211 - Um pequeno passo de cada vez
Olá, hoje não vou deixar um conto erótico completo, mas sim uma pequena aventura que eu tive ...
Como sempre vos contei, desde adolescente que me sinto bem a vestir roupas femininas, sinto-me mulher, e sempre que posso prefiro as minhas roupas bonitas do que as roupas do dia a dia, masculinas.
Depois de chegar à idade adulta e de me ter casado, continuei ao longo de muitos anos a reprimir esse sentimento, por culpa do que era socialmente correto e aceite, mas nos últimos tempos, e após anos demais a reprimir, a vontade de me sentir mulher voltou.
Claro que esta vontade reapareceu porque eu consegui modificar a minha vida, depois do meu divórcio.
De início, eu não tinha onde morar, e fui morar para um bloco de apartamentos alugados, por um tempo. Era só eu e a minha gata.
Como conseguia trabalhar em casa, passava muito tempo vestida de mulher.
Comecei a procurar, ver e comprar roupas femininas para usar. É sempre uma excitação tremenda, entrar nas lojas e ir diretamente para os corredores dos artigos femininos e comprar apenas as roupas que sempre gostei.
Mas é uma loucura, todo aquele dinheiro que gasto e que me faz sentir tanta felicidade num centro comercial. Comecei a comprar de tudo, desde as calcinhas, meias, lingerie, sapatos de salto, botas, vestidos, blusas, enfim tudo aquilo a que uma mulher tem direito ...
Também resolvi começar a fazer a depilação completa, arranjei as unhas, e fui comprar maquilhagem, um par de perucas, uma ruiva e outra meio loira, e em casa experimentei tudo ...
Vendo-me depois de me transformar comecei a acreditar que fiquei um espanto, uma verdadeira mulher, linda, sexy, super confiante.
Mas, logo de seguida, fiquei com um vazio, um sentimento de tristeza desconfortável, estava toda produzida e não tinha ninguém para me ver, para me apreciar e para me elogiar ...
Mas como podia sair assim à rua? Afinal em Portugal toda a gente é muito preconceituosa ...
A minha primeira saída nem foi muito preparada e pensada, apenas aconteceu, talvez resultado de um ato inconsciente. Nada como beber uns copos, preparei um gin e ao som de uma bela musica bebi, sentia-me bem, estava confiante e quando chegou a noite decidi sair montada.
Foi um sentimento de liberdade fantástico, senti que pairava, acima de toda a gente. Sentia alguns olhos pousados em mim, muitos olhavam-me com preconceito, algumas com inveja, sim há muitas mulheres que sentem inveja, pelas roupas, pelo corpo, sei lá ...
Mas o melhor de tudo foi ver que algumas pessoas se mostravam excitadas, ouvi piropos, vi uma mulher a ralhar com o namorado por ele estar a olhar cheio de admiração para mim, e claro provoquei um pouco, foi uma noite memorável.
Foi a primeira vez que saí num passeio como realmente sou, senti-me maravilhosa e super feliz.
Lentamente com a prática, comecei a melhorar a maquilhagem e a minha transformação passou a ser muito melhor.
Eu também estava a conseguir ficar melhor na escolha de roupas e de alguns conjuntos diferentes. Sempre que me travestia, queria melhorar e parecer o mais feminina e sexy possível. Percebi que tudo aquilo me exigia muito esforço e tempo, mas eu adorava cada pedacinho da minha mudança.
Bem depressa o meu armário ficou cheio de roupas femininas, desde saias, vestidos, lingerie, tops, leggings, saltos altos e claro que também tenho uma mesa com as gavetas cheias de maquilhagem, um espelho grande com muita luz, onde treino as minhas pinturas. Com todos estes luxos, é muito divertido eu transformar-me numa mulher. Adoro escolher uma roupa, vestir-me, pintar-me e depois da minha transformação tirar algumas fotos e vídeos meus para publicar nas redes sociais.
Através da internet, fiz muitas amigas crossdressers e comecei a participei em alguns grupos de crossdressing. É bom compartilhar a minha experiência com outras amigas que são como eu. Ainda há tantas coisas que eu quero fazer, sair vestida durante o dia, fazer compras o dia todo no meu modo garota, sair com os meus amigos travestis e ira a um restaurante, namorar alguém que me aceite, etc. Por enquanto, estou feliz com a pessoa que sou e o crossdressing ajudou-me muito a cuidar de mim e dar uma nova perspectiva à minha vida.
Passei a incluir, na minha rotina semanal, pelo menos um dia para sair bem arranjada e poder passear sendo mulher.
Comecei a ter algumas amigas Crossdresser como eu que me começaram a fazer companhia, com elas vou a alguns bares e clubes noturnos e conheci um grande mundo noturno em que encontrei muitas pessoas como eu.
Uma manhã depois de me levantar e de me vestir de mulher, abri a porta para ver como estava o tempo e a minha gata saiu sem eu estar à espera, fui atrás dela sem nem pensar na forma como estava vestida.
Para minha sorte, um homem que saia do apartamento do canto viu-me a perseguir a minha gata e conseguiu pegar nela.
Quando cheguei perto dele agradeci-lhe várias vezes, enquanto ele me entregava a gata. Ele disse que eu devia ir colocar a gata dentro de casa e que depois devia ir conversar um pouco com ele.
Sentindo-me bastante confiante, concordei, fui colocar a gata dentro do apartamento e voltei para falar com o homem.
Creio que tanto eu quanto ele simpatizámos de imediato e quando ele me perguntou porque eu era travesti eu disse-lhe que adorava ser mulher. Comecei a conversar e uma pergunta levou a a outra e a próxima coisa que me lembro foi termos marcado um encontro para o o dia seguinte.
Ele foi buscar-me às oito da noite, era uma sexta feira de verão, e eu já estava toda arranjada, parecia uma boneca, e tudo isso só para ele. Estreei um vestido solto, em algodão estampado, umas sandálias de salto alto, uma bolsa em tecido grosseiro, e uma peruca com o cabelo solto em tons entre o louro e o castanho.
Naquela noite de verão, alegre, as ruas estavam bem movimentadas, parecia que as pessoas estavam mais felizes. Fomos a um restaurante, esplanada, onde havia música. Um rapaz que vendia flores, aproximou-se e ele comprou um pequeno ramo para me oferecer.
Em seguida um empregado, atencioso, aproximou-se, cumprimentou e fez as honras da casa, entregou o menu e ajudou-nos a escolher uma refeição leve. Lembro-me que a refeição era uma iguaria francesa, e o modo de servir também. Estava tudo delicioso, a comida à francesa vinha em pouca quantidade e toda arranjada no prato.
Durante o jantar ele não parava de me olhar, os olhos falavam tudo o que uma moça gostaria de ouvir de seu namorado. Ele estava a ser muito educado e gentil, aquele encontro prometia.
Eu suspirava, pois era muito romântica e acreditava que o amor verdadeiro podia alimentar a alma.
Terminamos aquele jantar delicioso e ele convidou-me para irmos dançar um pouco. Eu nunca tinha dançado no papel de mulher, mas adoro dançar, e de imediato disse que queria ir para uma pista de dança. Dançamos várias músicas lentas, que marcaram aquele momento de felicidade e romantismo.
Ao fim de uma meia hora de estar-mos a dançar ele desencostou o rosto do meu, olhou-me fundo nos olhos e disse:
- Foste feita pra mim, tens um sorriso lindo, uma personalidade que me encanta e és muito linda.
E chegando-se bem pertinho dos meus lábios, beijou-me suavemente, beijo que nunca vou esquecer, marcou a minha vida para sempre.
Saímos do restaurante e fomos até ao passeio à beira rio, onde caminhamos à beira mar, a ouvir o barulho das ondas do mar. O passeio estava repleto de pessoas alegres, namorando, brincando e conversando. No verão as pessoas ficam mais alegres. Após uma pequena caminhada, sentámo-nos num banco e ficamos a conversar de mãos dadas, trocando algumas carícias e beijos.
Quando ele me levou para casa, convidou-me para entrar no seu apartamento, e mal entrei ele deu-me um suave e marcante beijo apaixonado e levou-me de imediato para o seu quarto.
Lembro-me de ainda ter tido tempo para lhe dizer que eu ainda era virgem e que queria que ele fosse meigo comigo, e de ele me ter
Quando entrei no quarto eu resolvi tirar o meu vestido e as sandálias e fiquei apenas com o sutiã e calcinhas vestidas.
Mostrei-me livre do abrigo das roupas, para os seus olhos, sentindo-em feminina e mulherzinha.
Ele de forma rápida tirou toda a suas roupa. Percebi depois que era bailarino profissional, e estava no melhor da sua forma, magro e forte com um pénis enorme apontando para cima na minha direção. Vi que tinha o corpo todo rapado.
Eu estava agora a entrar noutro mundo.
Com duas grandes passadas ele ficou atrás de mim alojado entre as minhas pernas, acariciando-me com o seu corpo. Talvez o melhor amasso que senti até hoje. Ele era um macho Alpha à procura da sua fêmea. Senti o seu desejo duro como pedra encostado às minhas nádegas, as suas mãos percorreram o meu corpo, até pararem nos meus seios demorando nas suas carícias ...
Ficamos muito tempo assim até que ele delicadamente fez eu ajoelhar-me e levou o seu pénis até aos meus lábios, mamei como se a vida dependesse disso. Olhava nos olhos dele, concentrava-me e deixava-o, de vez em quando, entrar até à minha garganta. Engasguei-me várias vezes mas eu sentia-me desesperada para fazer aquele homem sentir o máximo de prazer que eu pudesse dar, parecia ter encontrado o meu novo sentido de vida.
Ele não deixou eu engasgar-me de novo, levantou-me, levou-me para a cama e deitou-me de bruços. Deitou-se em cima de mim, cobriu-me com o seu corpo segurando-me presa. Com a mão esquerda segurou os meus pulsos um pouco acima da minha cabeça e a sua mão livre percorria o meu corpo todo como um lagarto até que o senti a colocar o seu pénis entre as minhas pernas e fazendo desabar o seu peso em mim.
Ele tinha os seus joelhos por fora dos meus e apertava-me com força, juntando firmemente as minhas pernas. Eu sentia-me completamente presa, impotente e dominada mas excitada ao máximo, arrebitei e remexia as minhas ancas, e senti a sua boca aberta ensaiando algumas mordidas felinas na minha nuca.
Ele com a mão livre começou a tirar as minhas calcinhas, e eu, soltando uma das mãos para o segurar, pedi-lhe para não as tirar por completo. Ele disse e só ia baixar as calcinhas até onde era preciso e voltou a prender de novo a minha mão. Lubrificou-me longa e deliciosamente, eu gemia alto já sem qualquer vergonha de mostrar o que estava a sentir.
Na única vez que mexeu na minha parte da frente das calcinhas foi para pegar na minha pilinha e bolinhas para os colocar bem para cima, a pilinha agradeceu, dura e doída que estava de estar escondida.
Finalmente ele colocou o pénis entre as minhas pernas por dentro das calcinhas e senti o seu peso, enquanto atacava de novo a minha nuca e orelhas com a boca e língua. A mão livre apertava forte os meus seios. Eu retorcia-me como uma enguia e começava a sentir necessidade de ser penetrada e de ser uma mulher para aquele homem.
Senti que estava a chegar o momento, ele abriu um pouco as minhas coxas e colocou a ponta do pénis forçando de leve a minha entrada. Eu estava excitada como nunca, em a minha vida, quando com uma única estocada a cabeça entrou. A dor foi súbita, horrível, vi estrelas, tentei fugir e gritei para tirar.
Ele parou logo, mas toda a minha excitação tinha passado, eu só queria ir embora, com o coração descompassado. Não conseguia nem respirar direito. Mas ele continuou a segurar-me firme e não se desencostou de mim, ficou com a ponta do seu pénis duro dentro de mim.
Depois de um longo minuto, e de alguns beijos dele nas minhas orelhas, comecei a relaxar, senti a dor a passando e ele, sentindo o meu corpo a descontrair, começou a fazer carinhos e a forçar muito ao de leve o seu pénis na minha fenda apertada. Aquilo começou a ficar bom outra vez, e eu comecei a colaborar também na brincadeira tentando relaxar os meus músculos do anus.
As respirações já estavam fortes quando, de repente e sem dor alguma, senti a totalidade da cabeça do pénis resvalar para dentro de mim. Não me doeu nada mas a invasão era imensa e fiquei assustada. Fiquei por momentos tensa e sem respirar mas logo percebi que a brincadeira recomeçava, só que agora cada movimento fazia ele entrar mais e mais fundo dentro de mim. Ficamos naquilo um longo e delicioso tempo até que eu senti ele todo encostado a mim e o seu peso todo.
Ficou assim um minuto ou dois, e tentava perceber tudo o que me estava a acontecer. Foi então tirando devagar deixando só a cabeça e lentamente enfiou tudo de novo até o fim. Fez aquilo mais algumas vezes até que tirou o pénis todo de dentro de mim para depois de um segundos o enfiar, dessa vez sim, de uma só vez até o fundo. Nos instantes em que ficava fora de mim eu só queria tê-lo de novo todo dentro de mim. Vi estrelas de novo, só que coloridas, de prazer, gritei alto com o prazer. Cruelmente ele repetiu a operação mais vezes até eu perder o tino e desejar ficar assim para sempre.
Então deitou-se e cravou fundo em mim. Ficou um tempo parecendo que se preparava e a partir daí eu perdi a noção de tudo. Num movimento que era só dos seus quadris, todo o seu corpo me prendia e mal se mexia, ele começou a possuir-me com uma velocidade, força e poder que eu jamais imaginaria possíveis.
Aquele membro duro movia-se alguns centímetros para trás e para a frente dentro de mim num movimento que fazia pensar numa batedeira. Aquilo sim, era possuir alguém. Foder. Comer ...
Eu não lembro se gemi, gritei ou o que fiz, lembro-me de o ouvir falar dentro do meu ouvido “Estou a vir-me” no tom de quem domina. Senti o gozo acontecer dentro de mim, senti os espasmos com o pénis profundamente cravado como se quisesse me atravessar, senti o seu esperma quente dentro de mim.
Eu não sei bem quando gozei mas tive a impressão de que tinha sido todo o meu corpo a ter prazer e não me recordo do momento em que molhei os lençóis.
Não é preciso dizer que fiquei viciada naquele homem. Com o tempo fomos nos conhecendo melhor e afinando ainda mais a nossa performance. Encontrei-me com ele durante alguns meses mas depois a vida fez que nos perdêssemos.
Mas durante um bom tempo vivi aquela luxúria, de ser uma linda menina sexualmente feliz e desejada.