141 - E de repente “Teresa”
Capítulo 4
Eu estava no bar com o meu amigo Alexandre, bebendo um pouco depois do trabalho. Vi um rapaz por ali, e não sei dizer porquê, ele atraiu a minha atenção. Era muito bonito, interessante. Senti uma atração instantânea! Ele devia ter perto de uns 30 anos, crio. Eu tenho 48. Ele media menos de 1,70, não era musculoso nem magro, tinha os traços suaves.
Bom, é preciso dizer, antes de continuar o meu relato, que gosto muito de um rapaz vestido de menina. Tenho uma tara, fetiche. Tanto me faz a forma como eles se consideram: travestis, travecas, bonecas, transex, shemale, crossdresser, CDzinha, não sei. Eu gosto! Adoro aqueles bem femeninos, que parecem uma menina em tudo, mas depois dentro das calcinhas gosto de encontrar uma surpresa. Adoro mulheres com pau!
E sem querer me gabar, eu tenho uma capacidade interessante de ver um rapaz e de imaginar logo como ele fica todo vestido de menina. Mesmo que ele esteja vestido como um homem, normal. E aquele rapaz, eu senti logo, eu vi que ele ia ficar uma menina muito bonita. Tinha uns traços suaves... sei lá, tinha potencial. Eu fiqueia olhar para ele a conversar e já o imaginava na minha frente, de vestido, calcinhas, sutiã, todo maquiado, louco para ser meu. Tive uma vontade enorme de o comer logo ali!
Ele estava lá no bar com amigos dele, eu acho. E bebia! Muito mais que os outros que estavam com ele! Fiquei só de olho um bom tempo, conversando com o Alexandre até perceber que eles se conheciam e ele mo apresentar. Aproximei-me aos poucos, e subtilmente entramos na conversa. Fiquei um tempo por ali só ouvindo, e fui entrando aos poucos na conversa, até que no final era só eu e ele. Ele me contou do seu namoro recém terminado, da namorada que o mandou passear, aquelas conversas de ressentimento de fim de relacionamento. Na verdade, eu nem prestava muita atenção, estava só a dar corda. E a deixar que ele bebesse ainda mais. Para tudo ser mais fácil. Eu tinha que comer aquele rapaz, e tinha de ser com ele todo vestido de menina!
Lá para o fim da noite ele comentou que estava na rua por causa do fim do namoro, e que ainda tinha que achar lugar para ficar aquela noite. Ia procurar uma pensão barata. Melhor oportunidade que aquela, não ia ter nunca! Imediatamente disse:
- Podes ficar por lá uns dias até te safares, tens lugar, numa boa.
Ele parecia que não acreditava.
- Sério, não é problema para si? A gente mal se conhece. Disse ele.
- Tranquilo, não esquentes, podes vir que estás na boa!
Levei-o para minha casa e ofereci-lhe o quarto que tinha sido da minha filha para ele ficar por uns dias.
A minha filha e a mãe tinham me abandonado há uns anos, quando a mãe me apanhou, a meio de uma tarde de terça-feira na nossa cama com uma dessas minhas garotas especiais. A menina tinha vestido uma das camisolas dela, e mesmo no momento em que a minha mulher entrou no quarto a menina estava me a comer-me maravilhosamente.
A minha ex nem me deu conversa. Bom, eu também não sei se iria explicar. Ela pegou na nossa filha adolescente e saiu. Nem levou nada. Fiquei com os armários cheios das roupas delas, o que depois me ajudou muito nas minhas aventuras com as minhas meninas.
Mas aquele episódio também teve um lado bom para mim. Com a confusão toda da separação, e o escândalo todo que ela fez, eu acabei por perceber que sou assim mesmo. Parei de esconder, de ter medo dos outros saberem, descobrirem. A minha tara é por meninas transexuais e pronto, quem não gosta que se dane. Passei a ter minhas namoras especiais sem culpas e sem esconder de ninguém.
Um “foda-se, vão se lixar todos” geral que me fez muito bem.
Chegamos ao meu apartamento já eram quase duas da manhã. O meu rapaz já estava entornado demais para a gente poder fazer qualquer coisa. Estava a um gole do coma alcoólico, acho eu. Tomou um banho e aterrou na cama, nem me deu oportunidade para eu avançar. Deitou-se só de cuecas, e eu fiquei ali a olhar para ele a dormir, vendo aquele corpo gostoso e imaginando-o vestindo uma camisa de dormir, umas calcinhas rendadas … meu deus, ia ficar algo divinal!
Fiquei um bom tempo a olhar enquanto ele dormia e a pensar como o ia convencer a ser a minha menininha. Eu sempre tinha arranjado as minhas meninas já mais avançadas no processo, sabem? Travestis que encontrava em anúncios em sites ou até na rua. Mas essas eram só para uma noitada, e não me satisfaziam por completo. Sabem como é, no sexo de engate falta sempre aquele romance e envolvimento. É como uma transação comercial, prestação de serviço. Não vou dizer que é mau, já comi e fui comido por lindas meninas. Mas há sempre algo no meio, e vocês sabem que no fundo aquelas gatas não estão interessadas por vocês, só querem ter o seu momento de sexo, receberem a sua dose de homem e partir para a próxima. Já as CDs são bem mais interessantes. Encontro algumas pela internet em sites de encontros. Mas o problema é que só vemos o “material” mesmo na hora, e nem sempre é o que se espera.
Mesmo assim tenho tido uns namoros bem bons com algumas delas. Em geral acabam quando eu quero mais, mas elas não querem ou não conseguem libertar-se da sua vida masculina.
Fiquei a pensar no assunto. Tinha perdido a oportunidade da bebedeira dele, no outro dia ele ia acordar já sóbrio. Tudo bem que eu tinha os dias todos que ele ia ficar na minha casa, mas e se ele encontrasse outro lugar bem depressa? Talvez não tivesse tanto tempo assim para fazer todo o trabalho de o seduzir e convencer. E até onde parecia o rapaz não bi, nem era gay, talvez nunca tivesse dado aquele rabinho encantador. Ia ser uma trabalheira danada seguir pelo caminho da sedução, com o grande risco de poder não dar certo.
Decidi então fazer algo que nunca tinha sequer imaginado antes. O rapaz já estava em minha casa, eu só precisava de o transformar numa menina. Resolvi que o ia sequestrar, e forçar a situação. Quase um rapto. Feminização forçada. Eu sabia que uns quantos gostam, talvez aquele também! Já tinha lido muitos contos com essas aventuras. E se alguém escreve, é porque alguém viveu, ou imagina, não é mesmo?
Peguei em toda a roupa dele e deitei-a fora, joguei fora mesmo. Lá fora, no contentor de lixo do prédio, para nem ter hipótese de desistir, ou de ele as encontrar. Assim ele só teria as roupas que eu lhe desse para vestir. E eu tinha todo o armário das roupas femininas da minha ex e filha, que eu tinha concentrado naquele quarto mesmo, para ele escolher. Traçado o meu plano, tranquei todo o apartamento e fui dormir.
Acordei bem cedo no outro dia e fui preparar o meu café. Ele chegou eu já estava a meio do café. Falou comigo todo envergonhado, só de cuecas:
- Bom dia! ... não sei onde deixei as minhas roupas…
Eu entrei mesmo à bruta, pé na porta, direto ao assunto, sem dourar a pílula. A feminização forçada não tem meio termo. Não é “forçada” por acaso.
- As tuas roupas? Estavam na casa de banho. Mas eu peguei nelas e deitei tudo fora.
- Como assim, deitou tudo fora? Não entendi!
- É o seguinte. Vou abrir o jogo contigo. Nada disto é o que estás a pensar. Eu não te trouxe aqui só para passares uns dias. Eu trouxe-te para algo muito diferente disso. Tu vais ser a minha menina. Eu vou te transformar na minha mulher.
- Como? O quê? Não estou a entender nada e acho que não gosto da brincadeira! Que palhaçada é esta? Estás maluco? Disse ele dando uma risada nervosa.
Não podia deixar a conversa passar a debate para a estratégia funcionar.
Aproximei-me e sem dizer nada segurei com a mão um dos seus braços, encostando-o à parede. Mas com força, sabem? Eu era bem maior e mais forte que ele. Ele percebeu a superioridade e nem tentou lutar. Só reclamou.
- Por que é isto, rapaz? Não é preciso ser violento, não te fiz nada. Foste tu que me convidaste para vir para cá. Mas tudo bem, já vou sair! Devolve-me a roupa e eu vou-me embora agora mesmo!
Mais uma mão para o segurar. Tão forte que ele quase se desequilibrou e caiu. Falei, tratando-o no feminino de propósito:
- Daqui tu não vais sair, minha querida. Tu agora és minha, entendeste? A tua vida pertence-me. E tu vais ser a minha menininha. Eu vou fazer de ti uma mulher.
Apavorado e quase a chorar ele respondeu:
- Mas eu não sou uma mulher, rapaz, que história é esta? Tu estás louco? Eu não sou gay, não gosto de homens! Por que não vais procurar uma mulher de verdade? Deixa-me ir embora que esta loucura já passou da conta!
Aproximei-me mais dele e acho que ele pensou que eu lhe ia bater. Correu na direção da porta do apartamento. Estava trancada, claro. Correu para a janela e ainda olhou pela janela! Imaginem saltar do décimo andar! Mas também tenho grades nas janelas desde que a minha filha era criança. Vi na cara dele que ele percebeu que estava mesmo preso.
Sem hipóteses para sair, o rapaz ameaçou:
- Olha eu vou gritar, todo o prédio me vai ouvir! Deixa-me sair!
Deu-me vontade de rir, e sentei-me no sofá para mostrar que me estava a cagar para os gritos. Apenas disse:
- Podes gritar, minha linda, nenhum vizinho vai aparecer aqui.
Claro que tenho vizinhos, mas eles não se metem comigo. O prédio todo soube da confusão com a minha mulher. E depois disso habituaram-se a ver as minhas meninas entrarem no apartamento. Sou uma espécie de pária, ninguém se quer meter comigo, menos ainda saber do que acontece dentro destas quatro paredes. Eu acho que é melhor assim.
O rapaz gritou a valer:
- Socorro! Alguém me ajude! Várias vezes.
Fiquei sem paciência e pensei que tinha de lhe dar umas palmadas para ele acalmar e acabar com a cena. Mas quando cheguei perto ele se encolheu como um cachorrinho assustado, e me implorou:
- Chega, não me batas por favor!
- Já te cansaste de gritar? Não é preciso eu ser bruto? Óptimo. Estás pronta para começar a tua vida nova?
Percebi pela postura corporal que ele não ia mais resistir. Sabem como é? O corpo perde aquela tensão do ataque ou defesa, relaxa. Mas ele ainda falou, choramingando, todo enrolado no cantinho da sala, perto da porta.
- Por favor, deixa-me ir embora! Eu só quero ir embora!
Pensei em lhe dar um apertão ou uma palmada, mas vendo-o ali tão indefeso fiquei com pena. E ele era tão bonitinho, eu não o queria aleijar. Se lhe batesse ele ia ficar com marcas, roxo, ia levar dias para sarar.
Mas, na realidade, deu-me uma coisa por dentro, deu-me um sentimento de proteger aquela criatura assustada, de acarinhar. Ele estava todo enrolado, protegendo o rosto com os braços, como se esperasse a minha agressão.
Mas eu me agachei ao lado dele, dei-lhe um abraço e um beijinho na bochecha. Fiz-me seu protetor. E falei baixinho, bem no ouvido:
- Minha linda, eu não te quero fazer sofrer, não chores mais, não. Vais ver que a tua vida como minha menina não vai ser ruim! Vais gostar!
O rapaz ainda esperneava, só que agora baixinho, quase choramingando.
- Eu não sou mulher! Eu não gosto de homens! Pára com isso! Vai procurar uma mulher de verdade! Podes ter qualquer mulher que quiseres, por que estás a fazer isto comigo?
Fiz-lhe um carinho, no rosto. Limpei-lhe as lágrimas com as costas do meu dedo.
- Minha fofinha, vais ser uma menina linda, podes acreditar em mim. E vais gostar de satisfazer o teu homem como poucas, eu te garanto…
Ele choramingou um pouco mais, quase inaudível de tão baixinho que falava.
- Para de me chamar de menina linda! Eu sou homem!
Peguei no rosto dele nas minhas mãos, carinhosamente, como se faz com uma menininha. Fiz ele olhar bem para mim. E falei com carinho:
- Não, minha linda, não és mesmo. Podes ter sido, mas não és mais. Daqui para frente és a minha mulher. Mas tu estás certa num ponto, precisas de um nome para eu te chamar.
E resolvi na hora que tinha de lhe dar um nome feminino. Disse o que primeiro me veio à cabeça.
- Vai ser Teresa. Daqui para frente tu és a Teresa. É um nome bonito e bem feminino. E vamos dar um jeito nas tuas roupas. Lá no teu quarto tens muitas roupas femininas, novas, agora vais te vestir.