Interrompida a vacinação dos grupos de risco. Comunicado da Prefeitura de Rio Claro (reproduzido ao lado) indica que não serão recebidas novas doses de vacina nesta semana.
Indica-se também que a chegada de novo lote está prevista apenas para o dia 23/2/2021 (3af da próxima semana)
A Pandemia Impressiona, 2021, Eduardo Kokubun, Unesp
Impression, soleil levant, 1872, Claude Monet
Eduardo Kokubun
Unesp
Não existe barreira de distância para o SarsCov-2. Ele atravessou continentes e oceanos, chegou ao Brasil, na cidade de São Paulo e depois a Rio Claro no ano passado. Agora, a nova variante com potencial de ser mais transmissível que apareceu em Manaus já cruzou mais de 3 mil km em menos de 30 dias e desembarcou em Araraquara, a pouco mais de 100 km daqui. Lá, o município, após identificar 12 casos com a nova variante, e com enorme pressão sobre os hospitais, decretou um "lockdown" mais restritivo do que o previsto na fase vermelha do Plano São Paulo.
Desde o início, sabe-se que a pandemia em um município afeta a progressão nos vizinhos. Assim, comparamos os dados de evolução da pandemia em 3 Departamentos de Saúde vizinhos: DRS Piracicaba ao qual Rio Claro pertence, DRS Campinas, mais ao sul e rota para a Capital e DRS Araraquara nosso vizinho ao norte. Dentre os 92 municípios com quase 7,1 milhões de habitantes, escolhemos as 20 cidades com mais de 100 mil habitantes.
Nenhum dos 20 municípios, incluindo Rio Claro, apresenta incidência condizente com a zona verde do plano São Paulo, ou seja, menor do que 180 casos por mil habitantes nas duas últimas semanas, que corresponde a 13 casos diários por mil habitantes. Pelo contrário, muitos se encontram acima do limite da zona laranja, com incidência superior a 26 casos por mil habitantes.
Quanto mais próximo da capital, de onde a pandemia começou a disseminar para o estado (e para todo país) mais rapidamente o vírus chegou e maior é a incidência. Note que no gráfico à esquerda, que representa os municípios mais próximos da capital, apresentam maior incidência do que a média dos 20 municípios (quadrados pretos na figura). A incidência é menor nas cidades mais distantes da capital, representadas no gráfico à esquerda, a maioria com incidência menor do que a média.
Nos dois gráficos, Rio Claro, representada com círculos vermelhos, a incidência da Covid-19 está abaixo da média dos 20 municípios. Entre os municípios mais distantes da capital, Rio Claro apresentou incidência ligeiramente mais elevada na primeira onda, reduziu drasticamente no intervalo para a segunda onda. Mesmo nessa segunda onda, os valores encontram-se relativamente mais baixos quando comparados com outros municípios.
A incidência num município pode ser menor, porque ela está controlada, o que é bastante positivo. A outra razão, desta vez negativa, seria porque o número de testes realizados é baixo. Independente da causa, Rio Claro está cercada por municípios com a incidência quase sempre maior. Isto significa que precisamos manter a vigilância para conseguir manter a pandemia sob controle.
Nos últimos dias, a taxa de contágio no município tem mostrado ligeira redução. De uma média semanal de 45 casos novos por dia em 5 de fevereiro, houve redução para a média de 22 casos no dia 15/02. É necessário esforço para reduzir mais ainda, para abaixo de 10 casos diários como ocorreu em meados de outubro. Essa redução é essencial para evitar ao máximo a disseminação da nova variante que já desembarcou em nossa vizinha e ameaçam lotar nossos hospitais. Além disso, quanto mais baixa a taxa de transmissão, maior será o impacto positivo da vacinação no controle da pandemia.
A receita é bem conhecida: distanciamento social, uso de máscara, evitar aglomeração e higienização frequente das mãos.
José Roberto Gnecco
Presidente do Comitê AntiCovid-19 UNESP/RC
Estamos no Carnaval, porém, as máscaras que usamos diariamente também se confundem num carnaval de máscaras o ano inteiro. No começo da pandemia, levou um tempo para ser definida a obrigatoriedade do uso de máscaras no Brasil mesmo por pessoas instruídas, enquanto países europeus e asiáticos não só as obrigavam como já as distribuíam gratuitamente à população. Agora, as variantes brasileira, britânica e sul-africana do SARS-CoV-2 demandam máscaras mais protetivas, ao contrário do que alguns dizem.
Em termos gerais, têm sido usadas para evitar a transmissão da Covid-19:
Máscaras de tecido ou pano ou caseiras, parecendo que seriam contraindicadas para as novas variantes do vírus.
Máscaras médico-hospitalares ou cirúrgicas de tecido não tecido (TNT - sintéticas) com tripla camada.
Máscaras N95 ou PFF2 (peça facial filtrante), podendo ser a PFF3, mas NÃO a PFF1. A máscara KN95 usa tecido igual à N95, mas seus elásticos são presos às orelhas, enquanto os elásticos da N95 circundam a cabeça. A máscara deve ser sempre SEM válvula.
Se você não é Profissional de Saúde no exercício da profissão, considere usar a máscara de TNT para saídas rápidas e as KN95, N95, PFF2 ou PFF3 para saídas em que terá mais tempo de contato com outras pessoas, continuando presentes as mesmas orientações de distanciamento físico social.
Não uso a de tecido, usando a de TNT sempre que saio de casa para ir a um lugar resolver algo e a ela retornar. Ex: ir à padaria, supermercado, etc.
Por sua vez, sempre uso a KN95 na alguma situação que me expõem por mais tempo. Ex: ser fiscal de sala no vestibular, ir à academia, qualquer ida a uma unidade de saúde, etc.
Vamos fazer tudo que for possível na pandemia de forma remota ou com toda a biossegurança necessária, incluindo o uso constante das máscaras fora de casa!
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp
Voltou a circular nas redes sociais uma publicação de 1918, estampada nos principais jornais da época, intitulada "Conselhos ao Povo", com indicações sobre comportamentos e procedimentos para se evitar a proliferação e o contágio da gripe espanhola.
Artigo da historiadora Liane Bertucci-Martins detalha a origem desses conselhos, baseados em recomendações publicadas pelo Serviço Sanitário de São Paulo para lidar com a gripe espanhola, já reconhecida como uma variante da gripe influenza (acesse aqui). Originalmente, as recomendações foram veiculadas no jornal O Estado de S. Paulo em 16/10/1918, resumidas e republicadas pelos demais órgãos de imprensa como "Conselhos ao Povo", com alguma variação nos dizeres, nas ênfases, e, às vezes, com a autoria de outras instituições.
Chama a atenção que aquelas recomendações são as mesmas que os organismos internacionais de saúde vêm fazendo na pandemia do novo coronavírus desde o início de 2020: distanciamento social evitando aglomerações, suspensão de aulas e eventos culturais e esportivos, repouso absoluto após os primeiros sintomas, higienização pessoal e dos meios de transporte e dos locais em que pessoas tenham de circular, maior atenção aos idosos. Apenas não se falava em máscaras por total desconhecimento e por não ser um instrumento de proteção individual usual. Porém, havia um item que incomoda os que defendem, hoje, os conceitos científicos: uma suposta profilaxia pela ingestão de derivados de quinino e uso de infusões e desinfetantes para gargarejos e limpeza das vias nasais. Naquela época não havia conhecimento científico que mostrasse a ineficácia de tais remédios e os efeitos danosos que o uso de desinfetantes pode causar. Também foram publicados, ainda que não ostensivamente, alertas de que tais sugestões eram baseadas mais no senso comum e em relatos individuais de sucesso, nunca avaliados clinicamente.
A consulta à hemeroteca da Biblioteca Nacional revelou que na década de 1910-1919 houve 802 publicações com as palavras "quinino" e "influenza" juntas na mesma página. Já na década seguinte (1920-1929), o número cai para menos da metade (369), sendo que boa parte, em ambos os períodos, é de propaganda e anúncios de remédios e infusões milagrosas contra a gripe. Outra observação é que no período de maior atenção à influenza (1910-1919), dos 10 jornais em que mais apareceram as duas palavras simultaneamente, 5 eram do eixo SP-RJ, sendo 4 jornais do Rio de Janeiro entre os 5 primeiros da lista. Essa relação passa para apenas dois jornais entre os 10 com maior número de palavras na década seguinte, sendo que o mais citado do Rio aparece em sétimo lugar. Ou seja, em alguns anos e com a mudança de década, há um deslocamento geográfico e mercadológico do interesse do uso de derivados de quinino para gripes em geral, e, especificamente, para a influenza.
Vale a pena a leitura do trabalho e a observação do que a sociedade de um século atrás pensava para entendermos como certas crenças são arraigadas ao longo do tempo. Lembro que em relação à alimentação, o BAC 34, de 11/8/2020, publicou uma comparação interessante entre as duas épocas (link aqui).
Eduardo Kokubun
Unesp
O recrudescimento da pandemia que acomete o país a partir de Manaus expôs imagens de pessoas correndo para comprar gás, não o de cozinha, mas de oxigênio.
Abundante no ar atmosférico, com seus 21%, nem nos damos conta de quão fácil é obtê-lo em cada uma das 15 respirações que fazemos por minuto. Tudo isso para mandar parcos 300 ml desse gás por minto para nos manter vivos, que caberia numa latinha de refrigerante.
Os pulmões atacados pela COVID tornam essa tarefa tão trivial em uma batalha literalmente de vida ou morte. O doente poderá precisar de ajuda para botar mais ar e mais oxigênio para dentro do corpo.
O ar e o oxigênio que eram conseguidos sem esforço e de graça passam a ser um bem precioso pelo qual precisamos pagar, como o gás de cozinha. Com toda escassez, formam-se filas, o preço sobe.
Absurdo maior é transferir ao parente o ônus pelo fornecimento do agora preciosos e caro gás.
“Sinto muito, não temos mais oxigênio. Você precisa trazer um cilindro para manter seu ente querido vivo”.
“ Como faço isso?”
“ Ouvi dizer que tem um distribuidor de gás com estoque na rua de baixo. Mas parece que tem fila”
“Será que tem cambista?”
Em tempo.
Caminhões de gás O2 começarão a circular pelas ruas da cidade. Para não atrapalhar os enfermos, tocará uma musiquinha no lugar do grito "Ó o gás".
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19. O vídeo está disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
9 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial da Internet Segura (SID, Safer Internet Day, em inglês).
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e a SaferNet Brasil promoveram evento on-line para discutir o uso seguro, ético e responsável da Internet, que mundo podemos vislumbrar no pós-pandemia e os desafios para bem-estar e segurança nas novas rotinas digitais.
Mais informações e programação em:
https://www.safernet.org.br/site/sid2021/programacao
Todas as lives podem ser assistidas:
Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=tjq3S5C0YOg
Facebook: https://www.facebook.com/SafernetBR/
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
O Comitê Científico e o Comitê Unesp Covid-19, formados pela universidade em resposta à pandemia, reuniram na última quinta-feira (dia 11), três cientistas experts em vacinação no encontro on-line “Atualização sobre vacinas e o Programa de Imunização no enfrentamento da Covid-19”, que foi transmitida pelo canal da Unesp no Youtube.
Os palestrantes foram os médicos Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan; Helena Sato, diretora técnica da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) paulista e Alexandre Naime, chefe do Departamento de Infectologia da Faculdade de Medicina da Unesp (FMB), câmpus de Botucatu.
Link do Youtube aqui.
Mais detalhes aqui.
Na quinta-feira, dia 7 de janeiro de 2021, superamos a marca de 200.000 brasileiros que perderam a vida em casos da COVID-19 desde o início do ano de 2020, segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
#UnespRCpelaVIDA
#UnespRCpelaVIDA
#Atenda136
#FiqueEmCasa
POR EMAIL
unesprcpelavida@gmail.com
POR FORMULÁRIO
Envie sugestões ou dúvidas preenchendo esse breve formulário
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 83, fevereiro 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-83-16022021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina