segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 12/03/2021)
Eduardo Kokubun
Unesp
Com o recrudescimento da pandemia apertando hospitais de um lado e os bolsos do outro, tem muita gente dizendo que a solução é abrir mais leitos. O DRS Piracicaba triplicou o número de leitos UTI de 7,46 no incio da pandemia para 23,36. Mesmo assim, no dia 11/03/2021 estava com 81% de ocupação. Isso ocorreu em todas as regiões do Estado e do país.
Para não afogar gente doente no seco, os leitos precisariam se multiplicar na mesma velocidade de multiplicação do vírus. Esse era, e continua sendo o objetivo das medidas não farmacológicas de mitigação da pandemia. Pelo menos enquanto não houver vacinação em massa.
Gente contagiada pelo vírus, se multiplica. Uma pessoa infectada, pode contagiar outras duas ou mais. Logo, 1 x 2=2 novos infectados. Cada um desses 2 infecta outros 2: 2 x 2 = 4. Nas próximas rodadas serão 4 x 2 = 8, 8 x 2 =16, 16 x 2 =32, 32 x 2 = 64, 128, 256, 512, 1024, 2048, 4096, 8192, 16384, 32768 e em 16 rodadas, 65536. Cada rodada de infeções dura cerca de 5 dias. Isso significa que em 5 x 16 = 80 dias, o número de doentes aumentaria 6553600% - mais de 6 milhões de porcento em menos de 3 meses. Essa é a regra da progressão geométrica: cresce infinitamente. (Recomendo um artigo de Carlos Orsi no link ao final da matéria.)
Leito não é de graça: custa dinheiro e precisa de gente. Alguém paga a conta, ou de impostos ou plano de saúde. Imagine o que é aumentar impostos ou plano de saúde em 6 milhões %!. Ainda bem que alguém inventou a máscara e descobriu que manter o distanciamento ajuda a reduzir a transmissão. Dói menos no bolso usar máscara, aprender etiqueta respiratória, usar álcool gel e manter o distanciamento social.
Se quiser reivindicar alguma providência, peça a quem você conhece, sua família, seu amigo, seu cliente e até mesmo um desconhecido para fazer o mesmo. Inclua também um auxílio para quem perde renda. Impostos precisam voltar para o bem-estar da população.
https://revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2020/03/29/xadrez-graos-de-trigo-e-progressao-geometrica
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEn Unesp
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um longo discurso no dia 10 de março, abordando vários aspectos políticos. Um recorte dos trechos referentes à pandemia do novo coronavírus é apresentado. De forma geral, ele critica duramente a condução do governo no enfrentamento da pandemia, prega a vacinação, o uso de máscara, o distanciamento social e a higienização. Faz defesa do SUS, atribuindo à estrutura do órgão público o fato da tragédia não ser maior ainda.
Logo no início, Lula certifica-se de que todos estejam de máscara, que todos foram testados e que, após autorização do médico presente, pede para tirar a máscara para discursar melhor, recolocando-a ao final da entrevista que sucedeu o discurso.
Solidariza-se com as famílias dos mais de 270 mil mortos pelo coronavírus, presta homenagem também aos profissionais da saúde, especialmente ao SUS, que vem sendo “descredenciado”, nas palavras do ex-presidente, tendo suas verbas reduzidas, mas é o principal responsável pela tragédia não ser muito maior ainda.
Afirmou que a questão da vacina não é de dinheiro, mas sim de amar a vida ou a morte, questionando o papel do Presidente da República no cuidado de seu povo.
Lula, com 75 anos, em breve tomará a vacina e fará propaganda para que todos tomem a vacina. “Não siga nenhuma decisão imbecil do presidente da República ou do ministro da Saúde”, foram suas palavras. A vacina é o que pode livrar da covid-19, diz o ex-presidente. E continua com o alerta de que, mesmo vacinado, o distanciamento social, o uso de máscara e a higienização são fundamentais e deverão sem mantidos e continuados.
Lamentou que as mortes, ultrapassando as 2 mil diárias, tenham sido naturalizadas. Mortes que teriam sido evitadas, em parte, se houvesse um comitê de gestão de crise no nível federal. Na visão dele, tal comitê envolveria o ministro e os secretários estaduais de saúde e pesquisadores das instituições envolvidas com vacinas, cuja função seria orientar semanalmente a população sobre o que fazer. O presidente e o comitê visitariam os municípios, os hospitais, avaliando as condições de enfrentamento da pandemia. Trabalharia para evitar que faltasse oxigênio em Manaus. Criticou a ausência de interesse em adquirir ofertas de vacinas, como a feita pela Pfizer. Em suma, duramente criticou a postura do Presidente da República de defender inexistente tratamento precoce, dizer que se tratava de uma gripezinha e delegando à população o risco de contrair a doença. Quanto ao risco é interessante, como complemento, a leitura dessas reflexões feitas por Duanne Ribeiro na revista CULT: leia aqui.
Ao final, afirmou que a “covid está tomando conta desse país e a cepa de Manaus parece que é dez vezes mais contagiante que a outra cepa, e mata pelo menos duas vezes mais”. Importante que Lula ouviu os cientistas para apresentar esses dados.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Parceria entre Unesp e CETESB é destaque na mídia
A parceria firmada pelo Centro de Estudos Ambientais (CEA), unidade complementar da Unesp no Câmpus de Rio Claro e o Laboratório de Estudos de Bacias da Unesp (Lebac) com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), no dia 17 de fevereiro, está rendendo diversas aparições na mídia.
https://www.hidroplan.com.br/blog/368/parceria-entre-unesp-e-cetesb-e-destaque-na-midia
#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#CEA#Lebac#monitoramento#águassubterrâneasMariana Milani
Unesp
Aproveitamos a repercussão do Dia Internacional da Mulher para comentar alguns aspectos políticos da carreira científica das mulheres no âmbito nacional.
De que forma o governo brasileiro e as entidades de pesquisa ou instituições de ensino compreendem, hoje, as disparidades entre homens e mulheres na academia? Quais são as medidas para reduzir as desigualdades? Como a questão da maternidade e paternidade é tratada no trabalho de pesquisa? Como a pandemia de covid-19 tem afetado as mulheres cientistas e que futuro podemos vislumbrar diante do cenário negacionista que assombra nosso país?. É importante ter em mente que não existe a profissão “cientista” no Brasil. Quando se escolhe “fazer pesquisa”, na grande maioria das instituições públicas, é necessário percorrer um trajeto indissociável da docência. Portanto, a pesquisadora também é professora. Vamos elencar alguns eventos significativos que alavancaram as discussões feministas até chegarmos ao assunto principal desse texto: as mulheres nas ciências.
Leia mais aqui.
Em plena fase vermelha no Estado e sobrecarga de hospitais em todo país,
disse uma aluna:
Quer sair: Quero.
Pode sair: Posso.
Vamos sair: Nem pensar.
Sábias palavras.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
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BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 91, março 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-91-12032021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Mariana Milani
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina