Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp Rio Claro
O professor e filósofo Roberto Romano faleceu nesta quinta-feira, 22 de julho, por falência de múltiplos órgãos devido à covid-19 (veja notícia completa aqui).
Crítico do atual governo, escrevia regularmente para o Estadão e era lá que eu o lia. Aceitou meu convite de amizade no Facebook com o alerta de que ali não era espaço para negacionistas, fascistas e outras correntes deletérias ao país.
Em abril deste ano fiz comentário sobre um de seus artigos que foi publicado na versão online do jornal e integrou um texto de opinião (https://www.brasil247.com/blog/covardia-multipla-institucional). Reproduzo parte dessa carta aqui:
"As sábias palavras do professor Roberto Romano apontam para a necessidade de uma refundação do Estado brasileiro, federativo, tamanha foi a destruição causada pelo néscio que ocupa o Palácio do Planalto (Federação, municípios, morticínio. Tragédia nacional, Estadão, 25/4, A2) ... É emblemático Roberto Romano analisar o período da presença de reis europeus no Brasil no dia em que se lembrou a Revolução dos Cravos portuguesa. ... É pela indignação que deve acontecer a retomada da democracia de fato no País e, por isso, o personagem "Tunéscio", que nada vê e em tudo acredita, está muito preocupado."
Triste notícia a perda de alguém que fará muita falta.
José Roberto Gnecco
Coordenador do GT de Acompanhamento dos
Impactos da Pandemia na UNESP
Os Jogos Olímpicos da Antiguidade suspendiam as guerras nas quais gregos de quaisquer cidades-Estado estivessem a combater. A identidade pan-helênica prevalecia sobre os conflitos.
Durante o período dos Jogos, os guerreiros depunham as armas e se dedicavam a homenagear os guerreiros que viveram e morreram antes deles, os heróis, os deuses e os semideuses. A chama sagrada, ao mesmo tempo eterna e fugaz, tem o mesmo significado na tocha olímpica dos Jogos da Modernidade, na chama do túmulo do soldado desconhecido no Arco do Triunfo em Paris em homenagem às vitórias napoleônicas, no fogo que queima em homenagem ao soldado desconhecido no Monumento aos Pracinhas da Segunda Guerra Mundial no Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro, na chama que arde no cemitério da cidade onde você está. Homenageiam a eternidade dos que já se foram.
Na Modernidade, ao invés dos Jogos interromperem as guerras, as guerras interromperam os Jogos: 1916, 1940 e 1944 são os anos dos Jogos que não aconteceram durante as Primeira e Segunda Guerras Mundiais!
Agora estamos novamente em guerra contra um inimigo que atinge ao mundo todo e todo o mundo gostaria de que, por mágica, o vírus fosse embora e o mundo voltasse ao "normal", o que não acontecerá! Seja para parecer a todos que está tudo bem, seja para manter os contratos de patrocínio já assinados, seja para atender às horas de treinamento dedicadas pelos atletas nos últimos 4 anos, os Jogos acontecerão. Sem torcida, sem público, com TV, com mídia, com patrocinadores.
Quando escrevo este, passam de 110 os contaminados nos Jogos de Tóquio entre atletas, staff e jornalistas. Ninguém perdeu a vida, mas hoje ainda é o dia da Cerimônia da Abertura. Estive nos três últimos Jogos Olímpicos e, agora pela TV, não vejo a festa que simboliza os Jogos nem a animação que os permeia. Vale o risco???
Contra o vírus, continuamos sem trégua numa guerra que podemos vencer como a gripe espanhola em 1920 que, de repente, amainou - sem sabermos o como ou o porquê - ou podemos sofrer nova onda por nova variante que transformará pessoas em chamas sagradas...
A exposição gratuita ao risco só aumenta as perdas.
Eduardo Kokubun
Unesp
Os países participantes dos Jogos Olímpicos se apresentam em ordem alfabética na cerimônia de abertura. Pelo nosso alfabeto, o Brasil seria um dos primeiros a entrar. Porém, por nuance do alfabeto da língua do país sede, nosso país foi o 152º a desfilar, depois da Zambia.
Há dois silabários na língua japonês, com 46 caracteres cada um. Diferente do alfabeto romano, cada letra dos hiraganas e katakanas são expressões fonéticas, ou sílabas no nosso idioma. No lugar de duas letras, uma consoante (por exemplo a letra "n") e uma outra vogal (a, e, i, o u) para expressar sílabas como "na", "ne", "ni", "no", "nu", escreve-se por lá
Notem que "ordem" das vogais também é diferente daqui: a, i, u, e, o.
Outra particularidade do japonês é que por lá, não existe encontro consonantal como o BR de Brasil. A solução é separar o Bra de Brasil em duas sílabas: bu ra.
E o desafio não para por aí. Não existe caracter que tenha o som de si (zi) do nosso país. O jeito é utilizar o som mais próximo que é o dji. Até aqui temos três sílabas: bu ra dji ___
Falta ainda o l, a última letra do nosso país. Outro desafio. Por aqui aprendemos que a letra "l" no final da palavra leva o som de "u". Ou se quisermos acentuar o l, levamos a ponta da língua ao céu da boca e pronunciamos um "ullll". O problema é que no japonês, não existe nada parecido com esse som. Nem consoante muda, que seria mais parecida com o nosso l do Brasil. Para não ignorar essa consoante, em respeito ao nome de um país, o japonês escolheu o "ru".
Por isso, quando dito em japonês, nosso país se torna:
BU - RA - DJI - RU
Ou em katakana:
Se você for se aventurar a escrever o nome do nosso país em japonês, não se esqueça de colocar esses dois tracinhos que parecem aspas.
Eles modificam o som dos dois caracteres dando um som mais vibrante. Se você tirar os tracinhos e escrever:
O BU vira FU, o DJI vira SHI e o japonês vai ler FURASHIRU.
O silabário do B está em 9º lugar da família das consoantes, imediatamente após o da consoante F. Por isso, ficamos para trás no desfile. O critério de apresentar por ordem alfabética foi mantido como manda a tradição dos jogos. Mas o resultado revela o quanto as culturas de diferentes povos são diferentes.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
A cidade de Rio Claro está representada nas Olímpiadas do Japão pelos atletas Jucielen Cerqueira Romeu (boxe), Rafael Mamprin Losano (hipismo CCE), Edival Marques Quirino Pontes (Netinho) (taekwondo) e Caíque Botelho (vôlei).
Apenas Netinho não é rioclarense, mas há tempo escolheu a cidade de Rio Claro para se fixar.
Reportagem completa sobre os atletas no jornal local pode ser vista aqui.
Imagem Pixabay
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
As bibliotecas da Rede Unesp estão presentes na vida acadêmica da universidade mesmo em tempos de atividades remotas.
Muitos produtos e serviços foram criados, atualizados ou adaptados para o momento atual.
Além da aula e dos livros, a equipe da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, através da postagem em suas redes sociais de seus funcionários vacinados, valorizou a vacinação e incentivou os alunos também a se vacinarem, desempenhando um papel social e de cidadania muito importante no momento atual.
Link do post aqui.
Parabéns equipe da Biblioteca da FCL.
José Alexandre Perinotto
UNESP
Resumo da Newsletter VEJA Coronavírus
Até o momento, a pandemia do novo coronavírus registra, segundo a Universidade Johns Hopkins:
No mundo:
· 192.623.328 contaminados e · 4.136.823 mortos.
No Brasil:
· 19.523.711 contaminados e · 547.016 mortos.
O número de doses de vacina aplicadas no planeta chegou a 3,74 bilhões. Enquanto no Brasil são 129.378.137 de unidades administradas. Os dados são da Bloomberg (mundial) e da Revista VEJA (nacional).
O DRAMA DA 'COVID LONGA'
O aumento de casos de Covid-19 provocado pela variante delta preocupa autoridades de saúde do mundo todo e faz surgir a dúvida: estaríamos entrando em uma nova onda da pandemia? Não há resposta à questão, mas é possível afirmar que neste momento vive-se, sim, uma terceira onda, de outra natureza. Reportagem da Revista VEJA mostra que ela é formada por milhões de pacientes que já passaram pela fase aguda da infecção, mas permanecem com sintomas que, por vezes, exigem tratamentos tão ou mais intensos do que os ministrados durante a manifestação clínica do vírus. Eles são vítimas do que se chama de Covid longa.
MAIS VACINAS EM AGOSTO
O Ministério da Saúde estima receber 63,3 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus em agosto. A quantidade é cerca de 56% maior do que a prevista para o mês de julho, que conta com 40,4 milhões de imunizantes. A conta do ministério considera 10 milhões de doses da vacina de Oxford-AstraZeneca, fornecidas pela Fiocruz; 20 milhões de doses da CoronaVac, fornecidas pelo Instituto Butantan, e 33,3 milhões de doses da Pfizer-BioNTech, enviadas pela própria farmacêutica. Para o período de setembro a dezembro estão previstas mais 360,8 milhões de vacinas. Se o cronograma for cumprido, será um recorde de entrega de doses ao país.
TORNEIO DE CONTROVÉRSIAS
Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 começaram oficialmente nesta sexta. Após o adiamento causado pela pandemia, a festa de abertura não contou com a presença do público e assim também será em todas as disputas. Além disso, será uma Olimpíada marcada pela enorme rejeição da população anfitriã, justamente por causa da Covid-19, e que deverá ficar marcada pelos rigorosos protocolos de segurança e pelo forte calor do verão japonês.
PASSE SANITÁRIO
Em molde similar ao que fez a França, o governo da Itália anunciou que a partir de 5 de agosto passará a exigir um comprovante de vacinação para entrada em diversos espaços de cultura e lazer. O passe sanitário será usado para academias, piscinas públicas, museus, cassinos, cinemas e até áreas internas de restaurantes. O documento, seja na forma digital ou impressa, indica se a pessoa recebeu ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19, teve resultado de teste negativo ou se recuperou recentemente da doença. Para o primeiro-ministro italiano Mario Dragui, trata-se de "uma medida que gera serenidade". Além de conter o vírus, a norma deve reforçar a campanha de vacinação no país.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
A definição de uma biblioteca pode ser simplesmente uma coleção de livros, uma coleção pequena que preencha uma estante ou até mesmo um prédio inteiro.
Os tipos de biblioteca também podem ser definidos pelo tipo de público: escolar, universitária, pública, particular e também comunitária.
Uma biblioteca comunitária, normalmente, é criada por iniciativa individual ou coletiva para promoção de informação e leitura a um grupo com objetivos sociais comuns.
As bibliotecas comunitárias são criados a partir de doações e podem também ser apoiados por empresas preocupados com a sua responsabilidade social.
Algumas iniciativas de sucesso:
Ecofuturo: rede de bibliotecas comunitárias criada para o incentivo à leitura e transformação do espaço social.
Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) que leva a leitura para comunidades e periferia.
Na área da Biblioteconomia, a biblioteca comunitária é estudada e tem muitos documentos acessíveis sobre o assunto.
Recentemente, foi divulgada notícia de uma biblioteca criada por garis na Turquia com os livros em bom estado que eles encontravam descartados. Vale a pena ver a notícia aqui.
Iniciativas para incentivo à leitura e formação de leitores por meio das bibliotecas, assim como as escolas, são fundamentais para a formação do cidadão e termos uma sociedade com mais acesso à informação e formação de conhecimento, uma grande ferramenta para uma sociedade melhor.
Imagem SóNoticiaBoa
fonte: CSSE, Johns Hopkins University (https://github.com/CSSEGISandData/COVID-19)
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 16/07/2021)
Prof. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Confira abaixo notícias
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Cavernas do Brasil: um tesouro a ser descoberto, mas já ameaçado
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#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#Ceapla#baixatemperatura#geadaProdutores da região temem perdas provocadas pela geada em Rio Claro
#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#Ceapla#CarloBurigo#baixatemperatura#geada#lavoura#hortaliça#cana-de-aúçarBibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
UNESP
❤️ Contagie-se com a solidariedade e nos ajude a ajudar ao próximo ❤️
A campanha ADOTE UMA CESTA tem como objetivo arrecadar fundos que serão utilizados na compra de cestas básicas a serem destinadas a família carentes (ou que estão com alguma dificuldade em decorrência a pandemia do Covid-19) cadastradas na campanha Unesp Solidária. #unespRCpelaVida.
Para participar clique aqui
ou acesse pelo endereço
Comissão Executiva Anti COVID-19da UNESP Campus de Rio Claro.
Em plena fase vermelha no Estado e sobrecarga de hospitais em todo país,
disse uma aluna:
Quer sair: Quero.
Pode sair: Posso.
Vamos sair: Nem pensar.
Sábias palavras.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
#UnespRCpelaVIDA
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#Atenda136
#FiqueEmCasa
POR EMAIL
unesprcpelavida@gmail.com
POR FORMULÁRIO
Envie sugestões ou dúvidas preenchendo esse breve formulário
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 123, julho 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-123-23072021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Suzi Berbet
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina