Na quinta-feira, dia 7 de janeiro de 2021, superamos a marca de 200.000 brasileiros que perderam a vida em casos da COVID-19 desde o início do ano de 2020, segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
Eduardo Kokubun Unesp
Desde que a desembarcou no país há um ano, lá se foram mais de um quarto de milhões de brasileiros que perderam a vida devido à Covid-19. Nem deu tempo para um refresco entre a primeira e a segunda onda como ocorreu em outros países da Ásia e Europa. Por lá, foram comuns meses de medidas duras de lockdown, palavra cujo significado começamos a aprender com o agravamento da pandemia em cidades vizinhas.
Por aqui, no Brasil, as ondas foram e continuam sendo altas. Ao contrário de nossos conterrâneos do hemisfério norte excluindo os EUA, a maré nunca recuou. No lugar de um sobre desce bem nítido, tivemos aqui um platô com a segunda onda engolindo a primeira. Um mar brabo, digno de bandeira vermelha na praia.
Nem em seu pior pesadelo, Willian Styron deve ter imaginado que pudesse existir escolha pior do que a de Sofia. O país escolheu nem salvar vidas, nem salvar a economia. Nega-se tudo, enrola, empurra-se com a barriga esperando um milagre que insiste em não chegar.
Verdade seja dita: nem tudo foi tão ruim. Mesmo com gente remando o barco em direções opostas, algum isolamento foi feito. Parte da população adotou medidas de proteção, parte da economia se ajustou ao isolamento. Cientistas, médicos foram ouvidos. A tradição do país para produzir e distribuir vacinas, ainda que cambaleante funcionou. Botaram água no feijão, para distribuir 5 vezes mais doses de vacina do que estava programado. Quase faltou água.
Rio Claro, sofre com a nação. Já passam de 8500 casos e duas centenas de óbitos. Tivemos sim um refresco entre a primeira e a segunda onda, mas não foi o bastante para varrer o vírus da cidade. O Sars-Cov2, ainda sem a mutação brasileira, levou mais de 1.100 pessoas para o hospital, cada um lá ficando por 9 dias: 9.900 dias.pessoas. Outros 250 foram para a UTI por 15 dias, sedado com aparelho empurrando ar e oxigênio para os pulmões: 15 x 250=3.750 dias.pessoa. Duzentas e cinco pessoas, perderam a batalha para o vírus.
Falta ainda muita gente em nossa cidade para ser imunizada. Precisamos de pelo menos 120 mil, vacinados ou pelo menos com anticorpo natural. Com 10 mil pessoas que tomaram a primeira dose e outros 8,5 mil que ficaram doentes, são 18,5 mil. Faltam ainda mais de 100 mil.
Enquanto isso, precisamos derrubar o contágio. Quanto mais o vírus pula de uma pessoa para outra, mais mutações ele sofrerá. É como a brincadeira do telefone sem fio: quanto mais transmito a mensagem, mais diferente ela fica. Se o vírus mudar muito, o anticorpo para nos defender não funcionará.
Ontem, 25/02, Rio Claro confirmou 68 novos casos e pelo menos 422 pessoas, os casos ativos que estão com o vírus, e podem transmitir. Cada uma transmite para outras 1,47 pessoas, podendo infectar novos 422 x 1,47 = 620 casos! Oitenta e quatro pessoas estavam internadas ontem. Os números são parecidos com os encontrados duas semanas antes de Rio Claro atingir o pico da primeira onda.
A velocidade de transmissão precisa ser interrompida e baixar muito. Na calmaria entre a primeira e a segunda onda, eram confirmados 10 novos casos por dia.
Precisamos fazer a lição de casa.
Urgente.
Adilson Roberto Gonçalves
Unesp Rio Claro
Sem ciência e sem consciência podemos classificar esses médicos que desconsideram todos os estudos que comprovam a ineficácia do que se chama tratamento precoce contra a Covid-19. Além disso, há, dentro desse grupo, os que questionam as vacinas, o distanciamento social e o uso de máscara como procedimentos fundamentais para o combate da doença.
Desta forma, foi contrastante a Folha de S. Paulo publicar como alerta esclarecedor o artigo "Em nenhum momento a pandemia assolou o Brasil como agora" (Tendências/Debates, 23/2), juntamente com a propaganda de um tal Médicos pela vida, defendendo os postulados apresentado no parágrafo acima. Aquele é um artigo de renomados e experientes médicos, todos dedicados ao estudo da pandemia atual e agindo para a mitigação de seus efeitos e para o desenvolvimento de vacina, alertando para as novas cepas do coronavírus se espalhando pelo interior paulista. O outro é anônimo, de um grupo negacionista que também é contra o estímulo à vacinação e deve ter sido muito bem pago para sair publicado.
O anúncio pago foi publicado simultaneamente em vários outros jornais e causou indignação ao longo da semana. Acompanhando a manifestação dos leitores da Folha, o tom era de indignação, de desânimo pela ineficiência do combate à desinformação e de médicos alertando que tais pressupostos enganosos somente são propalados aqui no Brasil. Destaque para o manifesto do Coletivo 342Artes, assinado por 40 artistas (mais de 70 no documento original) defendendo os postulados da Sociedade Brasileira de Infectologia, alinhada às recomendações médico-científicas. A Ombudsman da Folha, Flávia Lima, foi acionada para analisar esse paradoxo e veremos se algo será publicado na edição de domingo do jornal.
A entidade que pagou o anúncio se chama "Associação Médicos Pela Vida" e tem sede em Recife-PE. O site Brasil 247 detalhou as atividades desse grupo e de seus integrantes envolvidos em outras polêmicas de cunho negacionista e contrários às evidência científicas. Alguns foram candidatos derrotados nas eleições de 2020 e veiculam vídeos com fake news em suas redes sociais. Uma das médicas chegou a afirmar que os pressupostos do grupo são apoiados por mais de 10 mil médicos, mas o site indica um total de menos de 80 profissionais que o subscrevem. A matéria completa pode ser lida neste link aberto.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
A mesa-redonda virtual “Fake news (Desinformação) e COVID-19: a doença que fragiliza o sistema de saúde e o enfrentamento da pandemia” é mais uma da série de lives organizadas pelos Comitês Científico e Central Unesp Covid-19 com o intuito de debater com a sociedade temas de grande relevância relacionados à pandemia da COVID-19. Para esse evento contaremos com os palestrantes e temas: O que são fake news, Dr. Francisco Belda (UNESP); O papel da imprensa tradicional no enfrentamento da desinformação, Dr. Carlos Orsi (Instituto Questão de Ciência); Casos de fake news e suas consequências para saúde pública em temos de pandemia, Dr. Esper Kallas (USP).
Agende o evento pelo link aqui.
Youtube do canal Unesp Oficial - 04/03/2021 - 14h
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19. O vídeo está disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Pesquisador explica o impacto no número de casos da doença em Rio Claro com os idosos imunizados
O município pode ter uma redução de 30% no número de mortes por covid-19 somente com os idosos acima de 80 anos vacinados.
#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#eduardokokubun#covid-19#vacinação#idosos#imunizaçãoPesquisa de Rio Claro diz que vacinação de idosos pode reduzir 75% das mortes por Covid
https://globoplay.globo.com/v/9289940/?s=0s
#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#eduardokokubun#covid-19#vacinação#idosos#internação#óbitos#vírus#variantesBromélias protegem girinos durante parte de seu desenvolvimento
Novo modo reprodutivo de perereca foi descoberto por pesquisadores da Unesp, no câmpus de Rio Claro
https://espacoecologiconoar.com.br/bromelias-protegem-girinos-durante-parte-de-seu-desenvolvimento/
#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#perereca#zoologia#mataatlantica#bromélias#anfíbios#PLOSOne#LeoMalagoliBromélias protegem girinos durante parte de seu desenvolvimento
Novo modo reprodutivo de perereca foi descoberto por pesquisadores da Unesp, no câmpus de Rio Claro
https://www.revistaplaneta.com.br/bromelias-protegem-girinos-durante-parte-de-seu-desenvolvimento/
#rioclaro#unesprioclaro#unesprc#unesp#perereca#zoologia#mataatlantica#bromélias#anfíbios#PLOSOne#LeoMalagoliA UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
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Envie sugestões ou dúvidas preenchendo esse breve formulário
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 86, fevereiro 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-86-26022021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina