No Boletim da Espanha sobre a Vida do Irmão Carlos, página 26, lemos: “Estou sempre a mudar conforme as circunstâncias...” Ele não tem resposta fixa. Sua vida passa por sucessivas mudanças geográficas e contínuas conversões. Vai à Trapa, Nazaré, Beni-Abbés, Tamanrasset, Hogar: cada um destes lugares é assumido como definitivo; entretanto sempre dá passos novos. Cada etapa é plataforma para um passo mais radical. Cada momento é resposta plena à Vontade de Deus. Nada é provisório em sua vida, mas uma resposta integral que nasce das exigências das novas circunstâncias. A mudança não é consequência de sua insegurança ou instabilidade, mas salto qualitativo, novo grau de resposta em plenitude. São os pobres que o questionam sempre. Parte de Nazaré por causa dos pobres, mas também porque a superiora das clarissas o importunava demais. Há sempre as grandes e as pequenas motivações. Sai da Trapa porque, durante o velório, percebeu que as famílias vizinhas viviam uma pobreza muito maior que os monges. Mas era também a época em que a Trapa realizava reformas e ele achou que estavam abrandando demais. Há um grande ideal que o conduz e pequenas circunstâncias do ambiente que o impulsionam às mudanças.