APRESENTAÇÃO
Pe Edivaldo Pereira dos Santos (Assis - SP)
Em suas mãos o Boletim 146 das Fraternidades. É o segundo número, este ano, conforme combinado. Graças à colaboração dos irmãos, ele vem recheado de belíssimos testemunhos, da inspiração frutuosa da espiritualidade do Irmão Carlos, para a vida pessoal e para o ministério e, também, do serviço ao evangelho, nas mais diversas inserções fronteiriças.
É um presente de Deus contemplar, na vida e no ministério dos irmãos que vieram das terras além-mar, a força da Palavra, gestada no mesmo apelo que Deus fez a Abrão: “Javé disse a Abrão: ‘Saia de sua terra, do meio de seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei’. Abrão partiu conforme lhe dissera Javé. E Ló partiu com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã” (Gn 12,1.4).
Deixar a própria terra, parentes, família, costumes... por causa do Evangelho, já é, por si mesmo, uma atitude profética. Estar e permanecer, em outra cultura, obrigando a renúncias, amplia o profetismo. Mas, é no despojamento livre e martirial da própria vontade pela Vontade do Pai; na crucificação do poder pelo serviço; na renúncia dos benefícios e privilégios pelo último lugar e na consagração à vida fraterna que, o profetismo se torna configuração ao Cristo Missionário, ideal de vida de todos os discípulos missionários: daqueles que partem de longe e daqueles que partem de perto.
As inserções nos serviços e pastorais de fronteira, deixam profundas marcas e rastros, no chão de uma evangelização que, mais do que projetos e iniciativas, anseia por presenças. Nesse sentido, um dos aspectos fundamentais da conversão pastoral da Igreja, será o de transformar o esforço por estruturas em esforço por presença, no sentido samaritano de tornar-se próxima. Por isso, quanto mais missionária for a Igreja, tanto mais presente e fiel ela será a Cristo e ao Evangelho. Que o digam os pobres, os enfermos, as periferias, os presos, os esquecidos...
O Papa Francisco, a quem foram dedicadas algumas páginas deste boletim, tem convocado a Igreja a um sair de si missionário; a um desinstalar-se, precisamente porque esta é a sua razão de ser. Neste sentido compreendemos como, uma opção missionária, faz a diferença e, um bem enorme para a cada um e para a Igreja sem fronteiras
Destacamos, também, as partilhas dos encontros das fraternidades em cada região deste nosso imenso Brasil. Uma verdadeira graça!
Em cada linha deste boletim vai, também, a vida e a missão, as iniciativas e atividades, as agendas e projetos de cada irmão, de cada irmã e das fraternidades que, periodicamente se encontram diante do Santíssimo e são, no silêncio e na oração, na disponibilidade e no serviço, um modo de irradiar a fraternidade universal, dom da Igreja toda e ideal do Evangelho.
Dois textos deste Boletim estão em espanhol, como foram escritos, para manter a preciosidade do testemunho que vem carregado pela força de expressão da língua.
Muita atenção, ainda, à agenda da Fraternidade, em vista da comunhão e da participação e da convocação fraterna para que todos colaborem financeiramente com a Fraternidade.
Aproveite para ler e divulgar este Boletim e a Fraternidade!
O documento “Ad Gentes” do Concílio Vaticano II diz: A Igreja peregrina é por sua natureza missionária (AG 2) Mas o que é mesmo missão? Como entender? Missão serve para quê? Para anunciar Evangelho a todos os homens? Para gerar a Igreja? Para batizar os pagãos? Para ensinar os outros como devem viver? Para ser sal da terra e luz do mundo? Para renovar e salvar toda a criatura?
Logo após o Concílio Vaticano II a palavra mais usada era “evangelização”. O papa Paulo VI escreveu a famosa exortação apostólica “Evangelii Nuntiandi”. Durante muitos anos nos Planos de Pastoral da CNBB, a palavra chave era “evangelizar”. O objetivo geral da Igreja do Brasil iniciou com a palavra “evangelizar”. Mais tarde a CNBB define o processo de evangelização, como serviço – anuncio – diálogo – testemunho da vivência comunitária. A partir da Conferência de Aparecida, se repete a toda hora, devemos ser “discípulos missionários”. Qual a diferença entre evangelização e missão?
Fui ordenado padre em 1966. Um ano depois vim para o Brasil. Por que não fiquei na minha terra natal? Ser missionário? Nunca me senti “missionário”. A palavra “missão” suscitou em mim uma lembrança um pouco negativa, um cartaz com uma criança africana pedindo esmola para ser batizada.
A minha vinda para o Brasil foi “por acaso”, porque um dia encontrei o então bispo da Prelazia de Rondonópolis – MT. Se tivesse encontrado outro bispo hoje estaria num outro lugar ou país. Por outro lado, ter encontrado o bispo de Rondonópolis foi apenas “por acaso”? Não foi antes um chamado de Deus e que Ele me quis em Rondonópolis - MT? Em todo caso continuo no mesmo lugar há 47 anos. Eu levar Deus aos outros? Sempre tinha a convicção: Antes de mim, Deus já está presente na vida e no coração daqueles que eu iria encontrar. Batizar? Eu batizar? Brasil já era um país onde quase cem por cento da população eram batizados; identifiquei-me com o que Paulo escreve na sua primeira carta aos Coríntios: “não foi para batizar que Cristo me enviou, mas para anunciar o evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de que não se torne inútil a cruz de Cristo”. (1 Cor. 1,17). Então porque afinal eu vim? Eu vim por causa dos pobres, para conviver com eles e para aprender deles.
Uma primeira experiência logo após minha chegada foi ler a bíblia junto, em grupo. Uma vez por semana houve um encontro com um grupo de pessoas. Muitos tinham dificuldade de ler, mas juntos descobriram o que o evangelho quis dizer para eles. Lendo o evangelho começaram falar da sua vida cotidiana. Eu aprendi que as minhas homilias não conseguiram atingir a vida deles. Deste grupo de partilha da palavra de Deus surgiu uma comunidade, comunidade de muita amizade, de compromisso mútuo, surgiu uma comunidade de Igreja.
Em 1978 na Prelazia em todas as paróquias houve missões populares. Vieram uns 20 padres redentoristas de Goiânia que durante três semanas fizeram missão, pregar, fazer visitas, confessar, celebrar. Houve uma pré-missão. As paróquias tinham a tarefa de identificar as quadras da cidade, implantar grupos de reflexão. Houve pós-missão, estudar nos grupos os subsídios fornecidos pelos redentoristas.
Outra tentativa para reforçar as comunidades, agora por iniciativa paroquial foi o “Movimento Boa Nova”. Um grupo de leigos vindo de Minas Gerais passou de comunidade em comunidade, estudando textos da bíblia, montando em cada comunidade vários grupos de reflexão. Durante três semanas cada comunidade estudava os textos fornecidos pelo movimento. Na quarta semana foi plenário. Todas as comunidades colocaram em comum as suas respostas. A dinâmica da Boa Nova foi lançar apenas uma pergunta, pergunta ambígua que se pode responder ou com sim ou com não. Mas cada grupo tinha que justificar a sua resposta. Aí começaram diálogos animados, disputas calorosas. O povo começou a falar, começou a participar. Fiquei surpreendido por que a dinâmica implantada funcionou. Ler a Bíblia junto foi uma das melhores experiências de toda a minha vida pastoral.
Deste Movimento “Boa Nova” saíram dois grupos sem terra que foram assentados no norte de Mato Grosso.
Em 09 de julho de 2008, a Igreja me enviou em missão, ao Pará, para servir a Diocese de Óbidos, que é Igreja Irmã da Arquidiocese de Juiz de Fora.
Tendo vivido, por três anos e meio, na cidade de Juruti (região conhecida como Baixo-Amazonas), além da adaptação ao clima extremamente quente, tive a oportunidade de compreender a realidade fundiária e ambiental desta região. Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi que, embora as comunidades sejam distantes e de difícil comunicação, as pessoas têm uma grande capacidade de se organizar, constituir associações comunitárias e trocar informações entre si.
Óbidos é uma Diocese missionária no coração da Amazônia!
Eu trouxe, na bagagem, uma renovação interior, uma vontade de servir a Deus sempre com muita felicidade. Aprendi a escutar mais do que falar.
Ainda no calor do tempo missionário em Juriti, pude voltar em agosto de 2012, para participar de uma semana missionária.
Revisitar Juruti e celebrar os 20 anos das Santas Missões Populares, inspiradas por Pe. Luiz Mosconi, foi oportunidade impar de renovação da vida espiritual, de fortalecimento da ação pastoral, de conscientização para o valor da vida e de defesa do meio ambiente, diante do individualismo e do consumismo do mundo urbano, que vai influenciando, negativamente, os jovens das pequenas vilas, impedindo o crescimento do Reino de Deus. O tema proposto foi ‘fermento na massa - sal da terra - luz do mundo’ e o lema ‘hoje preciso entrar na sua casa’ (Lc. 19,5).
Nós fomos em cinco (5) missionários: Pe. Erélis Paiva que é diocesano, Pe. Aureliano, meu irmão que é Sacramentino, as leigas Maria Célia e Conceição Gouveia e eu. Além de nós, foram, também, cinquenta (50) outros missionários de outras paróquias da região, que se somaram aos mais de 400 missionários locais.
Foram, praticamente, visitas às comunidades e suas famílias, com os missionários locais, além de rezar com eles, celebrar os sacramentos e caminhar todos os dias de casa em casa, dando a bênção com a reflexão da Palavra de Deus, onde se implantava o Cruzeiro, celebrando a Eucaristia, no final da visita.
As necessidades do lugar foram permitindo novas conquistas missionárias: a Fazenda da Esperança, três novas áreas missionárias que foram criadas por Dom Bernardo, com presença de novos religiosos e religiosas franciscanas e seminaristas. Na missão Tirió, mais duas religiosas foram trabalhar no meio da população indígena, na divisa com o Suriname.
Sete Lições do meu aprendizado em Juriti.
Na ACOLHIDA alegre. É um povo que canta, acolhendo em sua simplicidade. Na PARTICIPAÇÃO consciente. É um povo que tem sede de participar, se informar, que se interessa. No MUTIRÃO PUXIRUM. Gostam de trabalhar juntos, na força, trabalhos comunitários. Com HOMENS firmes. São 90% das lideranças, empenhados. Com JOVENS animados. Muitos Jovens, na missão no acolhimento. Cinquenta e oito grupos representados. Na PALAVRA de Deus. Buscam, amam, refletem e vive bem a cada dia. Na COMUNICAÇÂO permanente. Estão por dentro da vida paroquial, vem ao escritório para se informar..
Para mim, ser Missionário na Amazônia:
É aprender pela escuta e diálogo como conviver numa cultura diferente. É perceber as ‘sementes do verbo’ sendo vivenciadas no meio das comunidades. É sentir a eficácia da Palavra de Deus, que edifica nossas lideranças. É ser bom pastor despido das vaidades, orgulho ou ambição. É bailar nas redes da solidariedade e banhar nos igarapés da vida que pulsa. É comer o peixe da alegria com a farinha da humildade, fruto do mutirão solidário! É lutar por um projeto autossustentável que leva em conta o ser humano como sujeito. É combater os falsos ídolos que, com pés de barro, impedem o povo de se organizar. É internacionalizar esta cultura de paz, justiça, ecologia presentes no coração de Deus!
Salve a Amazônia! Salve o Brasil! Salve a missão!
A minha ligação com a “Fraternidade Carlos de Focauld”, acompanha a minha vida presbiteral. Desde a minha ordenação em 1968, caminho com a Fraternidade. Ela ajudou a abrir caminho na agitação da sociedade que nos acolheu em 1968. Era tempo de mudança na sociedade e na Igreja. O Concilio Vaticano II, nos dizia: “As alegrias e as esperanças, as tristezas dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres aqueles que sofrem, são também as alegrias, esperanças, tristezas e angustias dos discípulos de Cristo. Não há realidade alguma, verdadeiramente humana, que não encontre eco no seu coração”. O Ir. Carlos tinha inspirado René Voillaume na redação do livro: “Fermento na massa”. Esta espiritualidade influenciou também o clero diocesano e nos ajudou a converter nosso ministério presbiteral, conduzindo-nos ao encontro dos mais empobrecidos, ligando amor e justiça, no serviço do Reino.
Minha caminhada no Brasil começou no final do ano 1982 quando cheguei na diocese de Goiás onde encontrei a Fraternidade . A diocese de Goiás estava ligada à Prelazia de São Feliz. Lá, moravam as irmãzinhas que viviam com Índios Tapirapés. Era um tempo de lutas pela terra e conflitos acirrados para defesa dos posseiros. Dom Tomas dava incentivo ao protagonismo dos camponeses, dos Índios... Neste contexto novo, encontrei a Fraternidade. Fizemos um retiro regional em Jussara (1985), que deu nova força para Fraternidade. Participaram o Gunther, Geraldo Lima, Bizon, Edson Damião (agora bispo de São Gabriel da Cachoeira) etc. Aprendi a viver o caminho de Nazaré na aprendizagem da língua, o conhecimento do novo, as andanças em estradas de chão. Aprendi a viver o “deserto”, a oração eucarística e a adoração contemplativa.
Anos depois, passei a trabalhar na diocese de Volta Redonda, no Rio. Dom Waldyr pertencia à Fraternidade e incitava as Comunidades de base no caminho dos pequenos e dos pobres. O contexto social e eclesial, na proximidade do Rio de Janeiro era difícil. Varias sensibilidades religiosas disputavam influencie e liderança... A Fraternidade sustentava a confiança, ajudava no discernimento evangélico. Foi neste período que fiz o “mês de Nazaré” para celebrar os 25 anos de ministério ordenado.
Agora estou em Roraima, participando do trabalho da CPT e acompanhando Comunidades cá e lá...Outro mundo de migrantes e índios. Encontrei a Fraternidade neste regional, com a presença do Edson...
Passado o tempo, vejo a importância da Fraternidade para nos ajudar a viver a “Fraternidade”: aprender juntos como discípulos de Jesus, no caminho de Nazaré. Viver o cotidiano das nossas vidas neste “caminho de Nazaré”. Aprender a olhar o cotidiano para ver, julgar e agir melhor, lúcidos, confiantes e sem medo. Nossas Fraternidades são preciosos auxílios para crescer e nos ajudar a não desviar do “essencial”. Elas nos ajudam a buscar este “Essencial”, a seguir o “Bem Amado” na partilha, na oração contemplativa, no deserto, para servir o povo de Deus ao qual somos enviados. Hoje, cresce a tentação da autonomia, autossuficiência. Dizia Dom Tomas, em Goiás “E melhor errar juntos do que acertar sozinho!”
A Fraternidade é fonte de vida, comunhão que ensina. Recebi também da Fraternidade o estimulo para criar coragem perante perseguição e tensões. Terra é espaço de conflito! A Justiça do Reino se expressa nesta realidade conflitiva. Padre vizinho foi baleado, morreram amigos , senti o medo! Foucauld ensina a viver fiel , amar a Cruz como sinal de fidelidade, como o grão de trigo que dá vida quando morre. Insisto sobre a prática do “deserto” como espaço de busca, lugar do reencontro amoroso com o Bem Amado para acertar e seguir. É preciso passar pelo deserto para fazer experiência de Deus (deserto mensal, mês de Nazaré etc.). Saber parar, viver o tempo de oração prolongada; tempo de confiança e entrega para Deus.
Sempre foi mais difícil fazer “revisão de vida!” Exige tempo, confiança, abertura, decisão. Nem sempre conseguimos, mas, vale a pena perseverar e não abandonar.
Passando os anos, agradeço a tantos irmãos que ajudaram nesta vivência da Fraternidade e no caminho de Jesus. Ensinaram a passar as fronteiras, a ir ao encontro dos mais necessitados e a “fazer da religião um Amor”.
Continuo rezando; pensando no futuro: “Meu Pai, a vos me abandono...”
Possa sempre nossas Fraternidades nos ajudar a viver e “fazer da nosso religião cristã, um Amor”, como dizia Pe Huvelin, falando do Ir Carlos.
Caros irmãos e irmãs
Caro irmão Dom Juarez
Caros irmãos sacerdotes
Hoje se completam 50 anos que fui ordenado presbítero, junto com 15 confrades. Naquele tempo redigimos um convite coletivo, no qual colocamos a palavra de São Paulo: “Tendo recebido este ministério por pura misericórdia, não perdemos a coragem” (2 Cor. 4,2). Nós pertencíamos àquela geração que, mesmo antes da abertura do concílio vaticano segundo, já convocado naquela época, percebia o que ia acontecer e o que inevitavelmente deveria marcar o caminho da igreja. Inevitavelmente esse caminho também deveria ser o nosso. Estava andando no ar o que este concílio teria que expressar. Há muito tempo já o esperávamos. Não nos faltava coragem para entrar neste caminho, apesar das recomendações para uma submissão bem comportada aos caminhos bitolados há séculos.
Essa mesma palavra de São Paulo aos Coríntios, que naquele tempo nos animou, pode novamente animar-nos, depois de 50 anos, na reflexão sobre este longo tempo. Ela transmite duas idéias centrais para o caminho da comunidade cristã: ”Misericórdia” e “Coragem”.
Em primeiro lugar: a misericórdia de Deus. Ela nos fez filhos de Deus, ela é graça não merecida – sempre supera a nossa fraqueza, que esforço nenhum não dá jeito de vencer. Quanto mais caminhamos, mais evidente fica: a percepção dolorosa da própria fraqueza pela misericórdia de Deus se torna um convite para a fidelidade. Perseverar apesar da fraqueza, “esperando contra toda esperança” (Rom. 4,18), é nessa experiência que se explica toda a dimensão larga da atuação sacerdotal: trata-se de uma só coisa: anunciar a misericórdia de Deus aos irmãos e irmãs, com os quais caminhamos juntos.
Esse anúncio desafia-nos primeiro a praticar a misericórdia entre nós mesmos. A nossa tarefa não é apenas exigir justiça e insistir na disciplina, tanto na doutrina como no comportamento. Antes teríamos de manter-nos dispostos para deixar sempre a última palavra para a misericórdia, construir paz e abrir portas que nós mesmos atravancamos. Eu confesso que precisei muito tempo para reconhecer isso. Mas cada vez mais criei coragem neste caminho. A preocupação de não ser suficientemente correto cedeu cada vez mais à liberdade corajosa para repensar tudo à luz da misericórdia. “Não perdemos a coragem” – assim São Paulo confessa. Eu queria confirmar isso ao apóstolo neste dia.
Essa coragem não poderia ser arrogância vaidosa. Antes ela se alimenta da misericórdia. Pois é preciso ter coragem para transformar a sensibilidade de perceber a necessidade desamparada no gesto concreto. Para que o tremor do coração compadecido se torne a força do braço e a mão segura, é preciso ter a coragem para a partida, com o propósito de levantar o que caiu, e reavivar o que foi destruído e de trazer de volta o que se perdeu. Se a atuação do presbítero dentro do povo de Deus não reunir coragem e misericórdia, ela corre perigo de tornar-se rotina, privilégio e ânsia pela aposentadoria. Dessa maneira, porém, apaga-se o reconhecimento de que a misericórdia corajosa de Deus o levou até Nazaré.
Em Nazaré a vida humana de Deus começou, até chegar à morte e ressurreição. Ali ele tornou-se inexplicavelmente pequeno, ordinário, vulnerável, rejeitado, mas por isso mesmo capaz de ter misericórdia, aquela que tudo transforma. Jesus ressuscitado manda os seus discípulos voltar para a Galiléia, lá, onde tudo começou, lá, onde a misericórdia e a coragem tornaram-se tão radicais que a transformação que ninguém imaginava ser possível começou a acontecer. A vida em Nazaré é o modelo para o presbítero diocesano e para todos os cristãos. A experiência de Nazaré é indispensável para uma igreja que quer ser pobre, transparente, samaritana e missionária, mas principalmente solidária com os pobres – e só por isso capaz de ser santa. Sempre fiquei feliz de ter sido ordenado no dia que comemora a chegada do casal pobre de Nazaré no templo de Jerusalém com a criancinha de apenas 40 dias. Primeiro nos braços da mãe, depois com os seus próprios pés, ela “desce para Nazaré” querendo ser “semelhante em tudo aos seus irmãos para se tornar sumo sacerdote misericordioso”. A única credencial necessária para os que o acompanham neste caminho é que sejam compassivos e dignos de confiança, ou seja: “ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque eles mesmos estão cercados de fraqueza”.
Peço agora, meus caros irmãos e irmãs, a sua permissão para um testemunho muito pessoal.
Quando eu tinha 2 anos de idade, começou a segunda guerra mundial. Durante seis anos a minha família fugiu dos bombardeios. Moramos em oito lugares procurando segurança e partindo sempre de novo. Terminada a guerra, com o nosso país totalmente destruído, morávamos numa pequena vila perto da grande cidade de Hamburgo. Meus pais queriam mudar para Hamburgo como os nordestinos mudam para São Paulo. Não era permitido. As novas casas, construídas naquela cidade, arrasada pela guerra, eram só para os que moraram nela e os que tinham perdido as suas casas pelos bombardeios.
A minha mãe tinha um tio em Hamburgo: era professor na escola de uma paróquia e morava na casa paroquial. O pároco da paróquia permitiu que nos mudássemos para a sua casa. Ele só tinha um quarto para nós, uma família de seis pessoas. De repente éramos moradores daquela cidade e depois de um meio ano, conseguimos uma nova casa.
A próxima barreira era encontrar uma escola para mim e os outros três irmãos. Começando comigo a minha mãe rodou em todos os bairros daquela grande cidade: ou não encontrou escolas ou não encontrou vagas, a cidade estava recomeçando praticamente no zero. Desesperada ela foi para um colégio de padres Jesuítas: uma escola onde só estudava quem tivesse feito testes e exames de admissão. Nada disso esse menino dela do interior tinha feito. Minha mãe chorou nos pés do padre-diretor. Ele se compadeceu e disse: Vou aceitar o menino por três meses. Se ele conseguir acompanhar o currículo, pode ficar. E lá vou eu para uma escola que eu não tinha o direito de frequentar.
Mas tinha outra barreira: os alunos da minha classe já estavam estudando latim no segundo ano, e eu: nada ainda. Aí apareceu o terceiro padre: o pároco da paróquia onde morávamos. Ele me deu aulas particulares para recuperar o meu atraso. Depois de três meses de teste fui aprovado.
Sempre lembro e hoje confesso: se estes três padres não tivessem ajudado a essa nossa família de pobres refugiados, neste exato momento, eu nunca teria sido padre.
Mas ainda tenho outro motivo para lhes contar a minha história. Quatro meses atrás, eu estive na casa de uma família do interior: Um casal com cinco crianças, três delas numa escola da região, 3 km distante da residência. O pai se queixava: Frequentemente os filhos voltam da escola sem ter tido aulas, sem aviso ou justificativa, caminhando 6 km de ida e volta. O pai lembrava a sua infância: ficou sem estudar porque não aguentou viajar 9 km cada dia. De repente vi as lágrimas nos olhos deste pai que dizia: “Será que os meus filhos vão ficar iguais a mim que nunca estudei nada?
Neste momento me lembrei das lágrimas da minha mãe procurando uma escola para mim, e dos três padres compadecidos que nos socorreram. E agora, 66 anos depois, eu sou padre e vejo um pai chorar por seus filhos. O que é que vou fazer?
Não tenho colégio nem casa para receber uma família. O que posso fazer mesmo é ser a voz dos quem não tem voz nem vez. Em nome do meu povo que é obrigado a se calar eu faço aqui apenas umas perguntas:
1. Por que não conseguimos pelo menos alfabetizar completamente as crianças?
2. Por que não proporcionamos às crianças e aos jovens o total de dias letivos anuais que a lei exige, deixando faltar por ano mais de 50 dias?
3. Por que não colocamos nas salas de aula professores com qualificação profissional elevada, mas pessoas quase leigas obedecendo critérios politiqueiros?
4. Por que 13.000 vagas de emprego em São Paulo ficam sem preencher pela razão de aparecer apenas pessoas não qualificadas que vão turbinando os seus currículos com diplomas de cursinhos à distância?
5. Por que os nossos jovens declaram não ter perspectivas para obter uma vida digna e bem realizada?
Quem vai nos dar respostas satisfatórias que não justificam apenas, mas se tornam propostas capazes de abrir novos caminhos?
Eu vi as lágrimas da minha mãe e as lágrimas daquele pai no nosso interior. Por isso é que eu falo: Eu sou padre para isso!
O meu testemunho pessoal ainda tem outro detalhe: Durante longos anos eu era pároco numa área muito grande, com muitas cidades e comunidades. Aqui neste povoado no começo do mundo, que hoje é cidade e paróquia, o padre celebrava uma vez por ano. Tive vários cargos na diocese. Durante décadas dividi o meu tempo entre a paróquia e a diocese. Cheguei a me perguntar: Como se explica a fé tão forte deste povo? Não podem ser estes poucos encontros com o padre, muitas vezes ainda nervoso no meio das celebrações tumultuadas.
Eu cheguei a acreditar fortemente na força e luz do Espírito Santo. Só ele podia suscitar e manter uma força tão elevada de fé na presença de Deus neste seu povo. Com toda a agitação guardei a tranquilidade interior. O povo já caminhava antes de mim e continua caminhando depois de mim, e Deus está com ele com o seu Santo Espírito. Nunca o padre vai primeiro. Ele vai no meio do povo, aprende do povo, é carregado pelo povo. E a advertência de Jesus sempre nos deve deixar desconfiados: Os irmãos publicanos e as irmãs prostitutas entram na casa do Pai na frente de muitos de nós que achamos que sejamos nós os que mais merecem. Porque o Reino de Deus sempre é misericórdia, jamais mérito.
Termino o meu testemunho pessoal com um pequeno episódio. Muitos anos atrás celebrei uma missa numa casa no interior, por ocasião de uma tragédia horrível que abateu aquela família. Ao me despedir, o dono da casa agradeceu e disse: “Parece que Jesus estava aqui hoje”. Esse foi o dia mais feliz da minha vida sacerdotal. Se eu servir para isso, fiz tudo, não quero outra coisa. Lembro a palavra de Dom Helder: “Queria ser uma simples poça d’água, só para refletir o céu”.
Todo mundo me deseja muitos anos ainda para continuar a missão. Agradeço a todos estes votos carinhosos. Vou me apegar com a palavra de Deus no livro do Eclesiástico: “Permanece firme na tua tarefa, ocupa-te bem dela e envelhece na tua profissão” (Eclo 11,21). E o profeta Isaias me anima: “Até os jovens se afadigam e cansam e mesmo os guerreiros às vezes tropeçam. Mas, os que esperam no Senhor renovam suas forças, criam asas como águia, correm e não afadigam; andam, andam e nunca se cansam” (Is. 40,30-31).
Assim seja!
Pe. Jorge Luis Osorio Vigliola (Jaguarão – RS e Treinta y Tres - Uruguai)
La diócesis de “São Gabriel da Cachoeira” está integrada por los municipios de: São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel y Barcelos, ubicándose al Noroeste del Estado de Amazonas y haciendo frontera con Colombia y Venezuela. Desde el año 2009 tiene como obispo a Dom Edson Damián, oriundo de la diócesis de Santa María, en Río Grande del Sur y que estaba, desde hacía 10 años, como misionero en la diócesis de Roraima. Dom Edson integra, desde hace muchos años, la Fraternidad “Jesus-Caritas”, constituida por sacerdotes diocesanos que viven la espiritualidad del Hno. Carlos de Foucauld, y de la cual yo también hago parte.
Un poco de historia para ubicarnos: Durante la década de 1990, la tasa geométrica de crecimiento anual de la población de São Gabriel da Cachoeira fue de aproximadamente 4%. En 2009, esa población era estimada en 41.885 habitantes, según el censo demográfico del “Instituto Brasilero de Geografía y Estadística”. La mayor parte de esos habitantes está constituida por varias étneas indígenas, como por ejemplo: Arapaço, Baniwa, Barasana, Baré, Desana, Hupda, Karapanã, Kubeo, Kuripako, Makuna, Miriti-tapuya, Nadob, Pira-tapuya, Siriano, Tariano, Tukano, Tuyuka, Wanana, Warequena y Yanomami. São Gabriel da Cachoeira es el municipio con mayor concentración de étneas indígenas del país. Las diversas comunidades indígenas se distribuyen en los barrios de la sede municipal, en el núcleo urbano de Iauaretê y a lo largo de los ríos que atraviesan el municipio, como: Uaupés, Içana, Xié, Tiquié y Negro. Son más de 400 comunidades que viven en tierras indígenas.
En la parroquia “San Sebastián”, distrito de Cucuí, las étneas predominantes son: Baré e Warekena (o Werekena). Estos pueblos viven principalmente a lo largo del Río Xié y del Alto Río Negro, para donde gran parte de ellos migró compulsivamente en razón del contacto con los no-indios, cuya historia fue marcada por la violencia e la explotación del trabajo extractivista. Oriundos de la familia lingüística aruak, hoy hablan el nheengatu, lengua libre difundida por los misioneros carmelitas en el período colonial. El área geográfica por ellos ocupada está constituida por, aproximadamente, 140 sitios, donde residen cerca de 3.200 personas. La parroquia está constituida por 25 comunidades, 21 de las cuales están dispersas a lo largo del Río Xié y del Alto Río Negro, y su sede, Cucuí, está ubicada a poca distancia de la frontera con Colombia y Venezuela.
¿Qué me motivó a ir tan lejos?: Por un lado, el “debe” que tenía, no sólo como sacerdote, sino como latinoamericano, de conocer y convivir con estos pueblos originarios. Pueblos que, especialmente para nosotros uruguayos, están bien distantes de nuestro conocimiento y de nuestras vivencias. Por otro lado, colaborar por un tiempo, y en la medida de mis posibilidades (iba a cumplir 60 años cuando salí de Uruguay), con un compañero de Fraternidad que había sido llamado para el ministerio del episcopado en esa diócesis de Amazonas. El desafío era grande, pero, tenía la certeza que iba a encontrar compañeros de camino, como encontré: laicos, sacerdotes y religiosas, indígenas y no-indígenas.
¿Cuándo comenzó la nueva misión?: Bastante antes de llegar a San Gabriel, que fue el 30 de junio de 2010. Comenzó en el momento que tomé conciencia que esa misión era posible, los permisos correspondientes estaban dados y era el momento de cerrar una etapa (en la Parroquia de Río Branco, diócesis de Melo-Treinta y Tres) e ir dando los pasos necesarios para iniciar este nuevo camino. En esta marcha hacia la “Diocese de São Gabriel da Cachoeira”, la instancia del “Curso de Formación Misionera con enfoque en Amazonas”, realizado en el Centro Cultural Missionário (CCM), en Brasilia, durante todo el mes de junio fue, no sólo muy positivo, sino que pautó decisivamente esta nueva misión. Una imagen que me acompañó durante todo ese tiempo, y todavía hoy me acompaña, es la de tener en cuenta “algunos elementos que definen la identidad misionera”, entre ellos:
1. Insertarse en la historia, estar profundamente sintonizado con los acontecimientos históricos.
2. Escoger las periferias y las fronteras, y por eso moverse constantemente, cruzando las fronteras.
3. Crecer en la dimensión de ser huésped.
4. Antes de ofrecer “presentes”, saber recibir “presentes”.
Este intercambio de saberes y de experiencias, la convivencia y el compartir dieron una base más sólida a esta misión que ya se venía construyendo.
Cuáles son los valores, las actitudes,…que más me impactaron?: A pesar de los años de contacto con los no-indios (llamados “blancos”): misioneros religiosos, comerciantes, políticos, militares, etc., estos pueblos han sabido mantener algunos valores y actitudes que hacen parte de su cultura originaria. Los que yo percibí que vivían con más fuerza son: la acogida y el compartir (“partilha”). Principalmente en las Comunidades ribereñas (“ribeirinhas”) - aquellas que van ubicándose a lo largo del curso de los ríos y que no tienen un número muy grande de habitantes o de familias -, estas actitudes son bien destacadas y hacen parte de la vida cotidiana. Cuando las personas llegan, los que están en la Comunidad salen a recibirlas a la orilla del río y, una vez en tierra, enseguida convidan para ir al Centro comunitario (generalmente una construcción bien simple) y ofrecen su “chivé” (agua con fariña de mandioca) o, dependiendo de la hora, invitan para una merienda: café con tapioca, pescado cocido,…algo bien sencillo. Esta acogida, en mi experiencia personal, siempre fue con simplicidad y alegría.
La “partilha” (el compartir), también se da de una manera muy espontánea. Para ello, el Centro comunitario de la Comunidad (o aldea) es siempre un lugar de referencia. En las horas de las “refeições” (comidas) toca la campana (que muchas veces es sólo un pedazo de hierro) y, poco a poco, las familias van llegando con su aporte: arroz, café, pescado, fariña,…y van colocando todo en una mesa común. Hecha la oración, por el catequista o el “capitán” de la Comunidad o, eventualmente, por el sacerdote o el pastor, se dice la frase mágica “está liberado” y cada uno se va sirviendo en “su” plato (muchas veces compartido por varios) o comiendo del plato común con alguna de las pocas cucharas (único cubierto utilizado) que hay. Esta “partilha” de los alimentos se hace por grupos: primero los hombres y luego las mujeres y los niños. Para nosotros es extraño, pero, para ellos es algo muy común que hace parte de sus costumbres.
En las Comunidades mayores, lo que nosotros llamaríamos de “pueblos”, esta costumbre del compartir diario no está tan vigente. Ella se da más ocasionalmente: Navidad, Pascua, Fiestas religiosas, por ejemplo. También, la separación entre hombres, mujeres y niños no está presente; todos se sirven en distinto orden.
¿Cuáles son las principales preocupaciones que quedan?: Al final del 2010 y después de tener un panorama general de esta nueva realidad, junto con diferentes agentes comunitarios, marcamos los siguientes objetivos para nuestra acción en los años venideros:
1. Formación en general, no sólo religiosa.
2. Despertar o revitalizar la conciencia crítica delante de situaciones de injusticia social. Provocar la reacción y organización de la Comunidad y el envolvimiento en acciones de lucha y de reivindicación de sus derechos.
3. Provocar una reflexión sobre: (a) Los excesos en el consumo de bebidas alcohólicas y sus consecuencias / (b) El contenido religioso en las llamadas “Fiestas de los Santos” / (c) Las manifestaciones culturales autóctonas y las que han sido adquiridas de otros pueblos, o impuestas.
Estos objetivos van a marcar el camino de la Comunidad Parroquial en los años siguientes, a través de las diferentes pastorales y actividades que se irán a desarrollar. El camino continúa y, por supuesto, ninguno de los tres objetivos ha sido agotado.
Entonces, además del futuro de este caminar parroquial, preocupa saber que en todas las áreas de la vida cotidiana son muchas las carencias que estos pueblos viven. Salud, educación, trabajo, derechos ciudadanos, etc. son realidades difíciles y con necesidad de personas que realmente asuman con seriedad el trabajo en ellas. Muchas veces, los propios líderes comunitarios (profesores, representantes de asociaciones indígenas, etc.) se valen de su “cargo” en favor propio y no de la comunidad en general. Ni qué hablar de “autoridades” que vienen de fuera.
Una exhortación final: Para quienes sientan el llamado a dar unos años de su vida a esta causa. Médicos generales, nutricionistas, sicólogos, asistentes sociales, oculistas, abogados, dentistas, sacerdotes, religiosas,… seguramente serán bien acogidos en aquél rinconcito de nuestro continente latinoamericano. Todo es cuestión de animarse y de tener buena disposición. Y con seguridad, ¡volverán con el corazón más fortificado y con menos disposición a preocuparse por lo superfluo!
Treinta y Tres, 28 de junio de 2013.
Era transcorrido o ano de 2006 quando tive a graça de conhecer essa espiritualidade tão rica que bebe nos pensamentos do Beato Charles de Foucauld que por sua vez estão enraizados em sua experiência pessoal com Jesus de Nazaré.
Fui convidado para ajudar como intérprete na Assembleia Geral da Fraternidade Sacerdotal em São Paulo (Novembro de 2006) e ali tive uma experiência fantástica de Deus em minha vida, conheci padres diocesanos advindos de vários lugares do mundo que eram loucos pelos últimos lugares das sociedades e desejosos de Gritarem o Evangelho com a própria vida.
Essa experiência fez brotar em meu coração o mesmo sentimento que jorrou do coração do Ir. Carlos após um retiro feito em Benis-Abbès: “Ter um único desejo no coração, dar para todos Jesus... Estas palavras encontraram eco no mais profundo do meu coração. Elas devem ser a mola mestra do apostolado de um padre diocesano. As comunidades cristãs de nossas paróquias são semelhantes àquelas que o Ir. Carlos queria anunciar Jesus. Nossos batizados conhecem pouco Jesus Cristo e o Evangelho.
Depois dessa assembleia sai mais decidido a gastar minha vida por Causa de Cristo e do seu Evangelho. Comecei a participar dos retiros para seminaristas em vários lugares do Brasil e cada vez mais mergulhando na espiritualidade do Ir. Carlos.
Em 2009 fui ordenado diácono da Arquidiocese de São Paulo e escolhi como lema: “Gritar o Evangelho com a vida”, desejo vivido e realizado pelo Ir. Carlos. Continuei participando da minha pequena fraternidade que ia me ajudando a sedimentar minha vida no seguimento de Cristo através da adoração Eucarística, umas das pilastras da espiritualidade, seguidos de uma vida mais fraterna e conformada com o Evangelho para melhor conhecer esse Jesus de Nazaré que sempre ocupou o último lugar.
Desde o tempo da assembleia geral de 2006 que continuei me correspondendo com vários padres de outros países que se fizerem presentes aqui em São Paulo, dentre eles, gostaria de citar três grandes padres que me ajudaram e me ajudam a ter os olhos sempre fixos em Jesus: Pe. Gerald Devore- Americano (se encontra na casa do Pai), Jean-Marie Boudart – Belga, que trabalha com os imigrantes, sobretudo, advindos da África e o Pe. Fernand Belanger- Canadense, que muito contribui para espalhar esta rica espiritualidade do Ir. Carlos pelo Canadá. Não posso esquecer dois nomes também importantes, que sempre contei com eles, os Cônegos Bizon e Celso Pedro, dois homens que me fizeram amar cada vez mais a fraternidade.
Em 2010 por meio do Padre Gerald Devore (Gerry) fui convidado pela Fraternidade dos Estados Unidos para participar do Mês de Nazaré e do retiro anual que foi pregado pelo padre Jim Murphy – irlandês que já foi responsável pela Fraternidade a nível mundial. Foi um momento de Deus em minha vida, uma riqueza de partilha durante o Mês de Nazaré, um momento mais profundo para mergulhar nas raízes da espiritualidade do Ir. Carlos. Obrigado irmãos americanos.
A minha ordenação presbiteral estava prevista para esse mesmo ano, dezembro de 2010, mas alguns fatores retardaram por três anos, e a espiritualidade do Ir. Carlos me ajudou a compreender todos esses acontecimentos dolorosos e cheios de espinhos que me fizeram entrar na minha noite escura, no meu deserto. Aqui os pilares da fraternidade foram importantes.
Vivi meu deserto com discrição, na vida de oração e adoração, fazendo como Maria, guardando tudo no meu coração sem me fazer de vítima e nem vitimar ninguém. Para mim foi importante discernir a partir da fé, o agir de Deus nos acontecimentos, tornar visível, a partir do amor, o agir de Deus, servir com humildade, cooperando com o agir de Deus. Vale salientar que esses métodos foram também decisivos para superar esses momentos sem jamais me afastar da presença de Deus.
Em 2012, finalmente pela oração da Igreja e da imposição das mãos do meu bispo, fui ordenado presbítero, escolhi como lema: Por Causa de Cristo e do Evangelho, pensamento que perpassou toda a vida do Ir. Carlos. Aqui deixo o meu agradecimento aos membros da Fraternidade Sacerdotal Jesus + Caritas pelo seu incansável amor e dedicação de viverem os mesmos sentimentos do Ir. Carlos, apesar de suas fragilidades.
Que o Ir. Carlos nos ajude a “Gritar o Evangelho com a Vida”, para que nossos exemplos aproximem as pessoas de Jesus de Nazaré por quem o Ir. Carlos e cada um de nós deixou tudo para segui-lo.
Se existe uma pastoral em nossa Igreja onde podemos experimentar a gratuidade, ecumenismo e fraternidade, é na pastoral carcerária.
Desde o início do meu ministério deparei-me com essa realidade: penitenciárias lotadas à espera de agentes de pastoral, cada vez mais raros.
A nossa diocese é a com maior população carcerária do Brasil, com cerca de 20.000 presos. São 15 unidades prisionais sendo que apenas na metade delas temos agentes da pastoral carcerária.
Outro agravante: a grande maioria dos detentos não recebe a visita dos familiares, por motivos diversos, entre eles, a grande distância e as condições financeiras precárias para a locomoção aos encarcerados.
Nesse contexto, nós, agentes da pastoral, acabamos por ser a família, os irmãos, a luz no fim do túnel, o fio de esperança para muitos encarcerados.
Somos acolhidos como irmãos, respeitados e bem aceitos pelos detentos. Muitos se aproximam para receber a atenção e o carinho apenas da pastoral, sabendo dos limites de nosso trabalho nesse mundo desafiador : superlotação, falta de assistência médica, trabalho, projetos humanitários, etc.
A ressonância de nossas visitas: “Vocês trazem um momento de paz nesse mundo agitado nosso”; “ A visita de vocês nos sinaliza que Deus se lembra de nós ainda, que podemos ter esperanças”.
É também um forte momento ecumênico. Realizamos nossos encontros ajuntando-nos aos irmãos evangélicos de outras denominações cristãs. Tudo acontece num clima de respeito, acolhida e diálogo.
Gratuidade. O objetivo primeiro não é levar, mas ser a presença de Jesus e encontrarmo-nos com o Cristo preso: “Estive preso e foste me visitar”. E nessa gratuidade, recebemos muito mais do que damos.
Fraternidade. São nossos irmãos, não estamos lá para acusá-los, nunca nos perguntamos qual delitos eles teriam cometido, pois afinal também pecamos. Estamos como irmãos que querem ser um sinal de esperança, de luz, de mostrar-lhes que tem jeito sim, que acreditamos e eles podem vencer.
O sonho da pastoral carcerária é o de um mundo sem cárceres. Porém enquanto isso não acontece, sentimos a grande necessidade e importância de estarmos lá, fazermo-nos presente!
É uma pastoral necessária, atualíssima e urgente. Podemos ficar em casa tranquilos sabendo de irmãos que clamam por nossa presença?
Pense nisso!!!!!
CARTA DE VERNON, JULIO 2013
Equipo internacional Fraternidad sacerdotal Jesus Caritas
Queridos hermanos de la fraternidad,
Terminamos hoy nuestro primer consejo internacional en Vernon, Francia, acogidos por Jean François BERJONNEAU, donde hemos recibido todas las atenciones de él y de François MARIN, de la fraternidad francesa, que ha sido como un padre para nosotros. Estar con François nos dio la oportunidad de vivir aún más el trabajo en equipo, como luego veréis. Además, Lionel, Cécile, Anne Marie, Claire y Patrick nos han “premiado” con su buena cocina. Ayer fue Michel PINCHON quien nos ofreció el almuerzo en Gouville, acompañados por Jean Louis RATTIER, y el espacio para seguir trabajando. Gracias a estos hermanos y hermanas. Gracias al equipo internacional anterior, que abrió caminos. Mauricio no ha podido asistir por su responsabilidad y trabajo en la JMJ de Río; lo hemos echado de menos, pero sabemos que contamos siempre con él. Y gracias a las hermanas de Jesús en el Templo por dejarnos su casa para reunirnos y dar habitación a Emmanuel y Mark.
En todo momento nos hemos sentido como en casa, haciendo fraternidad y alegrándonos de formar equipo. Hemos hecho una relectura de las conclusiones de la asamblea mundial en Poissy, donde hemos visto que el centro de gravedad de la fraternidad se desplaza al Sur, donde hay mayoría de jóvenes, y con espíritu misionero. Esto ha cambiado nuestras relaciones entre fraternidades del Norte y del Sur. Valoramos la Carta de París, con los desafíos para nuestra fraternidad en este momento, como parte de una Iglesia llena de esperanza.
Nuestro encuentro coincide con los mismos días de la JMJ de Río, con el papa Francisco a la cabeza, tocados también por el accidente de tren en España y con las preocupaciones por la situación en países como Siria, Egipto y la República Centroafricana, donde hermanos nuestros sufren. Apreciamos grandemente la carta de los obispos centroafricanos con sus llamadas y denuncias ante esta situación generalizada de injusticia y atropello de todos los derechos humanos.
En el trabajo hemos hecho un repaso por continentes, con sus realidades, por países, valorando el testimonio de muchos hermanos, especialmente los más mayores, que aún pueden enseñarnos con su vida desde el Evangelio el seguimiento de Jesús y el trabajo por el Reino. Así, tenemos claro que es importante la visita y el acompañamiento a todas las fraternidades desde el equipo internacional y otros hermanos que nos puedan ayudar. Observando las próximas fechas de encuentros de fraternidad en los continentes, tenemos constancia del Mes de Nazaret en Chile, en febrero de 2014; en julio, el Mes de Nazaret en Camerún, para África, y al terminar, la primera Asamblea Panafricana; en julio de 2014, la Asamblea Europea en Italia (para 2016 será en Polonia); la primera Asamblea Panamericana será, probablemente, en 2015, con la coordinación de Mark y Mauricio y los responsables regionales de toda América; en abril de 2015, el encuentro de delegados y responsables de la Familia de Carlos de FOUCAULD de todo el mundo, en Italia, y en 2016 la Asamblea de Asia en Filipinas y el Mes de Nazaret, probablemente en Bangladesh. Ninguna fraternidad debe quedar sin ser escuchada. Para todo ello nos planteamos la necesidad de la ayuda de una página en Internet, continuación de la actual, donde todos podamos expresarnos, en varios idiomas. Estudiamos este tema con interés.
Nos hemos sentido muy unidos en la oración con vosotros, en las laudes, la adoración de cada día, la eucaristía celebrada con la gente sencilla del barrio popular de Gamilly, ante la presencia de un Dios que nos ama y que cautivó a Carlos de FOUCAULD con las llamadas a vivir lo pequeño, entre los pequeños, con sencillez y disponibilidad para el Reino. La oración ha hecho que nuestro esquema de trabajo no haya sido agobiante, sino un regalo de hermanos, que comparten un servicio común por la fraternidad y por la Iglesia.
Ante la fecha de 2016, centenario de la muerte del hermano Carlos, recibimos ideas de otras fraternidades que ya preparan la efeméride. Pensamos que todo aquello que podamos hacer debe estar en la línea de un espíritu de sencillez, haciendo bien patente la universalidad del mensaje de Carlos de FOUCAULD, su actualidad indiscutible en la Iglesia de hoy como Iglesia de creyentes en Jesús y su Evangelio. Su mensaje es un refuerzo de la fraternidad universal en el momento actual de nuestro mundo, con sus crisis, injusticias y violencias. El hermano Carlos no fue un gurú ni un líder espiritual: su vida nos habla de Jesús y sus intuiciones ayudan a las fraternidades y a hombres y mujeres a conocer mejor a Jesús desde la importancia del cultivo de su amistad, estar con los pobres y serlo y la lucha por la justicia y la paz.
Hemos constatado la necesidad de un compromiso mayor, sea en fraternidad o personalmente, con la jornada mensual de desierto. Es un espacio que Dios nos regala para crecer escuchándole. Si hacemos desierto verdaderamente, nuestra vida de oración ganará y nuestro espíritu se reforzará ante la tentación de una oración cómoda, de un rito bien hecho, de un cumplir con lo establecido. Dios siempre nos interroga y, aunque muchas veces no sepamos darle respuesta, sabemos que estamos en sus manos. La fraternidad no se queda sólo en la experiencia de una espiritualidad compartida, sino que nos llama a hacer juntos el camino de nuestras vidas, opciones y entregas por un mundo mejor.
Jacques MIDY, Emmnauel DELETRAZ y Michel BECQUART nos mostraron el apartamento en Boulogne-Billancourt con los archivos de la fraternidad. Fue muy interesante conocer de cerca los inicios de la fraternidad desde 1951, documentos, cartas, fotos… Gracias a estos hermanos por abrirnos la puerta.
Grégoire CADOR, hermano francés en Camerún, nos presentó en una de las sesiones de trabajo los preparativos para el Mes de Nazaret para África en julio de 2014 en Camerún, donde se realizará al finalizar la Primera Asamblea Panafricana, y los trámites para la beatificación de Baba Simon, que introdujo la fraternidad en África. Grégoire es el postulador de la causa.
También hemos abierto una cuenta bancaria nueva de la fraternidad sacerdotal que nos permita trabajar con agilidad de lo que disponemos y poder ayudarnos entre nosotros, no sólo materialmente a las fraternidades necesitadas en sus asambleas continentales, Mes de Nazaret, etc., sino como una manera de ayudarnos a crecer. Hemos reflexionado sobre cómo desarrollar la solidaridad mutua, tanto económicamente como en el contacto directo, las visitas y las comunicaciones. En breve los responsables regionales recibirán información sobre el número de cuenta para las cotizaciones anuales. Animamos también a todas las fraternidades que no cotizan a hacer un esfuerzo y, aunque sea testimonialmente, compartir con el resto de países que habitualmente sostienen económicamente a la fraternidad internacional, según sus posibilidades.
En la noche de ayer Vernon sufrió una granizada digna de una película de terror. Todo el jardín, el huerto y parte de la casa de François se inundaron y estuvimos sacando agua hacia la calle durante una hora. Al acabar, felices de haber hecho un “trabajo manual obligatorio”: ese Nazaret que nos llegó por el agua y que fue un trabajo en equipo del cual estamos muy contentos: compartir con alegría el esfuerzo “por la supervivencia”.
Sólo nos queda expresaros que nos gusta como fraternidad hacer este servicio en bien de todos, de estar a vuestra disposición para lo que necesitéis. Os recordamos en la única ocasión de descanso y “tiempo libre” visitando los jardines de Claude MONET y su museo en Giverny. Fue un momento verdaderamente contemplativo. Os recordamos a muchos con cariño y admiración.
Un abrazo fraterno y sincero de vuestros hermanos del equipo internacional, y el abrazo desde Río de nuestro hermano brasileño.
Jean François, Asi, Félix, Mark, Mauricio y Aurelio
Vernon, Normandía, Francia, 27 de julio de 2013
NA REGIÃO SUDESTE
Pe. Orlando de Almeida Alves e Pe. Arnaldo José Teixeira (Assis – SP)
Marília – SP
Dias 20 e 21 de maio de 2013
Nos dias 20 e 21 de maio, do corrente ano, aconteceu, nas dependências do Seminário São Vicente de Paulo, na cidade de Marília-SP, o encontro anual das fraternidades do estado de São Paulo.
O encontro iniciou-se com um festivo almoço onde os membros das fraternidades presentes puderam, num clima de alegria e descontração, celebrar a alegria do encontro de irmãos.
Após o momento do descanso procedeu-se à oração da tarde do ofício divino das comunidades a qual proporcionou a ambientação necessária para a rica partilha de experiências dos participantes que se seguiu. Coroando as atividades da tarde realizou-se a celebração eucarística onde se meditou a homilia do Santo Padre, o Papa Francisco, por ocasião da Quinta-feira santa.
Por fim, o primeiro dia do encontro encerrou-se com uma agradável confraternização em uma pizzaria da simpática cidade de Marília.
O segundo dia abriu-se logo cedo com a adoração eucarística. Após o café, os participantes reuniram-se para refletir um dos textos do último boletim da fraternidade chamado "O Pacto das Catacumbas" onde vários bispos, por ocasião do Concílio Vaticano II, se comprometeram a viver uma Igreja verdadeiramente comprometida com os pobres.
Encerrando a manhã aconteceu a celebração eucarística na qual a meditação e a partilha de um texto sobre a amizade em Charles de Foucauld veio dar o toque final no encontro.
Após o almoço todos retornaram dizendo-se animados e fortalecidos para continuarem a missão.
O encontro foi um tempo de graça para nossas Fraternidades, muito enriquecedor, levando-nos a um maior comprometimento com as mesmas e alimentando-nos o desejo da Fraternidade Universal tão sonhado pelo nosso querido Irmão Charles de Foucauld.
NA REGIÃO LESTE
Pe. Inácio José do Vale (Resende - RJ)
Roças Novas – MG
Dias 27, 28 e 29 de maio de 2013
Em Números 8,24-25, Deus disse a Moisés para colocar os levitas no serviço na Tenda da Congregação dos 25 aos 50 anos de idade. Aos 50 anos, eles não deveriam mais executar o serviço em si, mas, sim, ajudar e servir àqueles que o estivessem realizando. O chamado mais alto da nossa vida hoje é levantar e capacitar às próximas gerações. Tenhamos a mais alta alegria em ver nossos irmãos e irmãs na fortaleza fé, na comunhão, na maturidade de liderar e na busca abissal de Deus e vendo-os bem-sucedidos e prosperando na espiritualidade e na eclesialidade...
Quando nós, homens e mulheres mais experientes, nos agarramos a posições de poder e de autoritarismo, pisamos na humildade, na caridade e sem responsabilidade com as coisas do bom Deus, vamos deixar para a próxima geração um estrago tremendo. Por outro lado, os homens e mulheres mais maduros que continuam envolvidos com Cristo, com seu Santo Evangelho e na espiritualidade do Bem-Aventurado Charles de Foucauld servem com um bom testemunho para encorajar a fraternidade, a prática missionária, o zelo pela justiça e amá-los infinitamente a salvação das almas.
Não há dúvidas, que a espiritualidade foucauldiana responde os grandes desafios da era pós-moderna. Essa fonte vai se renovando com o mistério que não existem palavras para explicar. Resta tão somente beber dessa fonte para viver sempre renovado e em estado de graça.
A recepção pelos padres Ernesto, Jaidson e Edson foi maravilhosa! A nossa Fraternidade Sacerdotal Jesus + Cáritas em Minas Gerais está cada vez mais solidária. O nosso encontro foi enriquecido com as palestras do responsável nacional padre Gildo e padre José de Anchieta.
De coração, agradecemos as Irmãzinhas de Jesus, que com imensa caridade cederam a sua casa para o nosso encontro. Deus abençoe eternamente!
Tenhamos em mente o amor e o serviço deixado pelo irmão Charles de Foucauld como nossa contínua missão! Disse ele: “Cada cristão tem de ser apóstolo: não é um conselho, mas um mandamento, o mandamento da caridade”.
NA REGIÃO SUL
Pe. Sílvio Guterres Dutra (Porto alegre – Seminário Viamão -RS)
Porto Alegre
Dias 08, 09 e 10 de julho de 2013
Nosso encontro regional se deu nos últimos dias 8,9 e 10 de julho, na casa de retiros Vila Betânia, em Porto Alegre. Decidimos manter o encontro, mesmo sabendo que seríamos poucos, pois isso é fundamental para mantermos a chama da Fraternidade acesa.
Realmente, da nossa Fraternidade, o Pe. Maurício estava de visita missionária na África, e o Pe. Ângelo estava em meio à novena e festa da padroeira, Nossa Senhora do Carmo. Já os nossos irmão de Santa Catarina estavam comprometidos com a agenda das igrejas locais. No entanto, tivemos a alegria de contar com a presença vibrante do Diácono Alex Serafim, da diocese de Criciúma.
Ficamos contentes em ouvir a sua partilha quanto à perseverança de um bom grupo interdiocesano de seminaristas, que se reúnem regularmente em Florianópolis. No mais o encontro consistiu em vivenciarmos os elementos básicos dos encontros das fraternidades, intercalando momentos de deserto, adoração e celebração eucarística e de revisão de vida.
Em síntese, foi uma experiência muito rica, valeu à pena! E ainda sobrou tempo para mostrar alguns lugares bonitos da nossa capital ao ilustre visitante catarinense.
Saudações fraternas!
NA REGIÃO NORTE 2
Pe. Paulo Sérgio (Santa Rita – MA)
Santa Rita – MA
Dias 08, 09, 10 e 11 de julho de 2013
Nossa fraternidade do Maranhão e Pará se reuniu para o encontro regional que este ano foi realizado de 08 a 11 de julho em Santa Rita –MA, na Paróquia Santa Rita de Cássia, que tem como pároco o Pe. Paulo Sérgio, com a presença dos padres Jaime Pereira, Luís Carlos, Silvio e Valdemir do Pará e Franco Manett, Irailsom, Paulo Sérgio e o diácono André Luís do Maranhão. O encontro iniciou no fim da tarde do dia 08 na casa paroquial com a chegada dos padres do Maranhão, como os padres do Pará deveriam chegar à noite e não chegaram, devido eles terem vindo pelo Ferry Boate, e perderam o horário da última viagem, eles dormiram no carro no porto em Cajupe e vieram no primeiro horário da manhã seguinte. Nós dormimos em Santa Rita e fomos nos encontrar com eles no porto em São luís e de lá fomos fazer uma visita ao centro histórico de São Luís e depois fomos visitar as belas praias e de lá fomos almoçar num restaurante de uns amigos do padre Franco, após o almoço fomos visitar o santuário de São José de Ribamar, onde fomos acolhidos pelo Reitor do santuário, Pe. Claudio Roberto, que nos levou para conhecer o santuário e todo o conjunto em torno, depois nos proporcionou um lanche. De lá voltamos para Santa Rita. À noite teve a celebração da Missa na matriz, que foi presidida pelo padre Jaime Pereira que estava fazendo aniversário natalício com uma pequena confraternização e depois fomos repousar na casa paroquial.
Na quarta feira pela manhã rezamos juntos as laudes depois tomamos café juntos e fomos para Morros e lá visitamos o padre José Raimundo Trindade, pároco, visitamos as igrejas e fomos tomar banho no rio una, um balneário muito lindo e ao meio dia voltamos para Santa Rita onde almoçamos e á tarde houve um momento repouso e as 15 horas nos encontramos para a revisão de vida e um estudo e refletimos sobre a carta de Paris da assembleia internacional das fraternidades e conversamos sobre o mês de Nazaré e do retiro anual, onde os padres Paulo Sérgio e o padre Luís Carlos irão participar do mês de Nazaré . Depois fomos para a capela, no quintal da casa para o momento de adoração ao Santíssimo. À noite fomos para Rosário para uma celebração eucarística de envio das equipes que trabalharam na jornada da juventude da forania e dos jovens que foram para a jornada mundial no Rio de Janeiro, fomos recebidos pelo padre Hamilton que é o vigário forânico e pároco da paróquia de Rosário. Na volta paramos em Bacabeira para comermos uma pizza e viemos para Santa Rita para dormir. No dia seguinte rezamos juntos e depois tomamos café e os padres do Pará voltaram para Belém e depois o padre Franco voltou para São Luís. Foi um encontro muito bom com a simplicidade de santa Rita de Cássia e a espiritualidade do irmão Carlos.
Agradeço aos irmãos da fraternidade por mais este encontro maravilhoso de convivência e partilha. O próximo encontro regional deverá acontecer no Pará, em julho de 2014.
Grato por este encontro deixo meu abraço fraterno.
NA REGIÃO CENTRO-OESTE
Pe. Jeová Ferreira (Sobradinho – DF)
Brasília - DF
Dias 12, 13, 14 e 15 de agosto de 2013
Saudações fraternas e afetuosas no Bem Amado Jesus.
Terminamos hoje, com o almoço, o retiro do nosso regional, que teve início com o jantar do dia 12.
Estiverem presentes cerca de 12 membros: 3 de Goiás, 2 de Rondonópolis e os demais aqui de Brasília.
Ficamos hospedados nas POM, acolhidos pelo Pe. Camilo, que participou integralmente do retiro juntamente com dois colegas das POM.
Tomamos como reflexão algumas pregações do Papa Francisco aqui no Brasil. Lemos as principais e partilhamos. Também foi feito momento de revisão de vida, adoração, oração, meditação pessoal, análise de conjuntura e partilha da caminhada das fraternidades.
Marcamos o retiro do próximo ano para o período de 11 a 14 de agosto em Goiás - no mosteiro ou em Itaberaí. O tema será definido posteriormente.
Quanto ao encontro da coordenação, pergunto se houve tentativa de buscar hospedagem com algum colega da fraternidade. Pensei até naquele (não lembro o nome) que trabalha numa favela. Não seria interessante realizar o encontro lá? Que tal irmos à periferia, como pede nosso papa?
Mas, estou aberto às sugestões e acolha o que for possível. Importante será estarmos juntos buscando testemunhar os valores do Reino, na nossa espiritualidade.
Abraço carinhoso e fraterno a todos.
CELEBRAÇÃO DA VIDA E MINISTÉRIO DO PADRE INÁCIO
No dia 24 de agosto de 2013, às 18 horas, na Igreja Nossa Senhora da Paz - Cidade Alegria - Resende-RJ, a paróquia da Sagrada Família, em clima de festa, celebrou uma missa em ação de graças pela vida e ministério do querido padre Inácio José do Vale, presidida pelo bispo Dom Francisco Biasin.
Por ocasião desta celebração, o padre Inácio dá o seguinte testemunho:
“Nesses 20 anos, o que mais me fez feliz foi fazer parte da fraternidade sacerdotal Jesus Caritas. Graças ao amado Pe. Gildo. Fico muito grato por ele ter me convidado para os retiros da nossa fraternidade. 20 anos de sacerdócio, 20 anos de magistério e 25 anos de pesquisas sobre novos movimentos religiosos (seitas).
Amo minha vida sacerdotal; trabalho na paróquia da Sagrada Família em Resende - RJ. Amo ser professor: leciono no Instituto de Teologia Bento XVI -Diocese de Lorena - SP. Como pesquisador de seitas, tenho livrado muita gente do terrível sectarismo.
Como sociólogo, em ciência da religião, tenho assessorado muitas pastorais em prol da paz, da caridade e da justiça. Tenho lutado contra o condicionamento virtual, parcial, superficial e infernal da era pós-moderna. A modernidade foi racional cientificista e a pós-modernidade é emocional e boçal.
Tenho escrito para revistas, jornais e sites. Realizando conferências e pregando retiros espirituais.
A vida cristã só pode ser frutuosa com fé, razão e uma espiritualidade abissal, como a espiritualidade de Charles de Foucauld.
Amo demais a nossa Igreja Católica, a Igreja de Jesus, de Maria e do Irmão Carlos de Jesus. Amo meus colegas e todo Povo de Deus.
Como disse o Irmão Carlos: “devemos amar Jesus apaixonadamente!”
Peço a todos que rezem por mim. Louvado seja nosso Jesus Cristo!.
Deus abençoe!”
Desde o dia 13 de março de 2013, quando ecoou pelo mundo inteiro o Habemus Papam, a Igreja Católica, tem vivenciado um momento novo que nos faz lembrar os tempos de Papa João XXIII, o papa bom (1962-1964).
Ao anúncio, não demorou muito, e apareceu o Papa Francisco; pareceu tenso e tímido. Quem não ficaria diante de tamanha responsabilidade, a missão de conduzir a Barca de Pedro. Entre os aplausos da multidão e os brados de “viva il Papa”, Francisco pronunciou suas primeiras palavras Urb et Orb (para e cidade e o mundo). Deixou logo a boa impressão de alegria e esperança, pelas profundas, espontâneas e simples palavras que pronunciou: “Quero que rezem para que Deus nos abençoe”.
O nome do Cardeal Bergoglio não constava entre aqueles nomes das conjecturas e cálculos eclesiásticos e midiáticos demasiadamente humanos. Aquele cujo nome já estava antes no coração de Deus, fora apenas revelado pelos cardeais. A eleição do Papa Francisco nos deu, mais uma vez, a certeza de que o Espírito Santo é quem conduz a Igreja como o grande protagonista de sua ação. “O Espírito sopra onde quer” (Jo 3,8) e sempre é capaz de surpreender.
Deus nos enviou um Papa chamado Francisco. Como Francisco de Assis, chamado a restaurar a Igreja de Cristo, no séc. XII, assumindo radicalmente a vivência do evangelho, na pobreza e na humildade; e nos diz “como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres”. Um Papa chamado Francisco, como Francisco Xavier, seu confrade da Companhia de Jesus, grande missionário que no séc. XVI, de forma inculturada levou a fé cristã à Índia, desejando chegar à China; e que hoje nos diz “nós estamos distraídos” ( ) “a Igreja precisa sair de si própria e ir até as periferias, não apenas geográficas, mas também existenciais”. Um Papa chamado Francisco que reza com o povo as rezas que o povo sabe. Que tem o cheiro do povo e não se protege em redoma para está onde o povo está.
O papa chamado Francisco, Bispo de Roma e, irmão no episcopado, em seu recente convite a realizarmos a “cultura do encontro”, nos faz “reavivar o dom de Deus que há em nós” (cf. 2 Tm 1,6) e com a força do Espírito nos impulsiona a “irmos, sem medo, para servir”. Com ele é possível viver a alegria de ser bispo, discípulo missionário, apesar dos desafios dos tempos hodiernos.
O Papa Francisco, desde o início de seu pontificado, tem dito frases tão densas quanto breves e intensas. Aparentemente, fala de improviso no melhor estilo “pronto falei”. Porém, quem acompanha suas homilias desde o tempo de arcebispo de Buenos Aires sabe que cada uma destas frases é muito bem pensada e faz parte de um conjunto que, aos poucos, vai ficando muito claro.
Basta lembrar o motivo indicado por Bento XVI para sua renúncia. Reconheceu que lhe faltavam as forças necessárias para dialogar com o mundo moderno. Este foi o grande desafio da Igreja, desde que o Papa João XXIII abriu as janelas do Vaticano e disse que era preciso exercitar mais e mais o diálogo. Paulo VI continuou esta tarefa levando a Igreja a se definir como luz para os povos e sacramento de comunhão, ou seja, de salvação, ou melhor, de diálogo. João Paulo I fez isso em um rápido e inesquecível sorriso. João Paulo II foi mestre em dialogar com todos os povos e nações. Os jovens que o digam. O que o Papa Francisco faz em suas atitudes e palavras é continuar este exercício de promover o diálogo e a comunhão.
Uma de suas homilias mais marcantes e emblemáticas neste início de pontificado aconteceu na Quinta-Feira Santa, no dia 28 de março de 2013. Ele falou de modo especial para o sacerdotes. Lembrou que são “ungidos” para servir os pobres e oprimidos. Falou com clareza que o “povo gosta do Evangelho pregado com unção”, quando toca na realidade do dia a dia. Disse que esta unção exige que o sacerdote saia de si e viva para o povo como “um pastor com cheiro de ovelhas”. Disse que, quando isso não acontece, o resultado são “padres tristes”, “colecionadores de antiguidades”, ou “sempre em busca de novidades”.
É neste contexto que Francisco faz um trocadilho repleto de significado: “menos função e mais unção”. Esta expressão tem muitos significados e voltaria de mil formas diferentes em suas homilias e catequeses posteriores. Há pessoas que se apegam a um cargo como se ele garantisse a eficácia do seu serviço. Não garante. Muitos até se escondem atrás de uma placa, de uma sala, de uma roupa, de um nome. De nada adianta a função se não existe a unção. De nada adianta o poder se não existe a autoridade.
Em todos os tempos e lugares aparecem pessoas com motivações superficiais. Querem o bônus de um cargo. Mas nem sempre estão dispostas a assumir o ônus do serviço. Querem a função; mas não têm a unção. Fazem pose, mas não têm coração. Jesus foi o primeiro a criticar esta busca pelos primeiros lugares. Disse que é maior quem serve. Mas até entre seus discípulos houve disputa por cargos. Certamente isso o entristeceu e entristece quando vê qualquer forma de carreirismo hoje na sua Igreja. O Papa Francisco não economiza palavras para criticar esta postura. Prefere bispos que não ambicionaram o episcopado. Prefere padres que estão na função porque foram chamados por Jesus e não porque estavam sem opção ou achavam que ser padre lhes daria prestígio social.
O mesmo vale para todo serviço da autoridade. Seria melhor escolher prefeitos que não fizessem carreira política; seria melhor o povo indicar seus vereadores e não ter que escolher entre os que se oferecem.
O Papa Francisco é coerente com aquilo que prega. Prefere a unção. Por isso não tem “papas na língua”. Diz aquilo que Deus faz arder em seu coração.
Quando o cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio foi escolhido em março deste ano como Papa pelo conclave, foi uma grande surpresa. O nome dele não circulava na imprensa como “papável”, talvez por causa da sua idade ou das suas atitudes.
As primeiras palavras e atitudes dele conquistaram o mundo inteiro. Jamais um Papa se inclinou diante do povo para pedir a bênção dos homens e das mulheres reunidos na praça São Pedro em Roma. Este gesto de humildade conquistou os corações dos cristãos. Os outros comportamentos vieram comprovar estas primeiras impressões como os fatos de se chamar “bispo de Roma”, de pagar ele mesmo a diária no hotel e de voltar de ônibus como os outros cardeais e não de “papa-móvel”.
“Uma Igreja Pobre e para os Pobres”
João XXIII falava na época do Concílio Vaticano II da Igreja dos pobres. No final deste Concílio, um grupo de bispos se reuniu numa catacumba de Roma e assinaram o “Pacto das Catacumbas” que comprometia estes bispos a levar uma vida simples e a luta na defesa dos pobres. Vários destes bispos eram profundamente marcados pela espiritualidade de Carlos de Foucauld.
A Conferência de Medellin (1968) colocou esta opção na realidade da América Latina e o documento de Puebla (1979) utilizou a expressão “opção pelos pobres”, expressão retomada no Documento de Aparecida (2008).
Foi muito feliz a frase do Papa Francisco “Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres” no encontro que teve como os representantes dos meios de comunicação social. Não eram palavras vazias, pois o cardeal Jorge Mário visitava frequentemente as favelas de Buenos Aires e sempre levava uma vida simples, como viajar de ônibus e cozinhar a própria comida.
Carlos de Foucauld insiste várias vezes nos seus escritos que, para imitar Jesus tem que ser pobre como ele.
“Deus nunca se cansa de perdoar”
O Papa Francisco já falou várias vezes sobre a misericórdia. Disse que ele precisava da misericórdia de Deus, porque também era pecador. A grande imprensa quis saber qual era o pecado do Papa?
Santa Tereza dÁvila disse que quanto mais a gente se aproxima de Deus, mais a gente tem consciência quanto desamor tem na nossa vida para com Ele e para com os outros. Todos nós precisamos do perdão de Deus. Por isso, o Papa disse no primeiro “Ângelus” na Praça São Pedro: “Deus nunca se cansa de nos perdoar”.
À imagem de Jesus devemos ser misericordiosos para com os outros. No “Pai Nosso” dizemos: “Perdoai-nos as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” e na cruz, Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem!”. Sem perdão, não há amor!
“Não cedamos jamais ao pessimismo”
No discurso aos cardeais, logo após sua eleição, o Papa Francisco disse: “Não cedamos ao pessimismo, a esta amargura que o diabo nos oferece cada dia”.
A capacidade de maravilhar-se é a fonte da mística. Quem não enxerga mais a beleza das coisas e das pessoas perdeu a espiritualidade. O mal dá “Ibope” nos meios de comunicação e o bem muitas vezes fica escondido. No entanto, encontramos nas nossas comunidades tantas pessoas maravilhosas que procuram viver o Evangelho. Se na Igreja tem padres pedófilos, dinheiristas e autoritários, também tem padres totalmente doados ao povo e mesmo, às vezes, até o martírio. São estes que nos estimulam a fidelidade ao projeto de Jesus.
O pessimismo destrói, o otimismo constrói!
Não ficamos de olhos fechados diante da realidade, do sofrimento das pessoas, das injustiças, mas não podemos perder a esperança que o novo é possível, que um outro mundo é possível. A fé no Ressuscitado nos incentiva para esta caminhada de esperança!
“Servir o Evangelho com renovado amor”
Irmão Carlos dizia que devemos “gritar o Evangelho” com a própria vida e São Paulo nos pede que tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus.
A força da Igreja reside na vivência do Evangelho. Neste sentido o testemunho de uma vida conforme o projeto de Jesus é mais importante do que muitos discursos e homilias. A vida fala mais alto que as palavras.
O que impressionou o mundo inteiro foram mais os gestos do novo Papa do que os seus discursos. Os seus gestos de humildade e de bondade deixaram transparecer o próprio coração de Jesus. É isso que o mundo de hoje precisava!
Como foi o desejo do Concílio Vaticano II, precisamos voltar às fontes, à prática de Jesus Cristo e tirar das nossas vidas toda a poeira que foi se acumulando durante séculos. O encontro com Jesus Cristo e a vivência do Evangelho deve ser nossa meta. Por isso, disse o Papa aos cardeais: “Exprime a minha vontade de servir o Evangelho com renovado amor”.
“A verdade cristã é fascinante”
A nossa fé cristã é um tesouro para a humanidade. O conhecimento de Jesus e da sua palavra é a plena realização do ser humano. Nele encontramos o pleno sentido para as nossas vidas.
A prática da fé não nos distancia da nossa realidade humana, das angústias e alegrias dos homens e das mulheres do nosso tempo. Pelo contrário, somos chamados a abraçar esta realidade para transformá-la.
Por isso o Papa insiste que “a verdade cristã é fascinante e persuasiva, porque responde a uma necessidade da existência humana”.
As atitudes e as palavras do Papa Francisco trazem um novo ar para a Igreja e o mundo. Muitas das suas intuições correspondem ao que propõem as nossas Fraternidades “Jesus-Caritas”: levar uma vida de simplicidade e de pobreza; comprometer-se com os excluídos, viver a bondade e a ternura, respeitar ideologias diferentes e praticar a radicalidade do Evangelho.
Oxalá que este novo ar possa reanimar a esperança de muitos para uma maior fidelidade a Jesus Cristo e à sua Palavra!
CRIADA REDE LATINO-AMERICANA DE MISSIÓLOGOS E MISSIÓLOGAS
Fonte: Relami
Um grupo de teólogos, assessores e superiores de congregações missionárias, reunidos em São Paulo no dia 31 de maio, deram início à constituição da Rede Latino-americana de Missiólogos e Missiólogas (Relami). De acordo com esse Grupo Fundador, a Relami é uma livre Associação de pessoas com a finalidade de desenvolver o intercâmbio acadêmico, o aprofundamento temático e a articulação de seus membros, em vista de um serviço qualificado às igrejas na América Latina, no âmbito da reflexão, pesquisa, formação e a ação missionária.
A proposta de criação desta Associação foi um pedido dos participantes do 2º Simpósio de Missiologia no Brasil, realizado no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília (DF), nos dias 25 de fevereiro a 1 de março deste ano.
Discutir um currículo para o ensino da missiologia nos seminários, em cursos e escolas teológicas, e divulgar a associação para incrementar as adesões, foram algumas das disposições encaminhadas pelo Grupo Fundador, constituído agora em diretoria da nova Associação. Definiu-se ainda que, o 3º Simpósio de Missiologia será realizado nos dias 24 a 28 de fevereiro de 2014, no CCM em Brasília, e terá como tema “Fundamentos Bíblicos da Missão”. Os próximos simpósios deverão ter como tema o aprofundamento de um item importante para um curso-base de missiologia.
Integram a diretoria da Relami a irmã Inês Costalunga, MdI, e os padres Paulo Suess, Alcides Costa, MCCJ, Joachim Andrade, SVD, Júlio César Werlang, MSF, Luiz Fernando Lisboa, CP, Sidnei Marco Dornelas, CS, e Jaime Carlos Patias, IMC, sendo que o secretário geral é padre Estêvão Raschietti, SX, diretor do CCM, conforme proposto durante o 2º Simpósio de Missiologia.
A diretoria volta a se reunir no dia 25 de outubro em Brasília, para discutir a organização do 3º Simpósio, o currículo para os cursos de missiologia e apreciar inscrições de novos associados.
Para aderir à Relami é preciso apresentar um pedido e uma motivação junto à Secretaria Geral, através do site www.missiologia.org.br que é referência da Associação.
JORNAL PARCEIROS DAS MISSÕES, UM PARCEIRO DIGITAL
A fim de manter contato direto com os missionários brasileiros que atuam no exterior e na Amazônia, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), publicam, mensalmente, o jornal digital “Parceiros das Missões”. “Pela sua denominação, o jornal quer ser realmente um parceiro do missionário(a) que atendeu ao chamado de Cristo e lançou-se para a outra ‘margem’, deixando sua família, sua comunidade religiosa para divulgar a Boa Nova”, explica Camilo Simon, jornalista e editor responsável pela publicação.
“Sabemos das dificuldades, sacrifícios, incompreensões e renúncias que o missionário vivencia, diariamente. Por isso, o jornal digital quer ser este ‘parceiro’ que acompanha seus passos, suas vitórias e fracassos”, sublinha o editor e lança um convite: “Seja você também um ‘Parceiro das Missões’. Não basta apenas interpretar os sentimentos missionários. É preciso concretizar estes sonhos, seja orando, seja partindo para outras terras ou mesmo apoiando ações missionárias em sua comunidade”, reforça Camilo.
Em 14 edições, o jornal Parceiros das Missões, já publicou o testemunho de 112 missionários e missionárias que doam suas vidas pela causa do Reino. Eles são a esperança de uma Igreja cada vez mais universal, uma luz para os que procuram o amor divino e um exemplo vivo para os que sonham com esta vivência missionária, mas ainda não tiveram a coragem de largar tudo e partir.
O jornal é distribuído mensalmente por e-mail. Interessados em recebê-lo, podem enviar seu e-mail e também o de seus amigos e colaboradores para: parceirosdasmissoes@pom.org.br
CARDEAL VAN THUÀN: PROCESSO DE SANTIFICAÇÃO
Domenico Agasso Jr. - site Vatican Insider, 04/06/2013
Chega às últimas etapas o processo que levará aos altares o cardeal François Xavier Nguyen Van Thuàn que foi presidente do Pontifício Conselho “Justiça e Paz”. Em 5 de julho, na sede do vicariato de Roma, realizou-se a cerimônia de encerramento do processo diocesano de beatificação. No dia seguinte, na Igreja de Santa Maria de la Scala, foi celebrada uma missa solene de agradecimento.
O cardeal Van Thuàn nasceu em 17 de abril de 1928 em Huè, Vietnã. Foi ordenado sacerdote em 1953. Depois de ter terminado seus estudos em Roma, retornou ao seu país onde foi professor e depois reitor do seminário, vigário e bispo de Nha Trang. Em Roma, solicitaram seus serviços como assessor do Pontifício Conselho para os Leigos (de 1971 a 1978).
Em 24 de abril de 1975, o Papa Paulo VI o nomeou arcebispo titular de Vadesi e coadjutor de Saigon (agora Cidade Ho-Chi-Minh); poucos meses depois, o cardeal Van Thuàn, com a chegada do regime comunista, foi preso porque sua nomeação teria sido fruto de um complô entre a Santa Sé e os imperialistas contrários ao país. Passou 13 anos na prisão, sem julgamento nem sentença. Passou nove anos no isolamento. Antes de ser isolado, começou a escrever mensagem para a comunidade cristã em folhinhas que lhe entregavam às escondidas; entregava os bilhetinhos a um menino, que os levava aos seus irmãos para que os copiassem e distribuíssem. Assim nasceu seu livro O caminho da esperança. O cardeal também publicaria mais tarde outros dois livros de enorme importância: O caminho da esperança à luz da Palavra de Deus e do Concílio Vaticano II e Os peregrinos do caminho da esperança.
Foi libertado em 21 de novembro de 1988. Seis anos depois, em 24 de novembro de 1994, foi eleito vice-presidente do Pontifício Conselho “Justiça e Paz”, que presidiria entre 1998 e 2002. O beato João Paulo II elevou-o a cardeal no Consistório de 21 de fevereiro de 2001.
RETIRO ANUAL DAS FRATERNIDADES
Pe Gildo Nogueira Gomes (Rio de Janeiro – RJ)
Caro Irmão Presbítero:
Pelo presente venho convidá-lo a participar do nosso Retiro Anual da Fraternidade Sacerdotal Jesus + Caritas.
Para este retiro são convidados os padres membros e simpatizantes da Fraternidade. Também são convidados todos os padres que queiram conhecer a espiritualidade da Fraternidade e fazer uma experiência conosco. Alguns bispos, irmãzinhas, seminaristas e leigos costumam participar conosco.
Em nossos retiros participamos das meditações do nosso pregador, fazemos diariamente o tempo de meditação pessoal, celebração eucarística, adoração eucarística, revisão de vida/partilha em pequenos grupos, trabalhos manuais e dia de deserto.
Nossos retiros são oportunidade de conhecer e aprofundar a espiritualidade de nossa Fraternidade Sacerdotal, inspirada em Charles de Foucauld.
Venha e faça conosco uma experiência de fraternidade e de encontro com Deus, revelado em Jesus de Nazaré.
Data: 13 a 20 de janeiro de 2014. Segunda a segunda feira, iniciando com o jantar e terminando com o almoço.
Local: Salvador – Bahia “Convento Dom Amando”. Av. Aliomar Baleeiro (Antiga Estrada Velha do Aeroporto), Km 6,5 – Bairro Nova Brasília.
Tel.: (071)3393-3154 e 9185-6200 – e-mail: conv-dom-amando@ig.com.br
Taxa: R$ 70,00 (setenta reais) a diária por pessoa.
Levar: Ofício Divino das Comunidades e Bíblia.
Assessor: Pe CAMILO PAULETTI – Diretor das Pontifícias Obras Missionárias
Inscrição até 30 de Novembro de 2013.
COMO CHEGAR:
De táxi:
- Do aeroporto – aproximadamente R$ 50,00.
- Da rodoviária – aproximadamente R$ 40,00.
De ônibus:
- Na Rodoviária de Salvador pegar ônibus para “Estação Pirajá” – descer na Estação Pirajá e pegar outro ônibus para “Nova Brasília” e pedir para descer perto do “Convento Dom Amando”.
- No Aeroporto pegar ônibus “Estação Mussurunga” e descer na Estação Mussurunga e lá pegar outro ônibus para “Estação Pirajá” e pedir para descer perto do “Convento Dom Amando”.
De carro:
Seguir o endereço acima.
FAÇA A SUA INSCRIÇÃO
Favor enviar para Pe Gildo até 30 de novembro de 2013. Rua Pio XII, 236 – Centro – 27175-000 – Piraí – RJ; e-mail: pegildo@bol.com.br Tel.: (24) 2431-1291 – Fax: (24) 2431-2583 - (24) 9917-2887
MÊS DE NAZARÉ
Pe. José de Anchieta Moura Lima (Juiz de Fora – MG)
Prezados amigos e irmãos no presbitério!
Força, fé e coragem no bem amado Jesus de Nazaré!
Está chegando o tão esperado mês de Nazaré! Falta pouco tempo!
Precisamos que nos dê uma resposta afirmativa ou não, para melhor organizarmos e prepararmos para este momento especial para a vitalidade de nossa Fraternidade. Quero que me respondam por e-mail até dia 15 de outubro se realmente estão dispostos a participarem.
Dias: 03 a 26 de janeiro de 2014.(até á noite deste dia)
Colaboradores: D. Eugênio Rixen (Retiro), Irz. Dorinha e Pe. Jaime Jungmans
Investimento: a contribuição total será de um salário mínimo, mas caso tenha dificuldade, não será impedido de participar do Mês de Nazaré, ajudaremos em alguma necessidade.
Contato:
Pe. José de Anchieta - janchietamoura@hotmail.com ou cel 0 32 9917 4278
Local:
Mosteiro da Anunciação do Senhor
Rua Pe. Felipe Leddet, S/Nº - Bairro Rio Vermelho.
76.600.000 - Goiás - GO
Tels.: contato: 0 62 3371 4325 com a Ir. Mercedes ou D. Eugênio Rixen, na cúria, tel. 0 62 3371 1206. e-mail: mosteirodegoias@gmail.com
Como chegar ao Mosteiro:
Para quem vai de ônibus empresa Viação Moreira de hora em hora valor da passagem em torno de 30,00, de Goiânia a Goiás. O taxi da rodoviária de Goiás até o mosteiro é de 10,00. Do Aeroporto ligue antes para combinar a hora com D. Eugenio; ele poderá buscar. Se quiser ir de Táxi, o valor está em torno de R$ 250,00 (Goiânia – Goiás)
ASI, Emmanuel. Deus em Nazaré: A face humana de Deus. São Paulo, Loyola, 1995;
BENITO, Cassier (Org.). Fraternidade Carlos de Foucauld, eu sou teu irmão, no seguimento de Jesus de Nazaré. São Paulo, Loyola, 1993;
BIBOLLET, Bruno. Padres Diocesanos, São Paulo, Paulinas, 2000;
CARRETO, Carlo. El-Abiodh, Diário Espiritual 1954-55. São Paulo, Paulinas, 1993;
CARRETO, Carlo. El-Abiodh, Deserto na cidade. São Paulo, Paulinas, 1976;
DAMIAN, Pe. Edson. Uma espiritualidade para o nosso tempo: Carlos de Foucauld. Paulinas, São Paulo, 2007;
DANIELOU, Jean. Cristo rezava assim, Espiritualidade para o nosso tempo;
DIÁRIO DAS IRMÃZINHAS DE JESUS 1952-1952. O renascer do povo Tapirapé. São Paulo, Salesiana, 2002;
ENZO, Santangelo. O irmão universal. São Paulo, Loyola, 1993;
FOUCAULD, Charles de. Deus é amor. Roma, Città Nuova, 1994;
GALILEIA, Segundo. O Caminho da Espiritualidade. São Paulo, Paulinas, 1985;
GALILEIA, Segundo. Responsabilidade Missionária na América Latina. São Paulo, Paulinas, 1983;
GULA, Richard M. Ética no Ministério Pastoral. São Paulo, Loyola, 2001;
GUERRE, Renè. Espiritualidade do Padre Diocesano. São Paulo, Paulinas, 1987;
LAFON, Michel. 15 dias de oração com Charles de Foucauld. Paulinas, São Paulo, 2005;
LEPETIT, Charles. O parceiro invisível. São Paulo, Paulinas, 1982;
MARCHESI, Pe. José. Em busca do último lugar. São Paulo, Loyola, 2004;
MARTINI, Carlo M. Presbíteros: pastores do povo. São Paulo, Paulinas, 1987;
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PAOLI, Arturo. Converta-se. São Paulo, Paulinas, 1976;
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VOILLAUME, René. Fermento na massa. Rio de Janeiro, Agir, 1963;
VOILLAUME, René. Rezar para viver. Petrópolis, Vozes, 1961;
VOILLAUME, René. Onde está vossa fé? São Paulo, Paulinas, 1976;
SCHELLENBERGER, Bernardino. Diante de uma urgência espiritual. São Paulo, Paulus, 1994;
ZUBIZARRETA, Ion Etxezzarreta. Irmão Carlos de Foucauld: ao encontro dos mais abandonados. São Paulo, Loyola, 1999;
BROUCKER, José de. As noites de um profeta, Dom Helder no Concilio Vaticano II. São Paulo, Paulus, 2012;
RANCÉ, Christiane. Jesus: Biografia. L & PM Pocket, 2012;
POGGIOLI Mizaél Donizetti. Amor Caridade Justiça: Sobre os 200 anos de Frederico Ozanan. Coleção Vicentina, Curitiba, 2012;
CENCINI, Amedeu. Formação Permanente: Acreditamos Realmente? São Paulo, Paulus, 2012;
MUGGLER, Monica M. Pe. J. Comblin - Uma vida guiada pelo Espirito. Nhanduti Editora, 2013.
Responsáveis da Fraternidade (CLIQUE PARA ACESSAR OS NOMES DOS RESPONSÁVEIS)
CONSELHO (CLIQUE PARA ACESSAR A LISTA DO CONSELHO)
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Meu Pai, a vós me abandono:
fazei de mim o que quiserdes!
O que de mim fizerdes, eu vos agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo,
contanto que a vossa vontade se faça em mim
e em todas as vossas criaturas.
Não quero outra coisa, meu Deus.
Entrego minha vida em vossas mãos.
Eu vo-la dou, meu Deus,
com todo o amor de meu coração,
porque eu vos amo.
E porque é para mim uma necessidade de amor
dar-me, entregar-me em vossas mãos sem medida,
com infinita confiança, porque sois meu Pai.
Dai-me Senhor, meu Deus o que Vos resta.
Aquilo que ninguém Vos pede.
Não Vos peço repouso nem a tranquilidade,
Nem da alma, nem do corpo.
Não Vos peço a riqueza, nem o êxito, nem a saúde.
Tantos Vos pedem isso, meu Deus,
Que já não vos sobra para dar.
Dai-me, Senhor, o que Vos resta.
Dai-me aquilo que todos recusam.
Quero a insegurança e a inquietação.
Quero a luta e a tormenta.
Dai-me isso, meu Deus, definitivamente.
Dai-me a certeza de que essa será
A minha parte pra sempre,
Porque nem sempre terei a coragem de Vo-la pedir.
Dai-me, Senhor, o que vos resta.
Dai-me aquilo que os outros não querem.
Mas, dai-me também a coragem, a força e a fé.
Charles de Foucauld
PREZADO IRMÃO:
A Edição 146, do Boletim das fraternidades é a segunda em 2013, de acordo com o plano de publicação anual, que prevê três edições:
Todos os textos desta edição são fruto da colaboração dos irmãos. Esperamos que continue sendo assim, sempre.
Uma vez que a publicação dos boletins visa a partilha, queremos contar com você: escrevendo textos para publicação (de acordo com o plano anual de publicação); divulgando o conteúdo (oferecendo uma assinatura para um leigo, padre, amigo...); informando o endereço (para envio do boletim); financiando a impressão e distribuição.
Em razão disso, tenho um convite-proposta para lhe fazer:
CONTRIBUA, FINANCEIRAMENTE, COM A FRATERNIDADE!
Durante a plenária da fraternidade, após o encontro por regiões, durante o retiro de janeiro de 2013, em Arrozal, combinamos a participação financeira de cada um dos membros da fraternidade como forma de solidariedade com nossa associação, prevista em nosso estatuto: contribuição com 10% (dez por cento) do rendimento de um mês, de cada um, uma vez por ano, depositado em nossa conta corrente no Banco do Brasil nº 33.670-X, agência 2922-X – Mitra Diocesana B. P.-V. Redonda.
Fazendo assim você financia as iniciativas da Fraternidade no Brasil, inclusive o Boletim das Fraternidades.
Faça o DEPÓSITO e envie o recibo por correio ou por e-mail, junto com os seguintes dados: nome, valor depositado, data, e outros para identificarmos no extrato bancário, aos cuidados do Padre Gildo pegildo@bol.com.br.
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