Enquanto a covid-19 dá uma trégua aqui no Brasil, a Europa vê-se obrigada a retomar medidas duras de distanciamento social para conter a segunda onda, mais feroz do que a primeira. Por aqui, é momento de fazer a lição de casa e não repetir os erros da primeira onda.
Ninguém tem dúvida de que uma pessoa infectada com o novo coronavírus circulando livremente pelas ruas, casas, trabalho, comércio, restaurantes e bares tem grande chance de espalhar o vírus e infectar outros. Esses, como recomendam as autoridades de saúde, devem permanecer isolados, sem contato com outras pessoas.
Mas o que fazer quando soubermos que tivemos contato com algum caso suspeito ou confirmado. A recomendação é que a pessoa fique em quarentena por 14 dias. A quarentena é usada para restringir o movimento de pessoas que estão bem, mas que pode ter sido exposta à Covid-19. Difere de isolamento que é para pessoas que são suspeitas de estarem doentes ou que já tiveram a confirmação por exames.
Será que vale a pena restringir a mobilidade de pessoas aparentemente sadias apenas pelo fato de terem contato com alguém suspeito ou sabidamente doente? Já se sabe que após ter sido exposto ao novo coronavírus há um período de 5 dias em média que, sem apresentar sintomas, um infectado pode transmitir a doença para outro.
Um grupo de pesquisadores vasculhou a literatura científica para buscar a resposta àquela pergunta. De 4667 artigos que tratam do assunto, eles se debruçaram sobre 51 relevantes e descobriram que sim.
Se pessoas expostas a um suspeito ou confirmado de Covid-19 cumprir a quarentena é possível reduzir as novas infecções em 44 a 96%, mortes em 31-76% e o espalhamento do vírus em 37-88%. Os estudos mostraram que os resultados de intervenções variam de um país para outro. A quarentena é ainda mais efetiva se combinada com outras intervenções como o distanciamento social, restrição a viagens, uso de máscaras, fechamento de escolas, por exemplo.
Porém, para adotar a quarentena, é importante que pessoas expostas a casos suspeitos e confirmados sejam rapidamente localizadas e informadas. Quando o número de casos é muito elevado, ou quando a transmissão ocorre muito rapidamente, é mais difícil rastrear contatos e a quarentena pode ser ineficaz.
Rio Claro está no momento com número baixo de novos casos (11 casos novos diários na média da semana passada), embora o desejável seria que fosse menor. Os protocolos de rastreamento recomendam que para cada novo caso suspeito ou confirmado, 5 contatos próximos com mais de 15 minutos a menos de 2 metros, sejam rastreados no prazo de 48 horas. Se conseguirmos implementar a quarentena, vale repetir, poderemos reduzir novos casos em até 96% e mortes em até 76%. Esse esforço certamente será menos custoso do que tratar dos doentes e com redução substancial dos impactos negativos na economia e na nossa vida.
Nussbaumer-Streit B, Mayr V, Dobrescu AI, Chapman A, Persad E, Klerings I, Wagner G, Siebert U, Ledinger D, Zachariah C, Gartlehner G. Quarantine alone or in combination with other public health measures to control COVID‐19: a rapid review. Cochrane Database of Systematic Reviews 2020, Issue 9. Art. No.: CD013574. DOI: 10.1002/14651858.CD013574.pub2.
As instituições brasileiras são as que mais fazem divulgação científica no mundo, segundo estudo publicado na revista PlosONE. Foram comparados oito países, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Reino Unido, Holanda, Portugal e Japão, garantindo a validade metodológica do estudo. Eventos destinados ao público e divulgação pelas mídias tradicionais são os principais instrumentos utilizados. No entanto, os principais obstáculos para a maior abrangência são a falta de recursos e a pequena relevância que os próprios pesquisadores dão à atividade de divulgação. A reportagem detalhada está nos links indicados.
A divulgadora Tatiana de Carvalho Duarte, responsável pela comunicação do Instituto Federal do Sul de Minas, câmpus Muzambinho, em evento do Grupo de Estudos dos Professores de Educação Física daquela Instituição (assista aqui), é da opinião que os brasileiros possuem um bom letramento científico e querem saber mais sobre a ciência de ponta que aqui é realizada, mas essa informação não chega a todos eles. A comunicação deve ser feita com linguagem mais acessível, traduzindo o que se quer falar. Este é o trabalho que precisamos fazer melhor, ainda que tenhamos destaque em relação a outros países.
Como alguns exemplos de veículos de divulgação, além deste BAC, temos os podcasts 37 graus e a rádio Oxigênio, os blogs da ciência da Unicamp, as revistas ComCiência, Ciência Hoje e Pesquisa Fapesp.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
União Pró-Vacina é uma iniciativa organizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP em parceria com o Centro de Terapia Celular (CTC), o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), a Ilha do Conhecimento, a Vidya Academics, o Gaming Club da FEA-RP, o Instituto Questão de Ciência e o Pretty Much Science com objetivo de combater a desinformação sobre vacinas.
Recentemente, foi lançado material didático para mídias digitais baseado em guia criado pela Organização Mundial da Saúde.
O material dá subsídios em como lidar com debatedores negacionistas e as estratégias que podem ser utilizadas no combate ao movimento antivacina.
Seu endereço no Facebook: facebook.com/upvacina
Pássaro 'mochileiro' viaja por 3 mil quilômetros de SP até Amazônia, mostra estudo: Roteiro feito pelo animal ficou conhecido pelos cientistas por causa de GPS; pesquisadores não sabiam destino do bicho no inverno https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,passaro-mochileiro-viaja-por-3-mil-quilometros-de-sp-ate-amazonia-mostra-estudo,70003487108
Bem-te-vi-rajado; Rio Claro (SP); Unesp Rio Claro; Amazônia; Floresta Nacional da Mulata ; Karlla Barbosa; Alex Jahn
Apenas 2% da área de ocorrência dos micos-leões-pretos é adequada para sobrevivência da espécie: Pesquisadores avaliam mapas de clima e paisagem para definir estratégias de conservação; símbolo do estado de São Paulo está ameaçado de extinção.
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2020/10/26/apenas-2percent-da-area-de-ocorrencia-dos-micos-leoes-pretos-e-adequada-para-sobrevivencia-da-especie.ghtml
Mico-leão-preto; Programa de Conservação do Mico-leão-preto (IPÊ); Rio Tietê; Rio Paranapanema; Mata Atlântica; Estado de São Paulo; Thadeu Sobral; Laurence Culot; Graziela Rezende
Pesquisadora da Unesp de Rio Claro usa fotos de pássaros para mapear hábitos e costumes: Retratos são tirados pela população como hobby e publicados em página criada pela Universidade de Cornell, nos EUA. Veja como consultar as fotos postadas e também contribuir.
https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2020/10/22/pesquisadora-da-unesp-de-rio-claro-usa-fotos-de-passaros-para-mapear-habitos-e-costumes.ghtml
Rio Claro (SP); Unesp Rio Claro; Aves; Observação de aves; Fotógrafo amador; Universidade Cornell; Karla Barbosa
Topografia do Cerrado explica diversidade genética de anfíbios.
Pesquisa investiga como a desinformação afeta a saúde mental
Um grupo de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, da Unesp em Marília, está investigando como postagens com o tema Covid-19 no Twitter podem influenciar os sentimentos dos usuários da plataforma. E qual a importância do uso responsável da informação digital. A coleta dos dados e as análises são feitas a partir de ferramentas computacionais
Os dados da última semana mostram estabilidade nos indicadores com pequenas oscilações. Há tendência de aumento de casos, o que requer cuidados.
Com base em informações fornecidas pelas Secretarias de Saúde do Município de Rio Claro e do Estado de São Paulo, são apresentados gráficos de tendências e evolução da pandemia, desde a confirmação do primeiro caso.
Na fase verde, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 57, novembro 2020. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-57-03112020. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Alexandre de Jesus Perinotto
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Igor Salomão Monteiro
Roberto Goitein
Maria Christina Amoroso
Auro Aparecido Mendes
José Eduardo F. Ramos
Jamil Viana Pereira
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina