76 - O Namorado da Lúcia
O Espetáculo de Dança era o ponto alto do ano para o Lúcio. Ele estava a adorar participar na organização e execução de todo aquele projeto. Ele tinha se divertido durante os ensaios e especialmente na semana de apresentação no Teatro da sua cidade.
Lúcio tinha 15 anos e fazia parte de um grupo de rapazes chamados de Exploradores da Dança que se tinha formado há quatro anos.
Esta era a terceira apresentação do espetáculo. Ele tinha gostado dos dois espectáculos anteriores todos mas este ano ia ser diferente.
O Espetáculo de Dança era organizado pelos Exploradores, que era uma espécie de um Clube de rapazes e isso significava que só rapazes é que participavam. Quando precisavam de uma rapariga, a parte feminina era feita por um rapaz do grupo escolhido em sorteio.
Neste ano Lúcio tinha sido escolhido por sorteio para o papel da rapariga, o que trouxe um certo alívio para os demais rapazes, pois ninguém gostava muito desta parte. Mas o Lúcio tinha gostado muito, pois quando era mais novo, já tinha usado roupas femininas. Quando estava só em casa ele gostava de usar roupas íntimas da mãe dele.
Recentemente ele tinha tido a oportunidade para entrar no quarto da sua tia favorita, uma mulher divorciada, e de vestir algumas calcinhas dela. No último verão a tia dele tinha viajado nas férias e o Lúcio teve de ir cuidar do cão dela. Todas as tardes ele ia até à casa da sua tia e depois da tarefa cumprida ele entrava no quarto e colocava sutiãs, calcinhas, vestidos e deitava-se na cama da sua tia e apreciava a sua fantasia até que se desmanchava em deliciosas sessões de masturbação.
Ninguém sabia dos seus gostos por roupas de mulher, mas com este interesse ele achou que poderia sair-se bem no papel da rapariga no Espetáculo de Dança.
E agora estava a acontecer!
O espetáculo já tinha sido anunciado para aquela temporada e uma das cenas exigia algumas evoluções rápidas e precisas. Lúcio era um dos poucos rapazes capazes de executar esses passos, e imaginou que fazendo estas evoluções como rapariga ia melhorar em muito a sua performance.
Os ensaios foram muito bem executados, porém sem as fantasias. Todos os rapazes dançaram normalmente. Depois de alguns dias de treino, o diretor disse que no ensaio da noite do dia seguinte todos iríamos usar as fantasias da apresentação para que se ajustassem alguns detalhes e Lúcio finalmente viu a roupa que ia usar.
Ele não podia acreditar no que via. O vestido era de cetim vermelho e azul. Tinha um cinto claro para prender na cintura bem apertado, deixando a saia solta para os movimentos. Uma cinta liga vermelha para prender meias finas pretas e uma deliciosa calcinha rendada vermelha, de cetim.
Foi pedido a cada um dos rapazes para verificarem as suas fantasias antes do ensaio. Alguns fizeram os seus comentários a respeito dos seus fatos, outros não. Lúcio ficou encantado com a sua fantasia e não se cansava de a admirar.
Nessa noite em casa no seu quarto, ele esperou que seus todos estivessem a dormir para experimentar a sua fantasia. Abriu a caixa e tirou a fantasia. Ele vestiu o cinto de ligas e, com alguma dificuldade, as meias finas que prendeu nas alças da cinta.
Começou logo a ter uma erecção, assim que vestiu as calcinhas. Ele deixou o vestido cair por cima de seu corpo até se ajustar aos seus quadris. Ele olhou-se ao espelho. O seu cabelo não era bastante grande para se parecer com uma rapariga, mas mesmo assim estava contente e estava a gostar do que via e mais ainda do que estava a sentir. O material do vestido e das calcinhas provocavam uma sensação agradável contra a sua pele. Ele começou acariciar o seu corpo e em especial as suas pernas para sentir a sensualidade dos tecidos sintéticos das meias e das calcinhas. O seu pénis começou a endurecer e num instante já estava a masturbar-se, até que não resistindo mais, explodiu num prazer abundantemente.
Os seus pais reagiram de modo diferente a este episódio. O seu pai não aprovou de maneira nenhuma quando soube que o seu filho ia apresentar-se num espetáculo vestido de rapariga, mas conformou-se pelo fato que ele ter sido escolhido num sorteio, achava que isso o livrava da culpa. O que ele não sabia era o fato de Lúcio se travestir sempre que podia com as roupas de sua mãe.
A sua mãe por outro lado já desconfiava de alguma coisa, pois tinha percebido que as suas roupas andavam a ser remexidas. Sempre culpou a empregada da limpeza, mas agora já estava a mudar de ideias. Não reprovava ver o seu filho dançar como rapariga, na verdade ela sempre quisera ter uma filha mas infelizmente não podia ter mais filhos.
Se por acaso algum dia visse Lúcio com as roupas dela não o reprovaria, mas também não podia permitir excessos. Achava que pela arte tudo é possível e mal podia esperar pelo espetáculo.
Finalmente chegou o domingo e a hora de começar os ensaios com as roupas do espetáculo. Os rapazes foram distribuídos por vários camarins. Lúcio entrou no camarim que lhe estava destinado onde já estavam mais dois rapazes. Um deles, o seu supervisor Marcelo, tinha dezessete anos e já tinha participado várias vezes no espectáculo, no ano anterior tinha dançado no papel de rapariga.
O ensaio a rigor decorreu muito bem. Lúcio participava num quadro vivo durante a abertura e num outro tema.
Agora já era tempo de se prepararem para o espetáculo final, que começaria dentro de uma hora. Lúcio já estava com a roupa do espetáculo e aguardava a caraterizadora que os ia maquilhar a rigor. A maquilhagem básica eram eles que tinham de colocar e já tinha sido aplicada. A caraterizadora apenas se limitou a somar algumas sombras luminosas nos olhos e um batom claro. Mas também lhe fez um penteado bem feminino, o que custou um esforço extra, já que o cabelo de Lúcio era um pouco curto, mas mesmo assim ela conseguiu que a aparência de Lúcio ficasse mais parecida com a de uma rapariga.
Os três dançarinos se juntaram aos demais e já estavam prontos para entrarem em ação quando uns rapazes lhe pediram um autógrafo e ficaram a tentar gozar com a sua cara pintada. Um deles tentou até mesmo passar a mão em Lúcio, mas foi impedido pela mão firme de Marcelo que os expulsou do local.
- Não te preocupes com eles! Disse ao Lúcio.
- Tu parece que estás em grande e assim que o espetáculo começar vais ter a oportunidade de lhe mostrar o teu talento. Rematou.
Lúcio sentiu-se melhor e mais relaxado. A rotina da dança foi boa e o desempenho de Lúcio foi ótimo. Ele sentiu-se muito à vontade debaixo dos holofotes e com as pessoas olhando para ele usando vestido, meia-calças e calcinha.
Enquanto o seu pai fazia uma cara séria, a sua mãe estava radiante com o desempenho do filho.
No final, depois dos aplausos, voltou para o camarim muito suado e excitado.
Marcelo estava lá com os outros dois e ofereceu-se para ajudar o Lúcio a tirar o vestido e ele aceitou.
Marcelo soltou o fecho na parte de traz do vestido e Lúcio sentiu as mãos de Marcelo no seu corpo enquanto tirava a roupa, interrogou-se se o toque das mãos do Marcelo seria necessário, mas mudou o pensamento depressa, despediu-se de todos e foi para casa, feliz com o seu desempenho e com os aplausos que tinha recebido.
A sua mãe recebeu-o com um abraço e não se cansava de elogiar o seu desempenho. Com um pequeno lenço removeu o resto da maquiagem que tinha ficado no seu rosto.
- Foste maravilhoso querido. Disse ela. Eu não sabia que tinhas tanto talento e confesso, parecias uma rapariga linda. Completou.
Lúcio entendeu isto como uma aprovação, o que o deixava numa posição confortável para continuar a usar as roupas da sua mãe e não sofrer qualquer punição se por acaso fosse descoberto. Era tudo o que ele queria.
Na noite seguinte antes da apresentação Lúcio foi para o camarim para se preparar e de novo Marcelo ofereceu-se para ajudar. Depois de o ajudar a colocar o vestido, Marcelo acariciou as costas dele suavemente com as mãos. Lúcio não esperava por aquilo e não tentou sequer evitar. Já estava em cima da hora do espetáculo e ele foi para o palco.
Lúcio terminou a sua parte na dança, exausto e o suor corria pelo rosto manchando a maquiagem. Afortunadamente havia aproximadamente vinte minutos de intervalo para o segundo ato e tinha tempo para se recompor. Ele aproveitou o intervalo para perguntar ao Marcelo o porquê de ele ter passado as mãos pelas suas costas, quando tal não era necessário. A pele dele ainda estava a sentir o toque de Marcelo e ele estava um pouco confuso com esse gesto dele. Marcelo pediu desculpa e nada mais foi dito.
Naquela noite a excitação de dançar no espetáculo foi maior porque o teatro estava cheio. Muitas das pessoas que assistiam ao espectáculo conheciam o Lúcio e agora estavam a velo de calcinhas, vestido e meias finas, maquilhagem, enfim tudo como uma rapariga. Isto excitava-o muito e o melhor é que ele ainda ia poder aproveitar bastante pois ainda tinha cinco noites de espetáculo.
Lúcio voltou ao camarim bastante exausto, o show exigira muito dele e a vontade de fazer tudo bem feito exigira ainda mais do seu porte físico. Marcelo já tinha mandado os outros dois rapazes embora e estava à espera de Lúcio num canto do camarim. Ofereceu-se de novo para o ajudar a trocar de roupa. Meio ressabiado, Lúcio concordou. Marcelo tinha realmente umas mãos delicadas e suaves e percebendo o corpo tenso de Lúcio começou uma leve massagem nas suas costas à medida que lhe tirava o vestido. Lúcio tentou recuar mas não podia, ficou paralisado, Marcelo sabia onde tocava no seu corpo e Lúcio começou a relaxar.
Marcelo terminou de retirar o vestido de Lúcio, deixando-o apenas com a lingerie e foi descendo as mãos até às suas nádegas e em seguida até às pernas dele.
Lúcio ainda estava paralisado com a ação de Marcelo. As mãos dele apertavam as nádegas por cima das calcinhas, sentindo a carne macia de Lúcio entre os seus dedos. Lúcio começou a mexer com seu traseiro suavemente aceitando as carícias.
- Tu estás bem? Perguntou o Marcelo.
- Sim! Suspirou Lúcio. Marcelo deu um apertão final no seu traseiro e despediu-se.
Naquela noite, na sua cama, a mente de Lúcio estava num redemoinho. Ele sabia que os rapazes das escola gostavam de acariciar a bunda das raparigas no recreio enquanto conversavam, mas dois rapazes? O que se passava com ele? Como é que ele se sentia?
Lúcio voltou no seu pensamento até o camarim. Tentou se lembrar das suas reações quando sentiu as mãos de Marcelo percorriam seu corpo. Era realmente uma sensação muito boa e parece que ainda sentia as caricias. Percebeu que tinha gostado e achava bem que pudesse acontecer novamente. O que estava a acontecer consigo? Será que o fato de se apresentar como rapariga estava a mudar alguma coisa nele? Será que ele ia agir como rapariga em todos os sentidos? Não sabia responder. Só pensava no espectáculo do dia seguinte e na perspectiva de poder acontecer o mesmo novamente!
Na noite de terça-feira quando ele entrou no camarim o Marcelo já o aguardava para o ajudar a ser produzido. Ajudou Lúcio com as calcinhas, meias e o vestido. E de seguida disse:
- Vem comigo!
Marcelo conduziu Lúcio por uma porta, abriu e entraram. Era uma sala onde se guardavam os materiais do teatro. Marcelo fechou a porta e imediatamente as mãos dele percorreram o corpo de Lúcio de cima a baixo e Lúcio sentiu o seu corpo ser puxado para junto do Marcelo.
- O teu vestido parece ser tão agradável. Disse o Marcelo. Gosta de o usar?
- Sim. Respondeu Lúcio. Adoro sentir contra a minha pele.
Sentindo-se encorajado a continuar a conversa, Marcelo começou a beijar o pescoço nu de Lúcio e os seus ombros.
Marcelo pegou num par de cadeiras e ambos se sentaram junto um ao outro. Marcelo colocou o braço sobre o ombro de Lúcio.
- Parece que estás realmente bem assim. Disse o Marcelo e com a mão subiu a bainha da saia do vestido de Lúcio deixando as suas coxas expostas. Bastante excitado e quase sem fôlego, Marcelo começou a acariciar as pernas de Lúcio.
- Gostas disto? Perguntou e Lúcio acenou afirmativamente com a cabeça. Sim ele estava a gostar mas sentia-se inseguro para onde isto o estava a levar.
- Realmente tu pareces mesmo uma rapariga, Lúcio. Disse o Marcelo.
- Mas eu não sou uma rapariga Marcelo. Eu sou um rapaz.
- Sim, mas penso que tu és um pouco diferente dos outros rapazes, não é? Sinto que gostas quando eu toco o teu corpo e penso que gostas de usar estas roupas. Não gostas?
Novamente Lúcio concordou e Marcelo perguntou se ele já tinha usado roupas de mulher antes.
Lúcio contou-lhe um pouco sobre os vestidos e lingeries da sua mãe e roupas da sua tia explicando que gostava muito disso e que estava a viver um momento muito bom fazendo o papel de rapariga na Escola de Dança.
- Agora tu tens um amigo que gosta de tudo isso que se passa contigo.
A mão do Marcelo percorria a coxa semi nua do Lúcio, acariciando até às calcinhas.
- Tu és uma rapariga adorável! Disse o Marcelo e puxou o Lúcio contra ele e os seus lábios encontraram-se. Era um toque leve mas o suficiente para deixar o corpo de Lúcio a ser percorrido por formigueiros.
- Nós temos que ter cuidado com o batom porque não podes retocar a pintura agora e depois não podes te apresentar, daqui a pouco, com a maquilhagem desfeita por teres beijado um rapaz! Disse o Marcelo brincando.
Lúcio sorriu. Estava claro ele estava relaxado e adorando a companhia de Marcelo.
Marcelo levantou-se e levantou a saia do vestido de Lúcio. Marcelo percorreu com as mãos dele o corpo de Lúcio descendo até o seu traseiro acariciando as suas nádegas macias sobre as calcinhas sedosas. Então Marcelo agarrou Lúcio por trás pela cintura e o apertou contra si. Lúcio pode sentir o pénis duro de Marcelo contra o seu traseiro e suspirou. Marcelo já estava prestes a perder o controle quando disse:
- Temos que ir, já está quase na hora da apresentação e acho que nós não queremos que as pessoas saibam o que estamos a fazer.
O encontro deu a Lúcio uma fonte extra de energia e ele deu um espectáculo como nuca tinha dado antes e foi muito aplaudido.
Quando voltou ao camarim o Marcelo esperava por ele, ajudou-o a trocar de roupa e ambos não disseram nada. Marcelo apenas tocou levemente o traseiro de Lúcio enquanto o ajudava a tirar as calcinhas.
Naquela noite Lúcio não pôde resistir e levou o cinto de ligas, as meia finas e aquelas calcinhas que tinha usado antes, para casa.
Quando, em sua casa todos estavam a dormir, Lúcio vestiu a lingerie que levara e na frente do espelho, fechou os olhos imaginando Marcelo que o tocava e beijava. Ele sabia agora que queria aquilo, ele queria continuar e ir até mais longe ainda. Ele queria que Marcelo o tratasse como uma rapariga. O fato de se sentir a rapariga de Marcelo excitava-o. Tirou o pénis de dentro das calcinhas e terminou aquele momento com uma deliciosa masturbação, gozando como nunca!
Na noite seguinte Lúcio chegou mais cedo ao teatro. Marcelo depois de ajudar Lúcio a vestir-se levou-o de novo até à sala da noite anterior.
Assim que entraram e fecharam a porta Marcelo abriu os braços e Lúcio foi de encontro a ele. Os lábios deles se encontraram e assim que se apartaram, Lúcio disse que não se preocupasse pois tinha trazido um batom extra.
Eles beijaram-se novamente e de repente Lúcio sentiu a língua de Marcelo na sua boca. Os poucos beijos que Lúcio tinha trocado com algumas raparigas nunca tinham sido assim. A mão de Marcelo subiu por baixo do vestido de Lúcio e começou acariciar freneticamente o seu traseiro apertando-o contra o seu corpo. Durante vários minutos ficaram juntinhos como um casal curtindo uma cena romântica. Lúcio podia sentir o pénis duro de Marcelo contra a sua barriga.
- Tu és uma rapariga adorável. Disse o Marcelo a Lúcio. Gostavas de ser a minha namorada?
A cabeça de Lúcio estava a girar.
- Queres dizer como se fossemos rapaz e rapariga? Perguntou Lúcio.
- Sim, exatamente isso. Respondeu Marcelo.
- Mas como é isso possível? Eu sou rapaz e isto aqui? Perguntou Lúcio levando a mão ao seu pénis.
- Bem, eu não sei muito disso ao certo. Disse o Marcelo. Eu só te vejo como uma rapariga, não te consigo tirar dos meus pensamentos e não consigo mais evitar isto. Sinto que tu também não. Vamos deixemos os nossos sentimentos saírem e vamos ver no que dá. Com isso ele conduziu as mãos de Lúcio ao seu pénis e completou:
- Por favor Lúcio diz que sim.
Lúcio não tinha nenhuma intenção de dizer o contrario.
- Sim, claro que quero Marcelo. Disse ele.
Marcelo puxou Lúcio contra ele e beijou-o novamente. Levou novamente a mão de Lúcio em seu pénis e disse:
- Vê o que tu me fazes sentir.
Com isso ele tirou o seu pénis para fora das calças e colocou-o na mão de Lúcio. Eles se beijaram suavemente e Lúcio começou a massajar levemente o pénis de Marcelo. Tudo parecia bem e de repente não aguentando mais Marcelo deu um gemido e gozou fartamente no chão da sala.
Durante a noite na sua cama Lúcio refletiu muito, tentando colocar um pouco de ordem nos seus pensamentos, estava tudo muito confuso. Será que era mesmo isto o que queria? Ele, um rapaz de 15 anos desejando ser a rapariga de um amigo de 17? Será que não seria melhor parar quanto antes? Talvez, mas ele sabia que não queria! No fundo, o que ele queria era a atenção de Marcelo, de ficar próximo dele, sentir seus braços ao redor de seu corpo. E o que mais queria, sentir seus beijos novamente.
No resto da semana Lúcio e Marcelo encontraram-se várias vezes para se beijar e se acariciarem naquela sala escura do teatro. Marcelo não fez nenhuma tentativa para forçar cenas de sexo novamente. Achava que as coisas iriam se desenrolar normalmente.
Finalmente chegou o sábado que era a última noite de espetáculo daquele ano. Depois de se terem encontrado na sala escura do teatro, Marcelo retocou o batom nos lábios de Lúcio para o show e disse de seguida:
- Podes vir até minha casa amanhã à tarde? Eu tenho lá uma surpresa para ti.
Lúcio confirmou que ia e no espetáculo que foi o último ele simplesmente arrasou na dança! Foi muito aplaudido e acreditava que com estas últimas apresentações se ia abrir um novo campo para ele. Estava em vias de conseguir entrar numa importante companhia de balé onde podia progredir e evoluir. Depois foi embora convencido que no fundo estava se transformando numa rapariga e que as pessoas estava a perceber isso, inclusive a sua mãe.
Quando ele chegou a casa do Marcelo no dia seguinte este o convidou para entrar.
- Não está cá mais ninguém. Disse ele. O pessoal todo saiu para visitar o meu avô e só voltam no domingo á noite. Eu disse que estava cansado para poder ficar em casa.
Ele mostrou a casa toda e conduziu Lúcio pela escada acima até ao seu quarto. Onde quando entraram Lúcio viu em cima da cama um monte de roupas de raparigas.
- Estas roupas são minha irmã Sara. Eu penso que elas te servem a ti caso queiras experimentar. Disse Marcelo.
Não havia nenhuma dúvida sobre isso. Lúcio pediu ao Marcelo para sair e o deixar só. Ele despiu as suas roupas normais e começou a escolher o que podia usar. Ele estava pasmado, mas contente, achou um cinto de ligas de lycra e meias pretas. Ele não imaginava as raparigas a usar tais coisas. Ele vestiu-as com umas calcinhas de lycra branca e um sutiã que ele escolheu do monte na cama. Deu uma olhada ao redor do quarto. O sutiã era de tamanho médio mas os bojos ficavam vazios. Procurou alguns tecidos para enchimento, acolchoando até o sutiã ficar totalmente preenchido pois os seus peitos eram muito pequenos. A seguir colocou uma blusa branca de algodão que se ajustou perfeitamente ao seu corpo. Finalmente vestiu uma saia preta bem curta.
Olhou em volta, vendo que Marcelo tinha pensado em tudo, havia algumas jóias, uma fita de cabelo preta e um par de sapatos pretos com saltos pequenos. Ele encontrou um estojo de maquiagem e passou rímel, sombra e batom.
Sentia-se pronto para ser visto pelo Marcelo. Este pensamento fez a barriga dele saltar. Saiu do quarto e foi ter com o Marcelo na sala.
Marcelo deu um pulo do sofá quando viu Lúcio.
- Tu estás linda, estou emocionado... Disse ele. Mas eu não posso ter uma namorada com nome de rapaz, como te devo chamar?
- Que tal Lucia. Respondeu ela.
- Lucinha é mais intimo. Respondeu Marcelo.
Lúcia sentou-se no sofá tentando imitar uma rapariga, cruzou as pernas de um modo sensual e provocante, deixando à mostra para o Marcelo as coxas, parte das calcinhas e parta das ligas.
Rapidamente e muito excitado Marcelo agarrou a Lúcia nos seus braços começando a beijar os seus lábios. Eles deitaram-se no sofá. Marcelo apertou Lúcia contra o seu corpo e os seus olhares encontraram-se.
- Oh Lucinha tu estas adorável! Estás muito linda! Eu quero que sejas minha namorada para sempre.
Marcelo pegou na sua mão e a levou para seu quarto. Antes de entrar pegou Lúcia nos braços e carregou-a para a cama, como um casal em lua de mel.
Dentro do quarto Marcelo despiu-se. Lúcia não pode evitar de olhar para o seu belo corpo nu e correndo os seus olhos até à parte inferior viu o seu enorme pénis completamente duro envolto por um monte de pelos púbicos ondulados.
Marcelo caminhou para cima de Lúcia, envolveu-a nos seus braços e começou a tirar a roupa dela. Tirou a saia, e acariciou as suas pernas macias envoltas pelas meias. Lúcia tirou a blusa, ficando apenas com a lingerie.
Marcelo beijou os ombros despidos de Lúcia. Foi beijando todas as partes daquele corpo belo e com aparência feminina. Lúcia arqueou o pescoço e deixou que Marcelo beijasse todo o seu corpo. Cada vez mais ela estava descobrindo que gostava de ser rapariga e estava adorando muito estes momentos com o seu namorado Marcelo.
Marcelo sentou-se na extremidade da cama.
- Lucinha achas que és capaz de chupar o meu pénis? Perguntou.
Lúcia simplesmente meneou a cabeça e ajoelhou-se entre as pernas dele.
Lúcia queria ser uma rapariga. Ele queria ser a namorada de Marcelo e se isto fosse o preço, então ela estava preparada para pagar.
Ela ajoelhou-se na frente dele. Por um momento olhou o pénis de Marcelo e a sua cabeça avermelhada e grande. Ela pegou no pénis de Marcelo com as suas mãos e segurou por um momento. Então abriu a boca e deixou ele deslizar entre os seus lábios. Até aqui tudo bem. Começou a chupar com vontade mas meio desajeitada, pois era a primeira vez, e sentia-se maravilhada com os gemidos de Marcelo, ele também estava a adorar os seus carinhos.
Lúcia agora chupava com vontade. Lambeu todo aquele pénis grande, lambeu deliciosamente a cabeça e as bolas. Deixou o pénis de Marcelo deslizar novamente entre os seus lábios. Ela olhou para Marcelo e mesmo com a boca cheia deu um sorriso para mostrar que estava contente em fazer isto para ele. Estava feliz por ser a namorada dele. Como ela continuou a chupar Marcelo começou a se remexer para um lado e outro, como se estivesse fodendo a boca dela, mas de um modo delicado e gentil. Ele se remexeu novamente e Lúcia sentiu aquele pénis inchar dentro da sua boca e de repente Marcelo começou a ejacular. Foi tanto esperma que ela quase sufocou. Lúcia engoliu tudo num trago.
Novamente ela ficou surpresa, pois tinha gostado disto. Estes momentos íntimos selaram o relacionamento entre os dois.
Marcelo puxou Lúcia para junto de si e ambos se deitaram na cama fortemente abraçados.
Lúcia vestiu novamente a saia e a blusa para ficar mais feminina ao lado do seu amante. Estes momentos foram muito bons para ambos.
- Lucinha meu amor. Disse ele. Isto foi maravilhoso, eu estou muito contente por teres aceito ser a minha namorada.
- Eu também estou muito contente Marcelo. Disse a Lúcia. Eu não consigo acreditar em tudo o que nos aconteceu esta semana, parece ter sido um sonho. Ter sido rapariga no palco foi muito bom, mas estar aqui e ser a tua rapariga ao teu lado é incrível. É uma fantasia, um sonho, eu gostaria que não terminasse nunca.
- Não terminará Lucinha. E Marcelo disse. Nós precisamos um do outro e podemos nos amar, ficarmos juntos e ninguém saberá de nada.
Mais tarde Marcelo vestiu-se e sentaram-se no safa para conversar. De vez em quando eles trocavam um beijo e a mão de Marcelo subia pelas pernas de Lúcia sob sua saia, mas a maior parte do tempo eles fizeram planos de como se iam encontrar novamente e que locais podiam usar. Falaram sobre como conseguir roupas para Lucinha e onde as guardar. Beijaram-se novamente e Lúcia foi se arranjar e trocar para poder se ir embora.