A resposta é sim. Ela ajuda. Mas, diante da avalanche de informações sobre os diferentes tipos que estão por aí, vamos entender as limitações dessa máscara comparando com outras.
André RodriguesA finalidade de qualquer máscara é a proteção de quem usa. Porém, cada uma visa fornecer proteção para um uso específico. A máscara N95 filtra até 95% das partículas em suspensão no ar que apresentam, pelo menos, 0,3 micrômetros de tamanho. Devido a esse nível de proteção, tal máscara consegue filtrar bactérias e vírus, sendo geralmente utilizada por profissionais que trabalham com agentes microbiológicos. As máscaras cirúrgicas (ou de procedimento) apresentam uma porosidade maior, portanto, as partículas em suspensão de tamanho pequeno conseguem passar entre as tramas dessa máscara, entretanto, são utilizadas para filtrar partículas grandes. Já as máscaras “caseiras”, feitas de tecido, apresentam a trama das fibras que permitem a passagem de partículas grandes, exatamente aquelas nas quais encontra-se o vírus causador da COVID-19. Mas, se a máscara de tecido possibilita essa passagem do vírus, então porque utilizá-la? As máscaras N95 e cirúrgica são descartáveis, ou seja, é necessário despreza-las após o uso prolongado (cirúrgica) ou se utilizou repetidas vezes (N95). Além disso, o custo delas é elevado e não são fáceis de encontrar em lojas. Já as máscaras de tecido apresentam baixo custo e é possível lavá-las e reutilizá-las. Embora não filtre as partículas contendo os vírus, ela serve como uma barreira de proteção que pode diminuir a chance de contágio. É sim uma ferramenta que auxiliará na diminuição da dispersão do vírus e na proteção de quem usa. Na ausência das máscaras N95 e cirúrgicas, utilize as máscaras de tecido.
#usemascara
#ficaemcasa
Num mundo fisicamente conectado, as pessoas se deslocam entre diferentes lugares.
Uma doença começa numa localidade quando pessoas infectadas chegam e passam a transmitir o vírus para outros.
O vírus chegou aos diferentes países pela mobilidade aérea. Entre os municípios há os deslocamentos frequentes, chamados mobilidade pendular, por exemplo para trabalhar ou estudar.
Quanto maiores essas mobilidades, maior a propagação do Covid-19. É isso que o grupo de pesquisadores da Unesp tinham constatado ao estudar a mobilidade no Estado de São Paulo: da capital, espalha-se ao longo das principais rodovias, principalmente nas cidades mais conectadas a outras.
Pesquisadores da UFV cruzaram dados de mobilidade e da Covid-19 dos municípios brasileiros.
Mapas animados da disseminação da Covid-19 em diferentes municípios (veja o cenário de forte confinamento aqui) mostram que o Brasil não é uma massa homogênea no comportamento da doença. Chegam e passam mais cedo nas capitais e cidades mais populosas. Os picos e durações também são bem heterogêneos.
Os confinamentos também afetam os surtos em regiões próximas de forma heterogênea. Em qualquer cenário, as estratégias de isolamento surtem efeito na redução do pico e duração do surto.
Brasil, sincrético Panteão
Usam o nome de Deus em vão
Ídolos perversos e negacionistas
Apoiados por robôs e fascistas
Desinfetante, cloroquina
Uma panaceia em cada esquina
Na Índia, banho de merda
No Brasil, boca que só diz merda
Panelaços nas janelas
Buzinaços e querelas
O povo confuso e dividido
Profissionais da saúde aguerridos
Democracia frágil, perneta
Cheio de vaidosos e caguetas
Jair, João, Sérgio e Mandetta
Pânico e desdém, vaivém cegueta
Chega de panos quentes
É preciso acordar os dormentes
O trem da morte está passando...
Deixando famílias ausentes
O filme, já comentado, merece mais um "adendo". A questão do "tempo". A dimensão de tempo na vida humana e na dos "seres" há uma dimensão totalmente distinta e isso em uma ficção é ainda mais verossímil (ainda mais para vocês, amantes do campo da Física). Nosso "tempo" tem uma relação direta com o sistema solar. Os "seres" em questão vem de um sistema totalmente diverso e sua relação com o tempo parece ser bem diversa e, portanto, difícil de compreensão por parte dos humanos.
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 09, maio 2020. Disponível em:
https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-09-07052020. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]