mulher me fizesse sexo oral porque não conseguia imaginar nada mais desrespeitoso do que obrigar uma mulher a colocar as minhas coisas na sua boca!
A minha ex-mulher tinha-me chupado duas vezes durante todo o casamento e eu não aguentava, desisti porque me sentia horrível e pedi-lhe para ela nunca mais me fazer aquilo.
Conversei muito com aquele homem e comecei a ficar excitada e embora ele me estivesse a proporcionar imenso prazer na conversa eu queria mais.
Acabei por não aguentar mais a conversa e resolvi sair e ir até um bar discoteca gay perto da mina casa.
Eu estava bem nervosa, mas sabia que tinha de me arranjar bem e vesti uma roupa meio entre o feminino e a minha roupa normal. Escolhi umas calças jeans bem apertadas que vesti por cima de uma cinta que escondia a minha parte masculina, uma camisola larga por cima do sutiã com um pouco de enchimento, uma par de sapatos de salto médio, a peruca em tons acastanhados e retoquei a maquilhagem.
Com calma coloquei algum dinheiro, o cartão de identidade, as chaves de casa e do carro, umas calcinhas sobressalentes, um pouco de maquiagem, lubrificante e alguns lenços numa bolsa e decidi ir embora.
Desci direta para a garagem do prédio e saí sem ninguém me ver apesar de ainda serem 11 da noite. Pouco depois cheguei lá e preparei-me para entrar.
Eu pedi uma entrada com o consumo mínimo, mas o porteiro sorriu e mandou-me entrar, segurando a porta para eu passar e fazendo-me sinal para eu entrar. Eu entrei um pouco tímida.
Mal entro vejo um homem vir até mim rapidamente. Aparentemente, o porteiro devia lhe ter feito algum sinal mostrando que havia alguém aqui em quem ele poderia estar “interessada”.
Levou-me até ao bar e conversamos por alguns minutos enquanto ele pedia uma cerveja para cada um, e pagava.
Mudamos para um canto para pudermos nos ouvir com maior facilidade. Eu disse-lhe que era crossdresser, claro que ele sabia, ele disse-me que eu estava muito bem arranjada. Eu disse que era casada e hétero e ele disse algo como “ok, isso é bom”, mas acho que ele se apercebeu de que eu estava no mínimo “curiosa” e que estava a enviar as vibrações de que estava excitada.
Ele foi muito cavalheiro comigo e comecei a ficar mais à vontade, e confortável a falar com ele. Já estava a beber a minha segunda cerveja com uma terceira na mão e estava ficar mais relaxada.
Ele perguntou se era a primeira vez que eu saia vestida, e eu disse que sim. Ele perguntou se eu já tinha estado com um homem e eu disse-lhe que na adolescência tinha experimentado estar com um amigo meu. Ele perguntou se eu realmente era hétero e eu hesitei, acabei por admitir que era bi ou provavelmente gay. Ele perguntou se eu gostava de dançar, bebi o resto da minha cerveja e fui para a pista de dança com ele.
Não sou muito a dançar, mas resolvi deixar-me levar, principalmente porque ele guiava-me e eu seguia os seus passos. Tudo começou numa dança lenta em que ele me puxou para perto dele, agarrou as minhas nádegas e puxou-me com força, encostando-me ao seu corpo. Senti “algo” e demorei alguns segundos para perceber que ele estava com uma erecção. Fiquei chocada mas ao mesmo tempo senti orgulho por lhe ter causado aquilo. Também eu sentia um desejo como nunca antes!
Ele estava a sorrir e de repente inclinou-se para me beijar, eu nem me esquivei, ele surpreendeu-me.
Eu estava um pouco em stress com tantas coisas a acontecer.
Mas resolvi que o devia beijar de volta e senti que ele colocava a língua na minha boca. Eu fiquei em êxtase, ele beijou a minha orelha, levou-a até aos seus os lábios e lambeu a minha orelha, depois beijou o meu pescoço, passou a mão na parte de trás da minha coxa e quase perdi o equilíbrio.
Eu queria muito aquele homem, naquele momento, bem ali!
Voltamos para o nosso canto tranquilo, ele perguntou-me se eu queria mais, e eu disse que sim, mas que estava com medo porque era casada, mas que o queria tanto e que estava em conflito e envergonhada. Eu nunca tinha sentido antes o que estava a sentir agora.
Perguntei-lhe se podia sentir a erecção dele e ele afrouxou o cinto das calças o suficiente para a minha mão entrar. Quando o senti, quente, na minha mão novo disse de imediato que precisava dele para fazer amor comigo. Fomos até ao estacionamento para o carro dele e ele mandou-me entra para me levar até à casa dele.
Eu não consegui tirar as minhas mãos dele durante todo o caminho até à sua casa, eu sentia-me tão excitada a ver o seu desejo por mim que mal entrei em casa dele e eu praticamente me joguei para cima dele, eu queria tanto ser a fêmea dele!
Ele levou-me para a sala e sentou-se junto a mim, beijamo-nos, senti a erecção dele, desabotoei-lhe as calças e vi aquele pénis ereto. Preparei-me para descer mas hesitei.
Disse-lhe que de repente ficara nervoso porque era um homem casado e estava prestes a cruzar uma linha da qual não poderia voltar atrás.
Ele pacientemente convenceu-me de que eu já tinha passado por isso há muito tempo. Quando decidi que ele estava certo, voltei para cima dele num piscar de olhos.
Eu nunca tinha tido aqueles desejos antes e perguntava-me por que diabos eu achava que aquilo era uma coisa nojenta de se pedir a uma mulher porque eu achava que o pau dele era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Eu beijei a ponta, passei a minha língua por todo ele e para cima e para baixo na haste também. Levei-o à boca e, embora demorasse um pouco, acabei por o conseguir colocar na boca sem nenhum problema.
Pouco depois ele disse que me queria ver nua e que era melhor irmos para o seu quarto, durante a noite, passamos de oral para anal. Eu mal podia acreditar no êxtase e nas emoções que senti quando assumi o papel de menina passiva.
Encontrei-me com ele mais algumas vezes durante a semana seguinte em que eu estava livre.
Eu nem sempre conseguia me vestir e arranjar para ir ter com ele, mas a emoção física e sexual foi sempre incrível.
Acabei por ficar casado mais alguns anos, mas a minha ex-mulher descobriu tudo porque encontrou o meu e-mail aberto no computador. Eu tive de lhe confessar a minha disforia de género e a minha vida de crossdressing e ela pediu o divórcio.