Interrompida a vacinação dos grupos de risco. Comunicado da Prefeitura de Rio Claro (reproduzido ao lado) indica que não serão recebidas novas doses de vacina nesta semana.
A chegada de novo lote estava prevista apenas para o dia 23/2/2021 (3af)
Eduardo Kokubun
Unesp
Disseminou-se a crença de que a Covid-19 acomete somente os idosos e pessoas com alguma doença pré-existente como hipertensão, diabetes, obesidades e outras comorbidades. Os mais jovens, segundo esse raciocínio, podem pegar a doença, mas ficarão assintomáticos ou desenvolverão formas mais leves da doença, não serão graves e nem precisarão de hospitalizações. A segunda onda com a disseminação da cepa p.1 parece que vem mudando isso. Mas, os dados do ano passado mostram que não. Pessoas mais jovens, sem comorbidades, podem sim precisar de internações.
Segundo dados do Ministério de Saúde, em 2020, 625 Rio-Clarences foram internados por Covid em hospitais daqui e em outros municípios. Desses, 206, ou seja, 33% não apresentavam nenhuma comorbidade conhecida . Ou dito de outra forma, de cada 3 pessoas internadas, 1 não tinha nenhum doença conhecida que pudesse explicar sua condição.
Quando desmembramos por faixa etária, vemos que quando maior a idade, menor é a proporção de pessoas internadas com comorbidade: de 17% naqueles com mais de 80 anos e aumenta até 83% naqueles mais jovens e adolescente com menos de 20 anos. Entre aqueles com 20 a 40 anos, são 65, de 40 a 60 anos, 39% e de 60 a 80 anos, 23%
Portanto, a Covid-19 não é doença SOMENTE de pessoas com comorbidades. Jovens SEM comorbidade podem desenvolver as formas mais graves SIM. A maioria dos internados com menos de 40 anos (2 em cadas 3 internados com menos de 40 anos), NÃO tem comorbilidade conhecida.
As vacinas até aqui aprovadas, incluindo aquelas aplicadas no Brasil, praticamente eliminam as internações. Ser saudável, ou entenda-se, não ter comorbidades, não confere a mesma proteção. Cuidar-se para ter boa saúde é excelente. Gabar-se de ser saudável por isso descuidar da proteção contra a Covid-19 não libera da internação. Vacinar-se, afinal, é também cuidar da saúde.
José Roberto Gnecco
Presidente do Comitê AntiCovid-19 da UNESP/RC
Na semana passada, expliquei, genericamente, os três tipos de máscaras:
- as de tecido, de pano ou caseiras, menos indicadas frente às novas variantes do vírus;
- as médico-hospitalares, cirúrgicas, sintéticas de tecido não tecido (TNT) com três camadas;
- as KN95, N95, PFF2 ou PFF3 sempre SEM válvula.
Todos já devem ter visto a face sofrida de um Profissional de Saúde com a pele marcada pelo uso da máscara N95 após um dia de trabalho na UTI. Essa situação desconfortável de pressão é necessária para a completa vedação dos gases respirados pelo Profissional em meio a um ambiente isolado com pacientes ventilando vírus no ar. A completa vedação é necessária.
O mesmo é necessário se você estiver num ambiente utilizado por uma pessoa contaminada com COVID-19, como no elevador de seu edifício – a qual não deveria estar ali, mas ela pode nem saber que carrega o vírus, sendo assintomática sem teste. Dessa forma, só usando uma máscara do grupo das N95 ou de TNT bem vedada é que pode se proteger de respirar o ar exalado por outra pessoa. Essa é a principal orientação para o uso das máscaras, além das que escrevi semana passada: vedação sem troca de gases com o meio externo!
Desde 1. de fevereiro, as principais empresas aéreas europeias já determinaram que “apenas máscaras faciais dos seguintes padrões serão permitidas em voos: padrão PFF2, KN95 e N95 ou máscaras hospitalares (cirúrgicas)”, mas a questão principal além da natureza da máscara é a VEDAÇÃO! (https://www.lufthansa.com/br/pt/faq-mouth-nose-cover ; https://www.alitalia.com/pt_br/fly-alitalia/news-and-activities/news/info-flights/flying-safely.html ; etc.)
As máscaras do grupo das N95 e de TNT podem ser compradas nos mesmos magazines nos quais faz compras pela internet. Hoje, as máscaras de TNT são encontradas em pacotes por até R$ 0,30 a unidade e as do grupo N95 em pacotes por até R$ 3,00 a unidade.
Se não é Profissional da Saúde no exercício da profissão nem convive com um portador do SARS-CoV-2, pode reutilizar as máscaras sob as seguintes condições:
Máscaras de TNT: ponha-a de molho por meia hora numa solução de 10mL de água sanitária para 500mL de água, em seguida lave-a com água e detergente neutro líquido fazendo muita espuma e deixe-a secar ao sol. Passar a máscara sintética de TNT no ferro deve ser feito sob menor aquecimento, pois senão derreterá. Guarde-a num saquinho plástico exclusivo.
Máscaras do grupo das N95 - a menos incômoda é a KN95 que prende na orelha: escreva em cada uma 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª, de forma que saiba qual a máscara que usará naquele dia da semana e que ficará isolada arejando durante uma semana. Não a lave. Guarde-a conforme este vídeo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira: https://www.youtube.com/watch?v=lueX8_zLnak .
Ao usá-las, se não estiverem vedando completamente com o afrouxamento dos elásticos, dê uma volta a mais nos mesmos. Se tocar no lado externo da máscara – o que não deveria -, sempre lave imediatamente as mãos. Descarte-as ao primeiro sinal de desfiar ou de que os elásticos não as vedam como deveriam. Devem ser descartadas colocadas dentro de dois saquinhos plásticos junto com o lixo do banheiro.
Se tiver contato com um portador do vírus, descarte-a imediatamente após este uso.
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp
Em A Guerra dos Mundos, H.G. Wells contou a invasão marciana ao nosso planeta, que acabou sendo controlada apenas pelos microrganismos aqui existentes, pois os seres do planeta vermelho não teriam sistema imunológico para deles se defender. Os seres mais antigos do planeta de certa forma nos salvaram; os humanos tiveram tempo suficiente para criar seus anticorpos e os marcianos, não.
Filmes baseados nesse clássico livro de ficção científica de 1898 tiveram sucesso em diferentes públicos, mas no Halloween de 1938 a história foi levada ao ar por um programa de rádio dos Estados Unidos, na voz de Orson Welles. A dramaticidade e a omissão de se tratar de uma leitura ficcional foram criticadas, pois pessoas acreditaram ser aquilo realidade. Houve quem fugiu ou até tenha se matado depois de ouvir que o mundo estaria se acabando. No entanto, mais recentemente, estudos mostraram que esses casos relatados podem ter sido exagerados. Porém, é prova de que a crença compete com os fatos há um bom tempo. Não por menos, Orson Welles se tornaria um dos maiores diretores cinematográficos e seu Cidadão Kane, de 1941, considerado o melhor filme de todos os tempos. Woody Allen retratou a passagem da leitura de A Guerra dos Mundos em seu filme Radio Days (A Era do Rádio, de 1987), que vale ser assistido por retratar aquela época e também pela interpretação de “Tico-tico no fubá” da atriz brasileira Denise Dumont.
Na última quinta-feira, 19/2, o Perseverance chegou em solo marciano. Transmitido ao vivo pela Nasa e por inúmeros canais da internet, vimos os momentos de tensão da aproximação e entrada na atmosfera, os sete minutos de terror, pois não são recebidas leituras de telemetria devido à forte interferência causada pelo atrito da cápsula. A operação foi para colocar lá mais esse robô que obterá informações do solo em uma região formada por sedimentos, na qual, provavelmente, havia um enorme lago e um rio que nele desaguava em foram de delta. Detalhes da missão e de sua importância podem e devem ser acompanhados. Fortemente recomendado é o Blog Mensageiro Sideral, do Salvador Nogueira https://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/
Haveria microrganismos neste solo? Poderiam as amostras serem contaminadas com eles e nos atacar, como na ficção? A viagem por 460 milhões de km no espaço seria suficiente para a destruição desses seres vivos ou o DNA poderia ser uma molécula resistente? Da mesma forma, poderíamos estar levando a nossa microbiota para outros mundos? O coronavírus pode ter chegado em Marte?
O contraponto da ciência de ponta com a ficção, a crença naquilo que se ouve sem comprovar se é verdade ou não e teorias conspiratórias de que tudo tem um propósito ou um fim trágico são bem representativos do momento pelo qual passamos. Em plena pandemia, com ondas de contaminação mais fortes e a prevalência de uma cepa do coronavírus mais resistente e transmissível, ainda relutamos em não acreditar na higienização, no uso de máscaras, no distanciamento, no rastreamento, na imunização.
Coçamos a cabeça, com a certeza de que não é piolho.
Eduardo Kokubun
Unesp
Um a um, municípios vizinhos começam a endurecer medidas de quarentena, para conter a falta de leitos para pacientes graves. Para alguns especialistas, são medidas que já deveriam ter sido tomadas há mais tempo, quando a segunda onda chegou, de surpresa, em novembro de 2020. Espera-se, com a lotação de UTI se espalhando pelo Estado, o anúncio de medidas mais duras nesta quarta-feira, 24/02/2021.
A escalada na ocupação de leitos pode vir muito rapidamente, porém nunca sem dar algum sinal. Ela é antecedida em uma a duas semanas pelo aumento no número de casos. Ocorre que a pandemia da Covid-19, o número de casos ao invés de somar de semana a semana, se multiplica. Hoje são 10 novos casos, duplica, por exemplo, a cada semana, para 10 x 2 = 20, na outra para 20 x 2 =40, na outra de 40 x 2 = 80.
Rio Claro percebeu isso em maio do ano passado. E rapidamente os leitos foram totalmente ocupados, doentes precisaram ser internados em outros municípios, a saúde colapsou.
Não chegamos ainda a repetir o pânico da primeira onda. Estamos em compasso de espera, torcendo para que a onda que assola os conterrâneos vizinhos não chegue. Precisamos derrubar a cadeia de transmissão por aqui.
A segunda onda chegou em Rio Claro na segunda quinzena de novembro e desde a metade de dezembro a média móvel ficou estacionada ao redor de 35 a 40 casos novos por dia. O número de reprodução Rt permaneceu em cerca de 1, ou seja, uma pessoa infectada transmitia para uma pessoa em média. No início de fevereiro, ensaiamos uma pequena redução, com Rt ficando poucos dias abaixo de 1. Porém, a série favorável foi rompida há três dias.
Essa trajetória de queda precisa continuar: na primeira onda conseguimos derrubar o número de casos diários de horríveis 80 casos médios diários para 11, com o Rt permanecendo abaixo de 1 durante quase 3 meses. É o tempo suficiente para evitar que a pandemia se multiplique e dar chance para o aparecimento de uma nova cepa.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
MC Fioti, do hit Bum Bum Tam Tam e o Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Vacinas da USP, Professor Daniel Bargieri, tão no Portal KondZilla com a campanha #TodosPelasVacinas, tirando as dúvidas sobre a vacinação contra a Covid! Pega a visão!
Confira o vídeo aqui.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Os grupos de corais dos câmpus de Guaratinguetá e São José dos Campos apresentam gravação na forma de mosaico da música Correnteza de Tom Jobim e Luiz Bonfá realizada durante o período de restrições das atividades presenciais.
Regente: Sandra Mendes Sampaio de Souza
Cantores que participam do vídeo: Ana Amorim, Angela Bellini, Angela Gomes Ferreira, Auxiliadora Torres, Berenice Vieira,Cristina Cori Vieira, Delson Bergamasco, Diana Elena Demetrescu, Elias Cruz, Elisabeth Takahashi, Gabriel Alkmin, Inês Prates, Izabel Jehá, Jonathan Neu Sant'Ana, Lívia Espíndola, Maria Aparecida Cândido, Maria Bernadette Broca, Marta Rampani, Odete Soares, Paula Bezerra, Rose Mafra, Ruimar Amorim, Sandra Mendes Sampaio, Sandra Picinin, Taís Mafra Salla, Urbano Oliveira, Vicente Bosco Pereira
Vídeo e mais detalhes sobre a atividade e o vídeo: https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/36257/corais-da-unesp-ensaiam-e-interpretam-cancao-de-forma-remota
O Brasil passou da triste marca de 240 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Hoje, 23/02/2021 às 20h, concerto especial de aniversário do Instituto Butatan.
O concerto terá regência dos maestros Ruriá Duprat e Mauricio Galindo, e participação do cantor Renato Braz. Durante uma hora, a orquestra Brazil Jazz Sinfônica tocará um repertório em homenagem ao instituto centenário. Na primeira parte do show, a Jazz executará músicas instrumentais sob a batuta de Galindo. Na segunda parte, Ruriá Duprat conduzirá a orquestra numa seleção musical com foco em superação, cura e esperança. O cantor Renato Braz também se apresentará com o grupo.
A apresentação poderá ser assistida pelos canais do Youtube: Instituto Butatan, TV Cultura e Memorial da América Latina.
Link do canal do Instituto Butantan aqui.
Na quinta-feira, dia 7 de janeiro de 2021, superamos a marca de 200.000 brasileiros que perderam a vida em casos da COVID-19 desde o início do ano de 2020, segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19. O vídeo está disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
#UnespRCpelaVIDA
#UnespRCpelaVIDA
#Atenda136
#FiqueEmCasa
POR EMAIL
unesprcpelavida@gmail.com
POR FORMULÁRIO
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BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 85, fevereiro 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-85-23022021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina