Postagem de Quebrando o tabu: Instagram: https://www.instagram.com/p/CR9encMLk4W/
Eduardo Kokubun
Unesp
Enquanto avança no mundo, no país, no estado e no município as vacinas contra o coronavírus vão cumprindo o que promete: proteger cada uma das pessoas vacinadas. Quem está vacinado corre menor risco de adoecer. Se por azar ou descuido o vacinado ficar doente, mesmo após duas semanas após a segunda dose, terá menos chance de internar ou morrer. Mas quem ainda não está completamente vacinado, não terá o mesmo benefício.
Quando a porcentagem de pessoas completamente vacinadas passar de 30%, espera-se que os benefícios comecem a se estendam a toda população. Com cada vez menos hospedeiros para se alojar e reproduzir, a população de vírus ficará escassa. Se mais de 70% da população estiver completamente imunizada, espera-se dramática redução na epidemia, podendo até se extinguir. Resumindo, quando pouca gente está vacinada, somente os completamente vacinados tem algum benefício: a vantagem é individual. Quando muita gente está vacinada, todos, vacinados e não vacinados se beneficiam: a vantagem passa a ser coletiva.
As medidas não farmacológicas contra a covid-19, como uso de máscaras e distanciamento físico foram e continuam importantes para o controle da pandemia. Elas foram utilizadas antes do início das vacinações para achatar a curva de contágio e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde e mortes. À medida que a vacinação avança, vários países começaram a liberar as restrições de circulação.
O Reino Unido revogou todas as medidas de restrição de circulação incluindo a obrigação do uso de máscaras. Os Estados Unidos da América após alguns movimentos de liberação vêem-se obrigados e retroceder na medida de liberação de máscaras e implantam políticas para incentivo à vacinação. O relaxamento das medidas nos países com vacinação mais avançada consideram tanto a cobertura vacinal como a situação epidemiológica: quanto mais pessoas estiverem completamente imunizadas E quanto menor o risco de transmissão menores serão as restrições.
Uma pesquisa publicada no início de junho na revista JAMA Network Open mostrou que a liberação das medidas de não farmacológicas em fases precoces da vacinação podem até provocar repique no número de novos casos, anulando os efeitos da vacinação. Em 29/07/2021, Rio Claro alcançou 25% da população completamente imunizada. Na simulação na pesquisa mencionada, a liberação total com apenas 25% da população vacinada, poderia aumentar o número de casos em 79%, hospitalizações em 76% e de óbitos em até 150% do que sem liberação.
A situação epidemiológica no Brasil ainda é de alto risco de transmissão. Rio Claro cravou ontem a média móvel de 22 novos casos diários, cerca de 266% acima do limite da faixa de baixo risco de transmissão segundo critério da Organização Mundial de Saúde. A vacinação completa de 25% ainda está distante dos 70% necessários para a imunidade coletiva. Temos a variante delta, com grande transmissibilidade e requer duas doses de vacina para os nossos antianticorpos manterem a capacidade de neutralizá-la. Além disso, ela se mostrou capaz de se transmitida mesmo em vacinados. Com 6 meses de vacinação no país, é cada vez mais frequente a ocorrência de casos, reinfecção, hospitalizações e até óbitos em imunizados.
A retomada de atividades nesse cenário deve ser colocada no prato dos riscos na balança dos riscos e benefícios. Temos sim que redobrar os nossos cuidados com os pilares da proteção não farmacológica: distanciamento físico, uso de máscaras, ventilação e manutenção de bolhas de proteção. Caso contrário, a invés de coroas de natal podemos ter coras de velório.
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp Rio Claro
Setembro de 2018 foi um mês marcante. O Museu Nacional no Rio de Janeiro ardeu em chamas e o patrimônio histórico, cultural e científico perdido foi um choque enorme para a sociedade. Ao menos para os que entendem a importância do museu. Ao longo desses três anos, algumas ações de reparo e resgate puderam ser feitas e parte do acervo foi recuperada, reconstituída ou resgatada em outros formatos que não os originais que lá estavam guardados. Museu não é apenas um depósito de raridades, mas, sim, um espaço de ciência, de aprendizado e de lazer.
A Cinemateca Brasileira já vinha dando sinais de perigo há anos devido às más condições de suas instalações e descaso e sucateamento em todos os níveis, não apenas os materiais de preservação de acervo, mas também a falta de funcionários para lá trabalharem. O incêndio em um de seus galpões foi apresentado com tragédia anunciada, retrato da forma como governantes estão tratando nossa memória cultural.
Filmes mais antigos eram feitos de nitrato de celulose que, por ser muito inflamável, foram causa de vários acidentes. O filme "Cinema Paradiso" (https://www.imdb.com/title/tt0095765/) apresenta essa situação e a transição para filmes de acetado de celulose, que se decompõem com o tempo, mas queimam com maior dificuldade. O acervo na Cinemateca é predominantemente de acetatos que, literalmente, viram vinagre com o tempo. Estima-se que em condições adequadas de armazenamento, com controle de umidade e temperatura, os filmes possam durar até 100 anos.
Os originais revelam detalhes da produção, incluindo partes excluídas de um filme ou documentário e a própria técnica utilizada. Talvez cópias tenham sido guardadas em outro local, mas ali seria o lugar principal e de primeira escolha para manter um acervo. Vamos continuar a lamentar a extensão de mais uma perda cultural.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
No próximo sábado, dia 31 de julho, ocorrerá a cerimônia oficial da reabertura do Museu da Língua Portuguesa. O evento poderá ser acompanhado pelas redes sociais do Museu.
Facebook: https://www.facebook.com/MuseuDaLinguaPortuguesa
Twitter: https://twitter.com/MuseudaLingua
O espaço que estava fechado desde 2015, quando sofreu um incêndio, será reaberto após processo de restauração com novas instalações e experiências audiovisuais.
Leia mais aqui.
A posterior abertura ao público se dará sob as restrições determinadas pelas medidas de combate à COVID-19.
Após o incêndio sofrido pela Cinemateca na noite de ontem, a reabertura do Museu é uma boa notícia.
Uma excelente notícia aguardada há muito tempo é a ampliação de apoio dos governos e incentivo financeiro à ciência e aos espaços de cultura e ciências. E que eles sejam permanentes.
Imagem: Facebook do Museu.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Qual o perfil de um atleta participar de uma Olímpiada? Ele é um atleta de alto nível, faz parte de uma equipe multidisciplinar de apoio e é totalmente dedicado ao treinamento diário. Muitos atletas se encaixam nesse perfil e tem dedicação exclusiva ao esporte.
Em Tóquio, encontramos duas atletas que também se envolveram nas ciências em alto nível, são doutoras e, inclusive uma é medalhista. São elas:
Anna Kiesenhofer é doutora em matemática e a atual medalha de ouro no ciclismo.
Instagram: https://www.instagram.com/annakiesenhofer/
Saiba mais sobre Kiesenhorfer na revista Bike Magazine.
Charlotte Hym é doutora em neurociência e skatista.
Instagram: https://www.instagram.com/charlotte_hym/
Imagens do Instagram das atletas.
José Alexandre Perinotto
UNESP
Resumo da Newsletter VEJA Coronavírus
Até o momento, a pandemia do novo coronavírus registra, segundo a Universidade Johns Hopkins:
No mundo: 196.741.728 contaminados e 4.201.788 mortos.
No Brasil: 19.839.369 contaminados e 554.497 mortos.
O número de doses de vacina aplicadas no planeta chegou a 4,02 bilhões. Enquanto no Brasil são 139.141.390 de unidades administradas. Os dados são da Bloomberg (mundial) e da Revista VEJA (nacional).
SPRAY VIROU FUMAÇA
Sempre em busca de um remédio miraculoso contra a Covid-19, o governo chegou a apostar suas fichas em um spray israelense à base de uma proteína que provocaria uma reação no organismo capaz de minimizar os efeitos da doença. Atrás do negócio tratado por Bolsonaro como "milagroso", dez autoridades brasileiras foram a Israel em março para conhecer o produto. Reportagem da Revista VEJA mostra que, passados quatro meses, a euforia em torno do spray se dissipou. O governo desembarcou da história da "cloroquina nasal" sem dar explicações. O único rastro visível foi a conta de 88.000 reais paga pelos cofres públicos para bancar a viagem.
DOSE EXTRA EM ISRAEL
Em nova tentativa de controlar a disseminação da variante delta e o aumento de casos de Covid-19, Israel decidiu aplicar uma dose de reforço da vacina da Pfizer em pessoas com mais de 60 anos. Serão elegíveis para a terceira inoculação idosos que foram vacinados há pelo menos cinco meses. Nesta semana, a farmacêutica afirmou que uma terceira injeção aumenta significativamente os níveis de anticorpos contra várias versões do vírus. Os dados do estudo, contudo, ainda não foram publicados. Ainda assim, um painel de especialistas israelenses aconselhou o governo de Naftali Bennett a realizar a campanha de reforço.
PRODUTIVIDADE TÓXICA
A disseminação do home office com a chegada da pandemia, que incorporou o escritório ao ambiente doméstico, esgarçou os limites da jornada e cultivou o que vem sendo chamado de "produtividade tóxica", uma situação em que a pessoa acorda e vai dormir trabalhando, com efeitos negativos para o bem-estar, a saúde mental e o próprio desempenho. Conforme mostra matéria de da Revista VEJA, o excesso é sentido intensamente no Brasil: em uma pesquisa recente com trabalhadores de oito nacionalidades, realizada pela Microsoft, os brasileiros foram os que mais se disseram exaustos com o ritmo remoto, em que muita gente ainda patina para encontrar o necessário equilíbrio.
COVID-19 EM TÓQUIO
O Japão registrou mais de 10.000 novos casos de Covid-19 em 24 horas, um recorde desde o início da pandemia no país. Apenas em Tóquio, que sedia os Jogos Olímpicos, foram 3.865 infectados, o maior número pelo terceiro dia seguido. Segundo a governadora da capital, Yuriko Koike, o sistema de saúde está sob forte pressão e há estimativa de os casos chegarem a 4.500 por dia na cidade em agosto. A nova onda na região metropolitana acontece, principalmente, devido à propagação de novas variantes, que são mais contagiosas, como a delta. Koike garantiu, no entanto, que a alta de casos não tem relação com a Olimpíada.
fonte: CSSE, Johns Hopkins University (https://github.com/CSSEGISandData/COVID-19)
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 16/07/2021)
Prof. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
UNESP
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A campanha ADOTE UMA CESTA tem como objetivo arrecadar fundos que serão utilizados na compra de cestas básicas a serem destinadas a família carentes (ou que estão com alguma dificuldade em decorrência a pandemia do Covid-19) cadastradas na campanha Unesp Solidária. #unespRCpelaVida.
Para participar clique aqui
ou acesse pelo endereço
Comissão Executiva Anti COVID-19da UNESP Campus de Rio Claro.
Em plena fase vermelha no Estado e sobrecarga de hospitais em todo país,
disse uma aluna:
Quer sair: Quero.
Pode sair: Posso.
Vamos sair: Nem pensar.
Sábias palavras.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
#UnespRCpelaVIDA
#UnespRCpelaVIDA
#Atenda136
#FiqueEmCasa
POR EMAIL
unesprcpelavida@gmail.com
POR FORMULÁRIO
Envie sugestões ou dúvidas preenchendo esse breve formulário
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 124, julho 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-124-30072021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Suzi Berbet
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina