137 - Aventuras em calcinhas e vestidos
Quando eu tinha onze anos, eu era o puto mais duro do bairro.
Geralmente voltava para casa com alguma parte do corpo aleijada, um olho negro, um pulso dorido, uma canela esfolada.
Por vezes trazia mais marcas do que as que fazia aos putos do meu bairro, mas eu nunca fugia de uma luta, estava sempre pronto para uma boa briga.
O que ninguém sabia era que eu gostava de usar calcinhas.
Tudo começou num dia em que a minha irmã me pediu para procurara um lenço na sua cómoda.
Quando eu estava a procurar o lenço eu abri a gaveta errada da cómoda e encontrei a lingerie dela assim meio por engano.
Eu ia fechar a gaveta mas resolvi olhar mais atentamente nunca tinha visto uma gaveta cheia de lingerie.
A lingerie dela era linda: meias, sutiãs, calcinhas, mais calcinhas, collants, e tudo muito bem arrumado muito bem organizado em montinhos que eu acariciei com as minhas mãos rudes.
Aquelas calcinhas eram tão suaves e perfumadas …
Eu peguei numas calcinhas, meio ao acaso, eram cor de rosa brilhante.
Eu olhei a parte frontal, que ficava em contacto com o sexo da minha irmã.
Eu nunca tive pensamentos eróticos com minha irmã, eu tinha 11 anos e ela 13 anos, mas mesmo assim havia algo de mágico.
E de repente eu tive aquele pensamento: “Será que eu gosto de vestir estas calcinhas?” Fiquei envergonhado de pensar nisso.
Guardei as calcinhas, fechei a gaveta, rapidamente peguei num lenço e corri para o ir entregar à minha irmã, como se quisesse fugir dos meus pensamentos.
Mais ou menos uma semana depois, estava eu sozinho em casa, por algumas horas, os meus pais estavam no trabalho, e minha irmã Luísa estava com as suas amigas da escola na casa de uma delas.
E eu pensei na gaveta de lingerie da Luísa novamente.
Fui até o quarto dela e abri a gaveta novamente.
Lá estavam elas, ao de cima, provocadoras, as calcinhas cor de rosa que eu tinha acariciado na semana passada.
Eu tirei-as da gaveta. Examinei-as, por dentro e por fora, o tecido, a textura ... tão suaves! Eu passei os meus lábios por elas, cheiravam delicadamente a água de colónia. Então tive uma ideia:
Levei-as para o meu quarto e tirei todas as minhas roupas.
O meu coração começou a bater forte quando eu me sentei na minha cama.
Ergui as minhas pernas e vesti as calcinhas.
A Luísa era só dois anos mais velha que eu, de modo que as calcinhas me serviam e ajustavam perfeitamente ao meu corpo.
O meu pénis endureceu. Eu ainda era muito criança para saber o exato significado daquela erecção.
Eu olhei para as calcinhas coladas ao meu corpo, acariciei-as com as minhas mãos, senti maravilhado a suavidade do tecido na minha pele.
Senti-me um Rapaz orgulhoso a usar umas lindas calcinhas cor de rosa.
Eu devo ter ficado com as calcinhas vestidas durante uma hora ou mais.
Primeiro eu fui até ao espelho ... e vi o meu corpo de Rapaz pálido e elegante a usar umas calcinhas cor de rosa.
Num impulso, apertei-me contra o meu reflexo no espelho frio e beijei-me.
Eu queria beijar as calcinhas vestidas no meu corpo mas não conseguia.
Voltei para a cama e comecei a ler algum dos meus livros de BD.
De vez em quando eu parava de ler e acariciava com a minha mão as calcinhas, sentindo aquele agradável tecido acetinado.
Eu estava no céu e quando decidi despir as calcinhas vivi um momento triste, mas eu tinha de fazer isso, porque em breve a Luísa ia chegar a casa.
Recoloquei-as na gaveta de cómoda dela, mas antes beijei-as mais uma vez antes de as guardar.
Aquela prova de calcinhas tornou-se num hábito sempre que eu estava em casa sozinho.
Em todas as tardes que eu não ia brincar ou jogar futebol com os rapazes do bairro, eu ia para o quarto da Luísa , escolhia umas calcinhas e vestia-as.
Naquela época, ela só usava calcinhas brancas e rosadas, e a maioria delas eram de algodão.
Eu preferia as de seda e geralmente só usava essas.
Eu adorava usar as calcinhas às escondidas de todo o mundo, eu beijava-as antes de as vestir e antes de as guardar, como um padre beija as suas vestimentas sacerdotais.
Esta minha obsessão durou quase dois anos.
Eu começava a descobrir a minha sexualidade, e descobri a masturbação.
Comecei a ficar excitado e a masturbar-me com as calcinhas vestidas.
Comecei a ficar com alguns medos, ficava nervoso e interrogava-me se seria normal ou não masturbar-me com as calcinhas vestidas.
Cheio de dúvidas e medo, eu jurava nunca mais fazer aquilo, mas os meus períodos de abstinência nunca duraram mais de duas semanas e eu voltava ao quarto da minha irmã e usava novamente umas calcinhas dela e recomeçava novamente o meu ritual.
E tudo que eu via parecia que me feito para eu me lembrar das calcinhas.
Eu não podia abrir um jornal sem ver os anúncios de lingerie, anúncios de calcinhas, eu via-os e crescia em mim um vertiginoso desejo.
Nos meus devaneios, na escola eu só pensava na gaveta proibida, e o pensamento fazia a minha cabeça rodar ... eu ficava excitado, o meu pénis parecia que ia estourar de tão duro que ficava ...
Quando eu estava só em casa, eu usava as calcinhas da minha irmã, até o momento em que as ia guardar elas na gaveta dela.
Eu ficava muito excitado quando as vestia e caminhava para fora do meu quarto a usar as calcinhas dela.
Mas também ficava com uma grande tristeza quando chegava a hora de as tirar e de voltar a usar as minhas roupas de Rapaz.
Eu tentava só tirar as calcinhas mesmo no último minuto.
Vocês claro que conseguem adivinhar até onde isto me conduziu: um dia, quando eu tinha treze anos, fui apanhado.
A minha irmã Luísa voltou para casa mais cedo enquanto eu ainda estava no meu quarto e não a ouvi a entrar em casa.
Quando eu ia a entrar no quarto dela para guardar as calcinhas ela viu-me e eu rapidamente voltei para o meu quarto.
Ela veio atrás de mim a gritar:
- Nando!!!! De quem são essas calcinhas que estás a usar? O que é que tu estás a fazer?
Eu fiquei mudo.
- Há quanto tempo estás a usar essas calcinhas? Perguntou ela.
- Vem aqui para fora com isso! Tu já alguma vez fizeste isso? Agora estou a entender tudo! Por isso é que ando a notar a minha gaveta de lingerie toda desarrumada! Eras tu, não eras?
Eu murmurei algo inaudível.
- O quê? Fala, Nando, por favor! Há quanto tempo é que tu usas as minhas calcinhas às escondidas?
Escondido ...! Ela tinha-me apanhado, era justamente isso o que eu estava a fazer e chocou-me ouvir isso.
Aquilo me fez ver que eu estava a fazer algo de errado, fiquei pálido.
- Bem... eu ..., quer dizer, eu... há poucos dias, Gaguejei. Eu quer dizer, só um par de vezes ...
- Não pode ter sido só um par de vezes, Nando! Eu dobro as minhas coisas e mantenho-as em ordem, e vi que essa ordem foi mudada mais que um par de vezes, faz pelo menos um ano que eu comecei a notar.
Eu murmurei qualquer coisa e corri para o meu quarto, eu tinha que escapar.
Ela voltou a gritar:
- Nando! Volta aqui!
Mas daquela vez ela não me seguiu, eu fechei-me no quarto e esperei para a poeira baixar.
Ela certamente que se ia desforrar, eu sabia que não ia ficar assim.
Naquela mesma noite a minha irmã reuniu-se com as amigas dela na minha casa.
Eu ouvia elas a falar e a dar algumas risadas no quarto dela.
A minha curiosidade era tamanha que eu aproximei-me do quarto dela para tentar ouvir de que é que elas falavam.
Arranjei uma desculpa para ir até à cozinha e tentar escutar algo quando passasse perto do quarto dela.
Mas quando ela me viu a passar pelo corredor ela mandou-me estar quieto e me fez entrar no seu quarto.
Eu temi pelo pior, lá estavam elas ... a minha irmã e outras três, todas com 15 anos mais ou menos.
A minha irmã disse:
- Este é meu irmão mais novo! E e as outras meninas disseram:
- Olá irmão!
- O nome dele é Nando. Acrescentou ela, e elas todas gritaram em coro:
- Olá Nando!
Então subitamente o semblante da Luísa adquiriu um brilho mau e ela disse:
- Ele gosta de brincar de Sissy. Eu há pouco descobri que ele gosta de usar as minhas calcinhas. E todas gritaram:
- CALCINHAS??
- Sim. À tarde às escondidas, quando não está ninguém em casa. Eu apanhei-o a usar isto no outro dia. E mostrou as calcinhas cor de rosa.
- O meu irmão mau, o terror do bairro, que gosta de bater nos putos é na realidade uma sissy que gosta de usar calcinhas!
E todas elas gritaram e começaram a rir.
Aquilo era mau, bem pior do que eu temia, e a situação estava a piorar.
Uma delas, a Beta, olhou-me atentamente e disse:
- Mas vejam que ele é atraente! Eu fiquei ruborizado, e a Beta notou que eu estava confuso.
- Oh, ele está a ficar corado! E olhem lá, eu tenho uma ideia! Eu aposto que ele ia gostar de ser vestido de menina por nós. Tu queres, Nando?
O que eu queria era sair daquele inferno. A história das calcinhas estava a fugir do meu controle. Entretanto ela me obrigou a sentar-me ao lado delas na cama.
- Tu gostas das roupas de menina? Queres ser vestido por nós com roupas de menina?
- Acho que ias ficar uma pequena menina atraente, sabes disso? Nós podemos te transformar numa menina e depois podes vir participar na nossa conversa de meninas!
O meu coração começou a bater forte.
Uma parte de mim ficou horrorizada com o pensamento de ficar à mercê daquelas raparigas e de elas me vestirem a rigor com alguns vestidos, enquanto outra parte de mim estava num calor com o fascínio da proposta.
Fiquei desperto e excitado só de pensar em usar roupas de meninas ... talvez uma transformação completa! ... mas com a vantagem de que estava a ser forçado.
Assim eu não teria que me sentir responsável por me vestir de menina. Era uma oportunidade de ouro. O pensamento de ser uma sissy e de me submeter à vontade e aos caprichos delas, que me iam forçar a vestir calcinhas e algo mais, deixou-me bem atordoado de excitação.
E vocês podem apostar que aquela menina diabólica percebeu, como se estivesse a ler o meu pensamento!
- Ele quer sim! Vem cá, nós vamos te vestir a rigor! Vamos vesti-lo juntas! Disse para as outras meninas.
Acreditem, se a Beta quando crescer entrar para a política, ela vai se tornar Presidente.
Ela era uma líder natural, e rapidamente convenceu as outras quatro... até mesmo a minha irmã!
Ela agarraram-me e começaram a tirar-me as minhas roupas de rapaz.
Eu esperneava, gritava e protestava, mas elas eram quatro contra um e em poucos minutos deixaram-me completamente nu em cima da cama da minha irmã.
A minha irmã foi até à sua cómoda e abriu a gaveta ... AQUELA gaveta que eu tinha aberto tantas vezes.
- Beta, eu tenho calcinhas brancas e cor de rosa. Disse a minha irmã.
- E esse conjunto sexy preto? perguntou uma outra menina, a Ana.
- Ana! Este é novo! Ainda não o estreei e não o quero ver a ser usado por ele!
- Oh! Disse a Beta. Ele não vai estragar nada. Eu gostava de ver como ele fica nesse conjunto ... A voz delas subiu num tom de falsete.
- Calcinhas pretas rendadas já!
Naquele momento, a parte de mim que torcia para que tudo aquilo acontecesse ficou com vontade de gritar também.
De repente eu não queria mais nada no mundo do que estar no meio daquelas meninas que me dominavam e me iam vestir roupas íntimas.
Eu era manhoso o suficiente para me continuar a contorcendo e lutar porque tinha a certeza que elas eram capazes de me dominar. Enfim elas vestiram-me as calcinhas com rendas pretas.
A minha irmã, agora já era mais velha, e tinha uma variedade de roupas íntimas muito mais interessante do que ela tinha quando eu descobri as suas calcinhas aos onze anos.
Eu já tinha descoberto aquelas calcinhas pretas uma semana antes de ter sido apanhado por ela, e tinha me masturbado com elas vestidas.
A lembrança disso excitou-me e o meu pénis ficou duro, a Beta ao notar gritou:
- Olhem! Ele está a ficar excitado ! ... Tu na realidade gostas de usar estas coisas, não é?
Eu naquele momento queria poder eliminar a Beta por ela ser tão perspicaz.
Então eles puseram-me um cinto de ligas.
- Dá-me a tua perna! Disse a Ana, enquanto segurava uma meia na mão, pronta para a deslizar pela minha perna acima.
- Nando! Disse a minha irmã. Essas meias são boas. Se tu me estragares algumas vais visitar inferno!
Eu não sabia o que era isso de ir visitar o inferno mas achei melhor levantar cuidadosamente a minha perna como a Ana pedia e ela colocou-me a meia sobre minha perna. Então ela fez o mesmo na outra perna e foi subindo delicadamente aquelas meias até que as prendeu e encaixou perfeitamente no cinto de ligas.
- Será que lhe deveríamos vestir um sutiã? Perguntou a Beta.
- Mas os peitinhos dele são pequenos e não têm apoio!
Elas agora soltavam algumas risadinhas.
- Não, Ana! Disse a Luísa . Se nós o vamos vestir como uma menina, vamos fazer tudo direito. Vamos escolher um sutiã.
- Certo. Disse a Ana. Vejamos ... oh, aqui está o sutiã preto!
- Ele vai parecer sexy nesse sutiã. Disse a Bia, a outra menina do grupo.
- É sólido no fundo e rendado no topo, vai parecer que tem peitinhos.
- Nando, deixa de lutar ou vais rasgar alguma coisa. Disse a Luísa . E depois sou eu que te rasgo todo.
Eu nunca tinha usado um sutiã antes ... bem, só um par de vezes ... !
E eu nunca tinha ousado colocar um jogo completo de roupa íntima dela e cinto de ligas e meias em mim.
A Luísa pegou num par de lenços, oh, ironia, ela pegou naquele lenço ... foi com aquele lenço que tudo começou! E começou a encher as copas do sutiã com eles. Então ela disse,
- Certo, Nando... ou eu deveria dizer, Nanda? vou te levar até o espelho. Disse a Luísa .
- OK! Disse a Beta. Vamos ver a menina que ele ficou.
Eu parecia terrível, principalmente porque eu ainda estava em um pânico. Aquilo tudo era novo para mim.
Há dois tipos de pesadelos na vida ... um, é quando acontece aquilo que sempre tememos, e o outro é aquilo que sempre desejamos, mas nos assustava com a possibilidade de acontecer.
Eu estava naquele momento, no meio do segundo pesadelo. Parte de mim estava a adorar toda aquela experiência, apreciando o contato das roupas de menina com que ela me vestiram, e inebriado com o fascínio que elas me proporcionam e completamente atordoado. A outra parte de mim estava num redemoinho de ansiedade, com os sentimentos de culpa que eu sentia, porque eu estava a gostar de tudo aquilo.
E meu pénis duro continuava a levantar a frente das calcinhas.
- Ele não é uma menina perfeita? Perguntou a Ana.
- As tuas pernas são divinas! Gabou a Beta.
- Nanda, tu sabes que tens um rabinho delicioso? Disse a Luísa . Eu fiquei chocado ao ouvir aquilo vindo da minha irmã!
Eu nunca a tinha ouvido pronunciar tais palavras. Eu não sabia que meninas falam assim, quando estavam juntas e aqui elas estavam a falar de mim daquele modo.
Eu olhei para a minha imagem no espelho e fiquei nervoso e assustado a ver um rapaz em roupa íntima de menina, com uma erecção. Embora não pudesse ver o meu traseiro gostei de ver as minhas pernas. Eram bonitas enfeitadas com aquelas calcinhas pretas rendadas, aquele cinto de ligas e as meias e jurei para mim mesmo que da próxima vez que tentar de novo minhas sessões secretas eu ia usar meias novamente, pelo conforto e bem estar que elas proporcionam, para além de embelezarem as minhas pernas.
- Agora, que vestido lhe vamos vestir? Perguntou a Ana.
- Algo trivial. Disse a Luísa .
- Não! Algo sensual! Respondeu a Beta.
- Certo! Disse a minha irmã. Eu tenho uma minissaia muito provocante bem curta! Quando a comprei a minha mãe disse que eu ia parecer uma mulher relaxada. A Ana disse:
- Mas essa minissaia é muito curta e vai deixar à mostra as meias e as correias do cinto de ligas, ele fica a parecer uma mulher relaxada, acho que devíamos vestir-lhe uns collants.
- Não importa! Disse a Luísa . Ele vai ficar bem assim, com estas roupas, mesmo que não fique, não importa, vamos vesti-lo deste modo mesmo!
Assim elas vestiram-me uma blusa e uma minissaia.
Passaram um pouco de pó nas minhas bochechas e batom nos meus lábios.
Eu estava com medo que elas colocassem também perfume em mim, pois isso ia deixar cheiro para o resto da noite, e talvez por muito mais tempo, mas elas já estavam a começar a perder o interesse pela brincadeira ... exceto a Beta que decidiu que eu devia ficar vestido como uma menina durante uma hora.
Assim sentaram-me com elas, como mais uma menina no grupo e passaram uma hora a falar sobre muitos assuntos, sobre a escola, professores.
De repente apercebi-me que me sentia muito confortável com aquelas roupas. Elas serviam-me perfeitamente!
De fato, eu parecia uma mulher relaxada vestida daquele modo, mas consciente de que participava de assuntos só de meninas.
De vez em quando, quando uma delas dizia algo sobre rapazes, a Beta examinava-me e dizia:
- Com exceção de ti, Nando. Nesses momentos, pelo menos, eu era tratado como Rapaz.
No princípio, eu pensei que aquela hora nunca terminaria, mas de repente a Beta olhou o relógio dela, e disse, " OK, Nando você foi um brinquedo bom. O tempo acabou ". E eu percebi de repente que estava arrependido ficar marcando o tempo. Eu tive o mesmo sentimento de tristeza que sempre tinha quando eu usava as calcinhas as escondidas e era a hora de tirar.
Eu não queria trocar de roupa. Lentamente eu abri o fecho da mini saia e tirei a blusa, e lenta e cuidadosamente, comecei a tirar as meias com a desculpa de não a danificar. De fato eu adorei ver as minhas pernas cobertas pelas meias e o bem estar que elas me proporcionavam.
Quando eu já tinha colocado as minhas próprias roupas, a Beta disse:
- OK, agora podes regressar para o teu quarto. Eu aposto que vais brincar um pouco contigo mesmo ... Depois de ficares vestido como uma como uma menina, não é mesmo?
Ela estava a ler os meus pensamentos novamente.
E assim fiz. Fui para meu quarto e comecei a masturbar-me. Eu estava tão excitado que rapidamente atingi o orgasmo e não fiquei satisfeito, repeti a dose e depois cai na cama exausto!
A manhã seguinte eu e Luísa encontramo-nos no café da manhã. Ela olhou-me e não fez nenhum comentário.
Eu estava ainda meio transtornado com o ocorrido na noite anterior que não quis usar nenhuma lingerie às escondidas naquela tarde.
Depois de ela voltar da escola, ela entrou no meu quarto.
- Tu gostaste do que fizemos contigo ontem à noite?
- Gostei do quê? Perguntei e fiquei calado.
- Tu sabes o que eu quero dizer. Gostaste quando nós te vestimos a rigor ontem à noite?.
Não lhe dei nenhuma resposta.
- E ainda te digo outra coisa. Eu aposto como a Beta tinha razão. Acho que tu gostas de vestir as minhas roupas e de te masturbares, não é mesmo?.
Pelos vistos, a Beta não era a única que lia a minha mente. Sem esperar por uma resposta, ela continuou:
- Bem, eu vou fazer um contrato contigo, minha pequena irmã. Tu deixas de usar as minhas coisas, ou então eu conto à mãe e ao pai, e então vais estar em sérios apuros. Eu não quero as tuas mãos sujas na minha roupa íntima e também não quero as minhas roupas íntimas no teu corpo sujo.
As irmãs podem ser tão doces, pensei.
- E principalmente, não quero ver nenhuma mancha tua nas roupas. Mas em contrapartida eu posso te comprar algumas roupas para ti. Tu me dás dinheiro da tua mesada e dizes o que queres e o tamanho que usas que eu compro. Pensa nisto, nem é preciso dizeres o tamanho, as minhas roupas servem perfeitamente em ti, como vimos ontem à noite.
Eu fiquei fulminado.
- Luísa , não ouvi bem! Queres dizer que tens coragem de sair e comprar calcinhas para eu usar?
O que mais me surpreendia era o fato de eu estar a falar abertamente com ela sobre as calcinhas.
- Se isso te impedir de ires furtivamente ao meu quarto e parares de mexer nas minhas gavetas de lingerie, sim! Eu faço isso.
- E tu não vais dizer nada às outras meninas sobre este acordo nosso?
- Aposta que sim! Eu falo com elas sim. Isso é outra parte do acordo. Eu faço compras para ti, tu ficas fora do meu quarto, e toda todas as vezes que o meu pequeno irmão excitado se quiser vestir de menina, vai proporcionar um espetáculo de moda para mim e para as minhas amigas. Disse ela olhando-me de lado.
Claro que eu concordei. Eu não tinha muita escolha. O acordo era razoável, embora eu me sentisse incomodado com o fato de ter conhecido uma nova faceta da minha irmã e por ter deixado um rastro para ela me puder chantagear.
Ainda me ocorreu que talvez houvesse um raio de generosidade inesperado e, talvez alguma compaixão, dela para comigo. Em retrospectiva, eu penso que havia.
Durante a semana seguinte eu só pensava na noite em que me tinham vestido a rigor como uma menina e em nada mais!
Nas minhas sessões de meio da tarde, eu agora tinha para vestir várias outras roupas e collants.
Pelo menos agora eu não tinha receio que a Luísa pudesse aparecer inesperadamente, eu podia ficar à vontade, até mesmo depois da chegada da Luísa a casa, e isso era um alívio.
Foi desta forma que eu iniciei o meu crossdressing. Passei a vestir-me de menina para a minha irmã e amigas dela, durante uma boa temporada. A Luísa vinha e batia à porta do meu quarto, outras vezes simplesmente passava pelo corredor e anunciava:
- Nando, tenho algo novo para tu usares.
- Hora do teu espetáculo.
Sempre que ela comprava algo para mim, ela fazia-me desfilar, usando as novas peças, para ela e suas amigas antes que mas dar em definitivo.
Eu simplesmente entrava no quarto dela e vestia tudo o que elas queriam que eu usasse.
Ao princípio algumas das vezes elas riram de mim e gozaram comigo, mas aos poucos foram mudando, passaram a dar-me alguns conselhos e pacientemente davam-me instruções, como se eu fosse a irmã mais nova delas.
Eu comecei a adorar vestir-me de menina e desfilar para elas.
As minhas sessões solitários durante a tarde eram agora mais interessantes, porque, graças à ajuda de Luísa , aos poucos fui adquirindo uma seleção mais variada de roupas para usar.
Na primeira semana a Luísa comprou-me as minhas primeiras calcinhas, pretas.
Ela dizia que cor preta me ficava bem e eram as mais baratas.
Eu adorava o toque sedoso delas e o contraste entre os tecidos escuros e a minha pele branca.
Na semana seguinte ela comprou-me um cinto de ligas e dois pares de meias também pretas.
Ocasionalmente eu usava um sutiã e um vestido que a Luísa já não queria usar, mas que ficava muito bem em mim.
Ela deu-me outro vestido, uma saia e uma blusa. O vestido era cor de rosa. A saia era de um amarelo claro e a blusa era branca e tinha um decote em V.
E normalmente comecei a maquiar-me, colocava o batom, uma sombra, rímel e arranjado daquele modo eu ficava sentado no meu quarto a ler revistas de moda.
A Luísa parecia aceitar o meu passatempo, ou então apenas se habituou à situação.
Creio que tudo aquilo a divertia e depois de umas semanas ela levou-me para fazer compras.
Levou-me a conhecer as melhores lojas, onde estavam as melhores seleções e às lojas recomendadas pelas suas amigas.
Eu indicava-lhe as peças de que gostava, e ela comprava para mim ou sugeria algo melhor.
A minha cor favorita era o negro: calcinhas pretas com muitas rendas, cintos de ligas pretos. Eu também gostava de collants, eram maravilhosamente confortáveis, sensuais, embora para mim não o mais sensual eram as calcinhas e cinto de ligas co meias.
Eu adquiri um par de sutiãs, um preto para combinar com as minhas outras roupas pretas, mas eu nem sempre usava os sutiãs.
Não me sentia bem por as copas não estarem cheias, encher com lenços também não ficava perfeito como eu queria e os postiços eram muito caros. Eu já estava na faculdade e a trabalhando quando consegui comprar uns postiços.
Quando nós fazíamos compras, a Luísa guardava as roupas e nunca me dava nada enquanto eu não as vestia e desfilava para ela e as amigas dela.
A certa altura o interesse delas começou a diminuir e deixaram de me chamar para me verem a desfilar.
Uma vez a Luísa comprou-me uns collants e simplesmente foi ao meu quarto polos em cima da cama sem me chamar para desfilar.
Algumas semanas depois, os nossos pais foram passar um fim de semana fora em trabalho.
Assim que eles nos avisaram eu pensei em algo.
A Luísa e as suas amigas nunca me tinham perfumado, mas agora os com meus pais fora eu ia usar um perfume bem feminino.
Era a única coisa que faltava na minha feminização.
Quando na sexta feira à noite a Luísa e as suas amigas se reuniram no quarto, não me pediram para desfilar nenhuma roupa para elas.
Eu fiquei a ouvir enquanto elas se riam e falavam, da mesma maneira que sempre faziam, e eu só pensava no perfume.
Já se tinha passado um mês desde a ultima vez que elas me tinham vestido.
Os meus pensamentos estavam num redemoinho e durante um minuto achei que ia desmaiar.
De repente tive que me decidir.
Caminhei lentamente para o quarto da minha irmã e bati.
A Luísa abriu a porta, todas elas olhavam para mim e havia um silêncio no quarto.
Eu disse em voz baixa:
- Por favor. Vocês transformam-me numa menina novamente?
O silêncio continuava e eu sentia o meu coração a bater. Elas sabiam que a Luísa continuava a comprar-me roupas e que eu estava a adorar isso, mas elas ficaram chocadas por me verem implorar-lhe para que elas me transformarem.
A Ana olhou-me de onde ela estava sentada e disse:
- Tu realmente gostas disso não é?
- Sim! Respondi.
Mas elas resolveram satisfazer o meu desejo. Elas escolheram um vestido de festa preto, collants pretos.
Quando elas começaram a colocar-me a maquiagem, eu pedi para elas pararem e eu comecei a maquiar-me sozinho.
- Olhem como ele está prático nisto! Disse a Beta.
- Eu já tenho alguma prática. Disse. Pratico a maquiagem de todas as vezes que consigo. Espantadas as outras meninas olhavam em silêncio.
Os sapatos da Luísa não já não me serviam, e eu fui buscar emprestado um par da minha mãe.
Eu queria usar o “Arpège” da Luísa.
- Vais ficar a cheirar como uma menina durante todo o fim de semana. Avisou a Luísa.
- Concordo. Disse. Eu não vou sair. Os pais sairam, o campeonato de futebol já terminou e eu posso ficar como Nanda durante todo o fim de semana em casa a estudar. Eu tenho exames para a semana. Por isto é que eu quero usar a água-de-colónia agora
Assim realizei o meu desejo de feminização completa, ou algo que se pareça com isso.
Durante uma hora todas elas participaram da minha transformação.
Elas puseram-me um par de brincos de pressão e um colar.
Depois que eu me borrifar delicadamente o Arpège, levantei os braços acima da minha cabeça, e girei nas pontas dos dedos dos meus pés e fiz o meu vestido rodar em torno do meu corpo como uma bailarina.
A Bia encarou-me e declarou:
- Isto é que é uma transformação! Disse. Ele agora é toda menina!
Num impulso eu agarrei-a e beijei-a. Toda menina! Ninguém falara daquela forma sobre mim e eu revivia aquela frase durante a semana seguinte.
Depois de me ver a apreciar e curtir aquela fantasia a Ana me chamou à parte e disse:
- Nós começamos isto. Tu estás a agir desta forma por causa do que te fizemos no outro dia?
- Queres dizer que é por isso que eu estou a vestir-me de menina? Não. Eu já usava as calcinhas da Luísa há mais de dois anos.
- Tu queres dizer que quando te vestimos pela primeira vez, lutaste furiosamente só para disfarçar?
- Bem, quer dizer ... assim forçado é mais excitante.
- Tu és mesmo um pequeno atrevido! Mas eu estou preocupada contigo. Usar calcinhas tudo bem, até mesmo meias finas. Eu já ouvi dizer que existem homens que usam essas coisas. Mas vestidos...! Tu gostas quando nós te vestimos algo?
- Sim. Eu adoro isso.
- Oh, querida.... Bem, com o teu cabelo longo, até pareces convincente. Mas não podes levar isto muito longe! O teu rosto vai mudar com o tempo, o teu corpo, as tuas pernas e mãos são de um rapaz, e mesmo um disfarce pode mudar muita coisa. Mas embora tu te pareças com um menina, não ages como uma.
Foi um final de semana esplêndido. Foi a ultima vez que eu me vesti para elas, elas tinham perdido completamente o interesse.
Elas mantiveram o meu segredo com elas e não falaram nada para as outras meninas da escola, o que eu tinha medo que pudesse acontecer. Eu ainda hoje agradeço.
Até mesmo a Luísa manteve a palavra dela durante todo o resto do liceu dela. Ela continuava a comprar-me roupas e também me dava permissão para usar os seus vestidos antigos. E quando ela foi para a faculdade, a última coisa que ela fez antes partir, foi deixar uma porção de coisas dela para mim, principalmente calcinhas, sutiãs e meia calças. Assim eu não ia precisar de comprar mais.
- Eu acredito que tu vais cuidar disto Nando. Disse ela. Vais ter que comprar muito poucas coisas. Mas tem cuidado para não seres reconhecido. Se te estiver a faltar alguma coisa não encontrares, escreve-me que eu arranjo algo para ti.
- E, por favor, não vais sair por ai a usar as minhas coisas!
Esta aceitação e ajuda por parte dela anos depois, ainda me pasmam.
Na escola secundária quando eu participava dos jogos esportivos, eu usava roupa íntima de rapaz regularmente, mas nos outros dias e na maioria dos fins de semana, eu usava calcinhas debaixo das minhas roupas normais. E quando eu chegava a casa depois da escola, eu normalmente praticava meu crossdressing antes de os meus pais chegarem a casa.
Ainda me excitava, e o meu coração batia mais rapidamente quando eu me vestia a rigor como menina, mas eu com o passar do tempo também comecei a me desleixar e achar aquilo muito chato.
E assim passei parte da minha adolescência, depois da minha irmã ir para a faculdade, perdi o interesse no meu crossdressing, que só voltou muito tempo depois de casado. Mas isso vai ser uma outra história.
FIM