Os textos ficam aqui por uma semana, a partir do sábado depois das 12 ou 13 h. Os textos dos que possuem blogs ou sites podem também ser buscados pelos links a seguir: INÁCIO VALE - MAGDA MELO - PE. NELITO DORNELAS - MARCELO BARROS- PE. GEOVANE - - LEONARDO BOFF - DOM WALMOR - DOM FONTINELE - VATICAN NEWS - DOM OTACÍLIO
“Jesus, então lhes disse:
‘Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’”.
No Evangelho deste domingo (Mt 22, 15-21), somos levados ao cenário do Templo de Jerusalém, onde a hostilidade contra Jesus cresce a cada dia.
Vemos aqui uma união inusitada e hipócrita: os fariseus, defensores da lei judaica e opositores da dominação romana, juntam-se aos herodianos, partidários do rei Herodes e colaboradores do Império Romano.
Esses grupos historicamente inimigos aliam-se com o único propósito de armar uma cilada para encurralar Jesus.
Antes de fazerem sua pergunta embaraçosa, usam de adulação e elogios falsos:
"Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém...".
Em seguida, lançam a armadilha de caráter político e econômico:
"É lícito ou não pagar o imposto a César?".
Para a situação da época, o dilema parecia perfeito e colocava Jesus num beco sem saída:
- Se respondesse "sim", seria visto pelo povo judeu como um traidor da nação, um cúmplice da opressão romana e do tributo injusto imposto à população.
- Se respondesse "não", seria imediatamente denunciado aos romanos como um sedicioso, um subversivo e um agitador político perigoso.
Jesus, porém, percebendo a malícia e a falsidade daqueles homens não se deixa aprisionar pelo jogo ideológico das duas facções.
Pede que lhe mostrem a moeda do imposto, o denário de prata, e faz uma pergunta direta:
"De quem é esta imagem e esta inscrição?".
Eles respondem: "De César".
É então que Jesus pronuncia a sentença libertadora que ecoa pela história: "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mt 22, 21).
Com essa resposta sagaz, Jesus evita a cilada e nos ensina o verdadeiro sentido do dever cristão e da soberania de Deus:
A César o que é de César: A moeda de prata trazia gravada a efígie e o título do imperador romano. Ela pertence ao âmbito das instituições civis. O cristão não deve fugir das suas responsabilidades sociais e civis; deve contribuir honestamente para a promoção da justiça, do bem comum e da paz, fruto da justiça.
A Deus o que é de Deus: A moeda traz a imagem de César, mas a pessoa humana traz a imagem e a semelhança de Deus (Gn 1, 26-27).
dinheiro, as estruturas governamentais e as leis civis pertencem ao campo temporal, mas a vida humana, a consciência, a dignidade, a liberdade e o coração do ser humano pertencem única e exclusivamente a Deus. Nenhum Estado, nenhum imperador e nenhum governante tem o direito de se apossar do ser humano ou de se colocar no lugar do Criador.
Um dos grandes perigos do nosso tempo — de todos os tempos — é colocar a religião a serviço do poder político.
Invocar o nome de Deus para legitimar opressões, pregar o ódio, promover divisões ou justificar a violência e a exclusão dos mais pobres é uma grave ofensa a Deus e contradiz frontalmente o Evangelho de Jesus.
A fé cristã não é uma ferramenta de dominação ideológica. Deus não se deixa instrumentalizar.
Pedindo a intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, que na semana que passou, invocamos sob o nome de Nossa Senhora Aparecida, e guiados pela luz do Espírito Santo, sejamos cidadãos ativos, promotores da justiça, da solidariedade e da fraternidade em nossa pátria
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Compartilho alguns parágrafos da CARTA ABERTA DA COLEGIADA DAS CEBs DO REGIONAL SUL 1, POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026.
Compartilho e subscrevo seu conteúdo:
“O Papa Francisco recordou, na Fratelli tutti, que a política, quando verdadeiramente colocada a serviço do bem comum, é ‘uma das formas mais preciosas de caridade.’
Na Evangelii Gaudium, ensinou que a opção pelos pobres é uma categoria teológica, enraizada no próprio agir de Deus.
E o Papa Leão XIV reafirma, em seu magistério social, critérios como a dignidade humana, o bem comum, a opção pelos pobres, o cuidado com a Casa Comum, a justiça e a paz.
Essa compreensão brota do próprio Evangelho.
Também a recente 47ª Assembleia Eclesial do Regional Sul 1 da CNBB, reunida em Itaici, reafirmou a defesa da democracia, da dignidade humana, da proteção social dos mais vulneráveis e de políticas públicas orientadas pela opção preferencial pelos pobres.
À luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, convidamos cada cristã e cada cristão a olhar para além das propagandas e discursos, considerando a história, as atitudes, os compromissos e as propostas daqueles que pedem nosso voto.
Que o discernimento considere o compromisso com a democracia e o Estado Democrático de Direito; a dignidade e a defesa da vida; o enfrentamento da fome, da pobreza e das desigualdades; a saúde e a educação públicas; o trabalho digno e os direitos sociais; a proteção dos mais vulneráveis; o cuidado com a Casa Comum; a honestidade, a verdade, o diálogo, a paz e a fraternidade”.
XXIX Domingo Comum: Mt 22, 15- 21.
Neste domingo, o evangelho traz a discussão sobre como se dá a relação entre o caminho da fé e a realidade política. Provavelmente, ao comentar esse texto, muitos padres, pastores e animadoras de culto dominical dirão que esse evangelho ensina a separar religião e política. Fazem leitura superficial do texto e concluem que o fato de alguém ser cristão nada tem a ver com as opções políticas que toma.
Para corrigir esse grave erro, é preciso levar em conta a realidade da Palestina nos tempos de Jesus. Vejamos a cena narrada no Evangelho de Mateus. Os fariseus querem armar cilada para Jesus, e pedem a colaboração dos herodianos – grupo de funcionários públicos que dá sustentação política ao rei Herodes, governante tirano cruel com o povo e submisso ao Império Romano.
Pensam que, diante desses funcionários do império, Jesus não terá coragem de questionar o pagamento de imposto, que pesava muito sobre os povos conquistados pelo exército romano. Isso o tornaria cúmplice da opressão do império contra o povo camponês e os pobres do país. Por outro lado, se ele se colocasse contra o imposto, poderiam denunciá-lo aos romanos como subversivo e elemento perigoso no meio do povo.
Convém lembrar que o censo para contar o povo, o recenseamento era feito para atualizar a submissão dos povos conquistados ao Imperador, reconhecendo-o como senhor daquele território. Fazia-se o recenseamento para cobrar mais impostos e sugar mais o povo com isso.
As comunidades que escreveram o evangelho de Mateus deixam claro o tipo da armadilha que os religiosos do templo armam contra Jesus. No grego, o verbo usado nesta passagem é o mesmo usado para pegar peixe ou pássaro com arapuca.
No entanto, ao responder aos fariseus, Jesus cria outra situação que também é armadilha para os fariseus, ao pedir “mostrem-me a moeda do censo”. A moeda era o denário romano. Os fariseus caíram na armadilha, quando mostraram a moeda que traziam no bolso.
A interpretação que eles mesmos faziam da lei de Deus proibia ter consigo qualquer imagem, pois era idolatria. Ora, a moeda que os fariseus tinham no bolso continha a imagem do imperador e a inscrição referente ao imperador César como divino, o que contradizia a fé judaica no Deus único. Os fariseus foram assim apanhados em contradição com aquilo que eles mesmos ensinavam, ao pregar todo rigor na obediência à lei e eles mesmos não cumpriam. É nesse contexto que Jesus pronuncia a célebre frase: “Então, devolvam ao imperador o que é do imperador e a Deus o que é de Deus”.
Longe de separar religião e política, ou dividir os bens materiais e espirituais, o recado foi claro: que a moeda romana volte para Roma, e Israel volte a ser o Povo de Deus. A partir dessa compreensão, podemos retomar o texto bíblico e refletir sobre o que é de Deus e o que é do Imperador.
O que é de Deus e não podemos deixar o imperador se apropriar? É de Deus a terra, como diz o livro do Levítico: “A terra pertence a Deus (Lv 25. 23). O que mais é de Deus? Junto com a Terra, as águas e todos os bens comuns que Deus dá a todos e para o bem de todos. Principalmente, é de Deus a irmandade humana. Ela tem de estar acima do mercado. As pessoas não são propriedade de nenhum Estado, porque Deus quer seus filhos e filhas livres. A vida das pessoas, do povo e de todos os seres vivos são de Deus. O Livro de Jó diz que Deus nos deu a vida e só Deus pode tirar a vida. Logo, o imperador César e nenhum outro tirano pode tomar a terra do povo, nem a natureza com toda sua biodiversidade e nem sacrificar a vida do povo. Tudo isso pertence a Deus. Este tipo de fé exige compromisso com Política que defenda o bem comum, os direitos do povo e que respeite a natureza, que é sagrada e tem muitos direitos.
O cuidado com o bem-comum e com a administração da Terra e da vida social pede uma Política com P maiúsculo que significa o serviço ao povo. A inserção da fé na Política não exclui a Política partidária, embora a ação pastoral das Igrejas deva ir além da política partidária. Não como neutralidade. A Igreja não pode ser apartidária (em muitos casos concretos, isso resultaria em alienação, em cumplicidade com injustiças que violentam o povo e a natureza). Ela é suprapartidária, ou seja, a sua ação deve ir além dos partidos, embora não os negue nem os rejeite. Claro que nunca deveria assumir partidos de direita, ou contra as causas das classes oprimidas. Deve, sim, juntar os diversos partidos que podem, mesmo com suas lacunas e defeitos, representar as lutas do povo empobrecido e buscam retomar, ou elaborar um projeto de país em favor do povo empobrecido.
Temos consciência de que esses partidos, mesmo ao lutar por uma sociedade justa, integram-se no contexto de uma realidade política, representativa de uma sociedade injusta e de um sistema que queremos superar. A forma de ser cristão e cristã nessa sociedade pede sempre a sabedoria de articular a política cotidiana e dos partidos populares com a grande Política que é a utopia de um mundo novo possível e necessário.
Na obediência à palavra de Jesus, vamos ajudar o povo brasileiro a votar no 2º turno dia 25 de outubro, agora de 2026. É essencial como cristão e em nome da fé que cumpramos o dever cidadão de votar e votemos pela Democracia e pela justiça e não no candidato que quer dar tudo a César; não apenas o que pertence a César, mas o Brasil inteiro com o seu povo e suas riquezas. Votemos pelo Estado de Direito e pelas conquistas que a classe trabalhadora já conseguiu. Votemos em Lula n. 13, pois é caminho de vida. O outro adversário propõe escravidão para o povo e devastação brutal da natureza.
Como o Papa Francisco propunha: “Sonhemos como uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos e filhas desta mesma terra que nos alberga a todos, cada qual com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada qual com a própria voz, mas todos irmãos e irmãs” (Fratelli Tutti, n. 8).
Em meio a esses dias de tensão entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, no Brasil, toda pessoa que participa da caminhada das comunidades eclesiais e dos movimentos populares recorda que, neste 11 de outubro, celebramos 50 anos do martírio do Padre João Bosco Penido Burnier em Ribeirão Bonito, prelazia de São Félix do Araguaia (MT).
A tarde daquela segunda-feira, 11 de outubro de 1976, estava quente. Como costuma ocorrer no Centro-oeste, em outubro, era o calor que precede as pancadas de chuva. Foi nesse clima que o Padre João Bosco e Dom Pedro Casaldáliga caminhavam por uma rua de terra de Ribeirão Bonito, quando ouviram gritos de mulheres, vindos da delegacia de polícia, que era ali próxima. Imediatamente, sem hesitar, os dois interromperam o seu caminho e foram até lá. De fato, viram que o soldado Ezy Ramalho Feitosa torturava Margarida e Santana, duas mulheres pobres. O Padre João Bosco que entrou na frente começou a argumentar com o soldado para que ele parasse. Este reagiu violentamente. Agrediu o padre com um soco, deu-lhe uma coronhada e quando o padre começou a baixar-se, recebeu um tiro de bala na nuca. Foi levado moribundo a Goiânia, onde faleceu no Instituto Neurológico.
O martírio do Padre João Bosco foi apenas um entre os mais de 30 mil ocorridos, com irmãos e irmãs, testemunhas do projeto divino de justiça ecossocial, na América Latina, desde a década de 1960.
O que caracteriza o martírio do Padre João Bosco é o fato de que ele era um padre não tradicionalista, mas tradicional. Pertencia a uma família mineira de renome e não foi assassinado na luta pela terra, ou por sua relação com grupo político contrário à Ditadura. Era coordenador do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) no Mato Grosso, mas não morreu na missão junto aos indígenas. Simplesmente, estava intercedendo, de forma pacífica, pelos direitos humanos de duas mulheres pobres de periferia. Não foi mártir da luta política, ou da militância social e sim de um estilo de inserção pastoral, que, graças a Deus, até hoje, existe, mas não é o mais comum.
Em nossos dias, no Brasil, os padres que fazem mais sucesso e juntam milhões de seguidores parecem artistas de shows, mas não se distinguem pela solidariedade às pessoas vítimas da violência policial, nem se dedicam ao serviço aos povos indígenas, para que sejam respeitados, em seus direitos à terra, à vida e à autonomia de suas culturas.
Hoje, chegamos ao ponto de ver nas redes sociais padres que apoiam a volta à barbárie. O arcebispo de Brasília exibe fotografia da visita que recebeu do candidato contra a Democracia. É claro que o arcebispo prega que a hierarquia eclesiástica e o clero não devem fazer política e considera que o fato de ter publicado a fotografia junto com o candidato e ainda apregoar que lhe deu de presente uma imagem de Nossa Senhora Aparecida não foi gesto político. Deve ter sido só ação diplomática para manifestar a união do poder eclesiástico que ele detém e o poder político que deseja para o candidato.
Independentemente desses delírios de volta à antiga Cristandade imperial, demos graças a Deus por fazer do Padre João Bosco Penido Burnier padroeiro dos padres da caminhada e de todos os irmãos e irmãs que podem afirmar de si mesmos, aquilo que foi o modo de apresentar-se do profeta João, no início do Livro do Apocalipse: “irmão, e companheiro (irmã e companheira) na aflição, no reino, e na paciência de Jesus Cristo. (Ap 1, 9).
O profeta do Apocalipse estava preso na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo. O Padre João Bosco, jesuíta, mestre em Filosofia e Teologia, estava na delegacia de Ribeirão Bonito, no sertão do Mato Grosso, defendendo duas mulheres pobres e marginalizadas.
Como explica o padre José Comblin: “Deus quer salvar ou libertar a humanidade do estado de injustiça e de dominação em que ela se encontra. Por isso, constitui um povo para realizar o seu desígnio. Porém esse povo esquece de sua missão e entrega-se aos mesmos vícios que afetam outros povos. Então, Deus envia profetas e profetizas para lembrar essa missão e provocar a conversão, a volta às origens”.
Quando falamos em profecia e martírio na caminhada das nossas Igrejas, sem dúvida, existe uma disputa de termos, ou como se diz hoje: de lugar de fala, mas de modo algum, trata-se apenas de disputa de termos. Há realmente, um deslocamento da profecia e do martírio: deslocamento pastoral e teológico.
Já em 1986, em Trindade – GO, no final do VI Encontro intereclesial de CEBs, a Mensagem Final ao Povo de Deus afirmava: “Nestes tempos recentes, tem sido tempo de martírio. Além do martírio cotidiano que todos nós sofremos na caminhada das comunidades, temos perdido muitos irmãos e irmãs, assassinados pela causa do evangelho. O testemunho deles e delas nos fortalece no caminho, mas precisamos nos precaver mais e nos protegermos melhor. Precisamos de nossos mártires vivos e não mortos”.
No antigo mosteiro de Goiás, no momento em que o irmão ou irmã iria comprometer-se com a comunidade, escutava do irmão que coordenava a comunhão:
“Lembre-se de que esse caminho (da esperança profética) opõe-se a toda razão humana. Como Abraão, você só pode avançar nele pela fé e não pelo que você vê, confiante de que quem perde a sua vida por causa do Cristo e do reino, a reencontrará. Não se preocupe com o dia de amanhã. Deus é fiel e em você cumprirá a sua promessa”.
Que a celebração do cinquentenário do martírio do Padre João Bosco reanime nossa esperança e nos fortaleça nesse caminho do testemunho do projeto divino no mundo.
Papa Leão XIV (norte-americano/peruano batizado com o nome de Robert Francis Prevost Martinez). Dados organizados pelo Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior, assistente doutor do departamento de Ciências Sociais da PUC-SP. Atualização em 16/10/2026.
O bispo Robert Francis Prevost assume como 267º. bispo de Roma em 18/05/2025, domingo. Fora eleito pelo conclave do colégio cardinalício em 08 de maio de 2025, no segundo dia do conclave, no quarto escrutínio. Nascido em Chicago, Illinois, USA, em 14/09/1955, festa de Santa Cruz. Ele é norte-americano e peruano em dupla nacionalidade. Leão XIV é Sumo pontífice da Igreja Universal, Patriarca do Ocidente, Primaz da Itália, arcebispo e metropolita da Província Romana. Seu lema episcopal: In Illo uno unum - No Cristo uno, unidade.
O atual papa Leão XIV com 71,08 anos, foi ordenado presbítero há 44,32 anos, sendo sagrado bispo há 11,84 anos e criado cardeal pelo papa Francisco há 3,1 anos. Eleito papa há 1,4 ano. Como bispo de Roma nomeou 180 bispos para todo o planeta até 16/10/2026. Primeira visita internacional foi para Iznik - antiga Niceia, na atual Turquia, de 27 de novembro a 30 de novembro de 2025, ao celebrar os 1700 do primeiro concilio ecumênico, também com presença em Beirute, no Líbano de 30 de novembro a dois de dezembro de 2025. Segunda viagem para o Principado de Mônaco (28/03/2026). Terceira viagem para quatro países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial (de 13 a 23 de abril de 2026). Quarta viagem para Espanha de 06 até 12 de junho de 2026 em várias cidades. Quinta viagem para República de San Marino em 22 de agosto de 2026. Sexta viagem para a França de 25 a 28 de setembro de 2026 com paradas em Paris, Lourdes e Metz. Sétima visita programada para Peru, Argentina, Uruguai de 4 a 18 de novembro de 2026. Na agenda futura Coreia do Sul, de 3 a 8 de agosto de 2027 pela Jornada Mundial da Juventude e possivelmente USA, Haiti e Brasil, para o ano de 2027. Talvez ainda Alemanha e algum país da Ásia. Sempre o sonho de uma visita à China permanece in pectore. Foi internado no Hospital Gemelli para extirpar parte do pulmão por um câncer detectado. Em processo de recuperação e tratamento.
Um homem tímido movido pela Graça de Deus
Robert (Leão XIV) é esse homem-ponte que une povos de dois hemisférios e duas culturas: nasce nos EUA e vive amorosamente sua missão eclesial por duas décadas no Peru. Assumidamente filho de migrantes sendo multicultural e poliglota, decide ser ele mesmo um missionário-migrante, como foi seu pai espiritual da Ordem, o peregrino pensador, filosofo e teólogo Santo Agostinho, nascido em Tagaste, estudante em Madaura, Cartago e convertido em Milão, por influencia de Ambrósio, sendo nomeado bispo de Hipona. Há grande similitude entre Robert Prevost e Santo Agostinho, ambos marcados pela graça infinita de Deus, que encontra o coração inquieto que o busca. Robert terá em sua mãe, Mildred, um modelo de vida santa e Santo Agostinho teve sua amada mãe, Santa Monica. Agostinho começa por buscas teóricas e termina entregue ao amor infinito de Deus. Robert começa pelos estudos na matemática e entrega seu coração aquecido ao amado povo peruano de Chiclayo, onde Robert pode tocar e ser tocado pela graça divina encarnada nas pessoas, na cultura, na religião popular e nas comunidades de fé. Prevost assume ser bispo-peregrino na Igreja toda ela peregrina (peregrinus episcopus in ecclesia peregrina). O pequenino Bob se tornou Leo, com o coração em chamas. Movido pelo amor convida a todos e todas para a unidade plural. Somos convidados pelo bispo de Roma a viver a Igreja peregrina na história viva e provisória onde se manifesta a presença da graça amorosa de Deus. Fora do amor, não há salvação! Amor que emerge da aldeia de Nazaré ou da província de Chiclayo. Essa é a beleza antiga e nova, escondida no mais intimo de nossos corações.
População mundial atual = 8,2 bilhões de habitantes do planeta Terra (FIDES 2024) assumindo a fé católica um total de 1.422.000.000, ou seja, 17,8% da população mundial. Crescem os católicos no continente africano. Decrescem na Europa e nas Américas. A Ásia continua uma incógnita para o futuro da fé católica. A variação entre 2024 e 2023 foi de 1,14% de aumento dos católicos. Os católicos no continente africano passam de 19,9% para 20,3% do total mundial; A Europa cai de 20,4% em 2023 para 20,1% em 2024. Quanto ao continente americano temos ainda que 47,7% dos católicos do mundo são desse continente. A incidência dos católicos na Ásia e na Oceania é estável, com valores em 2024 iguais, respectivamente, a 11,0% e 0,9% do total mundial. Em termos de presença católica nos continentes temos: 64,0% de católicos na população total das Américas, 39,7% entre os europeus, 25,9% de católicos entre a população total da Oceania, 19,9% de católicos na África e 3,3% no mundo dos países asiáticos.
Circunscrições eclesiásticas católicas em 16/10/2026 são 3.205 unidades articuladas em 115 Conferências Episcopais, além de 20 sínodos ou assembleias gerais e 14 reuniões internacionais continentais das Conferências, entre as quais a REAMA. As circunscrições ligadas ao Dicastério da Evangelização e novas igrejas particulares somam 1.121. Em 12/05/2026 contamos 209 sedes vacantes em todo o planeta.
São onze patriarcados, sendo sete na Ásia (Antioquia dos sírios – com sede em Beirute, Líbano; Antioquia dos greco-melquitas – com sede em Damasco, Síria; Antioquia dos Maronitas – com sede em Bkerké, Líbano; Latino de Jerusalém- com sede em Jerusalém; Bagdá dos caldeus – com sede em Bagdá, Iraque; Cilicia dos Armênios – com sede em Beirute, Líbano; Índias Orientais-com sede em Goa e Damão, India); TRÊS na Europa (Lisboa-Portugal; Veneza-Itália; Índias Ocidentais-vacante) e UM na África (Alexandria dos coptas, com sede no Egito).
Quatro arcebispados-maiores (Kiev-Halic dos ucranianos – com sede em Kiev, Ucrânia; Ernakulam-Angamaly dos siro –malabares- com sede em Kerala, India; Trivandrum dos siro-malankares- com sede no Kerala, India; Fagaras Alba Iulia, do rito romeno, com sede em Blaj, Romênia).
Cinco Igrejas metropolitanas sui iuris: Addis Abeba; Pittsburg; Presov; Asmara e Hajdúdorog.
640 arquidioceses e sedes metropolitanas
2.191 dioceses ou eparquias
38 prelazias territoriais
11 abadias territoriais nullius
20 exarcados de ritos orientais
9 ordinariatos de ritos orientais em países ocidentais
9 exarcados patriarcais de ritos orientais
75 exarcados arquiepiscopais de ritos orientais
36 ordinariatos militares
82 vicariatos apostólicos
39 prefeituras apostólicas
8 administrações apostólicas
8 missões independentes – sui iuris
3 ordinariatos pessoais
1 administração apostólica pessoal do rito extraordinário latino S. João M. Vianney
(dados: Anuários Pontifícios 2024, 2025 e AP 2026).
Instituições e entidades sociais e filantrópicas da Igreja Católica:
444.351 centros de atendimento pastoral
126.549 Centros ou estações missionárias
222.896 Paróquias
74.322 creches ou jardins de infância, frequentadas por 7.622.480 crianças
102.189 escolas de ensino primário ou fundamental para 35.729.911 alunos/as
50.851 escolas de ensino secundário para 20.566.902 alunos/as
2.460.993 alunos do ensino superior ou tecnológico
3.925.393 estudantes do ensino universitário.
5.420 hospitais católicos
15476 dispensários, casas ou lares para idosos, doentes crônicos e deficientes.
3.141 centros de educação ou reeducação sociais
8,874 orfanatos
10.589 creches ou jardins de infância
14.205 ambulatórios de saúde
525 centros de atendimento a hansenianos
10.500 consultórios de orientação e aconselhamento familiar/matrimonial
33677 instituições de ação social
115.352 institutos beneficentes e assistenciais
Ministérios eclesiais e agentes da evangelização:
Patriarcas orientais e ocidentais vivos somam treze (seis cardeais): Isaac Sedrak – rito copta; cardeal Souraphiel, CM – rito etíope; Ignace Joseph III Ephrem Younan - rito siríaco; Youssef Absi – rito grego melquita; cardeal Bechara Boutros Raï – rito maronita; cardeal Sako – emérito do rito caldeu; Raphael Bedros XXI Minassian – ICPB – rito armênio; cardeal Pizzaballa – Jerusalém rito latino; cardeal Filipe Neri Antonio Sebastião do Rosário Ferrão – arquidiocese de Goia e Damão – índias Orientais; cardeal Manuel José Macario do Nascimento Clemente-emérito de Lisboa, Portugal; Rui Manuel Sousa Valério, Lisboa, Portugal; Francesco Moraglia – Veneza, Itália; Paul III Amel Shamon Nona – rito caldeu.
Arcebispos maiores orientais: Sviatoslav Shevchuk – rito ucraniano; Alencherry- emérito rito siro-malabar; Raphael Thattil, rito siro malabar; Cleemis Isaac Tottumkal – rito siro-malankar; Muresan.
Arcebispos; rito eritreu – Tesfamariam, MCCI.
240 cardeais, sendo 119 eleitores e 124 não eleitores. São doze cardeais bispos, 198 cardeais presbíteros, 33 cardeais diáconos.
Abades territoriais = 20
Total de arcebispos e bispos católicos = 5.429. Ativos: 3821 e eméritos 1608 (do relatório de 31/12/2023).
Arcebispos = 1.274 sendo 763 ativos e 469 eméritos
Bispos diocesanos (inclusos os prelados e auxiliares) somam 4.155, sendo 2.800 ativos e 1.355 eméritos. Bispos oriundos de ordens e congregações religiosas são 1.185.
Superiores, prefeitos, e Administradores apostólicos = 76
Ordinários do rito anglicano = 5
Total de bispos do rito latino e dos 23 ritos orientais são 5.809 (em 16/05/2026).
Curiosidades eclesiásticas:
Inscritos na lista como monsenhores atuantes no Vaticano não bispos= 47
Leigos atuantes em gestão no Vaticano = 6
Mulheres leigas e religiosas atuantes em gestão no Vaticano = 9
Monsenhores que não foram sagrados bispos ao desistir da ordenação = 11
Bispos laicizados = 10
Monsenhores em cargo transitório = 10
Bispos cismáticos = 7
Total geral de bispos, monsenhores, prelados, religiosas que atuam no Vaticano e em Dicastérios romanos = 5.888 (em 30/04/2026)
Ministros e ministras atuantes nos serviços eclesiais
Catequistas = 2.900.000
Missionários leigos = 463.079.449
Irmãos religiosos = 48.511
Irmãs consagradas = 589.423
Membros de Institutos seculares masculinos e femininos somam 18.177
Seminaristas menores diocesanos e religiosos = 95.021, com pequeno aumento na Ásia e Américas.
Seminaristas maiores diocesanos e religiosos cursando filosofia e teologia = 103.6045 unidades. Cresce somente na África.
Diáconos permanentes = 52.102 com crescimento em todos os continentes.
Presbíteros ou Sacerdotes ordenados = 407.421 somados presbíteros diocesanos e membros do clero religioso. O número de católicos por bispo em 2024 varia consideravelmente de continente para continente (média mundial de 257 mil católicos por bispo). Os valores mais elevados do índice são registrados na África (365 mil) e na América (333 mil), enquanto a Oceania, a Europa e a Ásia apresentam uma situação mais favorável, com valores do índice de 88 mil, 170 mil e 180 mil, respectivamente. As carências mais evidentes de padres localizam-se na América do Sul (12,48% de padres e 27,35% de católicos), na África (13,94% de sacerdotes e 20,27% de católicos) e na região centro-continental da América (6,43% de sacerdotes e 13,67% de católicos).
O número mundial de novos batizados foi de 13.065.918 em 2024.
O número mundial de matrimônios entre fieis católicos foi de 1.818.998 em 2024.
Os que foram confirmados no Crisma foram 7.823.882 em 2024.
Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2026-03/anuario-pontificio-2026-annuarium-statisticum-ecclesiae-2024.html
Programa do papa Leão XIV: Seguir a Doutrina social da Igreja. Defender a paz e caminhar ao lado dos pobres. Documento inicial do pontificado: Dilexi te. Em breve a primeira Encíclica Social.
Inscrições no Martiriologium Romanum:
Papa Leão XIV inscreveu em 07/09/2025 Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati no calendário dos santos e ainda mais sete canonizações em 19/10/2025 inscritas no livro canônico do Martirologio: Ignazio Maloyan, Pietro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Carmen Rendíles Martínez, Maria Troncatti, José Gregorio Hernández e Bartolo Longo. Beatificado em 17/05/2025 Camille Costa de Beauregard; na data de 24/05/2025 Stanislaw Streich; em 31/05/2025 Christophora Klomfass e 14 companheiras; em 15/06/2025 Floribert Bwana Chui Bin Kositi; em 12/07/2025 Lycarion May; em 06/09/2025 Mária Madolna Bódi; em 08/11/2025 Eliswa della Beata Vergine; em 15/11/2025 Carmelo de Palma e em 13/12/1014 o mártir assassinado na guerra civil espanhola padre Manuel Izquierdo Izquierdo com 58 companheiros no massacre por ódio da fé (durante o ano de 1936) bem como o também mártir Antonio Monta e seus 64 companheiros mortos entre 1936 e 1937 na mesma sangrenta Guerra Civil de 1936 a 1939. A brasileira Maria de Lourdes Guarda, leiga consagrada e referência na evangelização das pessoas com deficiência, entre os novos veneráveis reconhecidos pelo Papa Leão XIV. Durante audiência ao cardeal Marcello Semeraro, nesta sexta-feira, 21/11/2025, o Pontífice autorizou a promulgação dos decretos que confirmam suas virtudes heroicas. No mesmo ato, reconheceu-se o martírio de dois sacerdotes italianos assassinados pelos nazistas em 1944, que agora serão proclamados beatos. Maria de Lourdes Guarda (1926–1996), nascida em Salto-SP, ficou paralisada da cintura para baixo aos 21 anos. Impedida de seguir a vida religiosa tradicional, pertenceu ao Instituto Secular Caritas Christi, professando votos em 1970. Ao longo de quase cinco décadas, viveu entre hospitais e sua casa, e fez de sua enfermidade uma missão apostólica, com intensa vida de oração e devoção eucarística, mesmo enfrentando doenças renais e a amputação de uma perna. Coordenou por dez anos a “Fraternidade das Pessoas com Deficiência”, promovendo inclusão social e direitos das pessoas com deficiência. Faleceu em 5 de maio de 1996, vítima de câncer, deixando fama de santidade. Entre os futuros beatos, padre Ubaldo Marchioni, jovem sacerdote italiano, foi morto diante do altar ao tentar proteger mulheres e crianças durante um massacre em 1944. Permaneceu com seu povo, apesar do risco, sendo executado pelos nazistas em claro desprezo pela fé. Já o padre Martino Capelli, dehoniano, também recusou-se a abandonar os fiéis durante as ofensivas alemãs. Capturado enquanto socorria feridos, confortou prisioneiros até ser morto junto a outros civis, em martírio igualmente reconhecido como odium fidei. Declarados veneráveis o arcebispo Enrico Bartoletti, que se destacou na recepção do Concílio Vaticano II na Itália; o padre Gaspare Goggi, discípulo de São Luís Orione, conhecido pela caridade e direção espiritual; e a médica australiana irmã Maria do Sagrado Coração (Maria Glowrey), que se fez missionária na Índia, dedicando-se à saúde de mulheres e crianças e fundou uma das maiores redes católicas de assistência do país. Em 2026 foram anunciadas as beatificações de 107 novos beatos e alguns novos veneráveis.
Papa Francisco (19/03/2013 +21/04/2025) reconheceu 926 santos, sendo 866 mártires e 60 confessores (em 17 cerimônias) e 1.488 beatos, inscritos no Martyriologium Romanum.
O papa Bento XVI (2005-2013) inscreveu 45 santos (26 homens e 19 mulheres), sendo dois mártires e 43 confessores (em dez cerimônias) e 869 beatos.
O Papa São João Paulo II (1978-2005) incluí na lista canônica 483 santos (359 homens e 124 mulheres), sendo 402 mártires e 81 confessores (em 50 cerimônias) além da inscrição de 1.341 beatos.
O papa São Paulo VI (1963-1978) canonizou 86 santos (74 homens e 12 mulheres), sendo 68 mártires e 18 confessores (21 cerimônias).
O papa São João XXIII (1958-1963) canonizou dez santos (oito homens e duas mulheres), sendo dez confessores (em sete cerimônias) e inscreveu quatro beatos no livro da Igreja Católica.
O papa Pio XII (1939-1958) canonizou 34 santos (17 homens e 17 mulheres), sendo três mártires e 31 confessores (em 20 cerimônias).
O papa Pio XI (1922-1939) canonizou 36 santos (25 homens e onze mulheres), sendo onze mártires e 25 confessores em 17 cerimônias.
O papa Bento XV (1914-1922) canonizou três santos em duas cerimonias (um homem e duas mulheres), sendo três confessores.
O papa São Pio X (1903-1914) canonizou 32 santos (31 homens e uma mulher), sendo três mártires e 29 confessores, em duas cerimônias.
O papa Leão XIII (1878-1903) canonizou 149 santos (91 homens, seis mulheres e 52 desconhecidos), sendo 62 mártires e 87 confessores em quatro cerimônias.
O papa Pio IX (1846-1878) canonizou 63 santos em duas cerimônias, sendo 58 homens e cinco mulheres (49 mártires e 14 confessores).
O papa Gregório XVI (1831-1846) canonizou nove santos em uma cerimônia, todos confessores, sendo oito homens e uma mulher.
O papa Pio VII (1800-1823) canonizou seis santos em uma cerimônia, sendo três homens e três mulheres, todos/as confessores.
O papa Clemente XIII (1758-1769) canonizou seis santos em uma cerimônia, sendo cinco homens e uma mulher, todos confessores.
Resumo: Entre 1592 até 16/10/2025 foram canonizados 1.972 santos por 28 pontífices romanos desde o papa Clemente VIII até o atual papa Leão XIV, em 179 cerimônias públicas, sendo 840 homens, 268 mulheres e 864 sem identificação (por conta de martírios coletivos). São 1.474 mártires e 498 confessores.
O Brasil conta com 37 santos canonizados, 55 beatos reconhecidos, 34 veneráveis e 91 Servos de Deus. Há 139 processos/causas em curso na Congregação para os Santos, na Cúria Romana.
Viagens internas na Itália de Leão XIV:
Visita em 10/05/2025 ao santuário Nossa Senhora do Bom Conselho, em Genazzano.
Visita a Assis para encontro dos bispos italianos e visita ao tumulo de São Francisco em 20/11/2025, vindo de helicóptero às 8h30 locais ao Estádio Migaghelli, em Assis, e seguiu de carro até a Basílica de São Francisco. Ali, rezou diante do túmulo do “Poverello”, na cripta. Em seguida, se dirigiu à Basílica de Santa Maria dos Anjos, onde discursou aos bispos da Conferenza_episcopale_italiana, no encerramento da Assembleia Geral. Na sequência, foi de helicóptero para Montefalco, uma pequena cidade da província de Perugia, que pela primeira vez recebeu a visita de um Papa. A finalidade era visitar o antigo mosteiro agostiniano de Santa Clara da Cruz, cujas origens remontam ao século XIII. A comunidade monástica segue a regra de Santo Agostinho desde 10 de junho de 1290 e que hoje conta 13 religiosas. O Pontífice conversou com as religiosas, celebrou a missa e, por fim, almoçou “em família”.
Visita em 08 de Maio (Pompeia/Nápoles): Celebração do primeiro aniversário de eleição ao pontificado, no Santuário de Pompeia e visita a Nápoles.
23/05/2026 (Acerra): Visita pastoral.
20/06/2026 (Pavia e Sant´Angelo Lodigiano): Visita à cidade onde repousam os restos mortais de Santo Agostinho.
04/07/2026 (Lampedusa): Visita à ilha, símbolo da tragédia migratória.
06/08/2026 (Assis): Comemorações do 800º aniversário da morte de São Francisco.
22/08/2026 (Rimini): Participação no Encontro de Amizade entre os Povos.
07 de setembro de 2026 – visita ao Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho, em Genazzano, nos arredores de Roma.
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VIAGENS internacionais
Turquia, em Niceia, atual cidade de Iznik, de 27 a 30 novembro de 2025.
Líbano, de 30 de novembro a 02 de dezembro de 2025.
Principado de Mônaco, em 28 de março de 2026.
Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial de 11 a 23 de abril de 2026.
Espanha de 6 a 12 de junho de 2026.
República de San Marino, em 22 de agosto de 2026.
França, agendada para 25 a 28 de setembro de 2026, ao visitar Paris, Lourdes e Metz. Será a quarta viagem pela Europa e a sexta viagem internacional de Leão XIV desde sua eleição em maio de 2025.
Peru, Argentina e Uruguai, de 04 a 18 de novembro de 2026
Coreia do Sul, de 3 a 8 de agosto de 2027 pela Jornada Mundial da Juventude.
USA, Haiti e Brasil, especula-se para o ano de 2027
Eventual visita a China in pectore.
Discursos, homilias e textos desde 08/05/2025 até 30/04/2026 em um ano de pontificado:
Leão XIV pronunciou 270 discursos e 80 homilias.
Escreveu uma exortação apostólica Dilexi Te, em 04/10/2025.
Vinte e três cartas,
Sete cartas apostólicas, com destaque para a Carta Apostólica "In unitate fidei", publicada em 23 de novembro de 2025, sobre a Confissão e o Credo de Niceia.
52 mensagens pontifícias,
5 motu próprios. Consistório de todos os cardeais em 7 e 8 de janeiro de 2026. Nova data convocada para junho.
Acolheu TRES milhões de peregrinos em 49 audiências gerais,
Ofertou três bênçãos Urbi et Orbi (9 de maio de 2025, 25 de dezembro de 2025 e na Páscoa de 2026),
Rezou 56 Ângelus e Regina Caeli das janelas do Vaticano bem como em Angola em 19 de abril.
Concluiu o Ano Santo Jubilar da Esperança, inaugurado pelo papa Francisco e ele está encerrando as Portas Santas e, participando ecumenicamente das celebrações pelos 1700 anos de Niceia. Em breve deve ser publicada (15 de maio de 2026?) a primeira Encíclica de seu pontificado, com eventual título de Magnifica Humanitas ou Rerum Digitalis, celebrativa de 135 anos da Rerum Novarum, do papa Leão XIII.
Ecumenismo e diálogo inter-religioso tem sido uma pedra de toque do papa agostiniano: Leão XIV encontrou-se com líderes ecumênicos em maio de 2025 e em julho de 2025 em Castel Gandolfo. Paradigmático e pleno de comunhão foi o encontro com Sua Graça Sarah Mullaly, arcebispa de Canterbury, primeira mulher em 1400 anos como 106º. líder da Igreja da Inglaterra e líder da comunhão anglicana mundial, com 85 milhões de fieis, recebida no Vaticano em 27 de abril de 2026.
Medidas iniciais: Atuar em forma sinodal e colegial com todas as igrejas. Incentivar o ecumenismo. Férias e dia de descanso em Castel Gandolfo. Uso frequente do latim, italiano, inglês e espanhol nas liturgias solenes. Fez a benção Urbi et Orbi em dez idiomas. Constante empenho de unidade das igrejas e das religiões mundiais. Defesa dos migrantes contra a xenofobia reinante no mundo. Já fez mudanças em cargos estratégicos da Curia: novo prefeito da Casa Pontifica Mons. Petar Rajic; novo coordenador de relações internacionais na Secretaria de Estado arcebispo Paolo Rudelli e alguns novos assessores de uma nova geração. Foi mantida a presença de mulheres em altos cargos de Governo, como Raffaela Petrini, que preside o Governorato da Cidade Estado do Vaticano. Cardeal filipino Tagle nomeado decano do colégio dos cardeais e deve conduzir um eventual conclave.
Expectativas de paz e fraternidade: Leão XIV falou firme em defesa do povo palestino massacrado por bombardeios e bloqueio de alimentos pelo exército de Israel. O papa segue clamando por paz na guerra USA-IRÃ a tempo e contratempo, com firmeza permanente em favor do multilateralismo e da diplomacia.
Papa Leão XIV e o Episcopado Brasileiro: Até 15/10/2026 dos atuais 497 bispos vivos no Brasil, contamos 324 na ativa e 173 eméritos. O papa Leão nomeou DEZESSETE bispos ativos. Há 5.809 bispos vivos no mundo inteiro.
Quadro numérico da Igreja Católica no Brasil em 2026:
497 bispos católicos vivos sendo OITO cardeais brasileiros vivos = sete eleitores + um não eleitor (Damasceno).
Padres diocesanos = 15.690
Padres do clero religioso = 6.884.
Total de presbíteros católicos no Brasil = 22.574
Diáconos permanentes casados = 6.498
Membros dos institutos seculares = 1.497 em 57 institutos seculares no Brasil.
Missionários leigos = 122.170
Irmãos de votos religiosos = 3.197
Religiosas de vida consagrada = 22.559
Catequistas e ministras da palavra = 120.130
Paróquias no Brasil = 12.760
281 catedrais + 16 co-catedrais.
71 Basílicas.
Seis Santuários Nacionais.
Uma centena de santuários regionais ou diocesanos.
Centros de atendimento pastoral = 50.159.
Instituições de ensino confessionais católicas 3197
Instituições de beneficência católicas 7188
N.B. As escolas católicas atuam em todos os Estados da Federação do Brasil, com aproximadamente 100 instituições de ensino superior, mais de 3225 escolas, 110 mil profissionais atuando e 1,5 milhão de estudantes (dados de 2022 publicados pela CNBB). Existem aproximadamente 400 comunidades terapêuticas de inspiração católica que atendem em média cerca de 30 pessoas por comunidade, em torno de 12.000 pessoas em recuperação das drogas. A Igreja Católica no Brasil conta com 281 catedrais.
Colégio de cardeais em 16/10/2026: Atuais cardeais eleitores somam 116 nascidos em 66 países. Idade média dos eleitores é de 70 anos. Os cardeais não eleitores são 124 com mais de oitenta anos. Total de 240 cardeais vivos de 91 países. Doze completam 80 anos em 2027.
Fontes bibliográficas:
Anuário pontifício 2026.
A expressão pode ter significados diversos, mas o centro mesmo é Deus, o Senhor da história e da existência de cada ser, seja ele humano, animal ou vegetal. Para o ser humano, habilitado para os relacionamentos e convivência, é fundamental o testemunho de fé, esperança e caridade, aquilo que entrelaça o humano com o divino e possibilita a prática da caridade, do amor e da fraternidade.
Algumas situações históricas podem desviar nossa atenção do centro, daquilo que é mais importante para a vida de todos. Para o antigo povo judeu, o templo de Jerusalém era local de convergência, porque foi o seu principal centro religioso, era lugar sagrado e refletia a presença de Javé. Em Deus construímos uma história de esperança, que culmina com o clima de realização pessoal e comunitária.
O cenário, que envolve o Exílio da Babilônia (cf. Jr 29,4), desarticulou totalmente os israelitas, porque perderam seu centro de unidade e de vida. Não é diferente daquilo que está acontecendo na cultura moderna, totalmente manipulada pela Inteligência Artificial e pelas novas tecnologias. Nessa realidade, o centro da vida não é mais Deus, é a pessoa, às vezes descaracterizada na sua identidade.
Nesse contexto de mundo, não significa que Deus, o centro da vida em todos os tempos, tenha se distanciado do cotidiano do ser humano e da história dos povos. Os registros contidos e encontrados nas Sagradas Escrituras revelam e mostram a constante presença divina, mesmo nos momentos que marcam a vulnerabilidade das culturas, de afastamento da fé e perda da esperança.
A presença de Deus na existência humana acontece por uma autêntica experiência de fé, pela força da caridade e firmeza na esperança. São virtudes que sintetizam o estilo de vida de quem teme a Deus e procura fazer dele o centro de sua vida. Aquilo que chamamos de estilo de vida não pode ser pautado pela incoerência, hipocrisia e prática contumaz de desonestidade.
Numa história globalizada, virtual, as pessoas não podem perder o seu chão, a vida concreta, que o Papa Francisco chama de localização. O centro da vida não está nas nuvens, na superficialidade e no descompromisso, como se fosse uma “fuga do mundo”. Para o cristão, a vida tem uma transcendência, confirmada pela presença constante de Deus como o centro de toda atividade da história.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.
Pequena contribuição para quem ainda consegue discernir
Muitas pessoas reclamam que tem sido difícil conversar sobre política. Com razão, pois existe uma situação que não é aleatória, foi fabricada. A psiquiatria chama de DISSONÂNCIA COGNITIVA.
Não sou da área médica, mas não é difícil entender essa situação (existe um vídeo de um médio brasileiro, Dr. Fabiano Horimoto
https://www.youtube.com/watch?v=SkDT87KTsm8 – que explica bem).
Mas seria longo demais explicar tudo o que tal realidade implica. Por isso, recordo um episódio pouco conhecido da segunda guerra mundial. No final da guerra, militares estadunidenses chegaram em cidades que havia campo de concentração. Para surpresa deles, a grande maioria dos moradores diziam que não existia nada daquilo que eles falavam. Então, em Buchenwald, por exemplo, os militares obrigaram cerca de 1200 pessoas a passar pelo campo, e aí foi um tratamento de choque. (https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/german-civilians-forced-to-view-atrocities-committed-in-buchenwald).
Na conjuntura atual é difícil fazer tratamento de choque. Em razão disso, não percamos tempo com quem está fanatizado pela extrema direita. Lembrem-se que o Nazismo era de extrema direita. Vamos tentar conversar com indecisos, com pessoas desiludidas com a política, desilusão até certo ponto verdadeira, com pessoas que acham que é tudo igual. É preciso demonstrar que mesmo não havendo condições de construir uma situação ideal para o povo no momento, devemos ter condições de lutar por isso. E um dos lados, neste segundo turno, já demonstrou do que é capaz em termos de desinformação, mentiras, de banalização da vida de pessoas vulneráveis. Assim, repetem feito papagaios, palavras chaves que causam medo, mas que não diz exatamente o que é realidade (Ex. aborto e comunismo).
Se conhece alguém com quem se pode conversar, passe este pequeno texto. Se alguém desejar fazer uma reflexão mais profunda, sugiro o livro de Byung-Chul Han: Psicopolítica – O neoliberalismo e as novas técnicas de poder.