206 - Traído pelo desejo
Ainda há pouco tempo um amigo meu disse-me que a universidade está a ficar um lugar cada vez mais perigoso para os heterosexuais. Achei uma afirmação engraçada, mas não lhe dei importância.
Dias depois conheci uma pessoa. Ela era, a meu ver, uma menina bonita. Tinha o cabelo castanho curto, rosto de boneca, usava uma t-shirt cor de vinho e uns calções pretos, devia ter seios pequenos. Usava um piercing na narina esquerda e tinha olhos castanhos e penetrantes. As pernas eram depiladas, carnudas e estava a usar uns ténis coloridos sem meias.
Foi durante a primeira aula de psicologia quando a professora pediu para fazermos pares e fazer um trabalho.
Ela estava sentada a meu lado e claro que ficou o meu par. O trabalho era apenas olhar para a pessoa à nossa frente e escrever, numa folha, tudo o que nos viesse à mente sobre essa pessoa sem trocarmos uma só palavra.
Eu não podia escrever o que me veio à mente, porque depois ia ter que ler para a turma toda e tudo o que pensei foi "linda" e "gostosa".
Esforcei-me para ver nela algo mais e consegui escrever algumas coisas menos carnais na folha. Um pormenor que ela tinha em particular, que chamava muito a minha atenção, era aquele olhar firme que não se desviava por nada, e foi isso que eu escrevi sobre ela.
Após alguns minutos de silêncio a professora começou a perguntar aos nossos colegas o que eles tinham escrito e apareceram alguns relatos curiosos e divertidos. Infelizmente a aula acabou antes de eu e ela termos a oportunidade de ler o que escrevemos.
Quando a aula acabou eu contei-lhe o que tinha escrito e ela sorriu. Pareceu-me que ela achou divertido.
Depois foi ela que começou a ler o que tinha escrito. Fiquei paralisado quando ouvi a sua voz!!! Era a típica voz … como posso dizer … de um rapaz afemininado! Eu não podia ver a minha cara no momento, mas acho que fiquei todo branco.
Depois de ela ler tudo olhou para mim com um sorriso. Confesso que nem ouvi o que ela tinha lido e fiquei sem saber o que devia responder. Felizmente não foi preciso dizer nada, pois a professora abordou-nos para recolher as nossas folhas e fazer algumas perguntas.
Depois de uma breve conversa com a professora sobre o trabalho e de algumas outras coisas eu comecei a ficar mais à vontade. O susto passou, mas uma dúvida pairava na minha cabeça:
- Afinal, ela é um rapaz ou está com algum problema na voz? Mas eu não sabia como é que podia perguntar. Embora a verdade estivesse diante dos meus olhos, ou melhor, dos meus ouvidos, eu não podia acreditar que aquela, que era uma das raparigas mais bonitas, talvez a mais bonita da sala, não era o que mostrava ser. Se não era a mais bonita, era, como dizia um amigo meu, a mais bem arranjada. Esse amigo diz-me sempre que eu confundo beleza com arranjo. Acho que ele tem alguma razão. Acontece que a maior parte das raparigas da nossa faculdade são, de facto, bonitas, mas parece que quanto menos agradáveis aos olhos de um homem elas ficam, mais independentes e empoderadas elas se sentem.
No final da aula, fomos a conversar pelo corredor até às escadarias.
- Como te chamas?
- Lara Filipa, e tu?
- Alexandre ou Alex como preferires … queres me dar o teu número de telefone?
Apenas tivemos tempo para trocar números de telefone. Eu ainda queria arranjar uma oportunidade para lhe perguntar o que se passava com a sua voz, mas a oportunidade não apareceu e tive que me despedir dela quando cheguei à entrada do edifício. Foi uma despedida breve e meio distante, típica de quem acabou de se conhecer e ela foi-se logo embora.
Eu fiquei uns minutos ali à espera, ia ter outra aula no mesmo edifício.
Enquanto esperava comecei a ouvir uma gritaria vinda do lado de fora do edifício e saí para poder ver o que se passava.
Era um grupo de umas dez raparigas com cartazes de cartolina levantados bem alto e a gritar algumas palavras de ordem:
MACHISTAS... FASCISTAS… NÃO PASSARÃO!
MACHISTAS... FASCISTAS… NÃO PASSARÃO!
MACHISTAS... FASCISTAS… NÃO PASSARÃO!
Uma das raparigas do grupo estava a afixar cartazes na parede do edifício. Num deles estava escrito "Todos os piropos são assédio!!" E algumas outras frases parecidas. Após fixar o cartaz, ela olhou na minha direção e disse sorridente e de braços abertos:
- Alexandre!! Olá! Há quanto tempo amigo?
Ela abraçou-me com força e começou a dizer que eu estava muito bonitinho. Era a Laura, uma amiga. Ela disse que estava ali a ajudar o movimento, mas que tinha de ir apanhar o autocarro para ir para o seu estágio. Decidi acompanhá-la até a paragem.
No caminho eu disse-lhe que tinha acabado de ter uma aula de psicologia e falei rapidamente do trabalho e da rapariga com voz de …
- Ah, o nome dela é Lara Filipa, ela é muito boa pessoa!
- Ah, então tu sabes que ela é? Olha lá, ela é mesmo mulher?
- Hahahahaha!! Claro, ela é uma mulher t… Olha! O meu autocarro! Até depois Alex! Bom fim de semana!
Deu-me um beijo na bochecha e correu para apanhar o seu transporte. Enquanto ela corria eu fiquei a olhar para o seu corpo, ela é muito linda, um sonho de mulher. Eu sempre sonhei em ter um namoro com ela, mas ela nunca me deu um sim, houve momentos no passado em que ela parecia que ia dar. Houve uma festa em que ela me deixou eu beijar a sua boca e envolvê-la em carinhos. Parecia toda minha, mas, no dia seguinte, quando lhe tentei dar um beijo no corredor da faculdade, ela desviou a boca e não me deu nenhuma hipótese.
Comecei a pensar que ela só ia ceder quando estivesse bêbada, mas percebi que a coisa não era bem assim. Ela ora queria, ora não, era simples assim, e nunca queria mais do que beijos e carícias.
Reparei que ela estava com uns calções brancos que destacavam mais que nunca o seu traseiro! Mas um pormenor chamou mais a minha atenção do que o traseiro. Eram as pernas dela que não estavam depiladas e tinham quase mais pelos do que as minhas!! Aquilo deixou-me com uma sensação estranha! De repente a rapariga que eu tanto desejava tinha algo de masculino, algo que, na minha cabeça, não devia estar lá.
Aquilo fez eu sentir-me esquisito por uns momentos. Nunca tinha visto a Laura daquele jeito e achava que aquilo não combinava com ela. Não combinava com as minhas fantasias com ela e era perturbador naquele momento.
Voltei para o edifício das salas de aula a pensar em tudo aquilo. Como é que eu ia poder flertar com as raparigas agora se todos os piropos podiam ser considerados assédio? Como é que as pernas da Laura estavam daquele jeito? O que havia com ela? E o que deve ter a … como é mesmo o nome dela? … a Lara Filipa para estar com aquela voz?
O tema da aula seguinte era sobre as minorias e os privilégios que homens como eu, brancos de classe média, temos. Saí da aula com um sentimento de culpa e um pouco triste com a vida das pobres pessoas que não são aceitas pela nossa amarga sociedade preconceituosa. Prometi a mim mesmo que nunca ia discriminar nenhuma dessas pessoas de forma alguma. Eu ia fazer tudo para ajudar e para diminuir os abismos sociais entre mim e qualquer pessoa desses grupos.
Depois lembrei-me das pernas da Laura e senti-me mal por ter censurado, mesmo que em pensamento, aqueles pelos grandes. Os homens não se podiam impor nem oprimir as mulheres com essas coisas. Se ela queria manter as pernas assim, que as mantivesse e eu não ia gostar menos dela por isso.
Enquanto descia as escadas tive uma grata surpresa. O meu telefone vibrou, era uma mensagem dela, agora podia escrever Lara Filipa no contacto dela. Tinha-me esquecido de lhe perguntar o nome quando trocamos os nossos números de telefone.
A mensagem dizia: “Olá! Estava aqui a pensar se tu não ias gostar de tomar uma cerveja hoje à noite. Conheço um lugar bem bom, aqui perto da Universidade. Bjs.”
Eu pensei:
- Bem, ela é amiga da Laura e a Laura disse que ela é ela mesmo. A Laura não ia mentir sobre isto para mim! Ela deve estar com alguma dor de garganta, nada de mais. E ela é muito gata.
Cedo, depois do jantar eu estava no bar combinado. Encontrei-me com ela e com mais alguns amigos. Era um grupo bem divertido. Bebemos umas cervejas, fomos para a rua, fumamos um pouco de erva, rimos muito e, lá pela meia noite, acho eu, comecei a beijar a boca da Lara Filipa. Ou foi ela que beijou a minha, agora não me lembro bem. Só sei que depois disso fomos para o apartamento dela.
Não me lembro de como é que fomos até ao apartamento, mas lembro-me bem o que aconteceu depois de termos entrado no apartamento. Era um apartamento muito pequeno, acho que era só um quarto, uma casa de banho e uma pequena cozinha.
Ela ligou apenas a luz de candeeiro ao lado da cama, empurrou-me até eu cair na cama e ligou a música. Era Magic dos Coldplay. Enquanto tocava a bateria acompanhada pelo baixo ela ia tirando a roupa à minha frente e dançava. Lambia e chupava o próprio dedo e não perdia os meus olhos de vista. Com aquela meia luz, ela parecia ainda mais bonita do que antes. Ela tirou tudo até ficar só de calcinhas. Sorria com satisfação por estar a deixar-me louco de tesão. Depois agarrou nas minhas calças e puxou até as tirar por completo. O meu pau estava duro feito pedra. Ela lambeu primeiro as minhas bolas e depois foi subindo com a língua até à ponta do pau, bem lentamente. Puxou a pele do pénis deixando a cabeça exposta e lambeu-a gentilmente fazendo movimentos circulares ao ritmo da música. Estava a ser mágico estar com ela, tal como dizia a letra da música. Ela nem tinha começado a chupar e eu já estava a gemer, isso fez ela olhar para mim e rir um pouco.
Ela segurou o meu pau, masturbou-me um pouco e depois meteu-o todo na boca. Fez ele desaparecer naquela boquinha, meteu-o até o seu nariz ficar encostado no meu colo. Parecia impossível, mas ela fez mesmo isso. E de facto era impossível eu não gemer! Ela chupava com tanta vontade e gosto, com tanta naturalidade que eu já estava quase a gozar quando ela parou e me disse em tom brincalhão e melado:
- Agora é a tua vez!
Ela fez-me levantar e deitou-se no meu lugar. Usava umas calcinhas preta e, com aquela luz, eu não conseguia ver que ela tinha um volume inesperado nas calcinhas. Eu subi para cima dela e beijei-a na boca, ela olhava-me com aquele olhar intenso sem desviar os olhos nem um segundo. Os seios eram muito pequenos. Lambi os seus mamilos um pouco e depois fui tentar tirar as calcinhas.
G E L E I ! ! !
Todos os pelos do meu corpo ficaram arrepiados como se eu tivesse visto um fantasma! Afastei-me dela até ficar encostado com as costas na parede.
- Tu estas bem?! Perguntou ela. E depois de uns momentos sem resposta ela perguntou de novo:
- Tu não percebeste pela minha voz? Calma, está tudo bem, eu não te mordo! Não tens que tocar nele se não quiseres. Podes fazer comigo o que tu fazes com as outras.
Levei um pouco até conseguir dizer alguma coisa.
- Desculpa, eu não devia reagir assim … eu ...
Eu lembrava-me de ter prometido a mim mesmo não discriminar qualquer minoria que fosse. A aula sobre minorias estava ainda bem viva na minha cabeça, assim como estava viva a vergonha que sentia pela forma como os meus semelhantes tratavam os diferentes.
- Tudo bem, eu entendo. Acho eu! Quer dizer, achei que tu soubesses, pela minha voz … Por isso não te avisei, mas ... Queres um copo de água? Vou buscar uma água, só um pouco.
Ela levantou-se com a pilinha ainda erecta, vestiu as calcinhas e foi até à cozinha. Enquanto ela abria o frigorifico e enchia um copo de água eu pensava no que ia fazer de seguida. Respirei fundo e pensei que não havia problema, era só eu fazer com ela o que sempre fazia com as outra raparigas. Aliás, era até uma vantagem, pois eu ia comer um rabinho nessa noite, o que não é fácil de conseguir com as raparigas, principalmente na primeira noite.
Ela voltou com um copo na mão. Tinha escondido a pilinha nas calcinhas novamente, ela escondia tão bem que até me parecia que tinha uma vagina. Bebi a água e olhei para ela. Estava séria e um pouco sem jeito. Depois levantei-me e fiquei de pé na frente dela. Ela é quase um palmo mais baixa que eu, ficou a olhar-me com aquele olhar firme uns momentos e depois ia abrir a boca para dizer qualquer coisa. Antes de ela falar, eu avancei, agarrei a sua nuca e beijei-a na boca. Depois, as minhas mãos foram acariciar as suas nádegas. Um dedo deu o recado quando procurou fenda do seu rabinho.
- Ah sssim! Safado!!
Senti o calor a aumentar entre nós. Ela voltou a ficar alegre, olhou-me com ar de marota e empurrou-me de volta para a cama. Mas havia um problema. O meu pau precisava de ser reanimado. Toda aquela surpresa tinha sido demasiada para ele. A minha parceira fez um esforço para o ressuscitar com a boca sem sucesso. Quanto mais o tempo passava mais nervoso eu ia ficando e quanto mais nervoso mais difícil era reverter a situação. Por outro lado, as calcinhas começaram a ficar pequenas demais para a outra pilinha e a minha parceira interrompeu um pouco a tentativa de ressuscitação para se livrar dela.
Por fim desistimos.
- Acho que o teu pau não gostou da concorrência! Disse ela em tom de brincadeira tentando me animar.
Ela deitou-se ao meu lado. Olhei para as nossas genitálias, e era esmagador ver o meu ali inerte enquanto o dela estava duro como tudo. Eu queria muito que o meu endurecesse também, mas ele não me obedecia. Ela acompanhou o meu olhar e, depois de respirar fundo, perguntou:
- Queres dar para mim? Que tal experimentares algo novo?
- Estás tonta, não!
- Por que não?
- Porque não!
- Estás com medo?
- Cala a boca!
- Hahahah!
Como não havia nada para fazer, ela ligou a TV e escolheu um filme. Eu estava arrasado, mas ela mesma me disse que eu tinha que esquecer isso que depois … quem sabe?
Vimos o filme por um tempo meio abraçados até esquecer aquilo. Quando chegamos a uma cena de sexo o meu pau respondeu. Estava de volta ao jogo.
Sem perder tempo a Lara Filipa meteu em mim uma camisinha e virou-se de lado. Agarrei a sua cintura e só encostei a cabeça na fenda do rabinho.
- Vai com calma, devagar! Disse ela miando.
Eu fui penetrando aos poucos enquanto ela gemia de leve. Era um rabinho apertado e tive que fazer força para entrar.
- Calma, ai!
Até que entrou tudo.
- Empurra, faz, agora!
Comecei o vai e vem com vontade e firme. O corpo dela era de fato bonito, principalmente de costas, mas aquela voz … Eu não sei porque, mas aquela voz não deixava a coisa correr tão bem como eu gostaria. Ela gemia sem parar e eu tentava não escutar, mas era em vão. Senti o meu pau a amolecer de novo. E mole não dava para continuar.
- O que está a acontecer, Alex?
Ela virou-se e o pau dela estava feito pedra enquanto que o meu …
- Estavas a ir tão bem, tu estavas a comer-me!
Eu não ia dizer que era por causa da voz.
- Olha como tu me deixaste dura! Já tocaste num pau que não fosse o teu?
- Não. Nem quero!
- Lindo, se tu não quisesses já te tinhas ido embora, estás a ver? Toca aqui, vá. Não tenhas medo!
Ela tinha aquele olhar que não se desvia do alvo e a tesão era tanta que não ia desistir facilmente. Ela tinha um desejo e estava determinada a satisfazer-se. Até podia ser que se ela apenas desse ficasse satisfeita, mas para isso o meu pau tinha que funcionar, e como não funcionava, ela tinha uma alternativa.
Lembro-me de sentir algo parecido com uma ex namorada minha, anos antes, quando ela desistiu de ficar comigo depois de muitas horas de carícias. As minhas bolas doíam de tanta tesão e eu estava determinado a comê-la. Era estranho, agora, estar do outro lado da história desta vez.
Rendido pelo desejo e pela voz firme da Lara Filipa, peguei no pau de outra pessoa pela primeira vez na vida. Tinha a mesma textura do meu e o tamanho era parecido, mas havia algo de diferente. Era a primeira vez que eu sentia a textura de um pénis na minha mão e não sentia a minha mão no meu pénis. Isso fez com que eu sentisse de forma diferente, com mais vivacidade e com mais detalhes.
- Agora vais ficar de quatro!
- O quê? Eu não posso fazer isso!
- Por que não?
- Por que sou homem!
Ela ficou vermelha.
- Essa história de ser homem macho é só uma construção social! Disse ela irritada.
- É? Pode ser. Mas eu sou homem mesmo assim.
Ela riu. E quase que dizia o que devia estar a pensar, mas desistiu. Talvez por piedade, não sei. Mas senti como se ela fosse dizer algo do tipo:
- E onde está o homem agora?" Ou algo do tipo.
- Então tu achas que és melhor do que eu só por que nunca deste o teu rabinho?
- Eu não disse isso!
- Então por que não dás para mim? Em que é que isso te vai prejudicar ou fazer mal?
- É que eu não gosto de dar!
- Mas se tu nunca deste, como é que sabes? Eu não vou te aleijar, prometo! Como é que podes saber que não gostas se nunca experimentaste? Admite, estás com medo.
Quanto mais aquela conversa avançava mais doente por dentro ia eu ficando. Ela já estava a colocar um preservativo e estava certa de que me ia comer. Não foram os argumentos dela que me fizeram ceder, não. O que me fez ceder foi eu perceber que o meu pau crescia, pouco a pouco, com aquela fixação dela pelo meu rabinho. Era involuntário. Também era a primeira vez que eu me sentia desejado daquela forma. As minhas ex namoradas sempre faziam sexo para me agradar e não para se agradarem a si mesmas. A Lara Filipa era a primeira que demonstrava ter um desejo autêntico, verdadeiro e não forçado por mim. E isso fez com que eu me oferecesse para ela.
Uma coisa te vou dizer, caro amigo leitor, se nunca deste o teu rabinho, não dês. Algo de tão bom assim deve ser evitado para não criar problemas, vícios, uma paixonite aguda, etc. Talvez alguma pequena dor, ou, no máximo umas hemorróidas. Mas esta última consequência é só se exagerares. Evita passar pelo que te vou contar agora.
- Está bem! Mas eu quero ficar por cima para controlar a situação.
Ela fez aquele olhar de malandra.
- Ok está bem!
Tudo aquilo era muito estranho, tive dificuldade até para me agachar, mas lá estava eu com a ponta da pilinha dela na entrada da minha fenda. Tentei enfiar, mas não entrava. Tentei com o peso do meu corpo e ela escapou. Tentei novamente mas a cabeça não entrava de jeito nenhum.
- Queres fazer mas deixa que eu faço isto. Prometo que vou meter com todo amor e carinho. Coloca-te de quatro, vá!
Eu de quatro não consegui controlar quase nada. Mal conseguia ver o que estava a acontecer. Ela colocou as mãos na minha cintura e depois senti aquele volume a forçar a entrada. Quanto mais ela empurrava, mais a entrada ia se abrindo e eu apenas pensava:
- O que estou a fazer? Mas depois da pilinha entrar a sensação foi tão intensa que não havia mais espaço para aqueles pensamentos.
Aquilo aos poucos foi entrando, entrando e entrando até que senti o corpo dela ficar encostado ao meu. Ela, então, começou um vai e vem lentamente como aquelas locomotivas a vapor quando começam a andar. O pistão ia e vinha bem divagar de início e o vapor de água fazia um barulho parecido com um gemido. Depois o pistão aumentou a velocidade cada vez mais e mais e mais e…
- AAAAHHH! AAHHHH! ISSO LINDA!!! AHHHH!!
- Não me vais dizer que já te estás a vir.
- AII!! AINDA NÃO! AAAHH! AI CARALHO!!
Era plhac, plech, plhac, plech, plhac, plech, plhac, plech… sem parar e a todo vapor. A cama parecia que se ia desmontar. Toda vez que a ponta dela tocava no meu fundo sentia uma pequena dor e ao mesmo tempo um prazer difícil de descrever.
- AIII!!! ESTOU A VIR-ME!! ESTOU A GOZAR!!
Ela nem respondeu. Percebi que ela só ia parar quando também se viesse. Era a primeira vez que o sexo não terminava comigo a vir-me.
Plech plhac plech plhac plech plhac plech…
Sentia as bolas dela a bater contra o meu corpo também. Era meio engraçado. Como ela não parava, a tesão começou a voltar em mim, acho que se ela não tivesse gozado logo eu ia conseguir gozar duas vezes seguidas na mesma queca, algo totalmente inédito.
Ela deitou-se a meu lado ofegante e riu.
- Olha, lindo, acho que acordaste a vizinhança toda!
- Que se dane a vizinhança! Disse eu deitado sobre o meu próprio esperma que tinha lançado para os lençóis da cama dela. Já nem queria saber desse pormenores.
- Ah, nada como um rabinho virgem!
Eu já tinha dito uma frase parecida com aquela uma vez, mas nunca pensei que eu a fosse ouvir referindo-se a mim. Ela levantou-se, pegou numa caixa de toalhitas humedecidas e entregou-me para eu me limpar. Depois foi para a casa de banho.
Quando voltou estava de novo com as calcinhas apertadas que davam a impressão de que ela não tinha aquele instrumento que à pouco me tinha preenchido.
Ela deitou-se ao meu lado e conversamos um pouco até o assunto do sexo reaparecer. Foi aí que eu confessei que …
- Hahaha! Tu queres mais, é? Viste como é bom? Queres mais disto aqui?
Disse ela puxando a calcinha para baixo e mostrando o pau adormecido e flácido.
- Se queres mais, vai ter que o acordar.
- Como?
Ela juntou os lábios como se tivesse a chupar e depois começou a rir da minha cara. Rendido por aquela vontade que era maior do que tudo o mais, eu aceitei.
Aquele pedacinho de carne macia e inocente foi ficando cada vez maior dentro da minha boca. Tinha um leve gosto de esperma. Depois de ficar grande e duro comecei a ouvir ela gemer e gemer. Parei.
- Que foi? Eu não vou gozar na tua boca hoje, não te preocupes. Continua até eu dizer para parares.
Eu segurava-o pela base e chupava a ponta como quem chupa um gelado. A pilinha, diferente do gelado, não derretia e não era geladinha. Também não tinha gosto a morangos, era um gosto mais parecido ao de um dedo, acho eu.
Ela não parava de gemer e parecia que eu ia ter direito aos meus primeiros goles de esperma apesar de ela dizer que não. Foi aí que ela me disse para eu parar e pra me deitar de pernas para cima.
Ela veio para cima de mim, deu-me um beijo molhado e, quando vi já estava dentro. Desta vez ela não começou devagar. Meteu de uma vez fazendo-me gemer logo. Eu não conseguia conter os gemidos e ela cobriu a minha boca com as mãos. Metia rápido e de olhos fechados e não me deixou me acariciar, disse que eu tinha que me vir e gozar só com a pilinha dela.
Desta vez os jatos da minha esperma voaram tão longe que sujaram até à cabeceira da cama. E depois foi a vez dela encher o meu anus de esperma.
Depois de ela acabar perguntou-me se eu tinha alguma DST. Mas já era tarde demais para saber.
No outro dia de manhã eu vi uma mensagem da Laura que tinha sido enviada a meio da noite, ela dizia:
- Amigo, não tive tempo de te dizer, mas é para te informar que a Lara Filipa é uma mulher transexual, ok? Ela é uma rapariga muito legal e está interessada num namoro, só não sei se tu gostas. Bjs!!
Pois é, talvez, a universidade tenha conseguido acabar com o que me restava de heterossexual.