64 - A Chantagem
Todas nós temos alguns episódios, na nossa vida, que nos marcam e nos moldam para toda a vida, este que aqui vos vou narrar foi um desses. Por eu ser uma pessoa diferente e por não ter grandes cuidados a esconder esse facto a minha vida social no meu bairro não me era favorável, a maior parte dos meus colegas de brincadeira se iam afastando de mim. Também os constantes confrontos que eu tinha na minha escola faziam com que os meus pais estivessem sempre de sobressalto e com receio de que eu pudesse ser agredida por alguns rapazes que por vezes me perseguiam por saberem que eu era uma pessoa diferente.
Eu tinha já sido agredida por ter tentado viver a minha bonita fantasia, e a partir dessa ocasião deixei de me expor, disposta até a encerrar a minha carreira como crossdresser.
A minha irmã vendo que os meus estudos não iam bem começou a me ajudar mais nos trabalhos da escola e aos poucos os meus pais foram transferindo para ela a responsabilidade da minha educação e eu consegui completar nesse ano o 2º ciclo, já com os meus 13 anos de idade feitos.
Foi por isso que os meus pais me propuseram mandar-me de férias para a fazenda dos meus avós no Ultramar, onde eu podia aprender um pouco do trabalho de campo. Na fazenda para além dos meus avós moravam também, 2 tias solteiras, um tio solteiro e uma tia casada que já tinha três filhas nessa época.
Para chegar à fazenda foi necessário apanhar o avião em Lisboa e em Luanda estava à minha espera um funcionário. A fazenda distava uns 250 Km para o interior e era um local muito bonito. E toda a viagem era demorada e cansativa, mas como para mim era novidade, tudo me pareceu ser muito rápido.
Era uma fazenda de café enorme explorada pelos meus tios. Os meu avós moravam numa das partes e tinham uma criação de animais e aves, uma parcela de milho, arroz e feijão, de onde tiravam quase toda a sua subsistência. Tinham uma casa simples, com vários quartos, onde moravam e a minha tia casada morava noutro casa bem pertinho.
Mais ou menos uns 2 km deste local. Perto das casas havia uma nascente que abastecia de água as casas e esse local era muito lindo, todo arborizado, a mata que crescia em volta da nascente fazia com que o local fosse bem isolado e fechado. Só havia uma passagem de acesso, que meu avô fez, para chegar ao local. Onde a água caía tinha-se formando um lago bastante grande que era utilizado para nadar nos dias mais quentes.
Os meus avós, o meu tio, a minha tia mais velha e mais alguns funcionários trabalhavam na lavoura, saíam cedo de casa e só voltavam à tardinha. Aos domingos eu ia pescar e caçar com o pessoal e durante a semana ficava em casa com minha tia mais nova, que já tinha morado connosco em Lisboa e que por coincidência, era dela a primeira calcinha que eu tinha usado quando tinha 6 anos.
A minha tia, as vezes depois de terminar os seu afazeres, juntava-se com a minha prima, filha mais velha da minha tia casada, elas tinham quase a mesma idade, 15 anos, e eu queria ir sair e brincar com elas, mas que elas não gostavam muito da minha companhia e arranjavam sempre forma de irem sozinhas. Eu nem imaginava porquê e ficava a maior parte do dia sozinho em casa.
Uma tarde, estando sozinho, resolvi ir até a nascente para me refrescar pois o dia estava muito quente. Ao chegar perto ouvi uma grande algazarra lá e antes de chegar ar no local, resolvi dar uma espiada para ver o que estava lá a passar. Fiquei surpreso ao ver a minha tia e a minha prima quase nuas dentro da água brincando com dois dos rapazes com quem era suposto estarem a trabalhar na lavoura.
Resolvi regressar a casa e comecei a entender porque é que elas ás vezes não gostavam da minha companhia. Os dias foram passando e mais algumas vezes eu percebi que elas se reuniam novamente naquele local com os mesmos rapazes.
Embora ainda um pouco receosa, aquela vontade de me travestir estava a voltar e a crescer aos poucos e eu já estava a ficar incomodado. Um dia, eu estava sozinho na casa, a minha tia havia saído, e tinha deixado as roupas recolhidas do estendal, espalhadas em cima de uma das camas. Comecei a mexer naquele monte de roupas quase que inconsciente e acabei por encontrar uma saia vermelha toda rodada com pregas, uma blusa de tecido fino branco de abotoar na frente, alguns sutiãs, e algumas calcinhas. Entre o receio e a vontade de me vestir, ganhou a última e em poucos segundos já estava produzida. Foi muito bom.
Depois de ter passado mais de um ano reprimindo esta vontade louca que se apoderava de mim, finalmente estava como sempre quis estar, vestida como uma mulher. Que sensação maravilhosa!. Fiquei praticamente uma hora quase que desfalecendo de tanta emoção!. Foi demais! Quase chorando de tristeza troquei aquelas peças lindas pelas minhas normais com medo que chegasse alguém. Acabei por voltar a repetir a minha aventura, por mais vezes, nos dias seguintes e ganhando aos pouco confiança comecei a andar ao redor da casa, arrisquei umas idas até à fonte vestido com as roupas da minha tia.
Numa destas saídas, usando um vestido, que eu já estava de olho nele há bastante tempo, fui fazer uma caminhada ao redor da casa e acabei chegando até a fonte. Adorava andar e sentir o vento balançar o vestido fazendo-o roçar minhas pernas. Só quem usa e gosta de usar vestidos e saias sabe a sensação agradável que estas roupas provocam.
Ao regressar, deparei com a minha tia e a minha prima com as minhas roupas normais nas mãos na porta da casa, e elas ao me verem daquele modo desataram às gargalhadas. Fiquei apavorada. De repente amaldiçoava-me por ter sido tão descuidada. Pedi-lhes as minhas roupas de volta e elas disseram que eu ia ficar vestido daquele modo o resto do dia como castigo. Disseram que iam contar à minha mãe e que eu levaria outra surra. Foi o fim para mim.
Já estava na hora do pessoal chegar da lavoura e eu receava o que podia acontecer. Vendo-me encurralado e perdido disparei e disse-lhes que elas podiam me humilhar, que podiam ir à minha mãe, que eu sabia que ia levar outra surra caso isto acontecesse, além das humilhações, mas que ia contar para o meu avô o que elas andavam a fazer ao fim da tarde na fonte com aqueles rapazes com quem era suposto estarem a trabalhar.
Meus avós eram antiquados. O meu avô foi muito severo na educação das filhas. Se chegasse ao seu conhecimento que a minha tia de 15 anos estava a namorar na hora do trabalho, certamente que ela ia ter problemas. Elas empalideceram na hora, perguntaram como que eu sabia disso e eu disse que várias vezes as tinha visto com eles a tomar banho e a brincar lá na fonte.
Bem, a situação mudou de figura. Imediatamente devolveram-me as roupas e pediram que eu não contasse nada ao meu avô e que em troca elas também ficariam caladas.
O fato de eu saber das suas aventuras fez com que elas mudassem por completo a sua atitude e comportamento comigo. Nos dia seguinte a minha tia pediu-me para a ajudar nos afazeres da casa. Eu disse que aceitava e comecei a trabalhar com ela. Para minha surpresa, ela deu-me aquele vestido que eu tinha usado no dia anterior, dizendo que se eu quisesse o podia usar o dia inteiro.
Vibrei de alegria! Usar vestido o dia inteiro? Era demais! Imediatamente troquei de roupa e ela disse que eu podia usar umas calcinhas e sutiã dela que estava no armário. Passamos a manhã arrumando a casa e à tarde quando chegou a minha prima, depois de tudo pronto, fomos as três até à fonte nadar.
Eu estava nas nuvens! Finalmente passei a fazer parte do grupo e da melhor maneira que eu poderia imaginar. Uma coisa me chamou a atenção: estávamos as três de calcinhas a nadar, e eu pude observar como a minha tia era bonita de corpo. Quando ela parou de nadar, e saiu da água, senti uma sensação de desejo tão forte por ela que o meu pénis começou a endurecer escondido na calcinhas.
Estas aventuras se repetiram por outras vezes e um dia não resistindo, toquei nos lindos seios de minha tia. Notei um certo tremor no seu corpo mas ela afastou delicadamente a minha mão dizendo que eu tinha de ter respeito para com ela, disse que não ficava bem para uma menina como eu agir daquela forma e eu disse que a saia que eu estava usando não era problema. Ela levou tudo na brincadeira mas tudo parou por ai, não quis tentar mais nada e não insisti.
A coisa virou uma rotina tão gostosa que mal o pessoal saia para o trabalho da lavoura, eu logo vestia e usava os vestidos que a minha tia e a minha prima me iam dando para usar durante o resto da minha estada na fazenda.
E assim, uma inocente chantagem, feita num momento de desespero, conseguiu realizar uma das minhas mais belas fantasias.
PARA BREVE A SEGUNDA PARTE DESTE CONTO EM O MEU PRIMEIRO ORGASMO >>>>