O país terceirizou a sobrevivência na pandemia a outros: aos profissionais de saúde para curar os infectados, aos cientistas para encontrar o remédio milagroso e a vacina, aos trabalhadores e empreendedores que por opção própria ou pela falta de alternativa para colocar comida à mesa se expõem ao risco para minimizar o nosso.
A pandemia que deveria durar uns poucos meses, espichou sua permanência. Não inventaram ainda a bala de prata que poderia curar ou evitar a infecção pelo vírus. Quando aparecer restará o enorme desafio para torná-las disponíveis em escala planetária, numa dimensão jamais vista.
A Unicef, um Fundo das Nações Unidas para a Infância, em conjunto com o consórcio internacional COVAX para vacina contra o SarsCov-2, avaliou as condições para essa vacinação. A meta de imunização da população mundial somente seria alcançada no final de 2022. Em 2021 a estrutura mundial poderia atender somente populações mais expostas e de maior risco, tais como profissionais de saúde, idosos e pessoas com comorbidades. Nos próximos dois anos, ainda teremos que conviver com as medidas de higiene e distanciamento.
Contudo, os dez meses de convivência com as restrições invasivas e severas provocaram, conforme um documento da Organização Mundial de Saúde, a fadiga da pandemia, caracterizada pela desmotivação em adotar as medidas protetivas recomendadas. Portanto, é pouco factível que medidas severas de restrição adotadas na primeira onda tenham a mesma eficácia da segunda onda e muito menos nos próximos dois anos.
Quatro estratégias chaves são propostas pela OMS para os governos manterem o apoio aos comportamentos protetivos:
compreender as pessoas,
engajá-las como parte da solução,
permitir que elas vivam suas vidas, mas reduzindo riscos,
reconhecer e enfrentar o seu sofrimento.
A solução para a crise sanitária da Covid-19 não é somente de fundo biológico. É uma sindemia, que envolve questões comportamentais, sociais, econômicas e políticas. Ficar em casa não pode ser mais a única opção. É necessário construir coletiva e participativamente um novo normal, que incorpore comportamentos e ambientes protetivos, e não apenas terceirizar o risco da doença para os outros.
WHO/Europe. Pandemic fatigue - Reinvigorating the public to prevent COVID-19, September 2020.
Na quarta-feira, dia 28 de outubro, às 19h, o Violões Artes Trio, juntamente com o núcleo local do IEP3 do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, fará uma live trazendo a oportunidade para quem não conhece música clássica, e para quem já conhece também, neste novo formato direto para sua casa.
O evento é uma homenagem do núcleo local do IEP3 do Instituto de Biociências ao dia do professor.
Link da transmissão aqui.
O fundo que o Dr. Marco Antônio Correa Varella usou na entrevista revela sua paixão. Biólogo e vencedor do Prêmio IgNobel 2020 em Economia, Marco já pensou em fazer Música. Optou por Ciências Biológicas na intenção de relacioná-la com a Psicologia, o que acabou conduzindo o pesquisador para essa área na pós-graduação. Ele diz: “tive um professor de genética muito bom e sempre gostei de música, e queria chegar na música pela biologia”. O dilema na hora do vestibular passou também pela possibilidade de prestar Biologia e até Jornalismo. Hoje é Pós-doutorando em Etologia Cognitiva a Psicologia Evolucionista (bolsista PNPD CAPES) no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
O IgNobel é uma forma irônica de tratar as pesquisas improváveis, que nos levam primeiro a rir e depois a refletir. Marco revela que “acompanha o IgNobel há muito tempo e sempre admira as pesquisas, são pesquisas sérias, são pesquisas boas”. O grupo que trabalha com psicologia evolucionista recebeu a notícia do prêmio em março deste ano com entusiasmo. Depois veio a surpresa, pois os colegas esperavam que a premiação fosse na área da psicologia. O estudo que fizeram envolve a relação meio que improvável entre desigualdade de renda e beijar na boca.
A psicologia evolucionista é uma área recente e dentro do comportamento humano, também estudada por biólogos. “A psicologia evolucionista tem focado muito na mente romântica, nos relacionamentos, na sensualidade; com a abordagem evolucionista o trabalho focou justamente nas funções evolutivas do beijar”, afirma Marco. Muitas culturas não adotam esse comportamento e o estudo focou em treze culturas distintas encontrando-se o mesmo padrão. Ou seja, as trocas afetivas são voltadas à escolha do parceiro, segundo uma teoria, mas um aspecto relevante é a sedimentação da relação, que foi o objeto do trabalho do Marco e seu grupo.
A biologia é uma das profissões do futuro, em sua visão, e deu como exemplo atividades de prospecção de microrganismos que são capazes de diminuir radiação, eliminar resíduos e sobreviver em condições extremas. Fronteiras da pesquisa científica com participação direta do Biólogo. Para ele foi muito importante analisar as atividades de pesquisa realizadas no campus para direcionar sua escolha. Voltando a suas aspirações iniciais e com a experiência adquirida na pesquisa realizada, ele ainda cogita estudar a “genética da música”, inaugurando a "artisticologia evolucionista para estudar as artes de forma integrada sob a luz da evolução".
Ele concluiu a entrevista com mensagens otimistas mas prudentes, ressaltando o papel da ciência na busca de soluções para o momento em que vivemos, especialmente com a pandemia do coronavírus somada às crises que já estavam em curso, como as mudanças climáticas e as correntes negacionistas da própria ciência.
A entrevista completa pode ser vista no canal UnespRCpelaVida do Youtube, e lá estão também as entrevistas anteriores realizadas nos Diálogos Unesp.
Um levantamento realizado pela Biblioteca Universitária da UFSC juntamente com o Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ, SIBI/UFRJ, conta com mais de 1.500 títulos e continua sendo atualizado com informações de e-books de editoras universitárias brasileiras disponíveis gratuitamente.
A planilha está organizada por áreas do conhecimento e disponibilizada com a Licença Creative Commons (CC-BY), portanto, ela pode ser compartilhada, baixada, alterada, etc. mediante atribuição dos créditos.
A BU/UFSC também listou outras fontes de e-books gratuitos: http://portal.bu.ufsc.br/a-biblioteca-universitaria-da-ufsc-oferece-acesso-a-livros-eletronicos-em-diversas-areas-do-conhecimento/
Comentários, críticas, sugestões, etc. podem ser enviadas também para: decti.bu@contato.ufsc.br
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Dados de 22/10/2020 mostram que em uma semana o número de novos casos, internações e óbitos se estabilizaram. Embora baixos, os números ainda são maiores que em 01/06/2020 quando o Plano São Paulo foi adotado no Estado.
Com base em informações fornecidas pelas Secretarias de Saúde do Município de Rio Claro e do Estado de São Paulo, são apresentados gráficos de tendências e evolução da pandemia, desde a confirmação do primeiro caso.
Na fase verde, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura da administração estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 56, outubro 2020. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-56-27102020. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Alexandre de Jesus Perinotto
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Igor Salomão Monteiro
Roberto Goitein
Maria Christina Amoroso
Auro Aparecido Mendes
José Eduardo F. Ramos
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Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
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Vídeos (Lives e Mini-Lives)
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Lucas Henrique Silvestrin
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