167 - Eu queria ser mulherzinha
Parte I
Descobri que sou uma CrossDresser romântica.
Eu sentia um grande prazer quando me imagino a ser a mulherzinha de uma relação.
Sou caucasiana, com a pele clara, 1,74 m, 73 kg, sinto que sou elegante e que tenho umas curvas bem femininas.
O meu nome feminino é Paula.
Sinto que sou uma mulher e gosto de ser fiel aos seus sonhos, fiel a mim mesma.
Sempre sonhei que era mulher e sempre que imaginei estar com alguém na intimidade apenas me via como a parte feminina.
Mas também sei que não me consigo desfazer de algumas das minhas partes masculinas e do meu coisinho, com que nasci e por vezes me lembra que nasci homem.
Sei que quando sonho em ser mulher sinto água na boca e imagino-me a chupar um homem, sentindo o mel salgado a escorrer pela minha língua, até sentir o jato de esperma agri-doce na minha garganta.
Imagino-me a ficar com o traseiro empinado enquanto sinto um homem a penetrar-me e a fazer de mim a sua mulher, retirando prazer no meu corpo. Umas mãos fortes a segurar-me pela cintura enquanto fazemos a dança do vai e vem, compassada e forte. No final sonho com o quente que me invade o meu interior em jorros de gozo, até escorrerem aqueles líquidos quentes e viscosos pelas minhas nádegas rosadas.
Eu nunca tinha estado com nenhum homem, mas sempre me vi como a parte feminina de uma relação.
Creio que tudo começou quando eu era uma criança e a minha prima me disse para eu vestir umas roupas de menina, para brincarmos, e ela fingia ser a minha mãe. Eu fiz tudo aquilo por pura inocência, não me sentia obrigada. Nada aconteceu para além da brincadeira de duas crianças, mas eu fiquei com a recordação na cabeça.
Já adolescente, sempre a lembrar-me daquela brincadeira, eu vestia umas calcinhas e um vestido, às escondidas de todo o mundo e ficava excitada vendo-me ao espelho, mas nunca passava disso.
No meu primeiro emprego, nas obras de uma auto-estrada, no final do turno de trabalho tinha de usar os balneários ao mesmo tempo que os outros homens, mais velhos. No final do turno todos queriam tomar banho e eu tinha que ficar na fila à espera de um chuveiro vago.
Eu olhava para aqueles pénis pendurados de forma apaixonada, mas sempre fui discreta, e embora por vezes eu sentisse que ficava excitada, tentava sempre disfarçar com o toalhão de banho.
Um dia, durante o intervalo almoço, fiquei sozinha perto de um colega de trabalho. Era moreno, queimado do trabalho ao ar livre, não era muito atraente, mas era educado e divertido. Ele vendo os meus braços nus começou a acariciar a minha pele branquinha. Eu fiquei sem reação. Ele disse que nunca tinha visto uma pele tão branca, macia … tão gostosa. Limitei-me a sorrir timidamente, e passei a esconder mais os meus braços.
Naquela época não era muito comum os homens falarem das suas fantasias gay. Era diferente e eu não sabia o que fazer. Eu sabia que eu era diferente e aquela carícia apenas atiçou ainda mais os meus desejos.
Agora tenho uma vida mais estável e como moro só, posso ter alguns luxos femininos e sou depilada, tenho roupas femininas que vou comparando, e alguns brinquedinhos de menina.
Por vezes eu estou no PC online e frequento algumas salas de chat, abri contas em várias redes sociais e em sites específicos para meninas Crossdresser, coloquei algumas fotos minhas que gosto.
Converso com alguns homens simpáticos que me abordam, e tento ter uma conversa sem preocupações, mas na maior parte das vezes perco o interesse porque apenas querem o meu número de telefone, e tratam-me por gostosa, amor, ou ainda pior. Mas a maior parte deles nem sabe como eu sou.
Quando por vezes me pedem um encontro eu costumo pedir para ligar a câmara e só depois de ver o homem e conversar com ele é que realmente decido se posso ou não pensar nesse assunto.
Mas encontros assim, do nada, é muito artificial e nunca me comprometi com nenhum homem.
Por vezes, quando fico demasiado excitada com algum eu mostro-me para ele e permito que ele veja as minhas partes mais íntimas.
Já com meninas, que eu vejo que são como eu, saio e já me envolvi sexualmente com algumas e em todas as ocasiões fiquei muito satisfeita.
Gasto muitas horas a ver vídeos de Crossdresser ou trans, imaginando-me naquelas situações com vários homens e a fazer todas aquelas posições e aventuras.
Queria encontrar um homem legal, que me visse como uma mulher, apenas na cama, mas que fosse meu amigo, que saiba assistir a um filme, compartilhe as pipocas, o vinho, a cerveja, sem a obrigação de transar, mas que, quando chegar o desejo mutuo, o sexo seja o mais gostosa.
Um amigo que me ajude a realizar a fantasia de ser uma mulher real. Não sabia se ia conseguir realizar este desejo, mas no fundo era o que eu queria.
Mas hoje venho aqui apenas contar algumas estranhas aventuras sexuais que fui tendo ao longo de todos estes anos e que me foram empurrando cada vez mais para o lado feminino.
Como disse costumo ir falando com vários homens e o ano passado conheci o Alexandre no Facebook que me despertou o interesse e me fez várias propostas para eu me encontrar com ele.
O Alexandre dizia não querer apenas sexo e aceitou encontrar-se comigo para conversar estando eu vestido de homem. Marquei com ele num centro comercial e na hora combinada lá estava eu.
E naquele dia, depois de muitos rodeios, medo do que podia acontecer, marcamos um cinema, o que poderia ser mais inocente?
Reconheci-o de imediato e ele também porque já tínhamos conversado com a câmara ligada várias vezes.
Ele era um pouco mais alto do que eu, talvez 1,80 m uns 80 kg, cara rapada, queimada pelo sol de alguém que está habituado a trabalhar fora de casa.
Mas na hora que o vi dirigindo-se a mim na frente das salas de cinema, quase que não me podia controlar, eu queria logo cumprimentá-lo com um beijo. Mas temi que isso o fizesse ficar desagradado, e sem saber como reagir. Cumprimentamo-nos com um aperto de mão, ele disse que estava contente por finalmente me ver e por perceber que eu não era apenas outro engano das redes sociais.
Nós já tínhamos conversado tanto, conhecíamos muito da vida um do outro, horas de conversa online, onde ele me tinha contado a história do seu divórcio, de como eu estava sendo bem reconhecida no seu emprego. Só faltava mesmo o encontro.
Entramos para ver o filme e eu agarrei no seu braço, gelada com a ansiedade. Sentamos na última fila, mesmo sem ter combinado nada, queríamos privacidade, a tensão deixava clara a intenção.
A publicidade, antes do filme, já estava a ser projetada no ecrã, quando nos sentamos.
Foquei a minha atenção na sua respiração, será que ele me deseja mesmo? O que será que ele está a pensar?
Senti a mão dele sobre a minha, olhei e ele estava a olhar para mim, 1 segundo = 100 mil anos, não sei, e finalmente ele beija-me, aquele beijo que eu esperava à tantos meses. No começo tímido, depois molhado, e logo em seguida quente, desejoso, de quem se entrega.
Como dois adolescentes, trocamos algumas carícias na sala escura de cinema, carícias que só fazem acender mais o fogo. Mas a sala não estava vazia, e isso limitou o que se podia fazer, muito pouco do que queríamos fazer, mas até isso foi bom, porque manteve a sensação de querer mais, era preciso mais.
O filme continuou, não sei o que se passou na tela, mas sei que se parecia com uma chuva de outono, tão fresca quanto húmida.
Sinto como ele me toca, perfeita alternância de delicadeza e força, levando-me tão próximo do paraíso para depois me trazer de volta à terra, sem deixar que me perca.
O filme acaba, ele diz que não pode se demorar, porque o seu filho está à sua espera em casa. Eu quase que desespero, como assim, não pode terminar aqui, assim, agora.
Eu ofereço-me para o levar a casa, para pelo menos poderia ficar um pouco mais na sua companhia.
No caminho conversamos amenidades, mas a minha cabeça gira com as sensações que acabei de ter.
Ao chegar ao seu prédio, ele manda-me estacionar o carro num lugar meio escuro e fico à espera de um convite para subir, mas ele relembra que tem o seu filho em casa à espera dele.
Pergunto se ele não pode ficar um pouco mais, e ele responde-me que sim voltando a beijar-me. Este beijo agora já nada tem de tímido, já começa quente, e só faz esquentar. A minha roupa deixa logo de me cobrir e não demora para que as peças que visto estejam abertas expondo partes do meu corpo.
Eu me abro, me revelo, deslizo as minhas mãos por dentro da roupa dele, ouço a sua respiração responder aos meus toques, assim como a pressão das suas carícias no meu corpo.
Torno-me mais impulsiva, sem temer que alguém nos veja. Numa investida que me surpreende, tomo o seu sexo nos meus lábios e sinto que o levo à loucura. Sem pudores, sem receios, fiz ele sentir coisas que não podem ser descritas em palavras.
Por mais que eu tente resistir, e controlar-me, desisto, entrego-me, sinto e aproveito aquele seu prazer sem par, como se fosse o meu. Como uma maestrina regi o seu corpo, levando-o onde queria, até que o ápice da sinfonia chega e ele se derrama num gemido mudo.
Quando recupero a compostura, verifico que ele me encara, sorrindo vitorioso, com um brilho nos olhos.
Ele diz que tem de ir, que não pode demorar mais.
Beija-me mais uma vez, sinto o gosto da sua boca.
De fora do carro diz que adorou me encontrar, que espera que aconteça de novo, e que na próxima vez marcará num dia que o filho esteja em casa da mãe, e assim poderá convidar-me para um jantar e algo mais.
Volto para casa sem conseguir prestar grande atenção ao trajeto, com o meu pensamento completo imaginando o que mais esta amizade me reservaria.
Mais tarde de volta ao PC tinha mil e uma mensagens dele agradecendo-me a noite e mandando-me juras de amor eterno.
Decidi então que estava na hora de deixar que ele me fizesse sua mulherzinha.
Na quinta-feira à noite recebo uma mensagem dele convidando-me para passar o final de semana na casa de campo dele. Concordei, e no final da conversa, já quando se despedia, ele e disse para eu ir preparada para ser a mulher dele.
Não consegui responder nada e um sentimento estranho tomou conta de mim. Por um lado eu tinha vontade de ser a mulher dele por outro o receio de ficar dependente dele. Não dormi bem naquela noite e a sexta-feira inteira fiquei pensando no que devia fazer.
No sábado pela manhã, decidi que ia porque achei que ele estava a querer tratar-me bem.
Cheguei e ele recebeu-me com um sorriso enorme e a dizer que era bom ter uma companhia de novo em casa. Aliás, uma casa muito bonita e logo ele me levou ao quintal que tinha muros muito altos e com uma bela piscina.
Fazia calor e sentamo-nos por baixo de um guarda-sol onde, estrategicamente, já estava uma jarra com caipirinha. Sou muito fraca para beber, mas o calor começava a ficar tão intenso e estava tão docinha e gelada que não resisti. Meia hora de conversa e uns três copos de caipirinha depois, já meio tonta, ele pergunta-me se eu ainda queria ser a mulher dele.
Não sabia o que responder e entrei em conflito novamente. Uma parte de mim dizia não e outra dizia sim. Decorridos alguns segundos, enfim respondi:
- Não.
Ele olhou para mim e disse que era a chance de aproveitar a vida, de experimentar novas sensações. Respondi-lhe meio sem graça e sem saber bem o que dizer:
- Eu sou virgem, sei que vai doer e acho que não vou gostar.
- Olha eu aprendi como fazer sexo anal e acho que sou especialista nisso. Todas as mulheres que tive na minha vida permitiram-me isso e ficaram satisfeitas, aliás, sempre pediram mais. Embora eu também saiba fazer outro tipo de sexo, eu prefiro o anal. É mais apertado e eu estou há muito tempo sem experimentar. Desde que minha mulher se foi embora que eu não quis sair com outra mulher, e me isolei e sei que tu tens esse desejo desde a tua adolescência. Vou te fazer sentir como uma mulher. Será bom para nós dois. Tenho a certeza de que vais gostar e se doer ou se acontecer algo que tu não queiras fazer, nós paramos.
Parei para pensar nas palavras dele e a parte que me dizia para experimentar, ganhava força. Sabia que aquilo era um grande passo, mas uma vontade louca começou a entrar em mim. Dei mais um gole na caipirinha, respirei fundo, tentei desviar os meus pensamentos, mas o desejo de viver o meu destino tornou-se insuportável.
Respondi que se ele fosse um cavalheiro meigo e paciente comigo e que se eu não quisesse fazer algo nós pararíamos, tudo bem, eu seria a mulher dele.
Ele levantou-se e pediu para eu ir me arranjar e vestir o que fosse necessário para me fazer sentir uma mulher.
Levou-me para dentro de casa onde me mostrou o seu quarto e casa de banho, dizendo-me para eu me arranjar como eu queria. E depois saiu deixando-me só.
Eu abri o meu saco com as minhas coisas e escolheu um biquíni vermelho, com lacinhos de lado. Coloquei as calcinhas e embora eu tenha um pénis pequeno ele ficou a marcar as calcinhas. Depois vesti a parte de cima do biquini, coloquei uns óculos escuros e soltei o meu cabelo, que já me chegava aos ombros.
Voltei à piscina, e ele ofereceu-se para passar protetor em mim dizendo-me para eu ficar a apanhar sol enquanto ele ia preparar a comida.
E assim o tempo foi passando, eu a apanhar banhos de sol, petiscando, bebendo com prudência porque não queria ficar zonza, de vez em quando entrava na água e ele também aparecia e entrava comigo para a piscina, onde se encostava a mim para me beijar no meu pescoço.
A sair da água e na hora de ele me colocar mais protetor, eu deliciei-me com as suas mãos firmes sobre o meu corpo depilado.
Quando foi a minha vez, de espalhar o protetor no seu corpo, passei suavemente as minhas mãos no corpo dele, vendo o volume sob os calções a aumentar. Era um jogo de excitação e de acalmar de seguida. Conversamos muito e várias vezes ele me elogiou dizendo-me que eu conseguia falar e agir como uma mulher e no final da tarde eu já me sentia em minha casa.
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