Eduardo Kokubun
Unesp
O assunto da semana é o retorno das aulas presenciais. Porém, esse retorno não é, ou não deveria ser apenas a abertura dos portões das escolas botando um termômetro, álcool gel e cartazes obrigando o uso de máscaras. O novo normal não se resume a isso. É preciso estar de olho nas evoluções da pandemia e da vacinação e calibrar protocolos adequados aos estágios.
A Rede de Pesquisa Solidária criou um Índice de Segurança do Retorno às Aulas Presenciais (ISRAP) que varia entre 0 a 100 e avaliou as políticas dos estados e respectivas capitais, do Distrito Federal e do Governo Federal. Esse índice atribui pontuação a oito categorias de políticas: transporte, distanciamento, higiene, ensino remoto, máscaras, ventilação, imunização e testagem.
Em 21/06/2021 os estados brasileiros cravaram a média de 56,8 pontos nesse índice. O protocolo de reabertura do estado de São Paulo teve nota de 46,5. Falta muito para alcançar o máximo de 100 potos. O estudo também aponta que as políticas de biossegurança do Governo Federal são menos rígidas do que a maioria dos protocolos estaduais e municipais: cravou 40,6 pontos, ficando à frente de apenas 3 estados!
As categorias com menores pontuações foram encontradas em ventilação, testagem, transporte e ensino remoto. As políticas falham em reconhecer que a transmissão do vírus é principalmente aérea, dando ênfase à compra de termômetros ou higienização de superfícies, consideradas pouco eficazes nas diretrizes internacionais mais recentes. Faltaram recomendar abrir janelas, limpar ar-condicionado, monitorar a qualidade de ar e aconselhar aulas em locais abertos quando possível.
A baixa pontuação em testagem ocorreu porque os protocolos falham em prever a busca ativa de contatos, testagem de contatos, isolamento em segmentos de alunos e profissionais. Saber onde o vírus se dissemina e isolar os focos dos surtos foi e continua sendo uma das medidas mais importantes repetida à exaustão: testar, testar, testar. Os protocolos também falham em não escalonar horários de aulas que evitem os horários de pico dos transportes coletivos e medidas no transporte escolar. Não dá para misturar um monte de pessoas, trabalhadores, estudantes, crianças e adultos respirando o ar alheio num transporte público lotado. Por fim, o ISRAP considera que as escolas devem estar preparadas para lançar mão do ensino remoto para parcela dos alunos conforme a classificação de risco. Nem todos poderão estar na escola todo tempo, ou porque não se sentem seguros, ou porque a transmissão aumentou. É necessário ter estratégias sólidas para levar o ensino a todos, apesar da distância.
A inversão de prioridades no país colocou a educação como um dos primeiros setores e fechar e um dos últimos a reabrir. Deveria ser a última a fechar e a primeira a reabrir. Sem planejamento e ajustes adequados, o ensino remoto acentuou as desigualdades e multiplicou os desafios na retomada das aulas presenciais. Deveríamos ter aproveitado o período de um ano e meio de achatamento da curva epidemiológica para preparar nossas escolas para um retorno gradual e seguro. O levantamento da Rede de Pesquisa Solidária mostra que mais esta oportunidade de enfrentar essa crise pandêmica sem precedente foi perdida. O Brasil continua a correr atrás do prejuízo.
Rede de Pesquisa Solidária. Boletim 32 - Covid-19: Políticas Públicas e as Respostas da Sociedade. 09/07/2021. http://redepesquisasolidaria.org/wp-content/uploads/2021/07/boletimpps-32-9julho2021.pdf.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Um brasileiro atleta olímpico que também tem formação acadêmica é o gaúcho Samory Uiki que competiu no salto em altura.
Samory é formado em Relações Internacionais na Kent State University de Ohio, nos EUA, e fala três línguas. Recusou convite para mestrado em administração do esporte na Universidade Olímpica Socchi na Rússia para competir em Tóquio.
Na ficha do atleta no Comitê Olímpico Brasileiro tem a seguinte nota:
Ficha completa aqui.
Foto: Instagram de Samory
José Alexandre Perinotto
UNESP
Resumo da Newsletter VEJA Coronavírus
Até o momento, a pandemia do novo coronavírus registra, segundo a Universidade Johns Hopkins:
No mundo: 199.002.824 contaminados e 4.237.665 mortos.
No Brasil: 19.953.501 contaminados e 557.223 mortos.
O número de doses de vacina aplicadas no planeta chegou a 4,16 bilhões. Enquanto no Brasil são 143.381.840 de unidades administradas. Os dados são da Bloomberg (mundial) e da Revista VEJA (nacional).
RITMO DA VACINAÇÃO
Após meses de lentidão, o Brasil finalmente ganhou ritmo na imunização e conseguiu ultrapassar os EUA no número de doses diárias. Se compararmos as médias nos dias exatos em que os dois países completaram 6,5 meses de campanha, a diferença é de 82%. O Brasil deixou os EUA para trás pela primeira vez no dia 20 de junho, cerca de cinco meses após o início da campanha por aqui. Desde então, a média brasileira de aplicações diárias se mantém acima da americana. Em julho, pela primeira vez, o Brasil conseguiu alcançar a média de 1 milhão de doses por dia, todos os dias. Como resultado disso, a média móvel de mortes no país segue em queda e chegou a 960,1 na segunda, o menor índice desde 18 de janeiro.
A PANDEMIA NOS ESTADOS
Dados do Ministério da Saúde mostram que oito estados e o Distrito Federal ultrapassaram a casa de 300 óbitos por Covid-19 a cada 100.000 habitantes, ou seja, estão acima da média nacional que é de 265. O destaque negativo é Mato Grosso, que lidera o ranking, com índice de 360,8, seguido por Rondônia (358,3), Rio de Janeiro (343,5) e Amazonas (326,5). Entre as regiões do país, puxado pelos números do Mato Grosso, o Centro-Oeste é até hoje a área com o pior desempenho, com média de 318 mortes por 100.000 habitantes. O Nordeste é a região que se sai melhor por esse critério, com índice de 196,9. Por ali, o Maranhão continua se destacando, com a menor taxa de mortalidade do país (136).
EXEMPLO DO BUTÃO
Com uma população de 800.000 habitantes, o Butão, pequeno país localizado na Cordilheira do Himalaia, entre a China e a Índia, conseguiu imunizar mais de 90% das pessoas maiores de idade em uma semana. O sucesso na campanha foi alcançado graças a um planejamento organizado nos 1.220 postos de vacinação e 3,5 mil agentes que participaram da força-tarefa para distribuir as 550 mil doses que receberam da Índia, no fim de março. O país atualmente apresenta cobertura vacinal com a primeira dose de quase 99% dos adultos e, com a segunda, de 92%. Até o momento, a pequena nação registrou pouco mais de 2,5 mil infecções e duas mortes.
Eduardo Kokubun
UNESP
Preocupado com a disseminação das variantes? A delta está aterrorizando países com a vacinação avançada e a OMS alertou que há o risco de se perder os benefícios da vacinação se ela continuar a se disseminar. A gamma, identificada no Amazonas, já foi motivo de preocupação mundial, continua sendo a mais prevalente aqui no Brasil. Se você quiser acompanhar essa competição entre variantes, experimente acessar o site da CoVariants.
A variante alfa que aterrorizou o hemisfério norte (Reino Unido e Estados Unidos) mal alcançou os países da América mais ao sul. Porém quando a delta chegou por lá, tirou a alfa de campo e passou a ser dominante. Brasil, Chile e Argentina ainda vêm a supremacia da gamma. México, vizinho dos EUA viu a delta dominando a transmissão por lá.
Veja mais no site: https://covariants.org/per-country
fonte: CSSE, Johns Hopkins University (https://github.com/CSSEGISandData/COVID-19)
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 16/07/2021)
Prof. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
UNESP
❤️ Contagie-se com a solidariedade e nos ajude a ajudar ao próximo ❤️
A campanha ADOTE UMA CESTA tem como objetivo arrecadar fundos que serão utilizados na compra de cestas básicas a serem destinadas a família carentes (ou que estão com alguma dificuldade em decorrência a pandemia do Covid-19) cadastradas na campanha Unesp Solidária. #unespRCpelaVida.
Para participar clique aqui
ou acesse pelo endereço
Comissão Executiva Anti COVID-19da UNESP Campus de Rio Claro.
Em plena fase vermelha no Estado e sobrecarga de hospitais em todo país,
disse uma aluna:
Quer sair: Quero.
Pode sair: Posso.
Vamos sair: Nem pensar.
Sábias palavras.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
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#UnespRCpelaVIDA
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BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 125, agosto 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-125-03082021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Suzi Berbet
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina