Eduardo Kokubun
Unesp
Janeiro foi para a pandemia em Rio Claro, um mês com aumento de internações que chegou a lotar vagas de UTI no sistema público. Paradoxalmente, o número de novos casos manteve-se praticamente estacionado em relação ao mês de dezembro. Em novembro de 2020 Rio Claro havia registrado 366 casos confirmados de Covid-19, que aumentou para 1149 e 1154 casos em dezembro e janeiro respectivamente. No mesmo período, o número de confirmação em idosos com mais de 60 anos aumentou de 46 para 157 e 190 casos.
Entre os adultos de 21 a 60 anos os novos casos diminuíram de 927 para 884. Outra surpresa é que o números de novos casos aumentou naqueles com até 20 anos.
Como era de se esperar com o contágio de idosos, a média de leitos ocupados aumentou de 18 em novembro, para 48 em dezembro e 58 em janeiro, acompanhado pelo aumento de ocupação de leitosUTI de 7 para 17 e 25 respectivamente.
A pandemia está diferente nesta segunda onda em Rio Claro. Ao contrário da primeira onda, onde houve um claro pico, estamos atravessando um platô desde novembro. O peso dos adultos de até 40 anos diminuiu, mas aumentou a proporção entre os mais jovens e mais idosos.
Sem dados mais detalhados de rastreamento de casos, não é possível determinar o que aconteceu nos últimos dois meses. Porém, tipicamente, de dezembro até carnaval é um período de férias, com baixa atividade na economia, aumento de viagens e maior convivência familiar.
O retorno à vida “normal” com o retorno ao trabalho e escola, mesmo que de forma remota, presencial ou mistura entre elas, pode mudar o comportamento da pandemia.
Enquanto a vacina não chega a todos, precisamos manter os cuidados na nossa proteção para minimizar os efeitos da pandemia.
Adilson Roberto Gonçalves
Unesp
A aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), em 36 anos, matou tanto quanto a covid-19 em 10 meses no Brasil. Desconhecida no início e eivada de preconceitos pela relação inicial com atividades sexuais de grupos específicos, a aids era sinônimo de morte. Descobriu-se que a doença era provocada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), destruindo linfócitos e alterando o DNA, fazendo com que as células passassem a fazer cópias do próprio vírus. A transmissão se dá principalmente pela contágio de sangue contaminado e outros fluidos sexuais. Em pouco tempo, deixou de haver grupos de risco para comportamentos de risco. O uso de preservativos em qualquer relação sexual e o não compartilhamento de seringas e agulhas (tanto para drogas como em procedimentos médicos, hospitalares e ambulatoriais) foram as principais medidas de contenção, ainda que a mãe contaminada pode passar a aids para o feto durante a gravidez e à criança pela amamentação.
O desenvolvimento de coquetéis que combatiam a depressão imunológica mudou esse cenário, tendo o antirretroviral AZT (zidovudina) como uma das primeiras drogas aprovadas e testadas com sucesso. Estima-se que no Brasil haja 920 mil portadores do vírus HIV dos quais cerca de 100 mil não sabem que são portadores, pois não mostram sintomas, mas podem ser vetores de contaminação. As campanhas de esclarecimento, prevenção e as pesquisas para o desenvolvimento dos medicamentos de controle e as políticas públicas de acesso aos medicamentos eliminaram a sinonímia da doença com a morte. Vacinas contra o HIV também estão em testes.
A comparação com a covid-19 não é apenas numérica, mas de simbolismo. Da mesma forma, pouco se sabia da doença em seu início e o preconceito chegou antes da prevenção. Ainda hoje há desavisados que chamam o coronavírus de "vírus chinês" ou que seja fruto de engenharia genética, como a aids foi associada inicialmente à homossexualidade. Ambas são causadas por vírus que foram retirados de seus habitats naturais e passaram a ter contato com humanos, desenvolvendo-se muito bem nesses novos organismos. A aids originou-se na África, sendo o vírus presente em chimpanzés e outros macacos, mas não desenvolvendo neles a doença. O coronavírus teve sua origem na China, e passou aos humanos muito provavelmente pelo uso de animais na alimentação que continham esse vírus.
Cerca de 10% dos portadores do vírus HIV não desenvolvem aids, mas continuam sendo transmissores. Por isso o rastreamento e a identificação dessas pessoas é importante. De forma semelhante são os assintomáticos que tiveram contato com o coronavírus, não desenvolveram a covid-19 e continuam sendo vetores de transmissão. Porém, não há rastreamento e testagem adequados, o que dificulta ações estratégicas em massa para conter a pandemia. Estamos muito mais susceptíveis a contrair a covid-19 do que aids: as transmissões são muito distintas, mas aprendemos a nos prevenir daquela que foi considerada a principal doença do século XX.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
O portal Todos pelas vacinas apresenta conteúdo para educadores nesse momento de volta às aulas.
O curso é em quatro módulos e apresenta ilustrações, vídeos, imagens e links com informações sobre a pandemia, o vírus SARS-CoV-2, diferenças entre H1N1 e Covid-19, contaminação, cuidados e desinformação.
Curso completo:
https://www.todospelasvacinas.info/materiais/para-educadores
Eduardo Kokubun
UNESP
A vida universitária de estudante, de professor ou de funcionário requer uma imersão profunda no mundo acadêmico. Um ser humano pleno, porém, não se resume apenas ao estudo e à pesquisa. Nossas atividades se estendem também à vida social, cultural, artística e outros muitos aspectos que se conectam.
A Companhia Éxciton de arte, dança e expressão foi criada para proporcionar essa experiência mais ampla e membros da Unesp Rio Claro e também da comunidade local. E o que ela fez e continua a fazer não é pouco.
Até hoje, segundo o Professor Flávio Alves do Departamento de Educação Física da Unesp de Rio Claro, já passaram pela Cia, cerca de 500 pessoas da universidade e membros da comunidade. As pegadas dos 25 anos da Cia estão por todo lado na internet: vídeos das apresentações, aulas online, trabalhos científicos.
A gratidão pela experiência de ser Éxciton está estampada em depoimentos de seus integrantes.
Em 2019, o Professor Flávio e a Professora Sílvia Deutsh organizaram o livro “Dançando em Cia. Éxciton” (Editora CRV), onde fazem uma incursão acadêmica na experiência de promover e fazer arte e expressão pela dança.
A pandemia interrompeu os preparativos para o espetáculo anual de 2020. A falta do olho no olho não impediu a Cia de se reinventar, como conta Lara Venina, aluna do curso de Geografia a seguir.
Lara Venina
UNESP
Em 1994 nascia, sob a coordenação das professoras Silvia Deutsch, Gisele Maria Schwartz e a saudosa Catia Mary Volp, o projeto de extensão "Unesp-arte e expressão" que em 1996 passa a ser Companhia Éxciton.
O nome ‘’Éxciton’’ na física significa ‘’transporte de carga elétrica’’, representa de forma significativa o trabalho que a companhia desenvolve, principalmente, com recursos de luz negra.
Somos uma companhia de arte, dança e expressão e buscamos a valorização dos diversos tipos de artes. Já realizamos mais de 20 espetáculos anuais que trazerem reflexões sobre diversos temas, todos eles construídos pelos membros e ex-membros do grupo. A autogestão participativa é uma marca da Cia, que permite organizar as atividades de acordo com as inquietações, necessidades e reflexões de seus integrantes. A Cia vai além de criar e apresentar espetáculos. Estes são fruto da autogestão que orienta as leituras, discussões e propostas práticas da Cia.
Os integrantes da Cia também criaram espaços de diálogo com a comunidade acadêmica, servidores e público local, ministrando de aulas abertas, intervenções e apresentações de espetáculos.
Outro dispositivo de trabalho da Cia. Éxciton foi as "rodas de conversa" que são momentos em que os integrantes se reúnem para discutir, pesquisar e avaliar as atividades realizadas/planejadas.
A Cia. também se ocupou com a construção de espetáculos artísticos anuais, apresentação de coreografias e intervenções artísticas produzidas especialmente para palcos e/ou arenas, quadras e outros espaços alternativos de apresentação artística. Um destaque para o nosso espetáculo de 2018 intitulado “Rastros” que trouxe uma reflexão acerca das diversas consequências que o ser humano está fazendo com o meio ambiente. Em umas de nossas coreografias, usamos máscaras trazendo uma reflexão das possíveis mudanças futuras, muito semelhante ao que ocorreu devido a pandemia.
A pandemia mudou toda a estrutura de nossa companhia, por conta da interrupção das atividades no campus, paramos também, nossas atividades presencias. Tivemos que reconfigurar todo o planejamento anual de nosso grupo. Já tínhamos iniciado as preparações do espetáculo que ocorreria por volta de outubro/novembro de 2020.
Impossibilitados de haver encontros presenciais, retomamos nossas atividades de forma on-line buscando sempre o aperfeiçoamento dos integrantes do grupo para com as diversas artes. Devido a preocupação com possíveis lesões decidimos enquanto grupo a não realização de aulas abertas de forma remota, e também, entendemos a importância de ter o contato com a comunidade de forma presencial.
Buscando uma forma de aproximação com os demais, realizamos diversos “desafios” pela rede social Instagram durante esse momento de pandemia. Esses desafios eram iniciados por membros da companhia que convidavam a todas as pessoas para participar. Além disso, houve muitas discussões e reflexões acerca da companhia em si, de sua estrutura e também do cenário para os artistas no Brasil que vem sendo bem desvalorizado. Diversas reuniões foram realizadas a fim de oferecer para a comunidade uma arte acessível, ampla e de qualidade.
Além disso, realizamos a divulgação de fotos e trechos dos espetáculos anteriores como uma forma de nos aproximar do nosso público. Outra atividade que realizamos foi o projeto “Éxciton Divulga” que teve o objetivo de divulgar em nossas redes sociais os trabalhos de diversos artistas. Esse projeto nos possibilitou a aproximação com outras formas de arte e também auxiliou no contato para com os artistas locais.
Estamos com um novo projeto para 2021 de aperfeiçoamento interno que é a leitura do livro da Companhia, intitulado “DANÇANDO EM CIA. ÉXCITON: arte e expressão no contexto da Extensão Universitária”.
Tivemos diversas dificuldades neste processo de distanciamento pois, desde o início da companhia a prioridade sempre foi o contato, o “olho no olho”. Todas as nossas atividades sempre tiveram como objetivo a ligação, a proximidade entre as pessoas. A pandemia nos trouxe diversos obstáculos desde questões burocráticas até mesmo a dificuldade dentro do processo criativo, algo que é de extrema importância para nós. Foi e ainda está sendo um momento muito delicado, mas estamos buscando com o diálogo, a construção de um grupo cada vez mais unido que consiga superar este momento delicado.
Prof. Dr. Flávio Soares Alves e
Profa. Dra. Daniela Bento-Soares
Unesp
No próximo dia 06 de Fevereiro de 2021, às 10 horas da manhã, no canal do IEP3 UNESP (clique aqui) acontecerá a estreia do Festival Unesp Arte Expressão “Catia Mary Volp”. Esse evento é uma realização do Departamento de Educação Física da Unesp de Rio Claro e acontece anualmente deste 1986. O objetivo central desse evento é criar um espaço de apresentações artísticas produzidas pelos próprios alunos em disciplinas e Projetos de Extensão e outras atividades da Unesp de Rio Claro, além de abrir espaços também para a promoção de integração entre universidade e comunidade através da linguagem da ginástica, da dança e de outras diferentes expressões da arte.
Devido à pandemia, esse ano, a edição do Festival ocorrerá virtualmente, pela internet. Ao todo, são mais de 250 pessoas relacionadas no planejamento, montagem e execução desse festival, entre alunos, professores e grupos externos convidados, dentre os quais destacamos: Grupo Anima (Grupo Ginástico da Unicamp), Grupo de Ginástica Rítmica da Sociedade Hípica de Campinas, Grupo “Divas dos Anos 60” (Grupo de Ginástica para Todos do Sesc de Bauru), PROESA – Programa de Esportes Adaptados da Prefeitura Municipal de Limeira.
A exemplo das últimas edições, a organização deste festival ficou a cargo das disciplinas de Atividades Rítmicas, Expressivas e Dança e Ginástica II do Departamento de Educação Física da Unesp de Rio Claro. Como são mais de 30 anos de história, esse festival passou por inúmeras transformações, acompanhando a evolução das diretrizes extensionistas assumidas pela universidade, como também as necessidades dos alunos envolvidos. Em 2011 foi acrescido ao título do festival o nome da saudosa profa. Catia Mary Volp, que integrou o quadro de docentes do Departamento de Educação Física da Unesp de 1987 a 2010, e que muito contribuiu para a criação e evolução deste evento ao longo de sua história.
Teaser do evento no Instagram: clique aqui
Teaser do evento no Facebook: clique aqui
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Banda Professors, formada por cientistas da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas e da USP - Universidade de São Paulo, grava paródia da música "Do seu lado", de Jota Quest para promover a vacinação contra a #COVID19.
Murilo Geraldo, Henrique Marques-Souza, Marco Vinolo, Marcelo Mori (Labe Mori), Daniel Martins-de-Souza e Jean Pierre conduzem estudos sobre a doença com apoio da Fapesp.
As imagens do grupo reunido são pré-pandemia.
#todospelasvacinas
Anna Carolina Antunes de Moraes
estudante de Biblioteconomia
Claretiano
A frase lema do projeto “Vidas Indígenas”, promovido em parceria com o Museu da Pessoa, retrata bem a situação do mundo atual: com a pandemia da Covid-19, não perdemos apenas números, perdemos histórias completas. Preservar estas “bibliotecas” é cuidar de nossa memória cultural.
"Vidas Indígenas” é uma iniciativa para esta preservação da cultura oral; vale a pena conhecer o projeto que registra as narrativas dos povos indígenas brasileiros e fortalece as nossas raízes.
Algumas das histórias podem ser conferidas aqui: https://youtu.be/wkh6wh_967s
Outras histórias, memórias do povo brasileiro, podem ser vistas no Museu da Pessoa: https://acervo.museudapessoa.org/pt/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19. O vídeo está disponível no canal dos Diálogos no Youtube.
Em janeiro de 2021 superamos a marca de 200.000 brasileiros que perderam a vida em casos da COVID-19 desde o início do ano de 2020, segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
#UnespRCpelaVIDA
#UnespRCpelaVIDA
#Atenda136
#FiqueEmCasa
POR EMAIL
unesprcpelavida@gmail.com
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Envie sugestões ou dúvidas preenchendo esse breve formulário
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 79, fevereiro 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-79-02022021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina