segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 12/03/2021)
Eduardo Kokubun
Unesp
O colapso do sistema hospitalar em Rio Claro e em outros municípios do Brasil ocorre porque o número de doentes que precisam de internação aumentou muito mais rapidamente do que a expansão no número de leitos.
Desde maior do ano passado até agora, o número de leitos nos hospitais públicos reservados para acolher pacientes com suspeita de covid-19 aumentou de 20 para 67 e nos hospitais particulares de 45 para 88. No total, um aumento de 65 para 155, portanto de 138%. Em maio de 2020, 38 pessoas em média estavam internados. Na semana entre 18 e 25/03 são 153 por dia em média, crescimento de 302%. Em todo esse ano de pandemia, os hospitais trabalharam com certa folga. Mesmo no primeiro pico da pandemia, a taxa de ocupação não ultrapassou 73%.
As medidas de contenção da pandemia no primeiro semestre foram, portanto, suficientes para evitar o colapso do sistema hospitalar. A segunda onda, que se iniciou em novembro do ano passado chegou com muito mais ímpeto e se agravou em poucas semanas. Entre 25/02 e 25/03 o número médio de novos casos em uma semana aumentou de 38 para 97 (155%). A necessidade de leitos que era de 86 passou para 153 (78%) e de UTI de 35 para 75 (114%). O de óbitos em uma semana aumentou 214% de 7 para 22.
As duas semanas em fase vermelha e fase emergencial ainda foram insuficientes para conter o avanço da pandemia. Mesmo com as restrições o número de novos casos avançou 73%, muito acima do índice de 15% que marca o aumento da pandemia. Há 30 dias, desde 24/02/2020 Rio Claro vem registrando aumento superior a 15%, acumulando 260%.
O colapso hospitalar pode ser evitado combinando duas estratégias: conter a velocidade da pandemia e aumentar número de leitos. De cada cinco pessoas diagnosticadas com Covid-19 um precisará de internação. A abertura de leitos precisa acompanhar o mesmo ritmo para poder atender No ritmo que está Rio Claro, com quase 100 casos diários, precisaríamos reservar 20 leitos por dia. O problema é que a capacidade de aumentar leitos é finita: além de leitos e equipamentos, é necessário aumentar o número de profissionais.
O remédio de conter o avanço da pandemia com restrição de circulação das pessoas é amargo e somente deve ser acionado em casos extremos. Lamentavelmente, Rio Claro e outros municípios do Brasil atingiram esse extremo. Ele somente será eficaz se houver cumprimento estrito do distanciamento social, com uso de máscara em locais públicos e higienização pessoal. Quanto mais rapidamente conseguirmos conter a cadeia de contágio, mais rapidamente poderemos relaxar as medidas e menores serão os prejuízos, para a renda e para a vida.
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp Rio Claro
A propalada utilização de medicamentos off label, ou seja, aplicados em casos não previstos em suas bulas, não é de responsabilidade exclusiva do médico e do paciente. Ou seja, mesmo que as partes concordem em usar remédios experimentais, a ética médica, determinada em legislação própria, impede o ato que não tenha algum respaldo científico ou de órgãos reguladores. Esse assunto fez parte da discussão "Direito Médico e da Saúde em Tempos de Pandemia", promovida pelo Instituto do Legislativo Paulista, que pode ser vista aqui.
A autonomia do médico esbarra na ética profissional. É possível receitar um remédio fora do preconizado na bula desde que - e isso é extremamente importante - haja alguma comprovação científica de que o outro uso tenha eficácia e segurança. O médico pode receitá-lo nos casos em que um remédio ainda esteja em processo de avalição por órgãos oficiais (Anvisa, por exemplo), mas que já tenha sido amplamente estudado, esbarrando em uma questão burocrática para sua aprovação. No entanto, para o que está sendo chamado de kit covid de tratamento precoce, esse pressuposto não se enquadra, uma vez que comprovadamente esses medicamentos NÃO são eficazes.
Notícias recentes relatam os casos de doenças hepáticas (danos ao fígado) causadas exclusivamente pelo uso de ivermectina, cloroquina e derivados, dentre outros, que compõem o conjunto distribuído de forma irresponsável. O vermífugo ivermectina, em particular, é o mais crítico, pois a posologia e as relações medicamentosas até agora estudas não se estendem a um tratamento prolongado, e, sim, a dose única. A cloroquina e seus derivados possuem estudos farmacológicos de segurança como antimaláricos, antinflamatórios e antirreumatóides a longo prazo. Mesmo assim, já são comuns os casos de doenças cardíacas associadas ao seu uso indiscriminado, e diria criminoso, quando há um médico conivente envolvido.
A Associação Médica Brasileira, sob nova presidência, mudou de posição (veja aqui), condenando o uso de qualquer medicamento à guisa de tratamento precoce contra a Covid-19. Chamou a atenção a notícia sobre o paciente do HC da Unicamp que adentrou a fila de transplante de fígado resultante de interações medicamentosas (veja aqui). A ética médica é clara em punir o médico que receita remédios sem comprovação científica ou sem autorização por órgãos competentes, como se lê no recorte do Código de Ética Médica.
O Conselho Federal de Medicina, como qualquer outro conselho profissional, existe não como órgão de classe, pois não é associação ou sindicato. Os Conselhos foram criados com a finalidade de proteger a sociedade da má conduta profissional. A lógica por trás de tal medida é que a sociedade permite a um cidadão se formar e exercer uma profissão e com ela ganhar seus proventos, desde que não cause danos à sociedade que assim permitiu. Daí o Conselho regular a profissão e o profissional, desde sua formação até o exercício.
Comunicado do Cruesp mostra apoio à nota da AMB que pede o banimento do tratamento precoce
Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) divulgou nesta quinta-feira (25/3) comunicado em que manifesta integral apoio à nota técnica do Comitê Extraordinário de Monitoramento da Covid-19 da Associação Médica Brasileira (AMB).
A manifestação da AMB foi divulgada na última terça-feira (23), com esclarecimentos sobre condutas para os médicos, orientações aos pacientes de Covid-19 e um chamamento para as autoridades de saúde em todos os níveis (federal, estadual e municipal).
Nesta semana, o Brasil alcançou a trágica marca de 300 mil mortes em decorrência da Covid-19, em pouco mais de um ano, registrando mais de 3.000 óbitos em 24h no dia 23. Em sua manifestação, a AMB lembra que o país respondeu por 25% das mortes por Covid-19 no mundo, no período de 15 a 21 de março de 2021.
Leia a íntegra do comunicado do Cruesp aqui.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Gustavo anunciará hoje se haverá lockdown na cidadehttps://www.jornalcidade.net/rc/gustavo-anunciara-hoje-se-havera-lockdown-na-cidade/176139/#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#lockdown#pandemia#GustavoPerissinotto#Covid-19Em plena fase vermelha no Estado e sobrecarga de hospitais em todo país,
disse uma aluna:
Quer sair: Quero.
Pode sair: Posso.
Vamos sair: Nem pensar.
Sábias palavras.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
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BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 95, março 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-95-26032021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Artes e diagramação:
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Mateus Fernando Silva Sales
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Vídeos (Lives e Mini-Lives)
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Osmar Malaspina