196 - Convertida na Convenção
Parte I
Carlos subia no elevador de vidro para o seu quarto no 39º andar enquanto se interrogava sobre o que lhe traria de novo esta Convenção de Ficção Científica, era a sua terceira, seria diferente?
Como Convenção, a Convenção de Ficção Científica sempre fora a melhor, e ele aproveitava sempre na totalidade a Convenção durante toda a semana.
Mas ele sentia que não aproveitava em pleno as oportunidades que tinha para se divertir e estava sempre a arranjar desculpas para não festejar, embora a Convenção de Ficção Científica lhe apresentasse muitas ocasiões e oportunidades para ter todos os tipos de diversão não programada.
Infelizmente, esse aspecto da experiência da Convenção de Ficção Científica sempre fora um problema para Carlos.
Ele era extremamente tímido e sendo apenas um pouco nerd, não que isso fosse incomum em qualquer Convenção, ele tendia a ficar sentado ao um canto do anfiteatro ou das salas de festa em que ele aparecia, e ficava a ver ação passar por ele.
Os dois primeiros dias da Convenção foram normais, muitas apresentações e filmes, umas breves paragens em duas festas, um concerto de folk inglês, e uma festa de Anime , mas depois direto para a cama para assistir ao canal da Playboy até à meia-noite e adormecer.
Mas ao terceiro dia, ele viu-a. Ela estava numa mostra de arte a observar atentamente uma pintura de uma mulher quase nua, de um artista de quem Carlos nunca tinha ouvido falar.
Ele ficou imediatamente aflito. Ela era incrivelmente linda, uma perfeição absoluta. Ela era baixa, compacta, com o cabelo loiro escuro cortado curto. Estava usando um casaco de couro, preto com rebites prateados, jeans desbotados e uma camisola com uma foto do Son Goku. Muitas pessoas não a teriam visto da mesma maneira, mas Carlos sim, e ele apaixonou-se instantaneamente.
Infelizmente, Carlos simplesmente não conseguia falar com uma rapariga com aquela beleza. Ela afastou-se, deixando Carlos a olhar para a pintura e a pensar nela. Ele respirou fundo e seguiu-a enquanto ela caminhava pelos pavilhões da Convenção, parando principalmente para ver fotos de mulheres nuas e semi-nuas, mas também olhava para algumas paisagens siderais e naves espaciais.
Uma pintura, porém, fez com que ele parasse de a seguir, era a foto de uma mulher gato, muito felina, uma tigresa fundida com um humano, em que o modelo de inspiração só poderia ter sido o seu recém descoberto amor.
Ele olhou para a folha das licitações e refletiu por um momento, decidindo de imediato fazer uma oferta que duplicava a primeira licitação. Ele tinha que ficar com o quadro, porque provavelmente nunca mais iria ver o seu amor.
Ele examinou as outras pinturas do mesmo artista, um homem com um nome oriental, com vários quadros de gatos, humanos ou animais e humanos em fusão, mas mais nenhuma tinha o amor como modelo. Depois de passar mais algum tempo a olhar para a tigresa, ele deixou a pequena mostra de arte, com a sua mente em envolta em névoa.
O resto daquele dia foi um desperdício para Carlos. Ele gastou a maior parte do tempo a vaguear pelas áreas comuns do espaço de convenções em busca da mulher. Infelizmente, havia mais de 7 000 fãs presentes na Convenção de Ficção Científica e a probabilidade de ele encontrar uma pessoa naquela multidão era muito pequena.
À medida que a noite se aproximava, Carlos decidiu que devia fazer algo que ele nunca fizera antes, começar a ir a todas as pequenas festas. Entrou numa grande parte das pequenas festas abertas no hotel, correu a maior parte dos 50 andares na esperança de localizar o seu amor.
Por volta das três da manhã Carlos tropeçou para fora do elevador no 24º andar. Ele já tinha tinha ido a tantas festas que já tinha perdido a conta. Estava a tentar ser metódico e tinha entrado em todas as portas abertas do 4º andar para cima, só que agora chegado ao 24º estava a pagar o seu esforço para ser sociável. Ele tinha tomado pelo menos uma bebida ou fumaça em todos os quartos que visitara, e já não estava no pleno domínio dos seus pensamentos, pela primeira vez o jovem de 25 anos tinha passado os seus limites.
Na verdade, ele não tinha bebido em todos os quartos que visitou. Ele estava a descobrir que alguns participantes, muito pobres ou com poucos materiais para se registarem como revendedores usavam os quartos de hotel como áreas de exibição e venda. Havia uma tão grande diversidade de vendedores autónomos ali representados nas vendas não oficiais de quarto, na verdade mais que os que estavam nos pavilhões oficiais.
Como algumas das mercadorias mais esotéricas vendidas nos quartos não teriam sido deixadas ser expostas pelos organizadores da Convenção, aqueles quartos mais pareciam salas de traficantes. Com muitas coisas entre o quase ilegal e o autenticamente engano, objectos e artefactos que Carlos tinha inspecionado por breves instantes antes de passar para a próxima porta. até agora.
A primeira porta aberta que encontrou ao vasculhar o 24º andar era, como anunciado na porta em letras muito ornamentadas, “Loja da Magia da Iluminação”.
O quarto, uma suite, estava decorado de forma bastante atmosférica, quase como um estúdio de filmagens ou de uma loja de magia. Mas a mulher que estava sentada atrás da mesa baixa, que só viu depois de entrar, parecia, para os sentidos embotados de Carlos, que pertencia aquele lugar, ela dava ao lugar um ar de autenticidade.
Ele parou diante da mesa e olhou confuso para as armadilhas expostas na sala, balançando um pouco antes de encostar na parede. O seu olhar foi atraído por um cristal brilhante ao fundo da sala, e ele sentiu algo estranho a clicar na sua mente.
A proprietária perguntou:
- O que posso fazer por si nesta manhã da Nova Era?
O olhar de Carlos desviou-se do cristal para a mulher, com os olhos um pouco vidrados. Ele sentiu uma estranha necessidade de contar a esta mulher o seu desejo mais profundo. E disse:
- Eu ... eu ... vi uma mulher ontem e ... apaixonei-me. Estou a tentar encontrá-la na esperança de nos virmos a dar bem e ... bem ... hummm.
A mulher sorriu e disse:
- Sim, eu entendo. só um minuto ...
Ela estendeu a mão para debaixo da mesa e tirou uma pequena bola preta que segurou na sua mão por um momento, fechou os olhos enquanto segurava a bola contra a sua têmpora.
Ela sorriu depois de um momento, abriu os olhos e escondeu a bola sob a mesa. Levantou-se e foi até uma prateleira, tirando dela uma pequena caixa de jóias. Voltou para a mesa, e ofereceu a caixa ao Carlos dizendo:
- Isto, vai dar-lhe a sua rapariga, mas vai ser nos termos dela. Queres isto?
Carlos, com os olhos ainda vidrados, parou por um momento e disse:
- Sim. Tudo para estar com ela.
- Então pega na caixa e olha para dentro dela.
Carlos obedeceu e viu uma pequena esmeralda facetada encaixada numa prata de três garras. Depois de olhar melhor percebeu que era um brinco de orelha. Ele disse:
- É lindo, é para ela? E como a posso encontrar para lhe oferecer?
- Não, meu filho é para ti!
- Mas eu não tenho as orelhas furadas. Como é que pode ser para mim?
- Abaixa-te aqui e mostra-me a tua orelha. A esquerda, acho eu.
Mais uma vez, Carlos obedeceu, sem pensar muito. A mulher pegou no lóbulo da orelha dele entre o polegar o indicador e disse umas palavras suaves. Carlos sentiu um breve instante de dor, e nada mais. Ela soltou a sua orelha, pegou no brinco caixa e enfiou-o no novo orifício do lóbulo da orelha, prendendo-o assim que ficou assente.
Carlos endireitou-se e colocou uma mão hesitante na sua nova jáia. Ele estava um pouco surpreso com a rapidez com que tudo estava a acontecer. E disse:
- Hum, quanto é que lhe devo?
- não te incomodes, criança. Presentes como este sempre compensam por eles mesmos. Boa sorte na tua Nova Era, criança. Volta para o teu quarto e vai dormir um pouco. não vais precisar de ir procurar a Tânia Silva.
Carlos animou-se com a menção do nome e, de repente, sentiu-se muito, muito com sono. Ele murmurou, um obrigado, e tropeçou de volta ao elevador. Ele ficou ainda mais baralhado quando o elevador o deixou no 39º andar, mas ainda conseguiu arrastar-se pelo corredor, até à sua porta, com uma pequena atrapalhação com o cartão magnético, e foi direto para a cama sem se chegar a despir, adormeceu profundamente antes de bater nos lençóis.
Carlos acordou com a luz quente do sol sentindo-se muito grogue e desconfortável, quase com dores. Ele abriu os olhos, rolou pela cama, e tinha alguns cabelos escuros a obscurecer a sua vista. Por um momento ele entrou em pânico, lembrando-se de dezenas de filmes onde o herói encontra alguém que estava embriagado e que não se lembra disso pela manhã, interrogando-se sobre quem o tinha trazido para casa na noite anterior, sem recordações do que acontecera, e a maioria das recordações são pouco mais do que um borrão de luz e som, e uma sensação de desorientação por ainda estarem completamente embriagados.
Gemendo, ele sentou-se, enquanto segurava a cabeça. As suas roupas pareciam estranhas, rodas soltas, e a tocarem em lugares que não deviam. Esfregando os olhos sob a luz intensa do sol, ele olhou em redor para a sua cama e viu que estava sozinho. Então ele olhou para baixo para si mesmo, e gritou!
Ele saltou para fora da cama e ficou trémulo na frente do espelho da parede olhando para ele mesmo. A única coisa que ele reconhecia na imagem que via eram os farrapos das roupas que ele tinha vestido. Quanto ao resto ...
O que ele estava a ver era uma jovem atraente, de cabelos escuros, vestida apenas com os restos de trapos de uma t shirt colorida e dos seus jeans Levis.
Ele levou uma mão hesitante à cabeça, observando o braço feminino no espelho, imitar o seu movimento. As evidências tácteis forçaram-no a parar de se divorciar da imagem do espelho.
O cabelo que ele tocou não era nada como o que ele tinha, agora era grosso e sedoso, sensual, embora embaraçado por ter estado a dormir.
A sua mão escorregou para baixo para tocar na bochecha do rosto que estava um pouco mais cheia do que ontem, embora ainda fosse muito oval.
Ele olhou para os olhos que eram mais redondos e mais verdes do que ontem, eles deviam ser de um tom mais turvado de azul, um nariz menor e mais fino, maçãs do rosto mais altas, lábios mais cheios e vermelhos.
A sua mão acariciou a bochecha e a verificou que era mais suave do que ele jamais poderia se lembrar.
Ainda entorpecido pela descrença, Carlos, resolveu tirar a t shirt rasgada pela cabeça, percebendo que o seu cabelo estava realmente muito longo.
Deitou o pano da t short par o lado, e olhou novamente para a imagem no espelho.
Se com o rosto fora difícil de lidar, com o peito era pior. Principalmente por causa do que agora tinha o que nunca tivera antes, seios. Eles eram cheios e firmes, com minúsculos mamilos rosados nas pontas.
Ele levantou a mão ainda mais hesitante para aqueles montes cremosos de carne de mulher e suspirou um pouco incrédulo quando sentiu a pele ultra macia, quente e saliente de seu seio direito recém-aumentado. O seu polegar moveu-se para tocar no mamilo, e soltou outro suspiro quando o seu leve toque gerou uma sensação que disparou direta para a sua virilha.
E Então ele ofegou novamente quando sentiu uma resposta mais familiar lá em baixo para aquela carícia.
Ainda mais confuso agora, Carlos rapidamente tirou os jeans esfarrapados. Ele suspirou de novo quando as suas cuecas escorregaram pelos seus quadris muito largos e ele viu que ainda possuía um pénis e testículos.
Agora totalmente nu, ele olhou-se no espelho. A imagem que ele agora apresentava era bizarra, mas muito sexy. Ele era todo mulher, rosto, cabelo, peito, braços, pernas, estômago, quadris e nádegas, mas em vez de uma vagina entre as pernas bem torneadas, ele ostentava seu antigo equipamento, agora um pouco mais sem pelos do que antes.
O único pelo no seu corpo, abaixo do pescoço, era uma pequena mancha quadrada de de pelo preto logo acima do seu pénis.
Enquanto ele se olhava, ou seria ela se olhava, ao espelho, o seu pénis lentamente continuou a inflação que tinha começado quando ele tinha tocado no seu mamilo.
Intrigado e atraído pelo erotismo da vista, Carlos fechou uma mão no seu pénis e colocou a outra no seu seio. Ele começou a acariciar o pénis enquanto beliscava o seu mamilo, o primeiro aumentou rapidamente enquanto o último gerava três ou quatro vezes mais prazer do que apenas acariciar o pénis.
Habituado a ter um orgasmo rápido que era quase precoce, ele começou logo a lançar jatos do seu esperma com espasmos que faziam o seu corpo torcer frente ao espelho. Quando o último jorro saiu do seu pénis ele caiu de costas na cama, completamente exausto.
Enquanto descansava a sua mente clareou um pouco. Ele lembrava-se, embora vagamente, da sua ida à “Loja da Magia da Iluminação” na noite anterior.
A sua mão limpa tocou no lóbulo da orelha esquerda e sentiu o brinco de esmeralda. Ele também se lembrou do seu desejo de encontrar a mulher por quem ele se apaixonara ontem. E ele também se lembrou de como a lojista havia dito algo sobre " ... nos termos dela ... " e interrogou-se pensando em como seria a rapariga por quem ele se tinha apaixonado.
Quando os seus dedos apertaram o brinco de esmeralda na sua orelha, ele sentiu que ficava mais quente. E rapidamente começou a queimar os dedos e a orelha. Ele tentou tirar a mão mas ficou preso ao brinco. O calor aumentou, e aumentou, e alastrou por todo o seu corpo que realmente começou a doer e fez com que ele novamente ficasse adormecido.
No seu segundo acordar, Carlos sentiu a sua mente alterar subtilmente para combinar com as mudanças drásticas do seu corpo agora feminino.
A identidade de gênero era agora a sua mudança mais óbvia. Carlos não era mais um “ele”, na verdade, ela não conseguia mais aceitar o nome Carlos.
Ela pensou durante alguns instantes e decidiu que gostava de Catarina.
Depois de uma breve ida à casa de banho para se limpar, ela parou novamente diante do espelho, desta vez aceitando-se totalmente e até orgulhosa do seu corpo.
Era perfeita, sexy e linda, com seios fartos e firmes e um pénis longo e vigoroso. Catarina era 500% melhor do que Carlos tinha sido, e se era isso que o seu novo amor desejava, Então ela agradeceria tanto ao seu novo amor quanto à bruxa da loja de magia, ambos tinham tornado esta mudança possível.
Finalmente, ela afastou-se do espelho, depois de ficar a olhar para si mesma por muito tempo, o suficiente para memorizar o seu novo corpo. A sua atenção agora voltou a focar o seu objetivo de encontrar a rapariga por quem se tinha apaixonado, o seu amor ... como é que a lojista lhe chamara? Ta ...Tânia Silva, era isso. Tânia. Nome bonito.
Ela abriu as gavetas da cómoda, revelando uma série de t shirts e alguns pares de jeans, bem como uma grande coleção de boxers de algodão branco. Ela fez uma cara de aborrecimento com a visão, ela sabia que os boxers não lhe serviriam, nem os jeans. Ela sabia que as T shirts dele eram bastante apertadas.
Ela imaginou que o que ela tinha vestido a noite anterior tinha ficado esfarrapado por causa da rapidez da sua mudança de físico, algumas de suas dimensões mudaram por completo, mas não o suficiente para a fazer rasgar as suas roupas como uma espécie de Hulk meio-feminino.
Escolhendo uma T shirt escura com desenhos da Star Trek, e começou a vestir as roupas de Carlos. Ela tinha adivinhado corretamente, as boxers assentavam mal, os jeans eram incrivelmente apertados em torno dos seus quadris, mas extremamente soltos em torno da cintura.
Apenas a T shirt era relativamente confortável, apertava um pouco os seios, mas também realçava a sua figura.
Avaliou a imagem que transmitia vestida com as roupas de Carlos, mas com um olhar sensível à moda que ele nunca tinha possuído, e decidiu que podia se aventurar fora do hotel sem morrer de vergonha, desde que a primeira coisa que ela fizesse fosse encontrar algo de novo para vestir.
Encheu os bolsos, enquanto anotava que tinha de comprar uma bolsa, e prendeu o crachá da convenção.
Saiu do seu quarto para se aventurar pela primeira vez como Catarina.
A primeira paragem foi um centro comercial ao lado do hotel onde ela comprou quatro pares de jeans e mais algumas camisolas com um tamanho mais apropriado para ela. Noutra loja comprou para ela uma dúzia de calcinhas e três sutiãs. E escolheu ainda uma bolsa de mão para guardar as suas coisas.
Voltou para o quarto de hotel e mudou os jeans e cuecas de Carlos, substituindo-os por umas calcinhas verdes de seda e calça jeans adequadas. Ela ficou com a mesma T shirt vestida.
Finalmente foi para a Convenção procurar pela Tânia.
Catarina gostou muito de todas as atividades da Convenção desse dia, embora não tenha encontrado a Tânia.
As pessoas conversaram com ela, e não apenas porque ela exalava sex appeal: ela estava mais confiante em si mesma, e assim era mais fácil participar, ou começar, uma conversa em vez de apenas pairar em torno dos outros ficando apenas a ouvir.
Ela assistiu a várias palestras visitou novamente a mostra de arte, onde a gata-Tânia ainda tinha o seu lance como o mais alto, e resolveu arriscar lances em mais duas peças.
Foi ainda a uma pequena banca onde comprou muitas jóias para se adornar.
Enquanto folheava ociosamente os anúncios no painel de informações do hotel, tentando imaginar onde a Tânia poderia ir ou o que ela poderia fazer, ela viu um anúncio de um bar perto do hotel que tinha um espectáculo com strippers masculinos nessa noite. Sentiu uma leve ardência no lóbulo da orelha, bem breve, e decidiu ir ver o show.
E apenas voltou para o seu quarto depois do jantar pensando no que devia fazer para tentar descobrir onde encontrar a Tânia.
Ela tomou banho, levando o seu tempo e sentindo o seu novo corpo por completo, deleitando-se com a sua sensualidade. Vestiu um novo conjunto de calcinhas de cetim azul, os seu jeans novos e justos e uma camisa de seda azul que ela deixou desabotoada o suficiente para mostrar grandes quantidades do seu novo decote. Colocando o que considerou essencial na sua bolsa nova, ela partiu para o bar.
Rainbow era o nome do lugar, e era surpreendentemente espaçoso para o número de pessoas que parecia estarem lá dentro. Catarina encontrou um lugar no balcão bastante perto do palco. O espectáculo ainda não estava a decorrer quando ela chegou, mas das conversas que ela ouvia, ela percebeu que que havia por ali vários homens jovens e muito quentes.
Catarina pediu um cocktail de arando e vodka ficou surpreendida com o sabor agradável, pensando que não percebia porque e que o Carlos odiava vodka. Preparou-se para esperar, enquanto examinava a multidão, que era composta principalmente por mulheres, mas onde também havia alguns casais, tanto de homens-mulheres como de homens-homens, e ficou um pouco desapontada por não conseguir ver a Tânia em lugar nenhum. Por alguma razão, ela tinha a certeza de que iria encontrar ali o seu verdadeiro amor, caso contrário ela nunca teria vindo para um bar tão masculino.
Apesar da sua aparência agora, Catarina sentia que não estava interessada em homens ... ou será que estava?
Ela não pode refletir mais sobre o assunto porque as luzes da sala começaram a escurecer e um holofote apontou para o centro da pista. Uma voz off anunciou:
- E agora para o nosso próximo show, todos por favor, dêem as boas-vindas a um visitante das nossas costas, alguém que eu tenho certeza de que todos vocês querem que se sinta bem-vindo ... Apresento para o vosso prazer visual ... O Falcão!"
Um momento depois da voz do locutor desaparecer, as cortinas na parte de três do palco abriram-se e um jovem de cabelos loiros e vestido com uma roupa estilizada de marinheiro, apareceu. O holofote concentrou-se bem na frente de seus sapatos, e o homem que ficou ali, de olhos no chão, esperando pela música para começar.
Catarina aproveitou a pausa para dar uma boa olhada no primeiro stripper masculino que estava a ver pessoalmente. Ele parecia jovem, Catarina pensou que ela não tinha mais que 20 anos, provavelmente menos. No entanto, ele tinha um rosto muito jovem, quase infantil, mas ela percebeu que era bem mais velho do que parecia.
Ele era muito bonito, e seu o cabelo loiro ia até á altura dos ombros, grosso, exuberante, lindo. O seu corpo parecia ágil e gracioso. Catarina apercebeu-se de que ele devia ser um dançarino supremo.
A música começou, suave, mas com uma batida distinta. O dançarino inclinou a cabeça e começou a bater o do pé depois de alguns compassos. A seguir, como a música chegou ao fim da introdução, o dançarino começou a estalar os dedos com a batida em contraponto ao seu pé. E, quando a música voltou a mudar, ele mudou instantaneamente para o tipo de movimento rápido e difícil, de uma música que se esperava para acompanhar uma dançarina exótica.
Quando o Falcão começou a girar ao som da música, Catarina aplaudiu mentalmente o estilo do jovem homem, toda a abordagem era mais a de um dançarino da Broadway do que de um exibicionista.
Se havia mais habilidades na dança do Falcão que a Catarina esperava ver, também havia mais erotismo, e talvez sexo cru, do que ela imaginava. E, como a dança progrediu e as roupas foram sendo descartadas aos poucos, Catarina ficou ainda mais espantada com a reação que ela estava a ter, que era, para ser franca, de luxúria.
Ela não estava sozinha. Assobios, vivas e aplausos indicavam que a multidão respondia ao Falcão, talvez fosse pela dança ou pelo seu corpo, para ela Catarina não estava claro.
Ainda assim, a atração pelo próprio dançarino perturbou-a, mas apenas por momentos. balançando a cabeça, ela deixou de lado a sua confusão e foi com os sentimentos do momento que assistiu à dança do Falcão.
Com um talento real que tornava os seus movimentos mais eróticos do que sujos, o Falcão mostrou o peito nu, ficando apenas com calças de marinheiro de botões e suspensórios como traje.
Ele fez alguns momentos exibindo o torso, que era simplesmente lindo. Totalmente sem pêlos, incluindo as costas, era não muito desenvolvido, mas elegante e fino e ... bem, lindo!
Mais uma vez, a avaliação de Catarina não foi única, a aprovação audível do público foi quase ensurdecedora.
A dança continuou com o Falcão a tirar os suspensórios mandando-os para o fundo do palco, e começando a trabalhar nas calças de marinheiro.
Ele aos poucos foi desapertando cada botão, levando algum tempo, com muita postura e pose entre cada um. Cada botão que se seguia causava mais aplausos na plateia, a multidão estava a entrar no clima da performance de Falcão, incluindo Catarina. Ela estava ansiosa pela remoção das calças.
Quando a berguilha ficou totalmente aberta, o talentoso dançarino não deixou apenas as calças caírem ao chão. Ele provocou a multidão abrindo a aba e fechando-a novamente, revelando desta forma nada mais que o tecido preto sedoso, mas fazendo a multidão ficar num quase frenesi.
Finalmente, ele virou as costas para o público e, depois de sacudir as nádegas algumas vezes recolhendo os aplausos selvagens, ele deixou as calças de marinheiro deslizarem pelas suas pernas, conseguindo fazê-las descer lenta e sensualmente. Ele saiu de dentro delas e chutou-as para longe.
Virou-se para o público vestido apenas com umas boxers pretas de seda.
A dança continuou, acompanhada de gritos, “tira-os!” e “queremos ver o alto!”.
Catarina ficou bastante surpresa pelo facto do Falcão ter acabado de boxers, pois pensava que as dançarinas exóticas geralmente ficavam nuas, de fio denta ou menos.
Mas, ele ainda estava a dançar ... a música recomeçou a aumentar novamente, e o Falcão começou a realmente bater e a mover-se, girando todo o corpo, mas principalmente os quadris. E acompanhado de vivas e miados, num crescendo, ele rasgou as boxers arrancando-as do seu corpo mandou-as para a plateia.
Os olhos de Catarina fecharam-se num constrangimento involuntário, para de seguida, os abrir novamente e ficar ligeiramente desapontada com a visão do fio dental verde limão muito curto que o dançarino tinha vestido.
Até aquele momento o público estava realmente ensurdecedor, abafando tudo, exceto a batida da música.
O Falcão era obviamente um grande sucesso. Por várias razões, o pano verde tão bem amarrado daquele fio dental, escondia, embalava um alto que provocava sentimentos estranhos no fundo do ser da Catarina.
E o homem ainda dançava. Movendo o seu corpo de maneiras que excitavam a Catarina mais primariamente do que os seus pensamentos podiam lidar, o Falcão continuou a posar e mostrar-se ao público.
Quando a música atingiu o seu pico final, ele soltou os lados da sua cueca onde havia uns pequenos aros de metal, e com um movimento experiente, ele chicoteou o tecido verde-limão sem se curvar e jogando-o direto para cima do colo de Catarina. Ele não estava a usar nada por baixo desta vez, e todos tiveram um bom vislumbre do pénis grosso e carnudo e bolas cheias enquanto ele posava, parado novamente, por momentos antes das luzes se apagarem.
As pessoas começaram a correr em direção ao palco, e quando o palco escureceu, alguns piropos foram lançados sobre o clamor selvagem de aprovação da multidão. Quando as luzes retornaram, aparentemente segundos depois, o palco estava vazio, e do Falcão não se via nada.
Os aplausos, vivas, gritos de “Bis!” e outros sinais de a aprovação duraram vários minutos. Catarina pode aplaudir o Falcão por muito tempo sem chamar a atenção, ela ficou muito impressionada e não apenas pela dança requintada ... Ela estava a agarrar com muita força aquelas cuecas que lhe tinham sido jogadas para o seu colo. Assim que a publico e as palmas começaram a acalmar, ela fez uma breve pausa para enfiar o fio dental verde dentro da sua bolsa, para depois se juntar novamente às saudações ao dançarino.
Por fim, o barulho cessou e os fregueses acomodaram-se para aguardar o próximo número.