67 - Princesa Cap. II
A porta abriu-se e uma menina apareceu. Era a Cíntia. Ela não tinha nenhum disfarce.
- Olá. Ela abriu a porta. Entra!
Eu entrei com uma crescente sensação de medo. Algo estava errado.
Eu estava a começar a me arrepender. A Cíntia fechou a porta e disse:
- Acho que nós não nos conhecemos. Ela estendeu a mão dela. Eu sou a Cíntia.
- Vieste ter aqui com alguém?
Eu acenei com a cabeça. Meio indeciso cerrei os punhos quase quebrando as cintilantes unhas postiças rosas.
- Eu sou... uh... Luísa. Eu tentava falar com a minha voz de menina. Eu estou aqui com a Janine. Cíntia sorriu.
- OK. Ela disse que estava à espera de alguém. Ela virou-se e dirigiu-se para a sala de onde vinha a música. Vem comigo. Eu segui-a e lembrei-me de caminhar como tinha praticado no quarto da Janine. Ela largou-me num canto de uma sala cheia de pessoas. Era a festa. Ninguém estava fantasiado. Ninguém.
- Espera aqui. Disse ela. Eu vou dizer à Janine que tu já estás aqui. Diverte-te.
Eu fiquei paralisado quando a Cíntia saiu da sala e desapareceu. Alguns momentos depois, Janine apareceu e veio a correr para o meu lado. Ela não estava a usar a fantasia dela e parecia chateada.
- Luís! Sussurrou ela, agarrou o meu braço e puxou-me pelo meio da multidão. Vem comigo. Depressa! Eu caminhei o melhor que pude, coração batia com medo. Eu estava numa festa da escola vestido de menina e não era uma festa do dia das bruxas.
- Por aqui. Ela empurrou-me para um quarto e fechou a porta atrás de nós.
- Eu fiz asneira. Disse olhando para mim.
- A Cíntia disse-me que era uma festa do dia das bruxas, mas ela mudou de ideia sem me avisar. Ela estava a ponto de chorar. Eu sinto-me como uma idiota.
- TU sentes-te como um idiota? Eu estava muito nervoso e fale alto com ela. Tu és uma filha da p... Eu tentei insultá-la mas não consegui. E fiquei calado. A Minha raiva era tanto que não me saia nada.
Ela voltou a falar.
- Eu te telefonei várias vezes para tentar te avisar.
O telefone tinha tocado várias vezes. Ela tinha tentado me advertir.
- E agora? Como é que vamos resolver isto? Perguntei.
- Vamos arranjar forma de sair daqui. Disse ela. Vamos a algum lado e podes trocar de roupa. Eu senti-me aliviado.
- Vem. Ela abriu a porta e me conduziu para fora do quarto e voltamos para o salão de festa.
Estava cheio. Praticamente toda a escola estava lá bebendo ou dançando. Eu tentava manter a minha atenção na Janine enquanto ela me conduzia para fora da casa e rezava para que ninguém tentasse conversar comigo e pudesse me reconhecer. Eu vi Alexandre antes da Janine e não gostei.
- Oi Janine! Exclamou o Alexandre. Ele parecia estar um pouco bêbado. Ele olhou para mim.
- Quem é a tua amiga? Janine parou e olhou séria para ele.
- Ninguém da tua conta. Respondeu áspera.
Alexandre arregalou os olhos. Com um metro e noventa e 100 quilos de músculos, precisava bem mais do que uma ex-namorada brava para o intimidar.
- Isso não é atitude muito fino para uma rapariga. Escarneceu. Ela retrocedeu e eu poderia ver os olhos dele me encarando.
- A tua amiga Janine é um pouco rude e não nos apresenta. Eu sou o Alexandre.
Ele me olhou como se esperando uma resposta. Eu gelei, impossibilitado de mover um só músculo do rosto debaixo do olhar dele. O que eu ia fazer? A minha vontade era de vomitar de tanto nojo. Ele ia...
- Esta é Luísa! A Janine respondeu, a voz dela gotejava ácido. Ela é nova na cidade... Faz pouco tempo que estuda na escola. E ela não é para a tua laia.
Alexandre abanou a cabeça dele e manteve os seus olhos em mim. Eles eram pequenos e vermelhos. Eu podia ver que com certeza ele estava bêbado.
- Ela é nova por aqui?
- Sim! disse Janine. Podes nos deixar em paz?
Alexandre balançou a cabeça dele negativamente.
- Eu as deixarei ir. Respondeu. Mas eu e tua amiga vamos dançar uma música. Ele segurou firme no meu braço. Eu tentei me afastar, mas ele segurou firme no meu ombro. Eu ia gritar, mas percebi que ia causar mais estrago chamando a atenção. Janine aproximou-se depressa e sussurrou ao meu ouvido:
- Acho que é melhor dançares com ele. Eu a encarei, horrorizado.
- Acho que é só uma vez... ele depressa desiste. Eu abri minha boca para dizer algo, mas antes que pudesse, Alexandre me arrastou pelo braço.
- Lembre-se daquilo que praticaste. Ela assobiou. Eu a olhei sem expressão, enquanto o Alexandre me conduzia para o salão de dança.
Tudo que pratiquei? A voz... os movimentos...
A música já ia a meio e assim nós não íamos dançar muito. Eu agradecia a Deus pela ajuda. Ele segurou nas minhas mãos e nós dançamos parte da música. A minha esperança era ele já tivesse bebido demais para se aperceber que eu... bem, eu não era muito bom dançarino.
Até mesmo bêbado ele arranjou motivo para uma conversa comigo enquanto nós dançávamos, perguntou-me de onde eu era e como tinha conhecido a Janine. Eu consegui inventar uma história de que a minha mãe tinha sido transferida para esta cidade e eu tinha vindo com ela. Finalmente, a dança terminou.
Eu olhei desesperadamente para Janine, mas ela não estava em nenhum lugar. Eu tentei fugir, mas Alexandre colocou o braço dele no meu ombro e levou-me para um grupo de amigos dele onde me apresentou como Luísa, uma novata na escola. Não tendo nenhuma escolha, eu aguardava uma oportunidade para me safar.
A festa continuava.
Eu continuei tentando sair de perto dele, mas o Alexandre estava por toda parte e não me deixava.
Eu disse que ia ao banheiro. Demorei bastante e achei que ele ia perder o interesse e me deixaria só. Engano. Quando sai, ele estava me esperando com uma bebida e um sorriso. Eu peguei no copo de bebida e bebi um pouco.
Ele fez uma piada sobre mim e foi buscar outra bebida. Depois de um rápido olhar em volta para ver se achava a Janine, apenas para constatar que ela ainda estava desaparecida. Eu fui até a porta de saída da casa.
O Alexandre estava me esperando com outra bebida.
A festa continuava.
Depois de umas duas hora eu já estava meio bêbado. O Alexandre não me largou um só instante e dançamos mais umas quatro músicas e eu fui apresentada a todo o mundo que estava na festa como Luísa, a novata da escola e da cidade. Eu não sei se era por causa do efeito do álcool, mas o fato é que eu já estava ficando mais à vontade neste meu novo papel feminino.
Eu ainda estava terrivelmente apavorado em ser descoberto, porém eu achava que ia superar tudo aquilo.
A festa estava começando a ficar alegre e eu achei que daria tudo certo. Colocaram uma música bem lenta. O Alexandre já bem alto, colocou os braços sobre os meus ombros e puxou-me para junto dele. Aterrado, e sentindo uma repulsa, eu tentei recuar, mas ele me puxou novamente. Desequilibrado eu não tinha como opor resistência. Eu estava cansado... um pouco bêbado... e meus pés estavam a doer dentro daqueles sapatos apertados. Eu quase consegui me safar... quase...
- Oops... O meu pé deslizou e me desequilibrei. Para não cair eu me agarrei nele.
- Luísa! Disse ele.
Instintivamente, eu inclinei a minha cabeça para cima e o olhei. Eu vi ele se inclinando... eu percebi que ele estava vindo... mas estava hipnotizado de medo. Além disso, o que eu poderia fazer? Era muito recente para...
Ele beijou-me.
Eu senti que estava a entrar num desfiladeiro quando a língua dele deslizou entre os meus lábios abertos e explorou a minha boca com batom. Vagamente, eu percebi que estava sendo abraçado, com as suas mãos segurando firme os meus ombros contra o peito dele, mas eu sentia-me fraco para me afastar dele. Eu sentia-me lânguido e a minha cabeça estava a girar como um redemoinho, pelo efeito do álcool e pelo seu bafo quente também cheirando a álcool que entrava na minha boca.
Quando ele me largou, eu estava arquejando e confuso, quando ele se separou dos meus lábios. A minha mente estourava com repulsão. Eu, um rapaz e tinha sido beijado... por um jogador de futebol, grande, bêbado... e lá daquele jeito, o que eu poderia fazer!
Eu me sentia tão fraco nos braços dele. Impotente...
O mundo inteiro parecia encolher lá fora quando ele se curvou e me beijou novamente.
Eu gemi com medo neste momento e tremia impotente. De longe, eu estava atento a um flash e um grupo de jovens... que o incitava... fazendo piadas sobre ele... sob os sons alegres da música que tocava. O meu rosto ficou vermelho quando eu senti a mão dele apertando as minhas nádegas e me apertou mais contra o seu corpo enquanto ele explorava a minha boca com sua língua.
Ele se separou dos meu lábios.
- Há muita gente aqui. Sussurrou ele e balançando a cabeça por cima do meu ombro encarando os adolescentes zombeteiros.
- Vem comigo.
A minha cabeça girava. Impotente para resistir, eu segui-o, ele levou-me pela mão e conduziu-me pela casa até o pátio na parte de trás. Estava escuro e um pouco frio. Eu tiritei dentro do meu vestido claro e ele pôs os braços dele ao meu redor.
- Tu seguramente és uma raposa. Murmurou embriagado e deu-me outro beijo.
- Mas muito mais agradável que a tua amiga Janine. Dizendo isto deu-me um puxão contra si, eu tentei repelir, mas era inútil.
E assim, começamos a beijar-nos lá fora na varanda na casa de Cíntia. As suas mãos vaguearam livremente sobre o meu corpo apertando... acariciando... beliscando... Eu fiquei apavorado. E se ele tocar no meio das minhas coxas e descobrir que eu não sou uma menina? Por fim eu fiquei num canto encostado a uma grade, impossibilitado de recuar mais, e ele continuou me beijando, quase esmagando seu pénis contra meu corpo. Deu-me vontade de vomitar quando senti o seu pénis duro esfregando contra a minha barriga.
O que eu poderia...
FLASH.
A escuridão da noite foi quebrada por um flash luminoso de uma máquina fotográfica. Alexandre virou o pescoço e olhou para onde tinha vindo o flash.
- Mas que diabo?
Janine caminhava para nós com uma máquina fotográfica polaroid.
- Pareceu que um momento adequado para tirar fotos. Ela sorria maliciosamente.
- Sua cadela! Alexandre insultou-a.
- Eu te abandonei porque tu só querias transar e eras muito ciumenta... mas tu és até pior do que eu pensei. Então virou-se de novo para mim e vendo-me parado num canto disse:
- Eu vou te dar um momento adequado para fotos!
Ele retrocedeu para mim e, antes de eu pudesse fazer qualquer coisa, abraçou-me com força novamente e puxou-me junto ao seu rosto e me deu um longo e apaixonado beijo.
Eu retorcia, tentava escapar dos seus braços, horrorizado com o toque dos seus lábios na minha boca, enquanto a Janine aproveitou e tirou mais algumas fotos. Finalmente largou-me e eu segurei-me fortemente no corrimão, respirando com dificuldade.
- É assim que tu queres é? O Alexandre grunhia para ela.
- Oh sim. A Janine falou e sorriu. Eu gosto disso. Ela guardou a câmara na sua mala e caminhou até nós.
- E agora, eu tenho uma surpresa para o menino. Alexandre olhou confundido com as ações dela.
- O quê?
Janine agarrou na mão de Alexandre.
- Isto!
Antes que eu pudesse sair do canto onde estava encurralado, ela levou a mão dele e enfiou-a debaixo da minha saia. Fazendo-o sentir o alto das minhas bolas e do meu pénis.
- MERDA!!! O Alexandre recuou para trás me encarando como seu tivesse cometido uma traição contra ele. Eu estava agora morto, eu sabia isso. O Alexandre ia me matar. E se ele não o fizesse, eu seria conhecido e humilhado em toda a escola pelo que acontecera.
E todo o mundo me mataria. Senti que minha vida podia estar terminando.
Alexandre deve ter pensado a mesma coisa.
- Tu estás morto, seu maricas! grunhiu para mim. Vais morrer seu filho da puta!
- Não sejas estúpido! Janine riu dele.
- Se tu tocares ou bateres nele, todo mundo vai saber o que aconteceu. Você dois estavam um par muito apaixonado. Alexandre parou, agora mais confuso que furioso. Eu pensava nas consequências terríveis olhando os olhos dele.
Ele tinha muito a perder.
- E além disso. a Janine ronronou. Haverá sempre as fotos. A cidade toda saberá de ti e dele.
O Alexandre encostou-se na grade.
Ela tinha-o apanhado.
- A menos que...
Alexandre e eu a olhamos. O que estaria ela tramando? Ela riu.
- Se vocês os dois fizerem exatamente o que eu quero. Janine encarou Alexandre de frente. Eu posso livrar-te disto, e guardarei este episódio apenas como o meu pequeno segredo.
- O que é que devemos fazer? Perguntou o Alexandre olhando assustado.
Ela levou a mão dele e conduziu-a por cima do meu ombro. Ele não disse nada. Quando ele estava frente a frente comigo, ela também pôs a mão dela no meu ombro.
Ajoelha-te! Ordenou ela. Eu tentei safar-me e sair a correr, mas o Alexandre segurou-me e empurrou-me para baixo.
- Faz o que ela manda, sua bicha. Grunhiu ele.
Eu ajoelhei.
O Alexandre gemeu quieto mas não discutiu com a Janine quando ela alcançou o fecho da suas calças e arquejando tirou o pénis dele para fora. Era enorme, longo, duro, e ela colocou-o bem próximo do meu rosto. Segurando o pénis dele na sua mão esquerda, ela colocou a mão direita dela ao redor da minha cabeça e encostou o pénis dele nos meus lábios.
- Abre a boca! Ordenou de novo.
Eu tremia, tentava recuar e respirava com dificuldade.
- Faz o que ela diz. Ordenou também o Alexandre.
Eu obedeci e quase vomitei.
O Alexandre moveu imediatamente os quadris dele e, colocou o seu pénis dentro da minha boca. A Janine continuou a empurrar a minha cabeça.
- Isso menina. E foi dando-me instruções lascivas sobre... sobre sexo oral. Sobre como se faz isto... sobre como mover meus lábios e minha língua... subindo e descendo minha cabeça... como chupar...
Como se eu estivesse em transe, eu fiz tudo como ela disse.
O Alexandre começou a mover os quadris dele de um lado para outro e a gemer. Ajoelhado, deslizando minha língua por todo o pénis enorme do Alexandre e chupando ligeiramente, manchando-o com o batom cor de rosa dos meus lábios, ouvia a Janine a espicaçar o Alexandre.
- Hummmm, parece que este encontro está muito agradável, não é? E ria-se. Isto não é assim tão mau, pois não? Por acaso já tiveste o teu pau chupado por outro rapaz?
O Alexandre grunhia.
A Janine ria.
E, como o pénis do Alexandre cresceu e ficou mais duro na minha boca, eu ouvia com um horror crescente ela detalhar o que tinha em mente para ele.
Para nós.
Ela explicou qual seria o preço dela pelo que ele fizera ao separar-se dela... como ele a tinha humilhado na frente da escola inteira. Ela contou como ele ficaria arruinado na escola quando soubessem que ele tinha beijado e feito sexo oral com outro rapaz... sobre como todo o mundo tinha nos visto na festa... Disse que as fotos começariam a circular se ele não fizesse o que ela queria, e que rápido todos iriam descobrir que a Luísa que o Alexandre namorava era um rapaz... E assim, enquanto ela falava, mantinha a mão dela empurrando a minha cabeça e forçando a cabeça do pénis dele na minha garganta, disse finalmente que o único modo de ele se safar, era ficar comigo como namorada dele!
Uma namorada!. Este era o preço do silêncio dela e, com respeito a mim, ela disse que eu iria precisar da ajuda dela. Ela ficaria calada sobre a minha identidade enquanto namorasse com o Alexandre. Que cadela sem vergonha! E pensar que eu só aceitara isto porque estava muito a fim dela. Ele namoraria comigo o resto do ano, não teria nenhuma outra menina. Este era o preço final.
Quando ela acabou de falar já o Alexandre estava a grunhir e empurrava o seu pénis pela minha garganta abaixo.
Eu respirava com dificuldade, e tinha apoiado as minhas mãos nas coxas dele. A mão da Janine me impedia de eu me afastar dele e eu continuava chupando e sorvendo o pénis dele, era o preço que pagava pela minha estupidez.
Pagaria qualquer coisa para que o Alexandre não gozasse na minha boca.
Senti o pénis do Alexandre endurecer de repente e senti ele agarrar a parte de trás da minha cabeça. Segurando-me firme, ele despejou o que pareciam litros de esperma morno na minha boca. Eu engolia sufocado aquele líquido espesso e levemente salgado tão rápido quanto podia, mas ele despejava mais e mais.
Ele lambuzou os meus lábios, o meu nariz, o meu queixo e senti escorrer pelo pescoço, molhando parte do colarinho do vestido.
Finalmente, ele terminou.
A Janine tirou o pénis dele de dentro da minha boca. Eu vomitei no piso do pátio. Alexandre sem nenhuma aparência de ir reagir ficou quieto.
Sorrindo, ela ajudou-me a sair dali para o lado.
- Tsss, Tsss que porcaria que tu fizeste, Luísa. Ela aproximou-se de mim, endireitou o meu cabelo e limpou-me com um lenço.
Depois de refazer o meu batom, ela agarrou nos nossos braços e nos conduziu para o salão da festa.
Havia umas doze pessoas sentadas ainda. Os rapazes riam e gozavam com o Alexandre nas costas da Janine que me conduziu para a cozinha onde um algumas meninas conversavam.
A Cíntia olhou-me, horrorizada.
- Luísa! Disse ela. Vai lavar-te que ainda tens um pouco de esperma no teu queixo.
A Janine deu umas risadas.