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Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp Rio Claro
Novas vacinas contra a Covid-19. Além dessa percepção do comportamento da população, as notícias desta semana sobre as vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19 preocupam. Nesta terça-feira, 8/9, o grupo de Oxford (farmacêutica AstraZeneca) suspendeu os testes e estudos com a vacina em desenvolvimento devido a suspeitas de reações adversas. Especialistas dizem que a suspensão é comum em tais desenvolvimentos, mas deve-se aguardar as informações sobre o que aconteceu e quais os passos a seguir. Essa vacina é testada no Brasil junto com a Fiocruz.
No fim de semana a empresa Sinovac Biotech, que desenvolve outra vacina em consórcio com o Instituto Butantan, chegou à conclusão que a vacina é segura e eficaz, mas gera uma resposta imunológica menor para os idosos. Deve-se acompanhar a evolução desses estudos para saber se para esse grupo específico a vacina não será recomendada ou se deverá ser aplicada em mais doses ou dose maior.
Por outro lado, a vacina da Rússia, Sputnik V, que foi discutida no BAC 35, teve seu primeiro lote liberado para a população, segundo informações do governo daquele país. Publicação recente na importante revista científica Lancet mostrou os dados de eficácia e segurança dessa vacina, os quais, por outro lado, continuam sendo questionados.
Desta forma, as incertezas continuam para uma vacina segura a curto prazo contra a Covid-19 e a única forma de controle da pandemia é o distanciamento social junto com as medidas severas de higienização e uso de máscara de proteção facial, cobrindo totalmente nariz, boca e queixo.
Baixa adesão à futura vacina. Levantamento recente do Ibope nos últimos dias de agosto revela que 25% da população não tomaria ou possui alguma restrição em tomar uma possível vacina contra a Covid-19. Pesquisas anteriores à pandemia mostravam que os chamados anti-vacina no Brasil não passavam de 6%. A eficiência da cobertura vacinal é determinada levando em consideração grupos de pessoas que não podem tomar devido a restrições de saúde e imunológicas e o grupo dos que não querem se imunizar, que se espera ser muito pequeno. Considerando a eficácia da vacina ser de pelo menos 75%, é necessária ao menos a imunização de 2/3 da população para garantir que todos estejam protegidos. Ou seja, duas pessoas em cada três precisam se vacinar para que a pandemia fique sob controle e não se prolifere. Assim, a Covid-19 deixará de ser uma pandemia e, no máximo, casos isolados poderão acontecer e teriam tratamento mais direcionado.
Brasil não atinge meta dos índices de vacinação infantil. Neste século, ou seja, nos últimos 20 anos, é a primeira vez que o país deixa de cumprir as metas para vacinação de crianças até um ano de idade, segundo levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo. Os índices de vacinação nessa faixa da população, historicamente, oscilam entre 90 e 95%, mas desde 2019 esses valores caíram para a faixa de 69-92%. As causas são várias, desde a diminuição de recursos públicos e a falta de comunicação clara e eficiente em campanhas. O período atual de pandemia também contribui para menor procura da imunização nos postos de saúde. A questão é muito preocupante face à possibilidade de vacina eficaz e segura para a Covid-19 em desenvolvimento que pode não alcançar a imunização necessária devido a barreiras alheias à própria vacina.
Revista Fapesp
Revista Fapesp apresenta textos publicados sobre as epidemias já enfrentadas e a atual do novo corona vírus na história do nosso país e as questões sociais envolvidas.
"A epidemiologista Rita Barradas Barata, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCM-SCSP), fala sobre como o estado de São Paulo enfrentou epidemias e endemias no início do século XX.
Dilene Raimundo do Nascimento, médica e historiadora da Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, comenta a resposta do país ao surto de peste bubônica no final do século XIX.
O historiador André Mota, da Faculdade de Medicina da USP, aponta as semelhanças entre as pandemias de Covid-19 e de gripe espanhola e explica qual foi o impacto da epidemia de 1918 nos centros urbanos e em cidades do interior do Brasil."
Confira aqui.
Ficar em casa e sair somente em caso de absoluta necessidade é ainda a principal recomendação para o controle da pandemia.
Se necessário, devem ser tomadas todas medidas para evitar a transmissão:
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
É necessário ainda que se evitem a presença de muitas pessoas num mesmo ambiente e que a permanência tenha a menor duração possível.
Painel com dados detalhados da evolução da Covid-19 em Rio Claro. Com base em informações fornecidas pelas Secretarias de Saúde do Município de Rio Claro e do Estado de São Paulo, são apresentados gráficos de tendências e evolução da pandemia, desde a confirmação do primeiro caso.
O acesso está no banner do BAC, na forma de um ícone "Situação da covid-19 Rio Claro" .
Estudo realizado durante 2 meses (a partir de junho) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP analisou a qualidade do ar, identificando características como a concentração de gás carbônico e a presença do virus da Covid-19.
O vírus foi identificado em microgotículas expelidos pelas pessoas em situações corriqueiras, como ao conversar ou simplesmente expirar o ar de seus pulmões.
O estudo sugere que tais microgotículas podem permanecer no ar durante horas, tornando ambientes com pouca ventilação bastante preocupantes na disseminação da COVID-19.
Considerando que locais que usualmente circulamos em nosso dia-a-dia - como salas de aula, escritórios, lojas comerciais, farmácias e outros tantos ambientes - raramente possuem boa ventilação, o simples retorno às atividades podem ampliar situações de contaminação.
O estudo sugere que, em tempos de Pandemia, é preciso ficar especialmente atento à boa ventilação dos ambientes de convivência coletiva.
Além disso, no eventual retorno às aulas, não basta apenas usar máscaras e higienizar as mãos, sendo necessário manter tais ambientes com boa ventilação, de forma a dispersar microgotículas com as mencionadas.
A reportagem pode ser acessada pelo link "Presença comprovada do coronavírus no ar reforça necessidade da boa ventilação de ambientes", com outros detalhes sobre o estudo realizado.
A Pandemia da COVID-19 que comprometeu situações corriqueiras, como a rotina de trabalho, as férias e as compras de alimentação, criou outras oportunidades, como perceber a sutil mudança das estações do ano e os pássaros.
Será que ...
Pássaros estão mais barulhentos ou, afinal, temos oportunidade de perceber sua companhia?
Eles sempre estiveram por perto ou a queimada no horto florestal de Rio Claro forçou os pássaros para a cidade?
Como na COVID-19, mais dúvidas do que certezas ...
Enfim, oportunidades para quem, como Prof. Eduardo Kokubun, conseguiu registrar em sua casa a imagem ao lado, de um delicado encontro de um par de aves coloridas.
Segundo Lys Pereira de Souza (nossa estudante de Ciências Biológicas) as aves em questão são da espécie periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus), a maritaca mais comum da cidade de Rio Claro.
Lys explicou que a cor azul é um tipo de mutação, mas elas são da mesma espécie e possivelmente formam um casal, acrescentando que "a mutação chama cianismo e consiste na perda dos pigmentos carotenoides, que geralmente dão cor amarela, vermelha, laranja, dentre outras. Nesse caso, o indivíduo passa a apresentar apenas a melanina, mostrando cor azul."
Cartilha com cuidados para o dia-a-dia
Conteúdos e páginas com informações
Como higienizar livros sem danificá-los
Portal CNPq e FioCruz
O Guia do Mochileiro da Galáxia, uma obra humorística de ficção científica de autoria do inglês Douglas Adams notabilizou a piada em torno do 42 (número do atual BAC, que nos incentivou a tocar no assunto).
No contexto da obra um supercomputador (muito super mesmo) durante muitos séculos (e gerações) processa uma pergunta sobre a origem de tudo (do universo, da vida etc.) ... passados milênios, uma grande multidão é frustrada com a resposta que é 42 !
Diante da incredulidade geral, uma vez que ninguém sabia interpretar tal resposta, o supersupercomputador "responde" que a resposta está correta, o que está errado é a pergunta ...
Fino humor inglês, mas uma ótima oportunidade para refletir.
Feliz 42!
Com entrevista e apoio do Prof. Eduardo Kokubun matéria exibida dia 4 de setembro procura traduzir para a telespectadores as flutuações da Pandemia. Para acesso a entrevista o link abaixo:
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 42, setembro 2020. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-42-09092020. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Alexandre de Jesus Perinotto
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Igor Salomão Monteiro
Roberto Goitein
Maria Christina Amoroso
Auro Aparecido Mendes
José Eduardo F. Ramos
Jamil Viana Pereira
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina