239 - André Andreia
Eu e o meu amigo André sempre fomos muito chegados e andamos quase sempre nas mesmas escolas desde que nos conhecemos. Para além disso moramos no mesmo bairro e quase sempre que temos algum tempo livre procuramos a companhia um do outro. Ele é um pouco mais velho do que eu, apenas dois meses, e decidimos os dois estudar veterinária na mesma escola, que não é muito longe do bairro onde morávamos.
Há alguns anos atrás, quando eu tinha cerca de 22 anos, decidimos abri um abrigo para cães vadios. Como a mãe dele tem um jardim enorme e não se importava com a presença dos cães decidimos construir uns quantos abrigos no fundo do jardim e recolher os cães que conseguia-mos encontrar.
Na maior parte dos dias eu ía à noite até casa do André para alimentar os cães e para os levar a passear, e também para fazer vários outros trabalhos no canil e no jardim.
O André era bem magro e eu sempre lhe disse que o seu rosto era bem andrógino. Por vezes eu tentava brincar com ele dizendo-lhe que ele parecia ser feminino, mas era apenas para nos divertirmos de uma forma inofensiva.
No dia que mudou as nossas vidas eu tinha ido para casa dele por volta das oito da noite para alimentar os cães e fazer uma pequena limpeza aos canis.
O André tinha-me dito que ele e a sua mãe iam para uma festa ao fim da tarde e que não havia ninguém em casa.
Eu tinha combinado com ele ir lá por volta das seis ou sete da tarde, mas a minha mãe arranjou maneira de eu ter que ir com ele ao supermercado, e depois insistiu que eu tinha de lanchar antes de sair de casa e tudo aquilo atrasou-me mais do que o normal.
Eu estava quase a terminar de distribuir a ração pelos cães e já estava a escurecer quando vi que a a luz da cozinha de casa do André se acendeu e fiquei admirado, com curiosidade. Quando fui até à torneira do jardim para encher as tigelas de água e olhei para a cozinha verifiquei que estava lá uma rapariga linda de costas para mim, a usar um vestido bem sexy em vermelho e com meias pretas. Fiquei parado a olhar enquanto ela ajeitava o vestido sexy moldando-o ao seu corpo magro, e ia passando as mãos pelo corpo.
O cabelo era curto e tinha uma silhueta bastante atraente. Comecei a ficar um pouco excitado, como um mirone, olhando para ela e interrogando-me sobre quem poderia ser a rapariga na casa do André. Eu nunca a tinha visto antes. Silenciosamente continuei a olhar para ela enquanto ela se arranjava dentro da cozinha. Pareceu-me que ela estava a tentar fazer algum tipo de vídeo.
Eu ainda não conseguia ver o rosto dela e estava a tentar perceber quem ela poderia ser quando ela se virou para a janela e percebi que na verdade era o meu amigo André.
A princípio não sabia o que fazer porque fiquei surpreso, e fiquei completamente imóvel para não poder ser visto. Eu não conseguia acreditar que era realmente o meu amigo vestida de rapariga.
Eu fiquei quieto a observar entrando ele andava pela cozinha tentando compor e ajustar o vestido sexy, por mais de dez minutos. Depois decidi aproxima-me da janela para o ver melhor. Devo ter feito alguma sombra ou movi-me quando não devia, porque ele olhou diretamente para mim quando se virou na minha direção.
Vou lembrar-me sempre da expressão de medo no seu rosto quando percebeu que tinha sido apanhado.
Ele saiu rapidamente da cozinha, desaparecendo da minha vista a correr.
Fiquei ali no meio por um momento sem saber o que fazer e comecei a voltar para o canil quando a porta da traseira se abriu e ouvi o meu nome a ser chamado.
Quando cheguei à porta, ele estava a tentar esconder-se por detrás dela e só abriu a porta ligeiramente, para me dizer:
- Por favor, não contes a ninguém o que acabaste de ver.
Eu percebi que ele estava com medo e senti um pouco de pena dele.
- Não te preocupes! Respondi eu. Não vou contar a ninguém que te vi de vestido.
Ele fechou a porta e eu fui até ao canil para terminar o que estava a fazer.
Enquanto terminava e arrumava as coisas tive tempo para refletir e decidi voltar a bater na porta das traseiras.
Ele voltou a vir e abriu a porta, já não estava a usar o vestido vermelho.
- O que aconteceu ao teu vestido sexy? Perguntei eu.
- Tirei o vestido porque fiquei com vergonha de tu me teres visto assim. Respondeu ele.
- Não tenhas medo, eu já te disse que não vou contar a ninguém. Mas o vestido fica-te bem a ti.
O rosto triste e carrancudo mudou ligeiramente e ele soltou um pequeno sorriso. Eu ainda disse:
- Na realidade pensei que eras uma rapariga e estavas bem linda naquele vestido. Eu não fazia ideia de que eras tu! Há quanto tempo tu te andas a vestir assim?
Ele ficou envergonhado com a minha pergunta e por eu ter descoberto a sua atividade de crossdressing. Ficou em silêncio por alguns instantes, mas finalmente respondeu:
- Eu ando a vestir-me secretamente já há alguns meses. Não sei porquê, mas tenho vontade de me vestir com roupas de mulher e de me sentir feminina. Não consigo fazer isso com frequência, apenas quando a minha mãe não está por perto. Hoje pensei que ia ficar sozinho e resolvi arranjar-me, mas tu apareceste e viste tudo. Prometes que não vais contar a ninguém isto, por favor!
Acenei com a cabeça concordando e prometi não contar a ninguém. Eu percebia pelo seu rosto que ele estava um pouco preocupado, e garanti-lhe que o seu segredo estava seguro comigo. Conversamos um pouco e ele contou-me sobre os seus desejos de crossdressing. Fiquei bastante fascinado por eles.
Depois perguntei-lhe:
- Quando é que a tua mãe volta para casa? Se quiseres, eu posso tirar algumas fotos de ti com aquele vestido lindo e sexy que estavas a usar à pouco.
Ele pareceu surpreso com o que eu disse. E respondeu:
- Tens a certeza? Não seria estranho para ti veres-me assim vestido? E eu respondi:
- Não, claro que não. Para já eu sei que tu te gostas de te vesti. E eu posso muito bem ajudar-te com tudo isto. Sabes bem que eu sou teu amigo. E ele disse:
- Tudo bem, acho que sim. Nunca me vesti assim na frente de ninguém e já que tu me viste … Acho que posso confiar em ti. Espera aqui e eu vou me arranjar e volto já. A minha mãe só deve voltar depois da meia noite, ainda faltam umas quatro horas, acho eu.
Depois de alguns minutos, ele desceu, agora de novo a usar o mesmo vestido vermelho e meias pretas como antes. Eu pude observar com atenção e percebi que ele era super atraente e sexy.
Ele olhou para mim e perguntou como é que estava. E eu disse que ele estava deslumbrante. Ele corou um pouco.
Nós dois ficamos um pouco estranhos no começo, mãe eu comecei a conversar e a brincar com ele como sempre, e isso fez com que nos sentíssemos mais confortáveis um com o outro.
Ofereci-me para fazer algumas fotos dele no jardim. Ele estava bastante tímido no início, mas aos poucos ficou mais confortável para fazer algumas poses.
Eu não tinha ideia de que ele podia ficar a parecer tão feminino. E realmente ele parecia uma rapariga muito gostosa.
Depois das fotos disse que tinha de sair e ele voltou para dentro de casa.
No caminho de volta a casa, não conseguia parar de pensar na noite maluca que tinha sido, e em como eu me tinha sentido atraído por aquela pessoa.
Após alguns meses daquele incidente, o André abriu-se com a sua mãe sobre seu crossdressing e ela disse que o ia apoiar.
Agora ele vive só e é a Andreia, tem uma casa aqui perto, tem algumas amigas crossdressers como ela e parece ser feliz.
Eu já saí algumas vezes com ela vestida de mulher e é bastante normal para mim agora sair com a Andreia ou com as suas amigas.
Apenas ainda não sei se lhe deva dizer que me sinto atraído por ela.
ATENÇÃO: ESTA CASA MUDOU PARA OUTRO LOCAL
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