101 - Vestida para impressionar
Eu tinha perdido e agora tinha que pagar a multa, nós os quatro nunca jogávamos a dinheiro, nada de jogos aborrecidos para o nosso grupo de amigos coloridos. E aquele que perdia o jogo tinha que cumprir as ordens do vencedor.
Foi o Alex quem venceu desta vez, um amigo tortuoso que jogava às cartas muito bem, nunca tinha perdido uma única vez, desde que jogávamos nestes últimos dois anos. Das vezes em que tinha ganho, nunca tinha desistido das suas exigências, mas sempre tinha solicitado algum tipo de jogo sexual em privado.
Desta vez foi uma exceção, talvez por ele ter visto que era eu que tinha perdido para ele. Ouvir a sua exigência foi uma surpresa para mim e para o nosso grupo de amigos.
Alex explicou-me que eu tinha que ir com ele, visitar a sua irmã e que ela me vestiria e pentearia, e que de seguida eu devia ir para um bar onde eu tinha de conseguir que um homem me fizesse uma proposta mostrando que me queria. Não podia sair do bar antes das dez da noite, e tinha que sair acompanhada por um homem, ou então só podia sair à hora de fecho do bar.
Eu não estava ansioso por cumprir aquele castigo, mas segui o Alex e fomos para casa da sua irmã na rua ao lado, Alex explicou-lhe o que ele queria que ela fizesse comigo e combinaram que ela iria fazer a transformação em cerca de três horas, para que eu pudesse ir para o bar a horas decentes.
Ela levou-me para o seu quarto enquanto o Alex saía de casa. Ela tinha um bom quarto com todos os bordados e folhos que as mulheres gostavam de ter. As roupas eram a sua paixão e ela tinha tantas que eu acho que ela nunca iria conseguir usar. Ela começou a sua tarefa escolhendo um conjunto de sutiã rendado e calcinhas num vermelho profundo.
Ela mandou-me tirar a roupa e eu tive que os vestir, ela ajustou o sutiã no meu peito e colocou uns postiços em silicone, as calcinhas eram tão pequenas que a minha pilinha saía por cima ou por baixo. As calcinhas eram mais confortáveis com a pilinha a sair pelo topo, e foi assim que eu a deixei. Ela passou algum tempo a escolher uma roupa para mim, na cama colocou uma minissaia mas com a mão mostrou-me uma saia lápis e um casaco justo que combinavam. Ela experimentou-me primeiro a minissaia que mal cobria o meu traseiro e uma blusa branca, o sutiã podia ser visto claramente através da transparência da blusa. Tive que tirar a minissaia e colocar a saia lápis, mas co a mesma blusa, ela ficou feliz com o conjunto e virou-me para o espelho, onde eu vi uma figura grande que do pescoço para baixo estava linda.
Escolheu-me um par de meias de seda pretas para combinar com a saia, elas tinham uma costura como nos anos 50.
A única coisa que ela não tinha era um par de sapatos que me servissem, mas ela disse que conhecia uma amiga que os ia emprestar e fez uma chamada para os pedir.
De seguida ela me levou para a cozinha para fazer o meu penteado. Ela passou quase duas horas de volta de mim e do meu cabelo e maquiagem. De alguma forma eu percebia que o que ela estava a fazer corria na perfeição, podia sentir e ver nos seus olhos. Ela só tinha falado comigo quando queria que eu fizesse algo, mas o sorriso que ela me fez foi uma pista de que o trabalho que ela estava a acabar era bom.
Levantei-me e vi o meu reflexo na janela, não me reconhecendo, mas parecia muito melhor agora do que antes de chegar a casa dela. Eu segui-a para a entrada da casa quando se ouviu a campainha da porta. Na porta da entrada esperavam as suas amigas com um par de sapatos na mão. Fui levado para a sala da frente para que os pudesse experimentar. Os saltos não eram muito altos e a escolha foi quase certa para mim, eu levantei-me e caminhei por alguns instantes para os sentir. Eu esperava estar tão bem o quanto me sentia considerando todas as coisas que me estavam a acontecer.
Mas já era hora de eu estar no bar onde esperava ter a companhia dos meus amigos e então agradeci às senhoras dizendo que ia devolver os sapatos e a roupa e ambas assentiram.
Junto à porta de entrada esperava impaciente o Alex, que nos acompanhou pela rua enquanto íamos diretos ao bar que ele tinha escolhido, o combinado era que ele não ia entrar, apenas ia esperar na rua sentado para ver se eu cumpria com o meu castigo.
Os meus nervos estavam a começar a levar a melhor sobre mim, mas a irmã de Alex disse-me num sussurro que eu parecia gostosa, e ela devia estar certa, pois vários pares de olhos me encararam quando entramos no bar e nos sentamos. Percebi que não sabia o nome dela e ela nunca o tinha dito, e então ela apresentou-se como Carla.
Ela pediu um vinho para ela e uma cola para mim junto bar e antes que ela pudesse pagar, apareceu um homem que se ofereceu para pagar, ele trouxe os copos e sentou-se connosco, apresentando-se como Francisco e apontando para a sua esquerda, ele nos mostrou o seu amigo Rui que se juntou a nós. A Carla apresentou-se e disse que eu era a sua amiga Elia.
Francisco era um bom conversador. Rui era tímido, mas era mais atraente, não era um Leonardo di Caprio, mas tinha algo que Francisco não tinha, magnetismo, era um rapaz que apetecia chamar para conversar e …..
A Carla estava a entender-se bem com o Francisco, eles perceberam que o Rui e eu tínhamos feito uma conexão.
As bebidas começaram a correr, enquanto conversávamos e flertávamos. Mesmo estando confiante e atento à conversas do nosso grupo, comecei a notar mais pessoas na sala, eram quase homens, exceto algumas mulheres sentadas em grupos na extremidade oposta. Foi então que me dei conta de que eram homens vestidos como eu, mas não tão bem arranjados como eu.
Talvez fosse um pouco estranho que eu sentir-me satisfeito com isso, mas pouco depois Francisco disse que nunca tinha visto um rapaz tão bonito como eu e fiquei triste por ele ter percebido que eu era um homem. A Carla explicou-me que estávamos num pub gay e que todos eram gays aqui, incluindo ela, eu não tinha ideia e fiquei surpreso por ela se sair tão bem. Perguntei a Francisco como ele sabia que eu era um rapaz e a resposta dele foi que a Carla só costumava sair acompanhada de homens, nunca com mulheres.
Eu estava a divertir-me muito e nem notei que eram 10 horas, e que se saísse, acompanhado ou não já teria cumprido a minha multa por ter perdido o jogo.
Um pouco mais tarde o Rui perguntou se me podia acompanhar até casa, e Carla sussurrou dizendo que poderíamos todos voltar para casa dela se eu quisesse, eu queria isso mais do que seria normal. Percebi que o Rui e eu tínhamos nos dado bem e eu estava a sentir-me feliz por estar na sua companhia.
A conversa enquanto caminhávamos de retorno a casa da Carla estava a ficar um pouco mais profunda do que no bar, nada vulgar, mas cheia de conotações sexuais, eu sentia-me à vontade com isso e controlava-me em frente a eles, sentindo que também o Rui se continha um pouco.
Eu estava a ver que ele se comportava como um rapaz perante uma mulher, e percebi que nas últimas horas eu tinha mudado completamente e estava a começar a pensar e agir como uma mulher. Rui sabia que eu era um homem, mas queria estar comigo e eu já tinha admitido que tinha atração sexual por ele como mulher. Ao longo do caminho ele me estendeu o braço para que eu me apoiasse nele e ajudou-me a fazer o caminho em cima daqueles sapatos elegantes que me faziam sentir-me perfeitamente.
Chegados a Carla abriu a porta e todos nós entramos, foi uma surpresa ver o Alex e um jovem sentados juntos na sala. Alex perguntou a Carla como as coisas estavam e ela disse que tudo tinha funcionado bem e que o Rui era a prova do fato.
O Rui e o Alex se encararam e então o Alex disse: Feliz aniversário Rui!
O sorriso no seu rosto dizia que era só isso e agradecia tanto ao Alex quanto à Carla, e então ele veio até mim dando-me um agradecimento espacial com um beijo.
Estive na casa da Carla mais vezes mais, e aprendi a tirar o máximo proveito das roupas e maquiagem, tornei-me grande adepta de toda aquela roupa feminina, para o deleite do Rui.
Descobri que o Francisco já tinha tido uma grande amizade com a Carla durante alguns anos.
O Rui explicou-me que sempre tinha tido medo de namorar mas convidou-me para sair com ele e mostrou-me os seus planos para o futuro.
Eu sabia que tudo tinha sido preparado e arranjado pelo Alex, uma armação, mas queria perceber porque o Alex sabia que eu era gay. E a Carla disse que era a minha aparência e como me distanciara sempre do envolvimento feminino e, olhando para trás, agora eu podia ver que ela estava certa. Eu tinha muito a agradecer ao Alex e a ela e sabia que minha vida tinha mudado para sempre.
Estávamos a sair havia alguns dias quando depois de uma noitada ele me perguntou se podia ficar, nós já tínhamos beijado e acariciado, mas nada mais, quem estava mais nervoso era difícil dizer, mas o momento parecia certo para mim.
Eu já me estava a acostumar a ser mulher, o Rui sempre me chamava de Elia, o que eu gostava, mas também gostava de quase tudo nele, nenhum sinal de arrogância, mas um personagem forte, feliz por ser quem ele era.
Era o obstáculo que eu teria que superar e eu sabia que estaria certo com Rui, então disse que sim, gostaria disso.
Não havia necessidade de discutir as coisas com conversa fiada e café, nós dois sabíamos que sexo juntos era inevitável, e então eu levei-o para o meu quarto.
De pé na beira da cama, olhando um para o outro, vi o desejo em seus olhos, esperava que os meus fossem um reflexo dos seus enquanto ele segurava as minhas mãos beijando levemente a minha orelha.
Senti a sua língua correr levemente ao redor do meu pescoço, era como se tivesse sido sacudida por eletricidade, a minha cabeça inclinou-se para trás e o Rui aproveitou para beijá-la logo abaixo do queixo, causando arrepios na minha espinha.
Foi tão bom sentir ele a beijar-me e lentamente desabotoar a minha blusa, o sutiã não estava a ser muito cooperativo, então eu lhe dei uma mão enquanto ele trabalhava no fecho das minhas saias. Eles caíram ao chão juntos, deixando-me apenas com calcinhas, ele estava a tirando as pernas das calças e como ele não tinha boxers eu pude ver a sua masculinidade, maior que a minha, que enviou um arrepio através de mim da mesma forma.
Nenhum de nós tinha muitas ideias, mas fiz um movimento para o sentir, não masturbando, mas explorando apenas pelo toque, os meus olhos observando os seus para que eu pudesse ver neles qualquer prazer que ele estava a sentir. As suas carícias também me deixaram com os joelhos fracos e tive que me ajoelhar antes de cair. Coloquei a minha cabeça bem na frente de seu pénis que despertava e estava apenas a pedir para ser comido. A minha mão soltou o pénis para ser substituída pelos meus lábios apenas esfregando a ponta e minha língua passando sobre ela, humedecendo-a e fazendo-a brilhar, tinha um gosto doce, e não o gosto desagradável que eu esperava.
Ele ficava com mais rigidez a cada chupada que também trazia um gemido dele e o prazer que eu lhe estava a dar também me agradava.
Puxei-o para o final da cama e levemente empurrei o seu corpo para trás, eu envolvi com os meus lábios o seu pau o mais longe que pude, o que não era muito eu queria aguentar mais, mas comecei a sentir que engasgava e queria vomitar. Tinha que trabalhar nesse aspecto, mas por agora o Rui parecia satisfeito e a ter prazer.
Eu pedi-lhe para ele trabalhar enquanto eu o chupava e logo ele começou um bom movimento. Eu estava com a boca cheia de saliva que estava a dificultar a minha respiração, mas eu engoli-o enquanto ele estava a empurrar e senti que ele foi mais fundo na minha garganta e que a sensação de mal estar não veio desta vez. Esperei até que ele estivesse prestes a empurrar mais uma vez e engoli de novo, eu tinha-o quase todo dentro da garganta, e pensei que tentaria um último pedaço, mas senti-o inchar e explodir na minha garganta. Mantive-o até que ele começou a ficar mole e se retirou, provando as últimas gotas de seu esperma, eu gostaria de ter provado mais, mas haveria outras vezes, eu tinha a certeza.
Ele ficou exausto e com um sorriso satisfeito no seu rosto adorável, deitada sobre ele, eu acariciei o seu corpo enquanto a minha cabeça descansava em seu peito.
Eu sentia-me a mulher mais sortuda do mundo naquele momento e a minha mente estava em paz com quem e o que eu era.
Foi sem surpresa que senti a sua masculinidade de novo a ficar dura e senti os seus dedos explorando-me e acariciando todo o meu corpo, fazendo-me estremecer de desejo por ele novamente.
Ele começou a beijar e explorar o corpo com as suas grandes mãos enquanto o meu ânus ia á procura do seu membro.
Estava tão excitada que o meu pénis estava literalmente a rebentar mas parecia que o meu ânus tinha um íman para o pénis do Rui.
Ele dificilmente ia conseguir entrar em mim e eu disse-lhe que ele tinha de lubrificar o meu ânus e o seu membro, indicando-lhe a minha mesinha de cabeceira, onde estava o lubrificante. Ele pacientemente espalhou o lubrificante pelo meu anus, enquanto ia trabalhando com os seus dedos dentro de mim, alargando-me e dilatando-me o meu anus virgem.
Depois pondo-se de joelhos na minha frente encheu também o seu pénis, que estava de novo pronto, de lubrificante e colocou as minhas pernas nos seus ombros fazendo com que o seu pénis ficasse mesmo colado ao meu buraquinho virgem.
Lentamente ele começou a forçar a entrada e senti que ele me penetrava. De início foi um pouco doloroso, mas ele pacientemente recuava de cada vez que via a minha cara de dor, para novamente voltar a forçar.
A certa altura quando ele percebeu que o meu anus já estava a ficar suficientemente dilatado, de uma só investida ele enfiou metade do seu enorme sexo.
- Ohhhhhhhh, ai! gritei eu enquanto tinha uma espécie de convulsões. Nunca tinha sentido um pénis dentro de mim, e aquele era tão grande e tão grosso. Na sua próxima investida, ele enterrou-o lentamente por inteiro, e eu tive o maior orgasmo da minha vida.
- Ohhhhh, Meu Deus Rui, estou-me a vir...ai!!!!"
Ele inclinou-se e deu-me um beijo. Eu não queria acreditar no que estava a acontecer. Aqui estava eu deitada, a deixar que o meu namorado enterrasse o seu pénis no meu buraco virgem.
- Foda-se! És uma mulher muito quente! Era a primeira vez que eu ouvia um palavrão dito por ele. E aos poucos foi perdendo a calma e começou a penetrar-me cada vez mais depressa. Possuiu-me com força durante mais uns minutos e depois veio-se mais uma vez, desta vez dentro de mim.
Era como se eu tivesse passado a ser a sua mulher. Passei o resto da noite na cama com ele.
Nos dias que se seguram ele teve-me de todas as maneiras e feitios. Comprou-me e vestiu-me todas as roupas e adereços que o seu ordenado lhe permitiam e fez-me desfilar só para ele.
Eu passei a ser dele completamente. Eu sabia que faria o que ele quisesse, desde que ele me satisfizesse com o seu pénis maravilhoso.
Graças ao meu amigo Alex que planejou tudo.