188 - Daniela e a Universidade
As raparigas têm a sorte de se poderem vestir como querem, e poderem ser tão femininas quanto conseguirem.
Esta rapariga tinha um pequeno problema com esse estado de coisas, com tudo isso, mas os rigores da faculdade ajudaram-na a adaptar-se a essa situação, e deram-lhe a liberdade de poder ser a rapariga que ela realmente se sentia por dentro.
Daniela, anteriormente Davide, foi aceite no concurso para uma licenciatura em Engenharia Informática no prestigiado e afamado “New England College”.
Quando ele tinha ganho a bolsa de estudos ouviu os seus pais dizerem algo do tipo:
- Essa escola talvez te ajude e faça de ti um homem.
Ele aproveitou a oportunidade e embora a faculdade fosse longe do seu pais e a escola não fosse o lugar em que ele mais queria estar, decidiu arriscar tudo ali.
O departamento de ciências computacionais era o mais reconhecido de todo o mundo, e no dia em que ele acabasse o seu curso, Davide sentia que podia libertar a Daniela .... A tempo inteiro!
Davide não hesitou e decidiu suportar os quatro anos de vida de "rapaz" às direitas, para poder acabar com o engano em que se sentia a viver.
Quando Davide chegou ao campus universitário, no início de Setembro, foi bombardeado com informações de todos os clubes e fraternidades do campus, e pensou que seria uma boa ideia evitá-las por agora, e descobrir onde todas os bons alunos e boas pessoas estavam, e ir para lá.
A escola era, afinal de contas, para estudar, e não para andar em festejos.
Contudo, Davide não deitou fora todos os panfletos.
Depois do seu primeiro dia de aulas, ele estava tão cansado que mal entrou no seu quarto caiu em cima da cama, sem se importar com a grande quantidade de papelada espalhada pela cama a seu lado.
Adormeceu rapidamente. Mas quando acordou, a primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi um folheto com uma reunião “Aliança Gay e Lésbicas”, … e de imediato sentiu que tinha de ir verificar o que seria aquilo.
Mas como Daniela não tinha nada para vestir e por isso Davide decidiu ir como Gay para a reunião, em roupa de rapaz, e fazer um levantamento dos interesses das pessoas do grupo.
A reunião estava cheia de rapazes bonitos e mulheres interessantes.
Todos se apresentaram a si próprios:
- Olá, sou o Roberto, sou sénior, sou bissexual ...
- Eu sou o João, eu sou caloiro nesta escola, não sei bem o que sou ...
- Eu sou a Micaela, e estou apenas aqui para conhecer outras mulheres. Eu gosto de homens, mas quero algo com uma mulher.
Finalmente, chegou a vez de Davide. Ele não soube como se devia apresentar a todo o mundo. E começou, hesitante.
- Olá, sou o Davide, mas gosto que me chamem Daniela. Eu sou um travesti. Sei que não o pareço, mas isso é porque não tenho roupa de rapariga.
As reacções variaram com a apresentação da Daniela.
O Roberto sorria abertamente para ela.
Aquilo fê-la sentir-se confiante, sabia que tinha feito algo de bom ao ser honesto ...
Uma das raparigas que lá estava ficou confusa sobre o Davide / Daniela e quiz saber mais.
A Daniela e a Micaela conversaram … e conversaram e conversaram.
Chegado ao fim do dia Davide foi para a cama sentindo-se muito bem com as possibilidades que a vida universitária lhe oferecia.
Finalmente, longe de casa, longe das pessoas que queriam que o Davide fosse um HOMEM!
Na manhã seguinte, Davide foi verificar a sua caixa de correio.
Encontrou um folheto que anunciava uma cerimónia de “Promessas da Fraternidade Delta, não te vais arrepender ..."
Davide deitou fora o folheto pensando:
- Deve ser a última coisa de eu que preciso! Outro lugar para aprender a ser um homem. Blhaaack.
No dia seguinte, ouviu rumores, no seu dormitório, de que a Delta estava a aceitar novas promessas, e que essa iniciação seria dura, e separaria os homens dos rapazes.
Mais tarde nesse dia, Davide cruzou-se com o Roberto, que estava a recrutar promessas para a Delta.
- Lembrei-me do que disseste na reunião, e enviei-te um folheto. Não te posso garantir que não te vais arrepender, mas acho que realmente não te arrependes.
Davide pensou:
- Todos eles querem que eu seja um HOMEM. Ninguém compreende!
E respondeu rispidamente a Roberto.
- Se tu ouviste o que eu disse, acho que o deves aceitar. Tens de te ir embora e deixar-me em paz.
- Eu não quero mudar o que TU és!. Respondeu o Roberto.
- Tu não entendes …
- Tu não compreendes … Não te posso dizer porquê, mas prometo, não estou a tentar mudar quem tu és.
Sem acreditar, cepticamente, Davide concordou em ir verificar a cerimónia de promessas da fraternidade Delta.
Roberto disse-lhe para estar presente prontamente às 19h00 horas, para a cerimónia de iniciação.
Davide apareceu às 18:58, e foi recebido por um aluno que se apresentou como "Senhor".
- Eu sou um aluno do último ano. Disse ele. E isso é tudo o que tens de saber. Tens de compreender que és apenas um humilde Caloiro, e que deves tratar com respeito os mais velhos da escola, sabes disso?
Davide estava a sentir-se horrível por ser submetido a tudo aquela praxe.
Roberto tinha dito que Davide não se iria lamentar, mas ela estava a sentir-se traído.
Naquele momento, Roberto entrou. E foi recebido e saudado com o mais alto respeito e honras de todos os que o rodeavam.
Ele viu Davide, e disse:
- Rapazes, acho que devo tratar disto pessoalmente.
E dirigindo-se a Davide disse:
- Tu … vem até aqui. Parece que és um mariquinhas, por isso é como te vamos tratar ...
- Temos um acordo feito com a fraternidade do dormitório feminino do campus. Para ela receberam um mariquinhas durante uma semana.
- E para esta semana, tu és o mariquinhas seleccionado.
- Vais ter que te vestir como uma mulher todos os dias.
- Vais assistir a TODAS as suas aulas em roupas femininas e vais ser chamado de Daniela, e tens de corrigir os teus professores na chamada da aula.
- Vais ter que fazer tudo o que as raparigas do dormitório, para o qual estás designado, disserem para fazeres.
Os estudantes estavam em histeria. Estavam a rir-se de Davide. Um rapaz até sugeriu que aquela iniciação era demasiado para o Davide. Roberto perguntou-me:
- Vais fazer o que te digo ou és apenas um fraquinho?
Daniela tentou parecer perturbada, mas não podia ter ficado mais satisfeita.
- Acho que consigo aguentar com tudo isso.
Mas ela estava a pensar:
- Tens a certeza que uma semana é suficiente?
Ela apenas não queria que a vontade de ser Daniela não fosse demasiado óbvia.
Roberto levou a Daniela para o seu dormitório, e ajudou-a a fazer as malas para ela de poder mudar.
- Então, achas que vou conseguir passar a prova? Mal posso acreditar nisto. Achas que alguém me vai expulsar da escola por causa disto?
Roberto disse:
- Oh, não te preocupes. Há pelo menos uma praxe destas todos os semestres, e os professores já estão habituados a isto.
A Daniela foi apresentada a todas as raparigas no dormitório, e foi colocada no quarto da Micaela como colega de quarto temporário.
A Micaela disse:
- Queres realmente ser uma rapariga, não é? Qual é a medida da tua cintura?
- Visto entre o tamanho 34 e 36. Disse ela. A Micaela tirou uma fita métrica, e verificou as medidas da Daniela.
Depois de o fazer a Micaela foi de quarto em quarto, bateu a todas as portas do seu dormitório, e disse a todos que precisava de várias saias e vestidos, blusas, meias, collants e roupa interior.
Pouco depois a Micaela regressou ao quarto com sacos cheios de roupa.
- Estas são para ti. Disse ela.
- Agora deixa-me olhar um pouco para ti, para vermos o que é que tens de mudar.
- Primeiro, quero ver as tuas pernas ....
A Daniela puxou uma perna das calças para cima, e mostrou um tufo de pelos.
- Não podes ter nada disso. As mulheres respeitáveis que usam o tipo de roupas que vais usar esta semana têm de ter as pernas bem suaves ... Por isso, vais ter que depilar essas pernas.
A Daniela foi para a casa de banho, e a Micaela entrou para a observar, apenas para ter a certeza de que ela se sairia bem.
- Ser mulher nem sempre é fácil, sabes!
Ela sabia isso muito bem. Mas sempre tinha dedicado mais tempo ao que era preciso para parecer um homem bonito.
A Micaela deu-lhe uma embalagem de creme depilatório, explicando-lhe como o devia usar. garrafa de Nair para me ajudar.
E a Daniela aplicou o creme, esperou alguns minutos, enxaguou o creme e eis que ficou praticamente sem pelos nas pernas.
O pouco pelo que restou foi tratado por uns pequenos retoques com a lâmina de barbear.
De seguida a Daniela foi apresentada ao mundo da maquilhagem.
Por agora, ela não precisava de um trabalho completo, mas foi certamente divertido experimentar todas aquelas bases, sombras de olhos, eyeliners, pó ... etc.
A Micaela escolheu uma roupa realmente bonita para a Daniela. Uma saia de lã preta e um blazer a condizer, uma blusa bege de botões para baixo.
A Daniela mal podia esperar para se vestir, mas primeiro precisava de tomar conta da roupa interior.
A Micaela explicou-lhe que as raparigas usam frequentemente bodysuits, meias altas e cintos de ligas por baixo do que parece ser um traje perfeitamente inocente.
Assim, não querendo ser diferente das outras raparigas, a Daniela experimentou meias pela primeira vez.
A sensação das meias presas pelo cinto de ligas era tão excitante que o seu corpo desejou poder usar aquele vestuário a toda a hora.
A Micaela disse-lhe:
- As raparigas normais e simpáticas, como nós, não se vestem como meretrizes vadias todos os dias ... É melhor não teres demasiadas esperanças de usar lingerie sexy sempre.
Depois a Micaela ajudou-a a arranjar a cara, ela olhou para mim, e saiu do quarto por momentos.
A Micaela bateu a todas as portas do dormitório para anunciar o aparecimento da Daniela.
Quase todas as raparigas do dormitório passaram pelo quarto delas para olharem para a nova menina que ia passar uma semana a cargo delas.
Todo o tipo de felicitações foram feitas e ouviram-se uma data de:
- Ooh muito bonito!”
- Sim bebé, tens mesmo um corpo de mulher"
Depois de ouvir todos aqueles elogios a Daniela caminhou orgulhosamente para a sua primeira aula cheia de confiança.
Quando o professor fez o controle de faltas e chamou, pelo seu apelido, ela respondeu:
- Presente. E o professor disse:
- Não, este não és tu. O primeiro nome que tenho aqui é Davide.”
E ela respondeu:
- O meu nome é Daniela, mas tenho aqui uma identificação que vai resolver a confusão.
O professor parecia bastante surpreendido, mas continuou a dar a sua aula em arquitetura de sistemas.
Depois da aula, chamou-a, e perguntou se ele estava vestido daquela maneira por causa da praxe da fraternidade. Ela disse que sim. O professor disse que este tipo de iniciação era normalmente reservado a rapazes com uma constituição mais masculina, e que ela parecia uma mulher de verdade.
Ela disse ao professor:
- EU SOU uma mulher de verdade, eu apenas ainda não sou do sexo feminino. Mas eu vou resolver isso.
Daniela resolveu continuar a vestir-se assim para além da semana em que era suposto ser vitima da praxe.
A semana passou rapidamente, e foi-lhe oferecido um lugar na fraternidade.
Foi felicitada por se ter saído bem. E respondeu:
- Obrigado, mas fiz tão boas amigas no dormitório das raparigas, que acho que me devo juntar à irmandade feminina. Penso que ser mulher é muito mais o que eu quero e queria agradecer a todos vós por me terem feito aceitar tudo isto.