Eduardo Kokubun
Unesp
A onda Ômicron chegou na semana após o Natal em Rio Claro e o contágio pela variante explodiu nas duas semanas seguintes. Depois do pico de novos casos entre 17 e 23 de janeiro, o contágio vem diminuindo há nove semanas. Os picos de internação e de óbitos, que ocorreram nas semanas seguintes, acompanham a mesma tendência de queda. Comparando com as ondas anteriores, uma proporção menor de infectados foram parar nos hospitais ou foram a óbito. Era o esperado, como aprendemos com os países onde a Ômicron chegou antes.
Quando a onda Ômicron começou a reduzir, vários países anunciaram a flexibilização ou até mesmo a total liberação das proteções contra novas infecções. Os limites de ocupação de espaços, o distanciamento físico, a apresentação de comprovante de vacinação, o uso de máscaras em ambientes abertos, fechados e no transporte público foram relaxados ou totalmente abolidos.
Porém, durante a semana passada, alguns desses países começaram a ter novo aumento no número de novos casos. No ano passado, as ondas foram provocadas pelo surgimento de novas variantes como a Gama, Delta e Ômicron. Porém, no momento, não há nenhuma variante nova conhecida em grande circulação que justifique o que poderá ou não ser o início de uma nova onda. Segundo especialistas, o refluxo de casos ocorre por razões comportamentais: as pessoas circulam mais, aglomeram mais e usam menos as máscaras. Além disso, o número de pessoas que não estão em dia com a vacina vem aumentando.
Conforme adverte a Organização Mundial de Saúde, o mundo pode estar se aproximando do final da fase emergencial da pandemia. Ela continuará até que o vírus Sars-Cov2 deixe de circular por muitos países ao mesmo tempo. Como aprendemos ao longo desses dois anos, um aumento repentino de casos em algum país, mesmo do outro lado do globo terrestre, pode se disseminar rapidamente para outros países.
Rio Claro vem conseguindo reduzir a transmissão da variante Ômicron e evitando casos graves pela vacinação.
O comportamento preventivo continua sendo importante para avançar no controle e deixar a fase emergencial no passado.
Cuidemo-nos.
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp Rio Claro
O negacionismo científico tem sido combatido diuturnamente não apenas nos meios acadêmicos, mas também pelos veículos de comunicação sérios e instituições públicas e políticas. Em especial, com a advento da pandemia do Sars-Cov-2, dois anos atrás, ficou crítica a questão dos que, primeiramente, não acreditavam na existência de um vírus tão letal e, posteriormente, propagaram a utilização de medicamentos ineficazes no combate à doença, desconsiderando a necessidade de distanciamento social, isolamento e uso de máscaras. Por fim, vimos ainda uma nova onda negacionista dos que eram - e ainda são - contra a vacina, mesmo comprovada sua eficácia e segurança.
Sabíamos que havia uma correlação muito estreita entre o negacionismo e escolhas políticas recentes no Brasil, pois a dimensão dos discursos anti-científicos não era condizente com o histórico de adesão à vacinação que nossa população sempre teve. A onda negacionista tinha - e ainda tem - um viés de adesão a uma linha política específica.
A revista The Lancet publicou nesta semana um artigo de pesquisadores brasileiros que, de forma independente, analisaram os dados de mortalidade de todos os municípios de nosso país pela Covid-19, procurando correlações com a escolha eleitoral no pleito de 2018, especificamente se os eleitores daquela cidade votaram ou não no atual presidente Jair Bolsonaro (veja o artigo no original em inglês aqui: https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(22)00038-2/fulltext#seccesectitle0022).
O trabalho é profundo e complexo, pois são avaliados também outros fatores, tais como a dimensão de municípios para comparação e o IDH de cada um. A conclusão principal é que os municpíos que votaram majoritariamente a favor do então candidato Bolsonaro foram os que tiveram as piores taxas de mortalidade pela Covid-19, principalmente durante a segunda onda da epidemia em 2021. Os autores analisaram todas as ondas e flutuações de mortalidade e as correlações são bastante robustas, feitas por ferramentas estatísticas detalhadas no artigo.
A mistura de questões epidemiológicas com opinião política leva a uma insegurança sanitária para além de padrões da dinâmica de populações ou da mobilidade dos vírus. A análise científica dessa combinação é relevante, ainda mais que teremos neste ano novas eleições para cargos majoritários, presidente e governadores aí incluídos.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
A Academia Brasileira de Letras (ABL) promove a partir dessa semana um ciclo de palestras sobre a Semana de Arte Moderna. O evento, que agora ocorre de forma presencial, também poderá ser visto e revisto no canal do Youtube da ABL.
"Através do pensamento de importantes nomes da cultura brasileira, as conferências buscam traçar um paralelo entre a Semana e os dias atuais."
"O ciclo Brasil Moderno tem um pé no passado, outro no presente e até mesmo um terceiro pé, se é que possível pensar, no futuro."
Programação do ciclo de conferências Brasil Moderno:
17/03: Memória e Desmemória da Semana de 22 - Acadêmico Antonio Carlos Secchin
24/03: Trópicos Utópicos - Eduardo Giannetti
31/03: De Pagu a Carlota Joaquina - Carla Camurati
07/04: Pixinguinha vai à Europa – Julio Ludemir
14/04: Antropofagia e Tropicália – Gilberto Gil
28/04: Mário e Oswald - É tudo para hoje - José Miguel Wisnik
Local: Teatro Raimundo Magalhães Jr.
Endereço: Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro
Horário: 17h30
Entrada gratuita
Link para acompanhar pelo canal do Youtube.
Bio da ABL: https://linktr.ee/abletras
Notícia completa do evento aqui.
Massanori Takaki
Unesp
Em novembro de 2013, entrevistamos o Prof. Dr. Odeibler Santo Guidugli, docente aposentado do Departamento de Geografia da UNESP de Rio Claro. Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas em 1962, fez o Mestrado em Ciência Política e Sociologia em 1968, Doutorado em Geografia Humana em 1980 e Livre Docência em Análise Populacional em 1997. Iniciou as atividades de docência na UNESP de Rio Claro, em 1970 e se aposentou em 2008, mesmo assim, continuou por vários anos como Professor Voluntário atuando no Programa de Pós-Graduação em Geografia.
O Prof. Odeibler publicou inúmeros artigos em periódicos científicos, capítulos de livros, e artigos em jornais, e orientou inúmeros alunos de graduação e de pós graduação.
Cidades brasileiras (e no mundo) passam a exigir certificado de vacinação contra a Covid-19 para frequentar alguns lugares.
Alguns países que exigem vacinação para entrada aceitam esse certificado.
O certificado está disponível no site Conecte SUS (https://conectesus-paciente.saude.gov.br/menu/home) ou pelo aplicativo para celulares Android ou iOS.
Ou, se você for morador do Estado de São Paulo, pelo aplicativo do Poupa Tempo Digital.
Foto: unesp.br
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Para garantir a retomada das atividades presenciais de forma segura, ações estão sendo estabelecidas, como o encaminhamento dos comprovantes de vacinação dos funcionários técnico-administrativos e docentes e o preenchimento do inquérito de sintomas diário para os que irão cumprir as atividades de forma presencial dentro do Plano de Retomada das Atividades Presenciais da Unesp.
O acompanhamento dos indicadores selecionados pela Reitoria para direcionar o início e o avanço dessa nova fase, além da atenção a todas as medidas sanitárias amplamente divulgadas estão presentes também.
O preenchimento do inquérito de sintomas é parte importante de todo o processo. Colabore!!
Nesse sentido, podemos garantir o bem estar de todos.
Confira abaixo notícias
Areias do rio São Francisco carregadas pelos ventos deram origem e forma às dunas de Xique-Xique, na Bahia, nos últimos 100 mil anos
https://www.ecycle.com.br/o-velho-chico-e-seu-pequeno-deserto/
#rioclaro #unesprioclaro #unesprc #unesp #rioSãoFrancisco #Xique-Xique #Bahia #deposiçãofluvial #geologia #PatriciaMescolotti #QuaternaryScienceReviews #MárioAssine #FranciscoWilliamdaCruzJúnior #USP #geomorfologiaContribuição de @clorofreela
fonte: CSSE, Johns Hopkins University (https://github.com/CSSEGISandData/COVID-19)
É como se toda a nossa cidade [Rio Claro] mais as cidades de Santa Gertrudes, de Cordeirópolis, de Ipeúna, de Corumbataí, de Iracemápolis, de Charqueada, de Analândia, de Águas de São Pedro, de Itirapina, de São Pedro, de Brotas, de Torrinha, de Santa Maria da Serra, de Dourado, de Ribeirão Bonito, de Conchal, de Engenheiro Coelho, de Trabiju, de Boa Esperança do Sul, de Ribeirão Bonito, de Artur Nogueira e de Conchal desaparecessem do mapa.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 03/03/2022)
Não apenas cidades desapareceram: avós, pais, irmãos, filhos e amigos que se foram.
Prof. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
No sábado, dia 07 de outubro de 2021,
superamos a marca de 600.000 brasileiros
que perderam a vida em casos reconhecidos da COVID-19
desde o início do ano de 2020.
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
UNESP
❤️ Contagie-se com a solidariedade e nos ajude a ajudar ao próximo ❤️
A campanha ADOTE UMA CESTA tem como objetivo apoiar ações de compra de cestas básicas a serem destinadas a família carentes (ou que estão com alguma dificuldade em decorrência a pandemia do Covid-19), ajudando os mais necessitados.
#unespRCpelaVida
Comissão Executiva Anti COVID-19
da UNESP Campus de Rio Claro.
Tomar todas as doses de vacina
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
Ajudar os mais necessitados
Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Funcionalidade permite visualizar a progressão de casos e de novas internações por faixa etária. No gráfico inferior, as linhas representam variação re relação à semana anterior. Valores maiores que 1 significam crescimento.
Veja dados completos da evolução da pandemia em Rio Claro no Painel Covid-19
UNESP em Rio Claro
Unesp forma profissionais de alto nível, desenvolve pesquisas científicas essenciais, interage com a comunidade por meio de suas atividades de extensão e, ainda, injeta R$ 125 milhões ao ano na economia de Rio Claro
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
#UnespRCpelaVIDA
#UseMascara
#EviteAglomeracoes
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 160, março 2022. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-160-19032022. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Adilson Roberto Gonçalves
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Massanori Takaki
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Massanori Takaki
Suzi Berbet
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Adilson Roberto Gonçalves
Osmar Malaspina
Samuel Cardoso Ferreira
Renato Hoffmann