47 - CILADA A UMA CROSSDRESSER
Eu por vezes me perco um pouco na conversa online com pessoas que não conheço de lado nenhum e não tenho muito cuidado com o que digo.
Numa dessas ocasiões estava eu a conversar online com um estranho e contei-lhe que gosto de me vestir como uma menina. Admiti que sou uma menina em privado e que, como muitos outros homens que são adeptos do cross-dressing, ou CDs, tenho o sonho secreto de ser mulher para poder agradar a alguns homens. Devo ter dito que quando me transformo em menina sinto que sou submissa e que tenho a fantasia de ser forçada a fazer um oral a um homem, de ser penetrada analmente ou até mesmo poder participar numa orgia de sexo em que gostava de ser o centro das atenções de uma geral. Como é normal devo ter me gabado um pouco de algumas aventuras que já tive ou que ainda sonhava em ter.
Nessa minha conversa, mencionei que uso o Marketplace do Facebook para fazer algumas compras de materiais usados usados e que estava à procura de um amplificador a válvulas.
Alguns dias depois, no Marketplace apareceu uma publicação para vender um amplificador a válvulas usado tal e qual como o que eu queria comprar. Roberto, o autor do anuncio, respondeu à minha mensagem informando-me do preço, de forma rápida combinamos a compra e ele me deu o seu endereço bem como todas as indicações necessárias para eu ir ter a sua casa. Marcamos a compra para a noite seguinte, sábado.
Quando cheguei a sua casa estavam alguns carros estacionados na frente da sua garagem fazendo com que eu tivesse de estacionar na rua. Roberto me abriu a porta e me levou para uma sala onde estavam três outros homens a assistir a um jogo de futebol. De imediato alguém me estendeu uma cerveja e me convidaram para ver o jogo com eles. Durante o intervalo, para não verem a publicidade, eles mudaram de canal para um filme de pornografia heterossexual. A pornografia durou poucos minutos, apenas um pouco do intervalo do jogo, e eles mudaram rápido para o futebol. Ficamos a assistir ao jogo até nova interrupção para um comercial, e eles voltaram para a pornografia.
Roberto estava a falar ao telefone, e eu não conseguia falar com ele sobre o amplificador. Quando eu estava na metade da minha primeira cerveja, um dos outros homens, me deu outra para a mão. E continuamos a assistir ao filme pornográfico. Os homens iam fazendo alguns comentários. Um deles dizia que as mulheres não conseguiam chupar um pau muito bem. Outro dizia que a sua mulher não chupava bem e não engolia. O outro homem admitia que adorava sexo anal, mas que a mulher nunca o deixava tentar uma penetração anal.
Enquanto eles falavam sobre sexo e pornografia, percebi que todos eles estavam de pau duro. Cada um deles esfregava, por várias vezes o seu pénis discretamente. Se eu estivesse sozinho com qualquer um deles, eu poderia cair de joelhos e prestar o serviço a um deles. Mas eu não os conhecia e não o tencionava fazer com um grupo de estranhos.
Continuei à espera que o Roberto acabasse a sua conversa ao telefone. Depois da terceira cerveja eu estava me sentindo meio alegre e a pornografia que eles tinham posto já era com travestis. Todos falavam em voz alta para o homem vestido com roupas de mulher e comentavam que nunca apanhavam nenhum travesti assim e que gostavam de ver alguém vestido. Chamaram o ator na TV de bicha, e gay otário. Eu estava a ficar excitado, imaginava ter as minhas roupas de mulher vestidas e imaginava como seria organizar uma festa com eles, mas nada disse.
Parte de mim apenas queria comprar o amplificador e ir embora. E quando o Roberto voltou para a sala e me disse para eu o acompanhar pensei que fosse para ir ver o amplificador. Mas ele me levou para o seu quarto. No sofá e na cadeira estavam espalhadas várias roupas femininas, vestidos, blusas, meias, calcinhas, espartilho, tudo que alguém precisava para se vestir a matar. Naquele momento, percebi que tinha sido enganado, que aquilo era uma cilada e que eu estava ali porque era travesti e que todos aqueles homens queriam conhecer um travesti. Percebi que o Roberto devia ser um dos homens com quem conversei sobre os meus gostos e as minhas fantasias.
Ele me disse que eu devia me vestir como uma boa menina e que de seguida devia ir ter com eles à sala. Ele disse que algumas das roupas eram da sua esposa e que todos os outros homens também tinham trazido algumas peças que queriam que eu vestisse. Eu deambulei pela sala pensando em começar a correr pela porta, mas algumas das roupas penduradas sobre os móveis eram muito bonitas e sexy e eu gostei delas. Eu tive que refletir um pouco sobre o que se estava a passar, vestir-me para quatro homens que claramente estavam excitados e com tesão por mim. Ou saia e ia para casa meio bêbado arriscando-me a ser multado por algum polícia zeloso. Eu tinha que ficar sóbrio sim para voltar para casa, mas não queria perder a oportunidade de chupar uns bons paus e de talvez poder transar com mais do que um de uma vez.
Estava claro para mim que Roberto e os seus amigos tinham planeado este pequeno encontro, e não era um encontro ocasional e inesperado. Eu podia ter dito a Roberto que não estava interessado nele ou nos seus amigos e poderia ter-lhe dito que me ia embora. Ou então optava por me travestir para quatro homens e satisfazer uma de minhas fantasias.
Comecei a despir a minha roupa e a escolher de entre aquele estendal o que devia usar. Escolhi as meias, calcinhas, espartilho, saia curta, blusa, peruca e maquiagem. As meias eram pretas, até à altura da coxa. Optei por um sapato de salto vermelhos, talvez com tacões de dez centímetros num tamanho quarenta e um, que me serviam perfeitamente. Fiquei a imaginar de que forma o Roberto sabia. De seguida o espartilho preto com laços vermelhos. A saia curta era em jeans azul cara e escolhi uma blusa escura com folhos na parte da frente. Havia até uma peruca loira. Eu me vesti, olhando-me no espelho e sorrindo.
Levei mais 30 minutos para colocar a minha pintura, a base, o pó, delineador de olhos, batom e rímel. Eu me olhei no espelho e sabia que provavelmente dentro de poucos minutos a minha maquiagem estaria desfeita, contra a nádega de alguém e que os homens não se importariam com a minha aparência, contanto que eu os chupasse e eles estivessem me comendo.
Eu entrei na sala e notei que todos os homens estavam de pé, com uma cerveja na mão, tinham tirado as calças e estavam apenas com as camisas vestidas. Todos tinham erecções e estavam a exibir os seus pénis. As minhas suspeitas estavam agora confirmadas e tinha a confirmação de porque tinha sido convidado.
Com quatro pénis disponíveis, eu sabia que a minha boca e fenda iriam ficar entretidas por toda a noite. Que ia ser divertido para todos. Se cada um deles conseguisse me dar pelo menos duas eu podia sonhar com uma noite completa. Em resumo o ponto alto e mais interessante da festa foi quando dois homens estavam prestes a entrar em mim ao mesmo tempo e no atrapalho do trânsito excessivo ambos tiveram o seu orgasmo ao mesmo tempo, ainda antes de entrarem na gruta dos prazeres. No final do jogo eu estava uma desgraça com esperma em todo o meu corpo, no rosto, peito e ânus. Sentia-me uma menina bem patinha mas realizada.
Roberto no final me levou para o duche e perguntou-me se eu estava com raiva por ter sido enganada e convidada para comprar o amplificador e depois ter sido levada a travestir-me. Eu disse que não, que tinha ficado assustada no início, mas que era gratificante poder ser usada e poder prestar um bom serviço aos seus amigos.
Perguntei se poderia voltar para a final da taça, e me disseram que poderia haver o dobro de homens presentes. Vou telefonar à minha amiga Dora porque ela certamente vai querer ir comigo.
A palavra cross-dressing, é um termo que se refere ao ato de alguém assumir uma expressão de género associados ao género oposto, por qualquer uma de muitas razões, desde vivenciar uma faceta feminina ou masculina, motivos profissionais, para obter gratificação sexual, ou outras. Quem desenvolve essa prática é chamado de Transformista ou Crossdresser, ou resumidamente conhecidos como CD.
Quem leu com atenção este conto também reparou que eu o comecei assumindo um narrador homem e o terminei com uma personalidade feminina. É o que acontece depois de se ter este tipo de aventuras.
FIM