Eduardo Kokubun
Unesp
A pandemia reforçou a recomendação de fazer a correta higienização de objetos e superfícies que fora negligenciada por muito tempo. No início, acreditava-se que a transmissão pelas superfícies era a principal forma de contágio do novo coronavírus. Passamos a higienizar tudo que chega de fora em nossas casas, limpar compulsivamente todas as superfícies com desinfetantes. Os locais com grande circulação de pessoas passaram a ser desinfetadas com frequência. Inicialmente reconhecidos como factíveis em experimentos controlados em laboratórios, a própria ciência descobriu que em condições reais, o novo coronavírus tem uma sobrevida muito menor.
Hoje, admite-se que , embora a transmissão por superfícies exista, ela é menos importantes do que se imaginava. A compulsão por higienizar tudo que aparece na frente como superfícies, objetos, pacotes é considerada exagerada. Não passaria de um "teatro da pandemia", com pouca eficiência, que desviaria a atenção para o principal inimigo: o ar expelido por pessoas que se espalha e permanece viciado em ambientes pouco ventilados. É como fumaça de cigarro: é preciso ventilar para dispersar.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu em 7/7/2020 que a transmissão do novo coronavírus pode ocorrer através de partículas microscópicas, os aerossóis, com menos de 5 micrometros expelidas pela respiração. Expelidas quando alguém fala, espirra, tosse ou até mesmo respira, permanecem e se espalham pelo ar com muita facilidade. A respiração normal de pessoas infectadas podem lançar de mil a 100 mil cópias do vírus no ar por minuto. Fala de 5 minutos ou espirro podem liberar até 40 mil gotículas com vírus. Máscaras servem para reduzir a liberação de aerossóis e também para evitar que outra pessoa inale. Ambientes fechados, que não permitem a dispersão de aerossóis, são os principais vilões da pandemia. Estabelecimentos precisam tomar os cuidados necessários para manter os ambientes bem ventilados. Especialistas recomendam que o ar em um ambiente seja renovado com ar fresco externo cerca de 6 a 10 vezes por hora. Em situações onde há maior número de pessoas, a necessidade de renovação do ar pode ser ainda maior.
Alguns especialista propuseram a utilização de sensores do CO2 no ambiente para avaliar a qualidade da circulação do ar em ambientes fechados. A ideia é simples e relativamente barata. Quando o ambiente é pouco ventilado, a concentração desse gás no ambiente aumenta. Espera-se que a carga viral no ambiente acompanhe a mesma proporção. Conforme matéria publicana no El País, Alemanha, Canadá e Reino Unido incluem o monitoramento do CO2 em seus guias de combate à pandemia. Em ambiente externo ao ar livre, a concentração de CO2 é de 412 partículas por milhão (ppm). Segundo especialistas, seria admissível um risco de aumento até 600 ppm. Num carro com janelas fechadas com duas pessoas, a concentração de CO2 pode aumentar para até 3.559 ppm em apenas 10 min.
Sensores de CO2 para uso doméstico como o utilizado pela reportagem do El Pais custam cerca de R$ 1.500,00.
Certamente, garantir o estado da ventilação do ambiente é um aspecto pouco valorizado nas medidas de prevenção do coronavírus. Ela deve ser incorporada no ambiente doméstico, no trabalho, comércio, indústria e serviços.
Fontes:
Barifouse, Rafaerl. Coronavírus: o que significa o alerta da OMS sobre transmissão aérea da covid-19? BBC News. https://www.bbc.com/portuguese/geral-53343977. Acesso em 15/07/2020.
Salas, Javier & Zafra, Mariano. Radiografia de três surtos de coronavírus: como se infectaram e como podemos evitar. El País. https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-16/radiografia-de-tres-surtos-de-coronavirus-como-se-infectaram-e-como-podemos-evitar.html. Acesso em 15/07/2020.
Forato, Fidel. Nova simulação: é assim que o coronavírus se espalha, mesmo com uso de máscara. Yahoo! Finanças. https://br.financas.yahoo.com/noticias/nova-simula%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-assim-que-194754902.html. Acesso em 15/07/2020.
Zafra, Mariano & Salas, Javier. Não respire o ar alheio: como evitar o coronavírus em ambientes fechados. El País. https://brasil.elpais.com/ciencia/2021-03-30/nao-respire-o-ar-alheio-como-evitar-o-coronavirus-em-ambientes-fechados.html. Acesso em 23/04/2021.
Eduardo Kokubun
Unesp
A média móvel era de 105 casos novos por dia em 21/03. Após a aplicação de medidas mais restritivas pela Prefeitura no meio da fase emergencial, esse número despencou para 37 casos. No mesmo período, as mortes caíram de 30 para 14, uma queda de 53%.
As medidas de distanciamento social, com restrição à circulação de pessoas, evitam o encontro entre pessoas infectadas com outras ainda não infectadas. As reduções de novos casos e óbitos observadas em Rio Claro são melhores que aquelas observadas no confinamento em Araraquara de 57,5% nos novos casos e 39% nas mortes. A experiência dos dois municípios mostra que as medidas, de fato, são eficazes para quebrar a cadeia de transmissão do vírus.
Essa tendência de redução precisa continuar, pois os números ainda estão muito elevados. Quando comparado com o intervalo entre ondas temos 20 vezes mais casos ativos, 3 vezes mais casos novos, 7 a 10 vezes mais mortes.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
"No dia 23 de abril, data em que se comemora o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, o Instituto de Leitura Quindim propõe ao “povo do livro”, uma mobilização nacional de 24 horas de leitura nas redes sociais, com o objetivo de mostrar que os brasileiros de diferentes regiões e classes sociais, leem e precisam de mais investimentos do poder público para a área.
A ideia da mobilização é que cada pessoa no seu horário diário de leitura, abra a câmara e transforme esse momento numa live pública. “Cada um na sua casa, com o seu livro na mão, vai mostrar para quem precisa ver e entender que a leitura está na nossa vida independente do lugar que ocupamos nesse mundo”, explica Volnei Canônica, presidente do Instituto de Leitura Quindim e um dos idealizadores da ação junto com Christina Dias, do Projeto Kombina."
Veja os passos para participar do Viradão da Leitura.
#viradaodaleitura
#naoataxacaodoslivros
#defendaolivro
Imagem: Pixabay
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp Rio Claro
“Um ano da pandemia em Rio Claro: acertos, erros e futuro” foi o tema da live da #UnespRCpelaVida, em conjunto com o Rio Claro Grupo, transmitida no dia 20 de abril. O vídeo completo pode ser assistido aqui. A data coincidiu com um ano deste Boletim Anti-Covid e sua edição de número 100.
No início, os diretores das unidades da Unesp Rio Claro, professores José Euzébio de Oliveira Souza Aragão (IB) e Edson Denis Leonel (IGCE), e o presidente da Comissão Anti-Covid, professor José Roberto Gnecco, fizeram um resumo de todas as medidas tomadas em termos de protocolos de segurança, aulas remotas e combate à pandemia no campus. Foi reforçado o alerta de não existir tratamento precoce contra a covid-19 e o que deve ser feito é a ampliação da vacinação, a higienização, o distanciamento social e o uso correto de máscara de proteção facial. Ou seja, ouvir os princípios científicos. Há um ano, no início da pandemia, foram articuladas ações com as entidades e grupos locais imaginando um período curto de suspensão de atividades, o que não aconteceu. Importante o registro de que as medidas restritivas foram suficientes para não haver nenhum caso de contaminação dentro do campus, segundo os diretores.
Por fim, esperam que haja o acolhimento dos alunos ingressantes em 2021, ainda que não seja possível o retorno das atividades presenciais com segurança.
Fizeram elogios ao BAC, que tem pautado a imprensa local, segundo o mediador Renato Hoffmann do Rio Claro Grupo.
Na sequência, o professor Eduardo Kokubun, da Unesp e editor do BAC, didaticamente mostrou em gráficos como foi a evolução do número de casos e óbitos em Rio Claro e sua correspondência com as diferentes fases do Plano São Paulo. São evidentes as duas ondas, relembrando o início suave e o crescimento abrupto no meio do ano, passando pela fase vermelha, com subsequente queda e nova escalada a partir de novembro. Ressaltou que, depois das fases mais restritivas, a curva cai 1-2 semanas depois. “Não é para comemorar, é para ter cuidado”, concluiu o professor.
A responsável pelo controle epidemiológico da secretaria de saúde municipal, Suzi Berbert, destacou a parceria com a Unesp, tanto no apoio material, quanto no embasamento de informações científica propiciadas pelo BAC. A gestão da vigilância em saúde tem vários obstáculos mas tem conseguido lidar de forma satisfatória com a pandemia. Ela ressaltou a incredulidade que havia no início do ano passado e que, agora, sabe-se que os alertas e medidas tomadas foram justificados. O anti-cientificismo permeou a saúde, que já existia antes em relação à vacinação. Segundo ela, é uma batalha múltipla lidar com poucos recursos e muita desinformação e deve-se combater as enganosas curas milagrosas. Por fim, Suzi entende que houve um balanço positivo comparando-se com outros locais, ainda que muita coisa poderia ter sido feita.
O professor Kokubun concordou que derrubar o nível da pandemia em Rio Claro no início freou um pouco a segunda onda pelas medidas adotadas. Mas, com o inverno, deve vir a terceira onda. O avanço da vacinação é que diminuirá a contaminação, esperando a faixa de 60 anos vacinada até o início do segundo semestre. Associado a isso, foi considerado o cansaço da população com as medidas restritivas. A população está sensível, na avaliação de Kokubun, e houve aprendizado; por isso levar a informação continua a ser muito importante, o que é papel do BAC, produzir informação que a população consiga entender.
segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 06/04/2021)
Prof. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
UNESP
❤️ Contagie-se com a solidariedade e nos ajude a ajudar ao próximo ❤️
A campanha ADOTE UMA CESTA tem como objetivo arrecadar fundos que serão utilizados na compra de cestas básicas a serem destinadas a família carentes (ou que estão com alguma dificuldade em decorrência a pandemia do Covid-19) cadastradas na campanha Unesp Solidária. #unespRCpelaVida.
Para participar clique aqui
ou acesse pelo endereço https://www.sharity.com.br/adote-uma-cesta--unesp-solidaria--rio-claro-sp?u=bd5c057697ad11eba2270a64e40af16e
Comissão Executiva Anti COVID-19da UNESP Campus de Rio Claro.
Imagem: Pixabay
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Juntamente com a higienização das mãos e o distanciamento físico, o uso de máscaras permanece como importante recurso para a não proliferação da Covid-19.
Seu uso é obrigatório desde maio de 2020 através do decreto estadual n. 64.959 que "Dispõe sobre o uso geral e obrigatório de máscaras de proteção facial no contexto da pandemia da COVID-19 e dá medidas correlatas"
De acordo com a página oficial do Estado de São Paulo, seu uso é indicado para: áreas públicas, áreas comuns (ruas, espaços de lazer ao ar livre, mercados, lojas, bares e farmácias, por exemplo), no local de trabalho, no transporte público oi compartilhado,
A máscara tornou-se um hábito e a qualidade exigida para a mesma acompanhou o avanço da pandemia.
É importante conhecermos os tipos de máscaras e a mais adequada de acordo com o ambiente em que estamos e a forma correta do seu uso e descarte.
O perfil do Instagram qualmascara procura esclarecer as dúvidas sobre as máscaras. Esse perfil já foi citado no número 77 do boletim.
A página PFF para Todos, mantida por um professor, programador e estudante de direito de 34 anos, Bruno Carvalho, centraliza informações sobre máscaras PFF e opções de compra (loja, valor) a fim de facilitar o acesso a este tipo de máscara, considerada uma das melhores opções.
Essas iniciativas são voluntárias com a intenção de ajudar no combate à pandemia e podem ser conhecidas com mais detalhes na reportagem da BBC.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
CNPq vai pagar só 13% das bolsas aprovadas em edital e frustra jovens cientistas
De um total de 3.080 solicitações que receberam parecer positivo, apenas 396 receberão as bolsas. Limitações orçamentárias impedem a agência de contratar mais propostas
https://jornal.usp.br/universidade/cnpq-vai-pagar-so-13-das-bolsas-aprovadas-em-edital-e-frustra-jovens-cientistas/
#rioclaro
#unesprioclaro
Em plena fase vermelha no Estado e sobrecarga de hospitais em todo país,
disse uma aluna:
Quer sair: Quero.
Pode sair: Posso.
Vamos sair: Nem pensar.
Sábias palavras.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
#UnespRCpelaVIDA
#UnespRCpelaVIDA
#Atenda136
#FiqueEmCasa
POR EMAIL
unesprcpelavida@gmail.com
POR FORMULÁRIO
Envie sugestões ou dúvidas preenchendo esse breve formulário
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 101, abril 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-101-23042021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina