Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
Eduardo Kokubun
UNESP
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN UNESP
A segunda onda, que alguns preferem chamar de repique, da Covid-19 no Brasil fez acelerar o número de mortos. A marca de 200 mil vidas perdidas foi atingida neste início de ano.
O primeiro caso de morte pela Covid-19 foi noticiado em 17 de março e a já triste marca de 100 mil se deu em agosto. Em cinco meses, outros 100 mil. A soma (200 mil) superou o total anual de mortes devido a doenças cardiovasculares, o maior aliado do anjo da morte no Brasil.
O vírus, que parecia controlado no primeiro semestre em algumas partes do mundo, mostrou sua resiliência às tentativas da humanidade para quebrar sua corrente de transmissão. Por alguns momentos, parecia que alguns países seriam bem sucedidas em manter a curva de contágio achatada, evitando a superlotação de sistemas de saúde, até a solução definitiva da vacina chegar.
Porém, no segundo semestre de 2020, o mundo descobriu que, com raríssimas exceções, a onda de contágio e mortes começou a sincronizar. A expectativa de que a Europa conseguiria evitar a segunda onda pior do que a primeira não se concretizou. No final do ano, com o contágio por lá ultrapassando as vergonhosas marcas de nosso país, paradigmas de enfrentamento da pandemia na Ásia e Europa, lançaram apelos desesperados para a população ficar em casa e não desrespeitarem o lockdown.
Escolas foram reabertas frente às evidências dos enormes prejuízos na formação de alunos e de que os surtos entre alunos, professores e funcionários era pequena. Essa mesma ciência trouxe evidências contrárias e escolas pelo mundo voltam a ser fechadas para conter o novo avanço.
Ignorando esse vai e vem das medidas oficiais e a fadiga humana da pandemia o vírus encontrou o espaço para continuar a se transmitir e se reproduzir, acelerando as temidas mutações. Um delas, produziu uma proteína que amplificou a capacidade de transmissão, algumas semanas antes da vacinação começar.
Por enquanto, o novo coronavírus mostra-se mais resiliente do que a do ser humano de manter o distanciamento social. Ele continua a surfar na onde do instinto humano de satisfazer suas necessidades de manter uma vida normal, para a sobrevivência e relacionamentos.
A humanidade aposta agora suas fichas na ciência da vacina, aquela mesma ciência que alguns desprezaram, negando a gravidade da pandemia e propagando curas que não existem. No entanto, a longa e angustiante espera pela bala de prata, canalizou parte importante de nossas energias na busca de culpados por essa crise sem precedente. Fizemos muito pouco e teremos ainda que pagar a conta.
José Roberto Gnecco
UNESP/RC
coordenador da Comissão Executiva AntiCovid-19
Ninguém lê, ninguém estuda, ninguém sabe nada e fazem o contrário do que deveria ser feito.
Qual o magnetismo que a ignorância tem sobre as pessoas?
Vamos a alguns exemplos ...
• Praias lotadas de pessoas sem máscaras parecem simbolizar o descrédito pela Ciência por parte da população e o desprezo pela vida.
• As tentativas de “retomada” de aulas presenciais só demonstram a insanidade e a ignorância ante as experiências europeias e asiáticas de “retomada” que fizeram recrudescer a contaminação pelo vírus e o número de mortos.
• No final de 2020, em órgão da Prefeitura de Rio Claro, secretário organiza reunião de final de ano com servidores sem máscara ... uma semana depois todos com COVID-19.
• Em atividades da Prefeitura de Ribeirão Preto, diretor de entidade externa assintomático com filho com sintomas leves “estranhos” vai à reunião com pessoas sem máscara – uma semana depois todos com COVID-19
• Deputados se reúnem com o vice-governador antes do Natal e em seguida a pegam (estariam sem máscara?);
• Academias não medem a temperatura dos clientes que nelas adentram;
• Até em reuniões em Secretarias da Saúde servidores “se cansam” de usar a máscara e as tiram;
• Em todos os grupos de whatsapp de famílias, de amigos, de locais de trabalho, de colegas da faculdade, pessoas mal intencionadas pregam contra a máscara, contra a vacina, contra a COVID, contra a vida, contra tudo, achando lindo postar seu presidente pular no mar para aglomerar.
• Após a confirmação da COVID-19, apagam-se as fotos do instagram ou do facebook (antes não). Isso acontece até em grupos de formados pelas melhores Universidades brasileiras. – porque não deixam as fotos no ar?
Na mídia, na clínica, na terapêutica, em UTIs, existem médicos e outros profissionais da saúde aplicando a cloroquina do presidente e defendida em manifestações de rua, assim como a ivermectina antivermes. Outros, mais “conscienciosos”, não tratam a COVID-19 como “gripezinha”, mas como “gripezona”, receitando medicação para gripe forte – mas COVID-19 não é gripe, é outro vírus!!! Como exemplo, a gripe espanhola foi causada pelo vírus A(H1N1) e a COVID-19 é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Esse coronavírus é de transmissão aérea assim como os vírus A e B da gripe humana, mas coronavírus não é influenza - assim como baleia tem nadadeiras e vive no mar e não é peixe.
Com quase 2.000.000 de mortos no mundo, 10% deles no Brasil, algumas pessoas – dentre elas alguns prefeitos, alguns governadores e o presidente – acham que a pandemia está acabando e agem como se isso fosse verdade.
Os que “acreditam” em vacinas, acham que, como mágica, ao primeiro vacinado a vida voltará ao normal, ignorando que levará tempo para vacinar 212.000.000 brasileiros para conter o vírus - não adiantando se só você se vacinar.
Ainda não está confirmado se não haveria reinfecção pela COVID-19 - com muitos casos de nova contaminação já comprovados -, assim como não está confirmado se haveria a imunidade de rebanho, com estudos encontrando resultados em sentido contrário pela Unifesp, UFRGS e outras.
Por enquanto, o que está realmente confirmado é a associação ... Insanidade & Ignorância.
A torcida pela vacina
A politicagem que contamina
A ciência que ensina
O presidente que alucina
Ao som de maracas
Mortos pela Covid pacas!
O Brasil os chacoalha
Como cão pulguento, canalha
Em 1950, 200 mil se calaram
Maracanã, Uruguai 2x1 Brasil
O guarda-metas acusaram
Em 2021, chegamos a 200 mil que silenciaram
Em nossa pátria anã, amaricada e varonil
Irresponsabilidades e metas obtusas; famílias choraram
Qual a nossa sina?
O que esta pandemia nos ensina?
Já sabemos a eficácia das vacinas
Quando findaremos essa triste e lenta chacina?
Igor Salomão Monteiro,
08 de janeiro de 2021.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Memorial colaborativo dedicado à história de cada uma das vítimas do coronavírus no Brasil.
Se você era familiar ou próximo a uma dessas vítimas no Brasil, você pode adicionar a história dessa pessoas no memorial.
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A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
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BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 72, janeiro 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-72-08012021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
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Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
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Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
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Artes e diagramação:
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