139 - E de repente “Teresa”
Capítulo 2
Meio atordoado por toda a situação, mas seguindo a estratégia de ceder para ver no que dava, obedeci e fui para o quarto. Abri o armário sem saber o que pensar e o que fazer. Ainda tinha esperança de aquilo tudo ser uma brincadeira de muito mau gosto. Mas não era.
No armário, é claro, só havia roupas de mulher. Vestidos, blusas, saias. Nas gavetas, calcinhas e sutiãs, montes delas. Sandálias e sapatos de salto completavam a cena. Fiquei parado em frente ao armário aberto, sem saber o que fazer.
Quando ele veio, ordenou-me com firmeza:
- Teresa, tira já essas cuecas. Dá-me isso, agora! Eu fiquei com medo e tirei. Não sabia o que fazer e nem como resistir. Estava subjugado, dominado pela situação e por aquele homem.
- Podes escolher a roupa que quiseres aí do armário. Mas eu quero-te bonita, sim? Não vais deixar o teu homem irritado!
Meu homem? Eu, bonita? Que loucura. Não sabia o que fazer. Como podia eu escapar? Senti-me desamparado, sem qualquer opção.
Ele saiu novamente do quarto. E eu ainda fiquei um bom tempo nu, sentado na cama a olhar para aquele armário aberto, com todas aquelas roupas femininas. No fim, desisti de lutar. Pelo menos por enquanto. Não queria apanhar. Não via como sair dali, e mesmo que conseguisse, ia fugir nu? Só me restava ceder. Fingir fazer parte da loucura até ter uma oportunidade de fugir.
Abri a gaveta das calcinhas e sutiãs. Tudo organizado em pares, conjuntos. Peguei num dos conjuntos. Era uma tanga fio dental e um sutiã com meia copa. Que calcinhas minúsculas! Não posso vestir isto! Pensei. Dobrei-as de novo e peguei noutras. E noutras. E mais outras. Até que encontrei umas maiores, que me pareceram melhor para vestir.
Eram brancas, com a frente cheia de rendas, e na parte de trás eram lisas em lycra. O sutiã era normal, sem aro ou bojo, com a mesma renda. Vesti as calcinhas e depois o sutiã. Tive que perceber como o apertar nas costas.
Olhei-me no espelho e tive uma sensação estranha ao me ver com aquelas roupas. Eu nunca tinha vestido roupas de mulher. Era bem estranho, mas também havia uma certa transgressão que era agradável. Estranhamente excitante. Com surpresa senti a minha pilinha a começar a crescer dentro das calcinhas.
Ah, era só o que me faltava, que loucura é esta de gostar disto? Pensei.
Naquele momento ele voltou a entrar no quarto.
- Estás a demorar, minha linda, queres ajuda?
Morri de vergonha. Vi-me ao espelho e ali estava eu, calcinhas e sutiã em frente de outro homem! Fiquei sem palavras. E para piorar ele viu imediatamente o meu pauzinho excitado fazendo um pequeno volume nas calcinhas de renda.
Ele fez um carinho no meu rosto e disse:
- Eu sabia que tu ias gostar! Estás a ver? Acho que acertei. Está a gostar de vestir estas roupinhas, não é? E sabes, estás uma gracinha assim. Já imagino como vais ficar depois que conseguires apanhar o jeitinho de menina!
Não soube o que responder. Eu só queria desaparecer. Que vergonha. Além de ele me ver de calcinhas e sutiã, ele via que eu estava excitado com isso. Mas ao menos com a vergonha da situação o meu pauzinho imediatamente amoleceu. E ele assumiu novamente o controle:
- Olha, como é o teu primeiro dia como mulher, deixa que eu escolho a tua roupa. Veste esse vestido aqui, é bonito e confortável. Acho que vai ficar bem no teu corpo. Experimenta!
Escolheu no armário um vestido branco como as calcinhas e o sutiã, com um tecido fino, muito macio, todo plissado. Tinha alças largas e era uma cintura logo abaixo do peito.
Antes de eu colocar o vestido, ele abriu uma outra gaveta e tirou umas próteses de seios em silicone.
- Minha linda, coloca estas próteses de seios dentro do teu sutiã para ficares mais feminina. Não tens de ficar triste por os teus seios ainda serem muito pequenos, eles ainda vão crescer. Mas até que isso aconteça, usas estes para ficares bonita e mais feminina.
Eu já não oferecia qualquer resistência às ordens dele. As próteses enchiam bem o sutiã. Tinham um adesivo na parte de trás, de modo que ficavam presas e firmes no peito. Mas eram bem macias, pareciam cheias de líquido, e faziam um movimento. Olhei-me ao espelho, estava de calcinhas rendadas e sutiã combinando, e com próteses nos seios. Apalpei para sentir os meus novos seios, ajeitei-os melhor porque um que me pareceu estar um pouco torto dentro do sutiã…
Ele não perdeu a oportunidade.
- Isso, estou a gostar! Arranja-te bem feminina para o teu homem! Deixa tudo bonitinho!
Fiquei envergonhado de novo. Ele percebeu, e imediatamente veio até mim e abraçou-me por trás, passando a mão pelo meu corpo só de calcinhas e sutiã. Eu fiquei parado, deixei. Resistir para quê? Não me queria arriscar a levar umas palmadas dele. Era melhor eu deixar. Ele pegou nos meus seios. E beijou-me por trás da bochecha. E eu gostei. Por deus, eu gostei! Não sei se pela situação toda, se o medo, se a loucura da situação, mas eu gostei daquele beijinho. Era tão carinhoso! E pensei comigo: Ai, socorro! O que é isto? Eu não posso gostar disso! Eu sou homem!.
Ele percebeu que eu deixei acontecer e que não resisti ao carinho. E disse:
- Coloca o teu vestido Teresinha. Deixa-me ajudar-te a apertar o fecho.
Ele segurou o vestido pelas alças, eu entrei dentro dele. Por trás de mim ele subiu as duas alças e correu o fecho pelas costas até em cima. Senti o vestido a ficar justinho no busto, e olhei-me de novo ao espelho. Como era estranho ver-me vestido daquele jeito! Estava num vestido lindo, com os seios protuberantes no tecido plissado. Passei a mão pelo vestido, o tecido era tão suave, tinha um toque tão gostoso! Mexi-me de um lado para o outro só para ver a saia do vestido balançar. Passei as mãos de novo nos meus peitos, senti os meus seios tão grandes agora, e era tão estranho sentir aqueles seios!
Eu não sabia como negar, era uma completa loucura. Na verdade eu estava a gostar de estar vestido com aquela roupa.
Naquele momento, enquanto eu me olhava ao espelho e mexia o meu vestido, senti que o meu pauzinho dava sinal de vida de novo dentro das calcinhas. Eu estava a ficar excitado. Acho que por causa do vestido solto ele não percebeu, ainda bem. Não mostrava nada.
Mas ele deve ter se apercebido de alguma coisa. Abraçou-me de novo por trás, muito carinhosamente. Passou a mão suavemente pelo meu corpo, acariciou-me, apalpou de novo os meus seios. Eu deixei. Aí ele deu-me uma mordidinha na orelha ... e eu não sei o que me deu ... acho que enlouqueci.
Entreguei-me. Virei o rosto para ele, e disse baixinho:…
- Beija-me!